Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Vejo muitos debates aqui na Rede, sobre a necessidade de valorização da nossa profissão. Sabemos que um dos caminhos mais básicos em minha visão é através da fiscalização do Exercício da Profissão pelo Sistema CONFEA/CREA.

Entretanto, lendo as atas da Câmara de Agronomia do CREA/SP me deparei com um relato sobre o funcionamento do sistema de fiscalização exercido pelo CREA. Simplesmente fiquei completamente horrorizado, uma vez que os próprios conselheiros concluíram que a metodologia empregada pelo CREA/SP é simplesmente para não funcionar.

Eu tenho uma curiosidade de saber se isso ocorre nos demais estados. Pois uma coisa bastante curiosa... Eu estou cadastrado no Sistema CONFEA/CREA há 23 anos e NUNCA pelo menos aqui na região central do estado de São Paulo ouvi falar que um fiscal do CREA esteve em um imóvel rural para efetivar alguma fiscalização.

Será que isso é exclusividade de São Paulo????

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Respostas a este tópico

Realmente concordo com você Eduardo. A falta de fiscalização de nossas atribuições concentradas no meio rural é o principal obstáculo a empregabilidade e por sequencia a valorização de nossa classe. Esse sim era um tema que deveria ser debatido com mais vigor e deveria ser um dos temas centrais do próximo CBA 2017 no CE. Aqui no Piauí me parece que existe essa mesma dificuldade, e  isso é corriqueiramente citado nas reunião da Câmara de Agronomia. Existe também o receio de entrar em propriedades pelo fator medo e segundo os fiscais falta de conhecimento agronômica para fiscalizar nossas atribuições. Isso tem que ser detido a nível nacional e estabelecer um ação nacional para mudar essa triste, vergonha situação que vem prejudicando e muito nossa profissão.

Caro Eduardo,

É possível transcrever a ata da Câmara de Agronomia?
Seria didático à categoria entender como se dá a fiscalização na Regional mais rica do Confea.

abraços

No DF, e acredito em outras UF, os fiscais ficam na área urbana, fiscalizam comercio e só. Dizem que falta estrutura, fiscais suficientes e veículos. Os CREA's estão mais equipados e preparados para a engenharia civil e mecânica (elevadores). Pensando alto, como seria uma fiscalização no campo?
O que seria prioritário, levando em consideração a amplitude da profissão? O meio ambiente, reservas obrigatórias, mecanização, agrotóxicos, construções rurais, agroindústrias, manejo, armazenamento, em fim, o que fiscalizar?

Mauricio Garcia/DF

Caros colegas, este assunto é muito importante para expandirmos a discussão.

Inicialmente fico muito satisfeito por levantarem este tópico de forma bastante objetivo e parabenizo os comentários bem elaborados anteriores.

Realmente, a questão de representatividade nossa no sistema CONFEA/CREA é crítica pois o que enxergamos é que por um lado as instituições não nos representam e por outro as câmeras especializadas apresentam baixa aderência de profissional.

O resultado é claro: nossas atribuições são frequentemente questionadas por outros profissionais e fiscalização da atividade é precária.

Mas a pergunta que me vem: (i) Por que o conselho não nos dá suficiente voz? Será que não é pela baixa representatividade na câmara especializada de Agronomia?

(ii) A quem esta situação de baixa fiscalização interessa? A nós mesmos? nossos clientes finais (proprietários)? ou as grandes corporações?

A resposta para tudo isto começa conosco. Quando tomaremos controle da nossa profissão tão importante para o PIB nacional?

Nosso colegas e alunos em formação depois que saem das faculdades nunca mais lembram que existe um conselho regional que legisla, deveria proteger a atuação da profissão e fiscaliza atividades?

Quantos colegas têm registro no CREA?

Assim, nosso caminho começa por esta etapa. Precisamos nos entrosar, discutir e avançar como categoria para o bem dos nossos empregos, seguido da nossa carreira, nossa profissão e por fim para o bem do nosso país.

