Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Encontrei um método mais confiável de recomendação chamado Adubação Econômica. Ele é uma análise científica de qual é a dose do fertilizante que proporcionará o maior retorno financeiro possível a cultura, que se baseia na curva de resposta da cultura ao fertilizante, ao preço de venda e no custo do fertilizante.

É um método de recomendação da adubação mais preciso que o tradicional, que usa a análise de solo com determinante, pois a Adubação Econômica leva em consideração as interações entre o solo, o cultivar e a atmosfera. No site abaixo, você poderá encontrar informações detalhadas de como funciona, exemplos de uso.

http://www.planejamentoavancado.com.br/o-que-e-adubacao-economica.html

Queria saber a opinião de vocês sore isso.

Valeu.

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Respostas a este tópico

Boa noite, 

Pelo que pude observar é uma aplicação da metodologia do Sistema de Adubação Economica Máxima, como preconizado por várias instituições de pesquisa. Um exemplos são os divulgados pela POTAFÓS, DRIS e Fertigrama. 

Além disso, eu não me recordo se é a UFV ou a UFLA também possui um sistema similar. 

Dê uma olhadinha no link http://brasil.ipni.net/article/BRS-3197  onde está o sistema da potafós, que é gratuito. Além disso existem outros como o SIRA que é muito mais barato.

Boa noite,

eu dei uma olhada no método de análise que eles trabalham, e me parece que é um sistema de interpretação de análise de plantas e do solo mais avançado que o usualmente utilizado, mas ainda não consegui encontrar respostas para perguntas importantes, como por exemplo, se eu plantar no meu talhão o hibrido duplo de milho BRS 2022, e eu recomentar, seguindo o DRIS, que se aplique 80 kg de uréia por hectare, quantos quilos serão produzidos? Quantos R$ será a renda? Qual é a produtividade máxima desse cultivar nesse talhão?

E o método da Adubação Econômica parece responder essas dúvidas, como no link que eu coloquei mostram no exemplo 2, que aplicando 119 quilos de uréia por hectare, e a renda líquida foi de R$ 68, a produtividade foi de 5679 Kg, e aplicando 222 quilos de uréia por hectare, a produtividade foi de 5936 Kg, e a renda líquida foi de R$ 16 por hectare. Na maior produtividade, o lucro foi menor.

Por isso eu acho que é um método novo, pois não leva em consideração a química do solo, a mineralogia, a fisiologia da planta, etc, mas sim somente fatores econômicos baseados em resultados de campo in loco.

No caso do exemplo que eles deram, se o talhão tiver mais de 8 hectares, ele já vai ter pagado a análise e ter lucro, pois, com 8 hectares usando 80Kg a renda liquida será de R$ 413, e na dose econômica, 2 hectares terão renda liquida de R$ 513, e o custo da análise é R$ 99.

Um abraço.

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Boa noite, 

Pelo que pude observar é uma aplicação da metodologia do Sistema de Adubação Economica Máxima, como preconizado por várias instituições de pesquisa. Um exemplos são os divulgados pela POTAFÓS, DRIS e Fertigrama. 

Além disso, eu não me recordo se é a UFV ou a UFLA também possui um sistema similar. 

Dê uma olhadinha no link http://brasil.ipni.net/article/BRS-3197  onde está o sistema da potafós, que é gratuito. Além disso existem outros como o SIRA que é muito mais barato.

Na verdade o Conceito de Adubação Econômica, vem derivado de outro que é o conceito de Colheita Econômica Máxima ou CEM. Este conceito é discutido há muitos anos, se não me engano inclusive tendo sido lançado pelo saudoso Dr Eurípedes Malavolta. 

Na verdade o que pude analisar é que o proposto no site é somente uma ferramenta a mais e não um conceito novo. Inclusive pesquisando lembrei que há uma versão gratuita de uma planilha de excel que faz esse tipo de correlação, talvez não no grau de profundidade que o proposto pela empresa. Esta planilha que eu falo é a FERT, desenvolvida pelo Prof Aziz G. da Silva Jr (DER/UFV). De modo simplificado ele correlaciona a interpretação da análise de solo com o custo da fonte de nutriente a ser aplicada, inclusive eu mesmo tenho uma cópia desta planilha para complementar algumas recomendações que eu faço. Porém eu tomo o cuidado de realizar a adaptação dos resultados, pois ela é desenvolvida com base na 4ª Aproximação CFESMG e como atuo em SP as recomendações não são as mesmas.

