Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Durante os 31 anos de exercício de minha Profissão, tenho constatado a gradual diminuição da motivação de nossos respeitáveis Colegas, sobretudo quanto às suas "manifestação de pensamentos" relativas à nossa Classe dentro do contexto social onde estamos inseridos.

Vejo com apreensão o crescimento das "networks", onde os produtos aparentam valer mais do que o homem e nas quais o "mercado" é mais importante do que as pessoas. Isso não ocorre somente em nosso segmento de trabalho e, com a mais absoluta certeza, constitui um dos mais potentes venenos em uso no mundo globalizado. Dessa forma, me preocupa muito a apatia dos colegas e sua aparente ausência de individualidade. 

Tenho certeza de que todos nós possuímos senso crítico e que não existe motivo algum para tamanha imobilidade. Isto porque, dentro de um contexto mais amplo, os gestores das citadas "networks" estão apenas fazendo seu trabalho e usando os meios disponíveis para alcançarem seus objetivos, especialmente aqueles de ordem financeira. Só não compreendo a falta de manifestação de nossos Colegas.

No entanto, tenho certeza absoluta de que, a longo prazo, o bom senso irá prevalecer. É impossível que nossa Classe não se aperceba da importância que se reveste nosso conteúdo profissional e nossa responsabilidade no contexto alimentar de nossa Sociedade.

Para que isso seja devidamente concretizado, a livre manifestação sobre o que possa ser o "pensamento verdadeiramente correto" em questões sanitárias e ambientais é fundamental. Afinal, todos nós podemos interferir de forma positiva com nosso conhecimento e, quem sabe, nossa "Sabedoria Coletiva" para que a qualidade dos alimentos produzidos pela Agricultura seja cada vez melhor... e livre de agroquímicos. Da mesma forma, é importante que tenhamos consciência de que nossa omissão como Classe Profissional também constitui um dos fatores pelos quais a Agricultura Fluminense é cada vez mais decadente. Isto, devido a escolhas totalmente equivocadas feitas pelos gestores do setor em nosso Estado.

Fiquem alertas!!! 

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Prezado Ricardo,

Quando me refiro aos problemas e à falta de critérios por parte do Poder Instituído para o setor em nosso Estado, quero dizer que, por aqui, a situação é muito pior do que em outras regiões do Brasil. E, como não tenho pretensões megalomaníacas como nosso ex-presidente da república ( que vivia dizendo que iria acabar com a fome do Planeta ), penso que tenhamos de ter FOCO... senão, os resultados serão muito parecidos com os que ele obteve... ou seja, não conseguiu resolver nada e apenas atingiu seus interesses menores e pessoais.

Por outro lado, a questão vai muito além de aspectos relativos ao receituário agronômico, tendo em vista as técnicas arcaicas por aqui adotadas para o nosso setor. Mas, com absoluta certeza, o que por aqui ocorre é de interesse ( também menor ) do grupo dominante da política agrícola do Estado do Rio de Janeiro.

Por essas e outras razões, decidi colocar o assunto em evidência, especialmente para que os gestores do setor agrícola de nosso Estado saibam que nem todas as pessoas são omissas.

Pense nisso...

 

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