Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

ENCHENTES OCASIONANDO MORTES E DANOS EM ZONA URBANA EM CIDADES DO BRASIL.

Fiquemos plenamente CIENTES.

Anotem:

1.- É impossível resolver o problema da enchente uma vez ocupado o solo de maneira irresponsável.

2.- Ocupação urbana desrespeitando a geomorfologia e o Código Florestal.

3.- Tem de considerar o problema ANTES, prevenindo-o através de PLANEJAMENTO.

4.- Tentativas de resolução DEPOIS são custosas e praticamente inúteis. Não há dinheiro que chegue.

5.- Várzeas e baixadas não podem ser ocupadas e devem ser preservadas em estado natural para funcionar como ESPONJA que absorve a água da chuva.

6.- Pensar primeiro a população e depois a especulação imobiliária.

NOTA nº 1.- Na Alemanha chamam tais áreas (planas) de inundação (planícies aluviais que estatisticamente podem ser inundadas uma vez a cada 100 anos) e pela ‘Lei da Terra’, não podem ser ocupadas por construções, salvo rigorosíssimas exceções. Devem ser usadas para agricultura em geral ou áreas verdes urbanas. Aos interessados em pesquisar bibliografia alemã, são denominadas de “Überschwemmungsgebiet“.

NOTA nº 2.- Nós engenheiros agrônomos, cuja formação profissional baseia-se no CORRETO MANEJO DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS, temos a obrigação de divulgar esse conceito e trabalhar em sua implantação.

https://noticias.r7.com/embeds/gallery/5bf872fbcd77c08e0500059b?fbc...

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Caro colega Rodolfo, bom dia.

Concordo com o que disse e compartilho as suas preocupações mas, se pretende outros apoios aqui na Rede, pode ir tirando o seu cavalinho da chuva pois, é uma pena que os conhecimentos do Engenheiro Agrônomo sobre Hidrologia, e muito menos da Hidrologia Urbana (mesmo porque, ela foge da sua alçada), não é suficiente para que ele atue no combate ao problema.

Nós sabemos que as principais causas das enchentes urbanas passam pela impermeabilização das superfícies (ruas) e a ausência (ou subdimensionamento) das estruturas hidráulicas para o escoamento do excesso de chuvas. E no caso de cidades litorâneas e nas áreas ao nível do mar, como Belém e Rio de Janeiro (entre outras), mesmo com essas estruturas, nas marés altas o escoamento é dificultado. Entre as soluções caras e de grande porte estão os piscinões (aqui no Rio tem 5) e (como a cidade é acidentada) os túneis extravasores cavados em rocha.

Da parte dos cidadãos comuns, se não colaborarmos para entupir os bueiros com o nosso lixo doméstico e captarmos do telhado a água da chuva para uso nas privadas, já estaremos dando uma baita contribuição para a mitigação do problema das enchentes.

De topografia nós entendemos logo, é fácil reconhecer que as áreas baixas das cidades funcionam como grandes poças d´água e são as mais suscetíveis às enchentes (eu cito, aqui o Rio, o bairro da Tijuca, onde moro). Caberia à Prefeitura revisar o Plano Diretor Municipal Urbano e dar mais atenção a essas áreas.

Outra feição urbana sensível são os córregos ou valões que cortam a cidade. Aí ocorrem a maioria dos casos, também pela topografia, e ocupação com habitações nas margens. Solução urbanística elegante, nesses casos, são os Parques Lineares, urbanização das margens com ciclovias e áreas de lazer, mas sem habitações, que devem ser transferidas. Assim, prevê-se que possam ser inundados durante as chuvas, mas não serão causa de maiores prejuízos com a perda de habitações e vidas humanas.

As Geotecnologias (uso do QGis e Arcmap, p.ex.) são ferramentas modernas que facilitam a delimitação das áreas vulneráveis das cidades, a partir de imagens de satélites e  do relevo (do tipo SRTM).

Outras soluções, eu listo com ilustrações na minha página da Universidade Federal do Rio de Janeiro (http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/baciaurb.htm) sobre Bacias Urbanas.

Um abraço cordial.

Caro José Luiz, Muito obrigado por seus comentários e espero que tudo vá promovendo a presença de novos debatedores. Não concordo plenamente com você. Entendo que não é uma questão de hidrologia, mas de correto manejo dos recursos naturais renováveis - sola, água, clima, flora e fauna,..., PELA SIMPLES RAZÃO QUE A MEDIDA ESSENCIAL É PRESERVAR VÁRZEAS E ÁREAS PLANAS AO LADO DA HIDROGRAFIA, para que estas atuem como esponja. Claro, que nas áreas impermeáveis necessita-se de escoamento base da engenharia civil. Mas o centro da questão, a meu ver, e pelo que entendo que acontece em diversos países como modelo a Alemanha, á a preservação da várzea. DAI A IMPORTÂNCIA DE NÓS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS atuarmos profissionalmente. BASTA SEGUIR OS PRINCÍPIOS DO CÓDIGO FLORESTAL, com maior abrangência na zona urbana e RESPEITANDO CONDIÇÕES GEOMORFOLÓGICAS, quanto à vulnerabilidade do terreno. Estou aqui e mais uma vez agradeço sua atenção e intervenção. Vamos aguardar também o que pensam nossos colegas. abraço e tudo de bom para você e todos colegas. Rodolfo. ........................No ensejo solicito desculpas a todos, por ter utilizado de inicio a palavra "Anotem" que é extremamente impositiva e não cabe aos colegas agrônomos. Ela me passou despercebida pois veio de uma mensagem generalizada que coloquei no FACE.

Rodolfo,

não quero monopolizar o debate mas, qualquer tema que envolva VÁRZEA é do escopo da Hidrologia. Por outro lado, nas cidades com alta densidade demográfica (e nas quais os efeitos danosos das enchentes são mais sentidos), é difícil raciocinar em "áreas que atuem como esponja", com exceção de algumas praças e parques. Sei que a Alemanha é uma das pioneiras na revitalização de rios, muitos dos quais voltam a ter meandros (mesmo em cidades) após terem sido retificados, mas sua área e população são bem menores que as nossas. Também me parece um tanto artificial citar o Código Florestal aplicado em cidades, vez que mais de 95% dos rios estão canalizados e, portanto, são "invisíveis". Mais um pequeno detalhe: é difícil falar em VÁRZEA, nos córregos urbanos, quando os pilotis das casas ribeirinhas ficam na maioria das vezes em contato permanente com a água.

Um abraço.

José Luiz, Obrigado, Semana que vem responderei. Agradeço e coração seus comentários, abraço e bom final de semana para você e todos demais, Rodolfo



JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO disse:

Rodolfo,

não quero monopolizar o debate mas, qualquer tema que envolva VÁRZEA é do escopo da Hidrologia. Por outro lado, nas cidades com alta densidade demográfica (e nas quais os efeitos danosos das enchentes são mais sentidos), é difícil raciocinar em "áreas que atuem como esponja", com exceção de algumas praças e parques. Sei que a Alemanha é uma das pioneiras na revitalização de rios, muitos dos quais voltam a ter meandros (mesmo em cidades) após terem sido retificados, mas sua área e população são bem menores que as nossas. Também me parece um tanto artificial citar o Código Florestal aplicado em cidades, vez que mais de 95% dos rios estão canalizados e, portanto, são "invisíveis". Mais um pequeno detalhe: é difícil falar em VÁRZEA, nos córregos urbanos, quando os pilotis das casas ribeirinhas ficam na maioria das vezes em contato permanente com a água.

Um abraço.

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