Veja eu não estou menosprezando o sistema que vc comentou, mas eu somente considero ele mais uma ferramenta. Como na verdade muito softwares. Pois por mais precisas que sejam as informações fornecidas pelo software que está disponibilizado ele continua sendo uma ferramenta, não substituindo em nenhum momento o conhecimento do profissional que está realizando a recomendação.

Além disso, a questão das curvas de resposta, concordo que realmente são o meio mais preciso para realizar uma recomendação de adubação. Inclusive de acordo com Dr. Paulo César Trani, do IAC, o Brasil precisa avançar muito no desenvolvimento de ensaios que gerem curvas de resposta para várias culturas, principalmente quando verificamos os a necessidade de adubações fora do eixo milho-soja-algodão-cana. Eu cito como exemplo da falta de curvas atualizadas de respostas o caso do tomate.

No tomate o trabalho maior profundo sobre curvas de repostas foi desenvolvido por Aloisi Sobrinho em meados da década de 1960 e continua sendo uma referência, apesar do avanço tecnológico. Sendo que este trabalho é baseado no sistema de cultivo a campo, somente me falha a memória se esta pesquisa trabalhou com tomate rasteiro ou estaqueado. Ainda na cultura do tomate, há um outro trabalho sobre curvas de resposta desenvolvido somente em 1998, por um professor da UFV, acho que é Paulo Tavares, que trabalhou com seu ensaio em ambiente protegido. Porém, já são 16 anos sem novos ensaio publicados, será que o avanço tecnológico não suplantou esses resultados. Acredito que sim.

Poderíamos basear em resultados de outros países, mas em relação a curvas de resposta eu, particularmente, fico reticente, uma vez que as condições de produção e metodologias de determinação de nutrientes do solo são muito diversas.

Olá,

Eu não sabia dessas informações, particularmente, eu tenho um pouco de dificuldades em recomendar adubação, pois, na faculdade, eu aprendi a usar aquelas tabelas feitas por órgãos de pesquisa que relacionam a quantidade da fonte ao resultado da análise de solo, e as relações entre nutrientes, como por exemplo, a relação entre cálcio e magnésio, porém, eu li muitas pesquisas, e vi que essas relações variam muito entre plantas e solos, e como você disse sobre a CFESMG, um estudo feito numa região diferencia nos resultados de outra, e não dá para generalizar. Então, eu desenvolvi para mim uma planilha que busca colocar o solo numa condição química perfeita, baseada na análise de solos, mas mesmo assim, fico inseguro em recomendar, pois cada cultivar tem uma adaptação, uns se adaptam a solos mais ácidos, outros com baixo nível de fosforo, etc, e os estudos que são publicados não nos dão uma solução para esses detalhes a nível de cultivar, pois são estudos regionais. Fora as espécies cujas pesquisas são pequenas, como por exemplo os capins.

A planilha FERT utiliza como conceito a interpretação da análise de solo com o custo da fonte de nutriente a ser aplicada, sendo talvez apelidado um conceito químico-econômico. E a Adubação Econômica parece usar a resposta real do fertilizante, ao custo desse e ao preço do produto, sendo um conceito produtiva-econômica-lucrativa, por isso parece ser um conceito novo, ou um conceito antigo modernizado (vai que isso já existe e tem pouca divulgação)?

Um abraço.

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Na verdade o Conceito de Adubação Econômica, vem derivado de outro que é o conceito de Colheita Econômica Máxima ou CEM. Este conceito é discutido há muitos anos, se não me engano inclusive tendo sido lançado pelo saudoso Dr Eurípedes Malavolta. 

Na verdade o que pude analisar é que o proposto no site é somente uma ferramenta a mais e não um conceito novo. Inclusive pesquisando lembrei que há uma versão gratuita de uma planilha de excel que faz esse tipo de correlação, talvez não no grau de profundidade que o proposto pela empresa. Esta planilha que eu falo é a FERT, desenvolvida pelo Prof Aziz G. da Silva Jr (DER/UFV). De modo simplificado ele correlaciona a interpretação da análise de solo com o custo da fonte de nutriente a ser aplicada, inclusive eu mesmo tenho uma cópia desta planilha para complementar algumas recomendações que eu faço. Porém eu tomo o cuidado de realizar a adaptação dos resultados, pois ela é desenvolvida com base na 4ª Aproximação CFESMG e como atuo em SP as recomendações não são as mesmas.

