Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Prezados Colegas,

No Globo Rural do último domingo, 19/06/2011, fizeram uma reportagem sobre a emissão de receituário agronômico por técnicos agrícolas. A reportagem, bem tendenciosa, queria levar o telespectador a crer que era necessário o técnico agrícola poder receitar produtos para controle da pragas e doenças, pois estes identificavam as pragas ou doenças no campo, mas necessitavam da assinatura de um Agrônomo. Algumas associações de técnicos agrícolas entraram com mandato de segurança em alguns estados e já podem emitir receituário. Diziam na reportagem que a lei permite e quem proíbe é o CREA, que alega que o Técnico Agrícola não tem carga horária suficiente na sua grade curricular para emissão de receituário. No meu entendimento, não é questão somente de carga horária, pois trata-se de uma profissão de nível médio e somente profissionais de nível superior podem ter tal responsabilidade, pois não é somente uma assinatura para comprar um "remedinho", trata-se de segurança alimentar. Alegam na reportagem que os pequenos agricultores, a agricultura familiar se beneficiaria com isso. A segurança alimentar dos alimentos originados da agricultura familiar deve ser menosprezada? É correto permitir que um profissional de nível médio responsabilize-se pela segurança dos alimentos consumidos pela família Brasileira? Alguém concordaria que um Técnico em Enfermagem lhe receitasse um medicamento? Eu entendo que com o desenvolvimento das tecnologias, as exigências das atribuições devam ser maiores - por exemplo, que no futuro somente possa fazer receituário agronômico um especialista em fitossanidade - e querem que a coisa retroceda. Convoco aos colegas para que participem desta discussão e ajudem dando sugestões para que possamos combater este perigo para sociedade e para nossa profissão.

Veja a reportagem:

http://www.youtube.com/watch?v=ZDeda0rq5BU

 

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Certa vez, ainda na faculdade, conversando com um técnico agrícola que tinha acabado de ser aprovado no vestibular, perguntei se ele se sentia capacitado para emitir receituário agronômico, ao que ele respondeu: "O que é receituário agronômico?"

Por aí agente tira...

As vezes me pergunto porque se alarmar com o óbvio, a capacidade técnica de um profissional depende apenas do seu interesse e o mesmo se houver oportunidade no campo é o suficientemente. é só observar os técnicos de lavouras que prezam e são muito participativo em dias de campos, feiras, agroshows, etc. A questão é que vivemos em uma hierarquia e a sob uma constituição e sabemos também que nesse pais o problema do estupro da profição agronomia está simplesmente na sua ausente e ao mesmo tempo tão conceituada entidade de classe "CREA", é uma entidade exclusiva da engenharia civil e sustentadas por uma gama infinita de outros proficionais. Não entendeu ainda? A "OAB" bate em cima imediatamente e implacavelmente em todo e qualquer orgão ou entidade que tentar ferir qualquer parte inerente aos seus membros, O "CRM" não fica prá trás imagina esse movimento de técnicos se fosse os de enfermagem. E porque não lembrar dos "MOTOTAXISTAS" que não tem conselho, mais se bem que a união dos mesmos deixam muito das entidades de base muito pra trás, por exemplo, faça qualquer coisa mais não aflinga um mototaxista, pois em segundos eles são dezenas ou centenas prontos pra qualquer coisa. Em fim porque não começarmos uma luta para formar uma entidade de classe representativa própria de uma profição tão nobre e de tantos proficionais que hoje pagam carríssimo por nada.

 

Concordo quando diz que a compra de agrotóxicos e afins deve ser feita somente com receituário agrônomico emitida por engenheiro agrônomo sem vinculo direto com estabelecimentos comerciantes de agrotóxicos e afins. É a mesma coisa que uma farmácia contratar um médico para emitir as receitas dos medicamentos controlados que seriam vendido sem um diagnóstico. Esta prática é errada, o agrônomo que emite um receituário sem ir ao local é como um médico que receita sem examinar o paciente.

Edmar de Castro Durães disse:

Caro Leonardo, como estamos num site de agrônomos posso manifestar com maior clareza sobre essa situação.

