Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Golegas

 

Proponho abrirmos uma discussão sobre o mercado de trabalho para os Engenheiros Agrônomos no Brasil e a ideia seria postarmos opiniões sobre as oportunidades promissoras para o momento.

Iniciando, gostaria de ouvir depoimentos sobre PROAGRO e SEGURO AGRÍCOLA. Como anda esse campo em suas regiões.

Aqui no Nordeste, pouco se fala sobre isso, mas entendo que não se pode arriscar mais nada, sem ter uma cobertura de um seguro e o exemplo está nessas estiagens que causaram grandes prejuízos na agropecuária Nordestina e que levou muita gente a falência.

 

Lademir C Calado

Pesqueira-PE

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Muito oportuna essa discussão as vésperas dos 80 anos de regulamentação da nossa profissão.

O Congresso de Agronomia do Rio de Janeiro tem em sua programação mini curso de seguro agrícola.

Visitem a pagina do 7° CEA!!!

Prezado Lademir e colegas,

Acho que esse é um ponto central no debate profissional do engenheiro agrônomo. Afinal ninguém entra numa carreira profissional por diletantismo, ou seja, opta por um trabalho apenas por prazer. Pessoalmente acredito que uma profissão é um matrimônio que envolve um misto de casamento por interesse e por amor. Normalmente apenas por um dos motivos (só interesse financeiro ou só por amor) costuma não ser muito promissor.

Mas afinal quais são mesmo os campos, as possibilidades de trabalho de um engenheiro agrônomo?

Podemos ser professores, pesquisadores, funcionários públicos da vigilância sanitária, extensão rural, meio ambiente - trabalhando com licenciamento, recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, solos, água, tantas outras...

Podemos ser empreendedores rurais em tantas áreas agropecuária, agricultura - agronegócio, agricultura familiar. 

Podemos nos especializar em consultoria em tantas áreas: irrigação, armazenamento, sementes e mudas certificadas, produção animal

A pesquisa em tantas áreas do conhecimento agronômico: solos, zootecnia, fitotecnia, irrigação ...
(quem ajuda a continuar?)...

Bom dia,

 

Acompanhando os comentários, tenho observado que muitos egressos não definem a área de atuação, devido a tantas opções, mas todos saem com desejo intenso de trabalhar.

Em contrapartida, concursos tanto públicos quanto privados não incluem a profissão do Agrônomo em atividades correlatas da nossa área atuação, e quando ocorre, o quantitativo de vagas é irrisório. Para a maioria da população o agrônomo ainda é aquele profissional que atua em atividade exclusivamente agropastoril. As mídias tem aberto discussões sociais, ambientais, agrárias, alimentação, alimentos saudáveis, ecologia, clima, paisagismo, aquicultura, entre outras e não incluem o agrônomo nestas discussões.

Nossa profissão nos oferece conhecimento em várias áreas de atuação, principalmente no panorama atual onde se discute tantas demandas relacionadas à ecologia, meio ambiente, alimentos, clima, responsabilidade social, qualidade de vida, etc.

Estamos sendo subutilizados pelo mercado de trabalho devido à pensamentos conservadores. Estou certo que o País fica prejudicado, já que observamos tantos equívocos por aí.

Saudações agroambientais.

Rumo ao 7° CEA !

Prezados, concordo com o Gilson quando ele diz que estamos sendo subutilizados pelo mercado de trabalho, principalmente devido a pensamentos conservadores e arcaicos, pois nossa função é produzir inovações tecnológicas que visem otimizar a produção de alimentos e com qualidade, de forma sustentável sem aumentar a demanda por novas áreas para cultivo agrícola. Além de proporcionar o bem estar das pessoas tanto no meio rural quanto no meio urbano, preservar o meio ambiente e proporcionar o sustento das pessoas que vivem da agricultura.

No entanto, enfrentamos uma barreira tão bem consolidada, quando tentamos exercer a nossa função de Engenheiro Agrônomos, pois as pessoas tem medo do que é novo e preferem aqueles velhos pacotes tecnológicos que já não funcionam mais e já são extremamente ultrapassados, pois não se inserem dentro da nova visão mundial de sustentabilidade.

Desta forma, apesar de podermos realizar tantas das funções citadas pelos colegas, ainda as fazemos de forma muitas vezes tímidas e onde nos são permitidas. Não. Devemos lutar pelo nosso direito de exercer nossa profissão e sermos competitivos nesse novo mercado invadido por "biólogos agrônomos", "arquitetos paisagistas agrônomos", "leigos agrônomos", "secretários de agricultura agrônomos", "vendedores de lojas agropecuárias agrônomos" e muitos outros que se acham agrônomos, e mostrar-lhes que nosso conhecimento é muito mais aprofundado e integrado com a sociedade do que se pensa.

Prezado Lademir, 

Com relação ao ProAgro e Seguro Agrícola, não tenho visto muita coisa aqui na região Central e Norte de Minas Gerais. 

Existem poucas seguradoras e poucos produtos para o setor até então.  