Veja eu não estou menosprezando o sistema que vc comentou, mas eu somente considero ele mais uma ferramenta. Como na verdade muito softwares. Pois por mais precisas que sejam as informações fornecidas pelo software que está disponibilizado ele continua sendo uma ferramenta, não substituindo em nenhum momento o conhecimento do profissional que está realizando a recomendação.

Além disso, a questão das curvas de resposta, concordo que realmente são o meio mais preciso para realizar uma recomendação de adubação. Inclusive de acordo com Dr. Paulo César Trani, do IAC, o Brasil precisa avançar muito no desenvolvimento de ensaios que gerem curvas de resposta para várias culturas, principalmente quando verificamos os a necessidade de adubações fora do eixo milho-soja-algodão-cana. Eu cito como exemplo da falta de curvas atualizadas de respostas o caso do tomate.

No tomate o trabalho maior profundo sobre curvas de repostas foi desenvolvido por Aloisi Sobrinho em meados da década de 1960 e continua sendo uma referência, apesar do avanço tecnológico. Sendo que este trabalho é baseado no sistema de cultivo a campo, somente me falha a memória se esta pesquisa trabalhou com tomate rasteiro ou estaqueado. Ainda na cultura do tomate, há um outro trabalho sobre curvas de resposta desenvolvido somente em 1998, por um professor da UFV, acho que é Paulo Tavares, que trabalhou com seu ensaio em ambiente protegido. Porém, já são 16 anos sem novos ensaio publicados, será que o avanço tecnológico não suplantou esses resultados. Acredito que sim.

Poderíamos basear em resultados de outros países, mas em relação a curvas de resposta eu, particularmente, fico reticente, uma vez que as condições de produção e metodologias de determinação de nutrientes do solo são muito diversas.

De acordo com sua última resposta me surgiu uma dúvida.... por acaso você é o responsável pelo site que vc indicou? Eu pergunto isso, pois no site não há indicativo de autores e a parte dos parceiros é protegida por senha. 

E a minha dúvida é reforçada pela colocação que vc diz que criou suas planilhas....

Olá, eu procurei no google o termo Adubação Economica Máxima, e não apareceu nada, mas também dei uma olhada nos sites, e o https://dris.ipni.net/DRIS/DiagNutricional.nsf/$Login?OpenForm  é um sistema Avaliação de Análises de Plantas, Solos e Recomendação de Adubação, que usa o fertigrama, e trabalha com AlgodãoCaféCitrosMaçã, Manga, MilhoSoja e Eucalipto. E o site http://www.sira.com.br/produtos_fertilidade_descritivo.jsp.html é um programa que faz recomendações agronômicas de fertilização e correção do solo e nutrição de plantas, a partir dos resultados analíticos de amostras de terra, tecidos vegetais e informações de campo. Esses 2 sistemas  tem em comum necessitar da análise de solos para gerar recomendações. Esses sites poderiam fazer uma explicação mais detalhada dos seus sistemas, com alguns exemplos, para podermos entender em que condições melhor se adaptam.

Eu sou meio sismado em usar esses sistemas importados, pois eles usam conceitos que eu desconheço, então, não saberia explicar o que significa  o resultado, pois podem ter sido feitos para o uso em regiões diferentes da minha, como por exemplo um software da agrostis, no

site http://www.adubecerto.com.br/otimizacao-da-adubacao/

que dá diversas opções de recomendações para você escolher.

um abraço.

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Boa noite, 

Pelo que pude observar é uma aplicação da metodologia do Sistema de Adubação Economica Máxima, como preconizado por várias instituições de pesquisa. Um exemplos são os divulgados pela POTAFÓS, DRIS e Fertigrama. 

Além disso, eu não me recordo se é a UFV ou a UFLA também possui um sistema similar. 

Dê uma olhadinha no link http://brasil.ipni.net/article/BRS-3197  onde está o sistema da potafós, que é gratuito. Além disso existem outros como o SIRA que é muito mais barato.