Caso queiram ver um forum de discurssão que coloquei no inovadefesa, fiquem a vontade: http://inovadefesa.ning.com/forum/topics/receituario-agronomico-emi...

Bem, na minha opinião o que acontece com os agrônomos é que estamos realmente muito desunidos, ou seja, os técnicos conseguirem na "justiça" a atribuição de emitir receitas "agrônomicas" dão a eles uma organização mais intensa do que a nossa. Falo isso porque trabalho com a fiscalização de agrotóxicos e afins, e o que vejo é tudo isso que você descreve quanto a segurança alimentar. Então acho que uma boa situação a ser tomada seria a compra de agrotóxicos e afins somente com receituário agrônomico emitida por engenheiro agrônomo sem vinculo diretocom estabelecimentos comerciantes de agrotóxicos e afins. Penso que emitir uma receita sem ver o paciente é muito complexo e de plena desvalorização a profissão, além de aumentar o faturamento exclusivo dos revendedores e fabricantes. Mas isso é dificil. Pensem, se todo produtor comprasse agrotóxicos e afins  com uma receita emitida por profissinal que visitou sua propriedade e consultou sua lavoura de maneira correta, ninguém mais queria ser médicos, todos queriam ser agrônomos ou quase todos. Pois aí teria emprego para muita gente. Quanto aos pequenos produtores rurais, teria o serviço público, exemplo a EMATER. Mas teria que ter uma transformação radical no sistema, de forma a dar condição para isso e o conselho tabelar valores para não virar prostituição. Seria mais ou menos o que a OAB faz com os advogados. Ah, e seria uma boa idéia do conselho em promover uma avaliação para conseguir a carteira profissional. Infelizmente, existem colegas que não querem trabalhar no setor, querem apenas ganhar muito dinheiro rápido e não dando condições para a continuidade da profissão. Desculpem aos que se enquadram neste grupo.

Bem, falei demais e espero que tenha passado idéias saudaveis. É claro que não quero comer veneno e nem colocar na boca dos meus filhos.

Abraços a todos.

A reportagem  exibida  pela  globo  foi muito tendenciosa, mas  tambem nos mostra  como as leis brasileira são mal elaboradas, e que estas em sua grande maioria são elaboradas por pessoas sem conhecimento de causa.

Para o Crea, tanto faz, pois ambos pagam pela M... de receita, que entregamos ao agricultor r rlr nrm olha ou percorre os olhos,

Os TA estão dando um banho de organização nos EA, visto que são mais agueridos no que querem.

Esperar alguma coisa do Crea, esqueçam. Temos que nos mobilizar. Sou a favor da Ordem dos Engenheiros Agrônimos do Brasil para acabar com isso.

