Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Eng. Agr. José Luiz Viana do Couto
jviana@openlink.com.br

cidade
(latim civitas, -atis, condição de cidadão, direito de cidadão, conjunto de cidadãos, cidade, estado, pátria)
s. f.
1. Povoação de graduação superior a vila.
2. Por ext. Conjunto dos habitantes dessa povoação.
3. Cada uma das partes dessa povoação.
4. Vida urbana. ≠ campo
5. Bras. Vasto formigueiro de saúvas dividido em compartimentos a que chamam panelas. (*)

MEU CONCEITO DE CIDADE
Aglomerado humano concentrado no espaço físico, com alta densidade demográfica, casas de alvenaria e profissões urbanas, destinado à moradia, trabalho, lazer e circulação, possuindo valores, atitudes e comportamentos característicos.

O aparecimento das cidades foi uma consequência da agricultura e da fixação do homem a um determinado lugar. Antes do homem se dedicar à agricultura, não havia cidades, quanto muito, havia aldeias, mas sem caráter de fixação permanente, ou seja, como o homem era essencialmente caçador e recoletor, ele vivia em grande intimidade com os ciclos da Natureza: iam para onde a Natureza lhe proporcionava alimento. Com a agricultura, o homem já podia armazenar alimentos, pelo que começaram a surgir aglomerações populacionais com um caráter permanente.

”Antes da cidade, houve a pequena povoação, o santuário e a aldeia; antes da aldeia, o acampamento, o esconderijo, a caverna, o montão de pedras; e antes de tudo isso, houve certa disposição para a vida social que o homem compartilha, evidentemente com diversas outras espécies animais”.
(Lewis Munford, 1965 – tirado do primeiro linque abaixo)

O presente texto busca contribuir para uma reflexão preliminar sobre os papéis (ou funções) das cidades brasileiras no contexto contemporâneo do processo acelerado de urbanização do país. Como Agrônomo, vou logo avisando que, se entendo de alguma coisa, é do campo e não de cidades. Mas como curioso, acho que posso “provocar” os entendidos (Arquitetos, Urbanistas e assemelhados) para que saiam da sua toca e esclareçam melhor para nós, leigos no assunto, alguns problemas, a fim de que possamos dar a nossa contribuição para a sua solução.

De início vou dar um chute. Comparo as cidades à informática: a urbanização (e os equipamentos urbanos) é o hardware, e a nossa atuação (como cidadãos) é o software. Gostaram ? Então, vamos fazer essa máquina funcionar, pessoal !

CLASSIFICAÇÃO DAS CIDADES
As cidades podem ser classificadas de acordo com o seu tamanho, atividade econômica, importância regional e vocação, entre outras características. Com relação à VOCAÇÃO, por exemplo, as cidades podem ser consideradas como:
1) Turísticas (Rio-RJ, Salvador-BA, Fortaleza-CE e outras);
2) Industriais (Cubatão-SP, São Bernardo do Campo-SP, etc.);
3) Portuárias (Santos-SP, Tubarão-ES, etc.);
4) Comerciais (Ribeirão Preto-SP, etc.); e
5) Outras.
É bom não esquecer que uma cidade industrial, p.ex., possui também comércio varejista e prestação de serviços.

Corrêa (2004) sistematizou os aspectos que são próprios da rede urbana, em três estruturas distintas e interligadas: (**)
a) a dimensional;
b) a funcional; e
c) a espacial.
Amorim (1984) também observa que a situação geográfica é elemento fundamental para determinar o papel desempenhado pelas cidades médias na rede urbana.
Aqui, faço a 1a. chamada aos entendidos, para que nos esclareçam com exemplos e termos simples, o que significa cada um dos termos citados.

AGLOMERADO URBANO
A classificação das cidades quanto ao seu tamanho (é melhor conferir com a classificação do IBGE) pode ser assim resumida: (***)

Povoado: < 2.000 habitantes
Vila: 2.000 a 10.000 hab
Cidade: > 10.000 hab
Cidade pequena: 10.000 a 100.000 hab
Cidade média: 100.001 a 500.000 hab
Cidade grande: > 500.000 hab
Metrópole: > 1.000.000 hab
Megalópole: > 10.000.000 hab

Cada país determina o que seja CIDADE, de acordo com critérios próprios. México, Estados Unidos e Venezuela, consideram cidades as populações acima de 2.500 habitantes. Na Itália, é o lugar onde menos da metade da população trabalha na agricultura. Suécia, Polônia e Romênia, onde existe administração urbana.

AS FUNÇÕES SOCIAIS DAS CIDADES (****)
1 – Urbanísticas:
a) habitação;
b) trabalho;
c) lazer; e
d) mobilidade.
2 – Cidadania:
a) educação;
b) saúde;
c) segurança; e
d) proteção.
3 – Gestão:
a) prestação de serviços;
b) planejamento;
c) preservação do patrimônio cultural e natural; e
d) sustentabilidade urbana.

Meirelles (1993), reportando-se à Carta de Atenas, afirma que as funções sociais da cidade são 4: habitação, trabalho, circulação e recreação. Este foi o modelo que inspirou Lúcio Costa para o projeto e construção de Brasília-DF. Essa Carta sofreu revisão em 2003, criando-se mais 6 novas funções (agora tratadas como conceitos), com vistas a torná-las mais sustentáveis. As novas funções seriam:
1) cidade para todos;
2) didade participativa;
3) cidade-refúgio;
4) cidade saudável;
5) cidade produtiva;
6) cidade inovadora;
7) cidade racional;
8) cidade acessível;
9) cidade cultural; e
10) cidade de caráter contínuo.

As Funções Sociais das Cidades (tese de mestrado com 137 páginas):
www.biblioteca.pucpr.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=454
.
(*) www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx
.
(**) www.ig.ufu.br/revista/volume16/artigo24_vol16.pdf
.
(***) www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/agua2.htm
.
(****) http://revistaeletronicardfd.unibrasil.com.br/index.php/rdfd/articl...
.
Incentivo do MMA à boa gestão ambiental urbana:
http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=50615

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