Márcio eu fiquei um pouco confuso quando vc faz algumas citações na sua última mensagem.

  • A primeira é que aparentemente vc critica os sistemas de recomendação que necessitam de análises de solo para gerarem suas recomendações??? - Lendo o seu texto é o que me pareceu, mas posso estar enganado. Pois em minha opinião não é possível pensar em recomendação de adubação sem saber o que há no solo. Caso contrário estaríamos partindo para um sistema de cultivo via substrato, onde toda nutrição seria fornecida artificialmente, aí sim neste caso uma aplicação direta do conceito de curva de extração.
  • Outra dúvida vc fala em sistema importados. Curiosamente, o sistema de geração de informações é baseado no caso do sistema do IPNI e do SIRA, na metodologia de análise de solo, proposta por Van Raij. Curiosamente, esta metodologia inclusive é ensinada na disciplina de Fertilidade de Solos da UEM, onde vc estudou (tenho inclusive uma apostila de aulas práticas de análise de solos da UEM que ensina esta metologia passo a passo, em detrimento da metodologia de análise preconizada pelo IAPAR).
  • Outra dúvida, vc fala em não conhecer as fundamentações dos métodos do SIRA e do IPNI. Bom, neste caso eu recomendo algumas leituras básicas apesar de antigas MALAVOLTA, E - Manual de Química Agrícola, VAN RAIJ - Avaliação do Estado Nutricional das Plantas entre outros. Inclusive recomendo um blog muito interessante sobre fertilidade do solo e adubação chamado agronomiacomgismonti.blogspot.com.
  • Outro ponto importante, é que a adubação não é somente extração de nutrientes é também a relação nutricional. Vi em seu perfil que vc trabalha com certificação de produtos orgânicos, então acredito que deva conhecer muito bem a teoria da Trofobiose e os trabalhos de Ana Primavesi sobre o manejo ecológico dos solos tropicais. Pois quando adubações não somente fornecemos nutrientes para as plantas, mas também ao solo, que posteriormente será disponibilizado para as plantas. Assim, sem uma análise de solo muito bem feita, podemos causar desbalanços que induzem a problemas como nas relações Ca/MG e Ca/K. Que em minha opinião são muito mais prejudiciais do que a ausência de adubação.
  • E por último, eu vejo todos esses software somente como ferramentas, ou seja eles não meios para alcançarmos um objetivo que é a produção econômica. Além disso, há sempre a sensibilidade humana do profissional para fazer ajustes, que em minha opinião é fundamental. Somente para exemplificar, saindo da área agronômica e entrando na engenharia civil, por relatos de vários colegas, a maioria esmagadora dos software de cálculo estrutura superdimensionam as estruturas. Assim, um bom engenheiro o que eles faz, revisa os cálculos eletrônicos e os traz para a realidade, porém aqueles que possuem pouca intimidade com as teorias e cálculos usados nos softwares tratam os resultados como verdades incontestes.


Márcio Aleksandro Daniel disse:

Olá, eu procurei no google o termo Adubação Economica Máxima, e não apareceu nada, mas também dei uma olhada nos sites, e o https://dris.ipni.net/DRIS/DiagNutricional.nsf/$Login?OpenForm  é um sistema Avaliação de Análises de Plantas, Solos e Recomendação de Adubação, que usa o fertigrama, e trabalha com AlgodãoCaféCitrosMaçã, Manga, MilhoSoja e Eucalipto. E o site http://www.sira.com.br/produtos_fertilidade_descritivo.jsp.html é um programa que faz recomendações agronômicas de fertilização e correção do solo e nutrição de plantas, a partir dos resultados analíticos de amostras de terra, tecidos vegetais e informações de campo. Esses 2 sistemas  tem em comum necessitar da análise de solos para gerar recomendações. Esses sites poderiam fazer uma explicação mais detalhada dos seus sistemas, com alguns exemplos, para podermos entender em que condições melhor se adaptam.

Eu sou meio sismado em usar esses sistemas importados, pois eles usam conceitos que eu desconheço, então, não saberia explicar o que significa  o resultado, pois podem ter sido feitos para o uso em regiões diferentes da minha, como por exemplo um software da agrostis, no

site http://www.adubecerto.com.br/otimizacao-da-adubacao/

que dá diversas opções de recomendações para você escolher.

um abraço.