Mobilizem-se

Prezados Engenheiros Agrônomos e não "Agrônomos" como muitos dizem.Esta denominação traz de alguma forma uma certa desvalorização da categoria.Ela é redutiva e nos tira toda a Engenharia como a Zootecnia.Tenho muitas coisas para dizer a todos. Uma delas é o Decreto do Exmo. Presidente da República Fernando Henrique Cardoso de 30 de dezembro de 2002, que "literalmente detonou a categoria". Outra é o "Lob" dos técnicos agrícolas junto ao gabinete do Senador Augusto Botelho de Roraima, que é médico e indignado com a situação tentou levar adiante um novo decreto do senado federal suspendendo o 4560. Mas, que se encontra parado em Brasília por falta de mobilização dos Engenheiros Agrônomos e Florestais.Segundo o Senador no seu gabinete a procissão de técnicos foi contínua, mas nunca dos Eng. Agrônomos.Ele arquivou o projeto que nos beneficiaria por falta de mobilização nossa. Quanto ao 4560, este decreto permite esta atribuição aos técnicos de nível médio, que não tem formação nenhuma na área de fitossanidade, fisiologia, etc. Discordo do colega Maurício do MAPA que fala que somos corporativistas.A pergunta que faço é a mesma que li nos textos acima, quem receita? O médico ou o enfermeiro?E a segurança alimentar e a contaminação do meio ambiente como ficam? Assisti a reportagem do Globo Rural e acho que a classe agronômica tem que reagir.Foi uma afronta da mídia nacional, que disse que quem vai para o campo é o técnico e o Engenheiro Agrônomo atende por telefone.Isto sim que é uma afronta e desvalorização profissional.Vamos lá CONFAEAB este é o seu momento, una a classe e lute pela valorização do seu profissional, que voce representa.Convoco as Associações dos estados a fazer o mesmo.Solicito ao Professor João Araújo - UFRRJ (Coordenador Nacional das Câmaras Especializadas da Agronomia - CONFEA), para mobilizar a categoria em julho próximo (11 e 12  - Reunião do CONFEA sobre a Resolução 1010), também para discutir profundamente o assunto e encaminhar um documento formal para a Rede Globo solicitando uma retratação.Se não houver uma reação organizada a categoria pode entregar os pontos, porque o que temos de mais nobre é produzir alimentos seguros e limpos. O que passa pelo Receituário Agronômico.Olha pessoal já protocolei no Ministério Público Federal uma ação individual com denúncias do IMA - MG, em relação aos abusos dos técnicos nas questões da emissão do receituário e o Procurador Geral da República respondeu prontamente que o decreto 4560 é ilegal e não inconstitucional. Vamos mobilizar em Brasília uma corrente para mudar esta situação. Aliás, no último CNP (2010) dp CONFEA conseguimos aprovar uma proposta de ação judicial pelo CONFEA cassando o 4560.Vamos lá Conselheiros Federais da Agronomia (categoria) nos ajudem nesta batalha! Colegas tenho muito a dizer e minha aposentadoria esta chegando e tenho dois filhos que são Engenheiros Agrônomos e estou preocupado pelo futuro que os espera.Acho que o momento é agora. Vamos à luta e aproveitar para resgatar o que perdemos, como a "dignidade" de nossa profissão. 

 

atenciosamente.

 

Dr. Fernando Cezar Juliatti - Presidente da ABEAS ( Assoc. Brasil. de Ensino Agrícola Superior)   

Saudações. Sou Técnico Agropecuário e Engenheiro Agrônomo, e poderei resumir aos colegas que: Como Técnico Agropecuário, obtivemos uma prática de pulverizações associadas a utilização de produtos agrícolas em uma mistura de compatibilidade de reação entre eles (os produtos), para que um não amenizasse o efeito do outro, mas se esta mistura representasse maior potencialidade era então utilizada com mais freqüência, independente dos efeitos colaterais no ser humano. Como Engenheiro Agrônomo, com todo o estudo, pesquisa, informação, cuidado, responsabilidade que nos é imposta por Lei, e responsabilidade social a qual devemos e, temos todo o cuidado, Julgo estar preparado a elaborar sim um receituário acompanhado e de forma a trazer benefícios no presente e para gerações futuras. Me desculpem caros colegas Técnicos Agropecuários, mas necessitamos claramente de muito preparo para receitarmos qual quer produto químico, por isso será um crime colocar em nossas mãos tal responsabilidade. Cabe esta responsabilidade aos Engenheiros Agrônomos, os quais estão preparados para tal qual. Existe outras formas de atuação tanto de Técnicos como de Engenheiros, e vejo que a melhor é a união de todos, somente assim conseguiremos resolver os problemas da humanidade. Obrigada pela parte que me cabe.
A que ponto estamos chegando.... daqui a pouco o auxiliar de enfermagem está sendo autorizado a fazer cirurgias de alto risco em pacientes; só no Brasil ocorre uma mediocridade com esta não é tirando o mérito dos técnicos agricolas não é simplesmente irresponsável se admitir tamanha brutalidade condicionar o técnico agricola de nível médio a emitir receituário agronômico. Vou cancelar o meu CREA

Herval Martinho Ferreira Paes disse:

Não desmerecendo a classe dos Tecnicos Agrícolas, pois conheço varios excelentes Tecnicos, mas a grade curricular deles não inclui conhecimentos necessários de fisiologia vegetal, ecologia, entomologia, fitopatologia, pedologia, climatologia entre outros, para sair receitando defensivos agrícolas. O conhecimento destes aspectos e suas associações, cabe ao Engº Agrônomo e ao Florestal, no meu entender. Até a produção orgânica deve ser acompanhada e orientada de perto pelos Agrônomos (vide o caso recente das Bactérias Assassinas na Europa). Citando texto do Prof. Luiz Alberto S. Mairesse da UERGS "Os adubos orgânicos, devido às origens das matérias-primas utilizadas na sua fabricação ou elaboração, têm sido muito questionados, pelo risco de conterem metais pesados como o cádmio, mercúrio, zinco, cobre, cromo, níquel e outros. Os próprios chamados 'defensivos alternativos' e 'biofertilizantes', compostos de sais de cobre, zinco, cobalto, manganês e outros, à luz dos novos conhecimentos, podem ser tão ou mais perigosos do que os agrotóxicos comuns". 

Portanto deve ser sempre vista com muita cautela a liberação de Receituários, mesmo orgânicos, por Tecnicos com grade curricular limitada. Nossas representações de classe devem ser ouvidas, pois não queremos que situações, como por exemplo, semelhantes a da Europa venham cair em nosso colo.

 

Como Eng° Agrº com mais de 35 anos de vivencia e trabalho nesta nobre profissão, onde atuo ora nas atividades privada e publica  concordo em seu todo com o comentário do colega Luiz de Carvalho Dias.

Qual é a atribuição que é exclusiva nossa?... Pois é, essa pergunta tá cada vez mais difícil de responder.

 Até em concursos estamos perdendo espaço, cargos que antes poderiam ser preenchidos  por Agrônomos, e temos

atribuição para isso, hoje são ocupados por formações que, com todo respeito, não passam de derivações do nosso curso.

Por isso,  temos que mostrar nossa força e cobrar providências do CREA!!

Permita-me descordar de você Mário.

Sou engenheiro agrônomo do ES, e o CREA/ES aqui é muito atuante, principalmente no que diz respeito a COBRANÇAS DAS ANUIDADES dos profissionais, e em defender os profissionais de engenharia civil, elétrica, mecânica entre outras tantas (excluindo a agronomia).

Gostaria de ver um técnico em edificações assumindo responsabilidade um edifício (maior do que 4 pavimentos) ou até mesmo o prédio do CREA, já que técnico pode tudo, porque eles (técnicos de edificação) não assinam ART que engenheiro Civil assina???, ficaria mais barato para a população, do mesmo jeito que os técnicos são mais baratos que os  agrônomos.

Aqui no ES, existe ainda um Programa de Educação Continuada do CREA, onde todos os cursos são realizado em VITÓRIA (na cidade) longe de onde os profissionais atuam, o que dificulta inclusive a participação dos mesmos nas atividade desenvolvidas pelo CREA.

Precisamos nos mover... os arquitetos se moveram e criaram um conselho próprio... será que teremos que criar nosso próprio conselho também?

 



Mario Sergio Blini Fernandes disse:

Eu fico espantado com a inoperancia do CONFEA e dos CREAS que não fazem nenhum movimento em defesa dos profissionais da dita área tecnologica.Depois surgem movimentos como o dos arquitetos que já criaram seu proprio conselho,e o CONFEA com seu presidente e conselheiros dormindo em berço esplendido e só abrem os olhos quando a situação já é irreversível.Nós Engº Agrº é que devemos dar uma resposta a questões como essa e não deixar passar em branco sem nos manifestarmos em situações como a apresentada na reportagem.Devemos responder com o mesmo espaço,no mesmo programa.Mexam-se "lideranças nacionais".Isto é um desabafo de um Engº Agrº do interior do RS.Abraços e saudações agronomicas
Essa questão é preocupante realmente, a carga horária de um técnico agrícola é insuficiente, e, muitas vezes, ela é feita com a boa vontade do professor de agricultura, falo isso porque além de engenheiro agrônomo também sou técnico agrícola, não há carga horária para entomologia agrícola, não há carga horária para controle de pragas e, qualquer na área de fitossanidade, realmente é um risco um profissional técnico receitar quando não há bagagem, conhecimento suficiente para isso. Vejo isso como uma grande irresponsabilidade com a segurança alimentar da população.

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