Outro fator é o receio do produtor que ainda não conhece muito bem esses serviços, e para o pequenos é percebido como um custo a mais na produção. Erroneamente!

Vivi no Nordeste por 18 anos,e lamento que ainda hoje pouco se tem feito por esta região que pode ser uma referência mundial em todos os setores...

O desmantelamento das políticas públicas de ATER, para além das suas graves consequências sócio-econômicas, tem eliminado boa parte, senão a maior parte, dos nossos postos de trabalho.

Claro, a nossa profissão contempla um leque grande de opções de atuação, porém, a excessiva fragmentação desta amplitude em novas carreiras (Eng. Florestal, Zootecnia, etc.) e os casos de sombreamento profissional (Eng. de Agrimensura, etc.) têm nos golpeado de modo quase fatal.

Faltam empregos formais, mesmo para profissionais com pós-graduação "stricto sensu". Na verdade, há até um excesso de profissionais com este perfil, os quais, por falta de opção, acabam por buscar "renda" nos mestrados e doutorados, sob a forma de bolsas de estudo. Faltam empregos e sobra um verdadeiro contingente de profissionais que, ao se prepararem para serem professores (mais do que pesquisadores), têm retroalimentado aquele conhecido círculo vicioso: faculdade, pós, faculdade... Isto seria um sintoma de que o crescimento econômico (caso ele de fato exista) talvez esteja passando bem longe da Agronomia. Um exemplo: Tenho amigos e conhecidos que são Engenheiros de outras modalidades (Civis, Mecânicos e Químicos). Bom, entre eles, hoje em dia, praticamente não há desemprego, de forma que, no geral, a grande maioria deste pessoal sequer tem cogitado cursar um mestrado!

Outro ponto importante: Empreendedorismo sem capital ou estrutura, numa área tão complexa, pode transformar-se em "amadorismo". Portanto, para alguns, aqueles que tenham acesso aos recursos ou, principalmente, recursos próprios, esta seria uma opção interessante, mas jamais o será para todos...!

Abraços e bom final de semana a todos os colegas!

O Jefferson citou um ponto bastante interessante:   retroalimentação de um ciclo vicioso. O mercado está saturado de mercado de Eng.Agrônomos. Cada vez mais faculdades de Agronomia pelo país. Eu apoio um freamento desse crescimento de cursos!

Qual a opinião dos colegas?

Acho que a grade curricular deveria mudar e que os dois últimos períodos deveriam ser reservados para especialização. Tem muitos profissionais generalizados e não especialistas e isso tanto enfraquece a entrada no mercado de trabalho, como a própria remuneração.

Concordo em nº, genero e grau com o Lademir. Somos mau formados pro mercado de trabalho desde a faculdade. Basta ver q em muitas vagas não são completadas pois os headhunters ñ aprovaram. Para atuarmos no mercado, um exemplo: quantas faculdades ensinam realizar projetos para crédito rural, suas legislações, perícias, laudos, etc. Mas saímos sabendo estatistica, etc. Diagnostico: até os profs. não sabem, pois são pesquisadores e muitos tem pouco ou nenhum contato com a vida de agrônomo de campo. Resultado: aprendemos com nossos erros e esses erros denigrem a imagem.

Concordo plenamente com Gilson somos subutilizados: qqer produto que compramos (químico, alimentício, eletronico, etc.) tem um responsável técnico. Os produtores rurais ñ tem obrigatoriedade ou direito de ter resp. técnico e produzem o q mais diretamente está relacionado com nossa saúde: alimento. Aí aparece no globo reporter q alimentos estão contaminados com agrotóxico, crianças nascem sem cérebro em tal cidade por isso, etc. Sem ninguem pra informar q com boas práticas agrícolas (q só os agrônomos podem orientar) esses resíduos ñ ocorreriam (é só um exemplo).

Acho q essas coisas ocorrem porque pouco participamos das entidades q deveriam questionar tudo isso. Muitos cursos de agronomia são instalados, qtos procuram as entidades para compor a grade ou ao menos consultá la. Pegam as exigencias do MEC. Qtas participam de discussões no MEC sobre atualizações das grades? o mercado muda rápido.


 
 Concordo plenamente com o Eduardo. O Agrônomo precisa participar efetivamente de entidades que possam lutar pelo bom desenvolvimento da profissão. 

Olá eu trabalho há quase 10 anos com perícias de seguro agrícola para várias seguradoras e também faço perícias para o Proagro e digo que é um mercado de trabalho bastante promissor, porém com acesso um pouco restrito. Só para exemplificar a no caso de São Paulo somos praticamente os mesmo peritos para todas as seguradoras. Além disso, no caso de proagro há vários acionamentos, mas muitos profissionais não estão qualificados ou então encontram-se em impedimento por vários motivos.

Além dessas áreas, como exemplificado acima, nosso mercado de trabalho é muito amplo.... Eu tenho uma visão bastante consolidada, que atualmente a agronomia é uma das áreas menos difíceis de colocação no mercado. Porém é necessário saber o que se quer se é um emprego ou um trabalho, pois são situação bem diferentes.

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