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Boa noite, 

Pelo que pude observar é uma aplicação da metodologia do Sistema de Adubação Economica Máxima, como preconizado por várias instituições de pesquisa. Um exemplos são os divulgados pela POTAFÓS, DRIS e Fertigrama. 

Além disso, eu não me recordo se é a UFV ou a UFLA também possui um sistema similar. 

Dê uma olhadinha no link http://brasil.ipni.net/article/BRS-3197  onde está o sistema da potafós, que é gratuito. Além disso existem outros como o SIRA que é muito mais barato.

Senhores, tenho um software que desenvolvi para a interpretação, formulação e recomendação de fertilizantes. Nele tenho todos os cálculos necessários para interpretar uma análise e, com os dados nas mão, fazer as recomendações. Nada me dá mais prazer do que relacionar solo com os fatores que interferem na produtividade. E, posteriormente, fazer as avaliações financeiras do trabalho implementado.

Uma coisa que até hoje me mantém na dianteira é o conhecimento de substâncias com as quais faço minhas recomendações. Por exemplo, qual é melhor fonte de fósforo para determinado trabalho? Parece incrível, mas, até hoje, a mais cara no desembolso é a que promove o maior lucro líquido ao longo de um período. Como trabalhar o material corretivo para tornar o investimento mais barato ao longo de um período? É possível reduzir as agressões dos pesados maquinários utilizados no Centro Oeste brasileiro em relação ao solo?

Gostaria de saber se estes exemplos dos senhores de ferramentas poderiam responder a estas perguntas?

Olá Francisco, fico feliz de mais gente ter entrado nessa discussão. Eu gostaria de saber um pouco mais, sobre o software que vc disse que desenvolveu, pois gosto de conhecer diferentes ferramentas de trabalho. 



Francisco Cezar Dias disse:

Senhores, tenho um software que desenvolvi para a interpretação, formulação e recomendação de fertilizantes. Nele tenho todos os cálculos necessários para interpretar uma análise e, com os dados nas mão, fazer as recomendações. Nada me dá mais prazer do que relacionar solo com os fatores que interferem na produtividade. E, posteriormente, fazer as avaliações financeiras do trabalho implementado.

Uma coisa que até hoje me mantém na dianteira é o conhecimento de substâncias com as quais faço minhas recomendações. Por exemplo, qual é melhor fonte de fósforo para determinado trabalho? Parece incrível, mas, até hoje, a mais cara no desembolso é a que promove o maior lucro líquido ao longo de um período. Como trabalhar o material corretivo para tornar o investimento mais barato ao longo de um período? É possível reduzir as agressões dos pesados maquinários utilizados no Centro Oeste brasileiro em relação ao solo?

Gostaria de saber se estes exemplos dos senhores de ferramentas poderiam responder a estas perguntas?

Trata-se de um banco de dados Firebird, administrado por um sistema desenvolvido em Delphi.

Nele cadastro clientes, propriedades e talhões. Cadastro básico. Postriormente cadastro resultados de Análises de amostras de solo. Depois faço suas interpretaçãoes utilizando para tal as pesquisas desenvolvidadas e divulgadas pela EMBRAPA, USP, UNESP, e minha experiência. Todos os resultados numa tela somente para avaliação correta da situação.

Para recomendação, numa nova tela, posso fazer recomendações de corretivos, fertilizantes, etc segundo dados da pesquisa e contrapondo com os dados do solo. Fórmulas fechadas.

Noutra tela, posso formular fertilizantes de forma aberta, selecionando as substâncias que escolho.

Noutra, posso fazer o aproveitamento de sobras de fertilizantes na propriedade e criar fórmulas que desejo para recomendar, etc.

P´roximo passo será a colocação do DRIS e resultados de folhas.

Eduardo, como sou profissional de campo, fiz Processamento de Dados para atender minha demanda nesta área. Meu software que aborda o tema fertilidade de solos é um banco de dados Firebird1.5.2, com sistema desenvolvido em Delphi 7.

Ele possue um cadastro básico onde registro cliente, propriedade e talhóes.

