Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Embora os riscos para a saúde humana tenham diminuído nos últimos  20 anos, a proporção de córregos cujos níveis de pesticidas representam uma ameaça potencial para a vida aquática permaneceu praticamente estável: entre 60 e 70 por cento dos rios e cerca de 45 por cento dos córregos em áreas de uso misto, registraram níveis acima do valor de referência para o dano potencial para a vida aquática.

 [isso lá nos States]

Fonte: www.nytimes.com/2014/09/12/us/pesticide-levels-in-waterways-have-dropped-reducing-the-risks-to-humans.html?ref=science (New York Times, 13.09.14).

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Estava lendo o que vocês ponderavam acima e me ponho a pensar que as plantas cultivadas em especial a Soja e o milho que na minha região predomina, são postas em competição permanente para obter as maiores produtividades, abundantemente e com aparência visual mais atraente. Neste ambiente tenho visto plantas superalimentadas por concentrações cada vez maiores de adubações, sendo literalmente "empanturradas" e ao mesmo tempo são frequentemente banhadas com fungicidas, herbicidas e inseticidas preventivamente, isso tudo de forma quase automatizada nas dosagens. Estamos já com graves problemas de eficiências no uso de alguns princípios quimicos, mas isso ainda não é o mais grave, pois temos verificado que estas "Super Lavouras" com aparência muitas vezes saudável,  tem  contraído molestias súbitamente,  bem como também estão sendo atacadas severamente por ácaros, pulgões, abortamento de frutos, secamento de pecíolos e outros sintomas claros de desequilíbrios nas plantas.   Na verdade, estamos estudando muito mais os "Doentes" que as "Doenças". Na agricultura como na medicina humana isso não é uma politica certa de erradicar os problemas.  Por isso acho que para termos  Menos Agrotóxicos nas Plantações e no Meio Ambiente precisamos estudar soluções de aumento da oferta de alimentos de forma inteligente e segura, sem abusos e através de plantas nutricionalmente bem equilibradas sem excessos de adubos e sem uso de aplicações preventivas de agrotóxicos.

CADA MACACO NO SEU GALHO

Paulo Vaz,

Valho-me deste ditado para que saiba que não sou a pessoa mais indicada para responder ao seu questionamento visto que, profissionalmente, sempre atuei na área de Recursos Hídricos e não no da aplicação de defensivos. Mas, como fui eu quem provocou a questão, não posso me furtar de dar a minha opinião.

Eu acho que as principais razões que fazem do Brasil o campeão mundial no uso de agrotóxicos são as seguintes:

  1. Falta de preparo adequado (na Escola e fora dela) do Engenheiro Agrônomo;

  2. Uso indevido e desautorizado dos produtos pelos fazendeiros e agricultores;

  3. Pressão dos fabricantes junto a comerciantes e técnicos locais para o consumo; e

  4. Falta de fiscalização, de divulgação e de laboratórios para testes de envenenamento.

A nossa falta de preparo técnico para lidar com o tema começa pela baixa qualificação docente e termina pela falta de ferramentas de diagnóstico. A Internet seria uma solução, se houvesse um site de Fitopatologia e outro de Adubação, confiáveis. Continua pela falta de visão holística (quantos de nós entende de técnicas de aplicação com aviões agrícolas e de agricultura de precisão ? p.ex.), de conhecimentos sobre Agricultura Orgânica, Manejo Integrado de Pragas – MIP e da capacidade dos transgênicos de evitarem o uso de alguns produtos tóxicos na lavoura. Vale lembrar que um solo bem adubado (não em exagero) é meio caminho andado para uma planta sadia (sem necessidade, portanto, de agrotóxicos) e o poder alelopático (*) de algumas plantas pode, algumas vezes, evitar ouso de produtos químicos.

(*)"a capacidade de as plantas, superiores ou inferiores, produzirem substâncias químicas que, liberadas no ambiente de outras, influenciam de forma favorável ou desfavorável o seu desenvolvimento".

JOSÉ LUIZ, Compartilho com seu ponto de vista em boa parte , mas para mudar o "sistema" atual no qual os estudantes e profissionais são inseridos na atualidade é algo que pode levar anos, então acho que temos que unir sugestões e propostas que sejam eficientes e criativa, para não dizer inovadoras, pois os tempos mudam e a sociedade espera de nós profissionais de agronomia que sejamos os que irão num futuro muito próximo encontrar soluções que Aumente a Oferta de alimentos Sadios e Seguros, com menos agrotóxicos nas plantações e meio ambiente, mas que encontre uma alternativa de manter o pequeno produtor na propriedade rural com dignidade e qualidade de vida igual ou melhor que o da cidade. Este é o cenário ideal do desafio que cabe a nós agrônomos apresentar a sociedade. pois não adianta culparmos o sistema no qual estamos inseridos, sobe pena de passar o tempo e não fazermos nada a não ser dizer que o sistema não permite.

 

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