Depois registro os resultados de análises de solo no sistema internacional. Dai para frente, interpreto as análises segundo dados de pesquisa da EMBRAPA, USP e UNESP. Faço recomendações de Corretivos (calcário, gesso e fósforo), bem como, com os dados da amostra, trabalho formulãções de fertilizantes com opções de reduzir um ou mais nutrientes em função de seus níveis no solo.

Trabalho fórmulas de fertilizantes, aberta, podendo escolher as substâncias que utilizarei para fechar as fórmulas.

Posso formular fetilizantes com sobrinhas de meus clientes na fazenda. Controlo os níveis dos elementos nutrientes em gráffico.

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Olá Francisco, fico feliz de mais gente ter entrado nessa discussão. Eu gostaria de saber um pouco mais, sobre o software que vc disse que desenvolveu, pois gosto de conhecer diferentes ferramentas de trabalho. 


Francisco Cezar Dias disse:

Senhores, tenho um software que desenvolvi para a interpretação, formulação e recomendação de fertilizantes. Nele tenho todos os cálculos necessários para interpretar uma análise e, com os dados nas mão, fazer as recomendações. Nada me dá mais prazer do que relacionar solo com os fatores que interferem na produtividade. E, posteriormente, fazer as avaliações financeiras do trabalho implementado.

Uma coisa que até hoje me mantém na dianteira é o conhecimento de substâncias com as quais faço minhas recomendações. Por exemplo, qual é melhor fonte de fósforo para determinado trabalho? Parece incrível, mas, até hoje, a mais cara no desembolso é a que promove o maior lucro líquido ao longo de um período. Como trabalhar o material corretivo para tornar o investimento mais barato ao longo de um período? É possível reduzir as agressões dos pesados maquinários utilizados no Centro Oeste brasileiro em relação ao solo?

Gostaria de saber se estes exemplos dos senhores de ferramentas poderiam responder a estas perguntas?

Olá Eduardo, eu vejo como um grande aprendizado conversar com você, pois vejo que entende muito sobre adubação, e eu estou aprendendo bastante. Eu estou apresentando uma teoria pouco conhecida de recomendação de adubação, que prioriza o resultado econômico, em detrimento ao atual, que prioriza o produtivo, e muitas vezes, o produtor alcança altas produtividades, mas tem prejuízos no final.  Eu não sou contra a recomendação baseada na análise química, eu só vejo que ela tem algumas limitações quanto a alguns aspectos importantes, como por exemplo, não distinguirem entre cultivares específicos, como os cultivares adaptados a solos pobres, por exemplo, ou espécies exóticas para um local. Uma vez eu li que essas recomendações são feitas para que as culturas alcancem de 80 a 90% da sua capacidade produtiva, mas será que é economicamente viável chegar a essa produtividade?

Pelo que eu vejo, a Adubação Econômica não usa a recomendação química da forma convencional, onde você envia para o laboratório uma amostra representativa, e obtêm uma composição química da solução do solo em cmol por Kg, ou outra unidade, e depois precisa fazer uma interpretação, onde eu já vi softwares que oferecem mais de 60 opções de recomendação para a mesma análise. Na Adubação Econômica, a análise química é a curva de resposta, obtida pela aplicação de deferentes doses e pesagens da colheita, e a analise já é uma interpretação, do tipo dose-produção, e a recomendação da dose econômica é uma outra análise que busca o máximo de lucro baseado nos custos-receitas-curva de resposta.

Eu vejo as planilhas eletrônicas, como o excel, como uma calculadora fantástica, onde você pode automatizar conceitos matemáticos muito complexos, e é claro, revisar os resultados, no caso de quem construiu a planilha de calculo,e conhece os esquemas da planilha, e num software, ou planilha comprada, isso raramente acontece. 

Um grande abraço.

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Márcio eu fiquei um pouco confuso quando vc faz algumas citações na sua última mensagem.

  • A primeira é que aparentemente vc critica os sistemas de recomendação que necessitam de análises de solo para gerarem suas recomendações??? - Lendo o seu texto é o que me pareceu, mas posso estar enganado. Pois em minha opinião não é possível pensar em recomendação de adubação sem saber o que há no solo. Caso contrário estaríamos partindo para um sistema de cultivo via substrato, onde toda nutrição seria fornecida artificialmente, aí sim neste caso uma aplicação direta do conceito de curva de extração.
  • Outra dúvida vc fala em sistema importados. Curiosamente, o sistema de geração de informações é baseado no caso do sistema do IPNI e do SIRA, na metodologia de análise de solo, proposta por Van Raij. Curiosamente, esta metodologia inclusive é ensinada na disciplina de Fertilidade de Solos da UEM, onde vc estudou (tenho inclusive uma apostila de aulas práticas de análise de solos da UEM que ensina esta metologia passo a passo, em detrimento da metodologia de análise preconizada pelo IAPAR).
  • Outra dúvida, vc fala em não conhecer as fundamentações dos métodos do SIRA e do IPNI. Bom, neste caso eu recomendo algumas leituras básicas apesar de antigas MALAVOLTA, E - Manual de Química Agrícola, VAN RAIJ - Avaliação do Estado Nutricional das Plantas entre outros. Inclusive recomendo um blog muito interessante sobre fertilidade do solo e adubação chamado agronomiacomgismonti.blogspot.com.
  • Outro ponto importante, é que a adubação não é somente extração de nutrientes é também a relação nutricional. Vi em seu perfil que vc trabalha com certificação de produtos orgânicos, então acredito que deva conhecer muito bem a teoria da Trofobiose e os trabalhos de Ana Primavesi sobre o manejo ecológico dos solos tropicais. Pois quando adubações não somente fornecemos nutrientes para as plantas, mas também ao solo, que posteriormente será disponibilizado para as plantas. Assim, sem uma análise de solo muito bem feita, podemos causar desbalanços que induzem a problemas como nas relações Ca/MG e Ca/K. Que em minha opinião são muito mais prejudiciais do que a ausência de adubação.
  • E por último, eu vejo todos esses software somente como ferramentas, ou seja eles não meios para alcançarmos um objetivo que é a produção econômica. Além disso, há sempre a sensibilidade humana do profissional para fazer ajustes, que em minha opinião é fundamental. Somente para exemplificar, saindo da área agronômica e entrando na engenharia civil, por relatos de vários colegas, a maioria esmagadora dos software de cálculo estrutura superdimensionam as estruturas. Assim, um bom engenheiro o que eles faz, revisa os cálculos eletrônicos e os traz para a realidade, porém aqueles que possuem pouca intimidade com as teorias e cálculos usados nos softwares tratam os resultados como verdades incontestes.


Márcio Aleksandro Daniel disse:

Olá, eu procurei no google o termo Adubação Economica Máxima, e não apareceu nada, mas também dei uma olhada nos sites, e o https://dris.ipni.net/DRIS/DiagNutricional.nsf/$Login?OpenForm  é um sistema Avaliação de Análises de Plantas, Solos e Recomendação de Adubação, que usa o fertigrama, e trabalha com AlgodãoCaféCitrosMaçã, Manga, MilhoSoja e Eucalipto. E o site http://www.sira.com.br/produtos_fertilidade_descritivo.jsp.html é um programa que faz recomendações agronômicas de fertilização e correção do solo e nutrição de plantas, a partir dos resultados analíticos de amostras de terra, tecidos vegetais e informações de campo. Esses 2 sistemas  tem em comum necessitar da análise de solos para gerar recomendações. Esses sites poderiam fazer uma explicação mais detalhada dos seus sistemas, com alguns exemplos, para podermos entender em que condições melhor se adaptam.

Eu sou meio sismado em usar esses sistemas importados, pois eles usam conceitos que eu desconheço, então, não saberia explicar o que significa  o resultado, pois podem ter sido feitos para o uso em regiões diferentes da minha, como por exemplo um software da agrostis, no

site http://www.adubecerto.com.br/otimizacao-da-adubacao/

que dá diversas opções de recomendações para você escolher.

um abraço.

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Boa noite, 

Pelo que pude observar é uma aplicação da metodologia do Sistema de Adubação Economica Máxima, como preconizado por várias instituições de pesquisa. Um exemplos são os divulgados pela POTAFÓS, DRIS e Fertigrama. 

Além disso, eu não me recordo se é a UFV ou a UFLA também possui um sistema similar. 

Dê uma olhadinha no link http://brasil.ipni.net/article/BRS-3197  onde está o sistema da potafós, que é gratuito. Além disso existem outros como o SIRA que é muito mais barato.

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