E quanto aos profissionais registrados e com anuidades em dia. Quantos emitem alguma ART de responsabilidade técnica por serviços prestados? Muitos desconhecem esta atividade.

Esta afirmação flagra o nível do amadorismo de nossa atividade quanto a responsabilidade técnica e exercício da profissão.

A quem interessa?

Primeiramente a nós mesmos, pois enxergamos nisto forma de economizar nos trabalhos realizados e, assim, melhora   nossa "sub empregabilidade".

Segundo ao cliente final, pois paga menos e geralmente, desconhece a responsabilidade de quem realiza um trabalho tecnológico.

Terceiro as grandes corporações que nos veem como "vendedores"e não engenheiros agrônomos. Assim não são obrigados a nos pagar o piso da carreira.

A discussão é mais longa que os comentários acima, mas gostaria de registrar esta opinião e espero contribuir com a discussão.

Atenciosamente

Certamente o debate merece ser urgentemente levando a um discussão mais ampla, porque é lamentável por exemplo quando dois doutores em irrigação perdem um edital na área para um engenheiro civil, simples e vergonhosamente porque os mesmo não tinha acervo técnico, ou seja um grande número de títulos e publicações mas zero de experiência profissional e esse amadorismo que tem sido levado as faculdades de agronomia e feito um estrago enorme na formação dos novos engenheiros agrônomos. Desconhecem o sistema. Não sabem e não ligam para emissão de ART, não possuem registro no CREA. Não sabem a diferença entre conselho de classe e associação. E isso no final tem repercutindo no nível de representatividade nas câmaras de agronomia. Falta profissionalismo em nossa área.E a fraca fiscalização de nossas atribuições tem perpetuado isso

Caro Eduardo e demais colegas,

O debate do tema "valorização profissional da agronomia" tem muito a ver com a fiscalização do exercício da profissão. E essa é a principal finalidade dos CREAs. Mas, como sabemos, de modo geral os CREAs possuem estrutura operacional votada para: primeiro: arrecadar; segundo atender às atividades no meio urbano. Raramente ocorre fiscalização no campo da agronomia, mesmo dentro das cidades, onde grande número de escritórios de "planejamento e assistência técnica rural" atuam em total desrespeito à Resolução 218/73, colocam pessoas não habilitadas a atuarem em atividades exclusivas da atribuição da agronomia, inclusive veterinários, zootecnistas e técnicos de nível de segundo grau, tudo indevidamente "respaldado" pelos bancos, que só atendem por meio de serviços que não são mais do que de despachantes. As Câmaras de Agronomia dos CREAs estão perdidas e absorvidas pela burocracia de rotina, não tendo tempo e, muitas vezes, nem capacidade para pensar a Agronomia no seu sentido amplo. As nossas entidades de classe, associações estaduais e principalmente  a CONFAEAB, perdidas e omissas com relação aos temas realmente importantes para a valorização da Agronomia.

Cabe a cada um de nós a mudança desse estado de coisas. Devemos nos aproximar do CREA e das nossas associações, buscar conscientização cada vez maior desses problemas e produzir as mudanças que a profissão reclama. Parabéns pela iniciativa desse debate.     

iÉ muito estranho para mim que somente agora os senhores acordam para o óbvio. Mas não entrarei no mérito, novamente da questão, dizendo apenas que precisamos de nosso CONSELHO, como todas as demais profissões que são organizadas, tais como, OAB, CRM, Arquitetura, etc o fizeram.

Até porque, pagamos para sermos fiscalizados (piada que nunca ocorreu) sendo que a lei proíbe que criamos provas contra nós mesmos.

O resto é pura ignorância mesmo.

Estou a disposição se o rumo da prosa mudar para a criação da OEAB.

Aqui no Paraná é no minimo pior que SP.

Gostei do comentário bem elaborado do colega Francisco Lira: 

"...é lamentável por exemplo quando dois doutores em irrigação perdem um edital na área para um engenheiro civil, simples e vergonhosamente porque os mesmo não tinha acervo técnico, ou seja um grande número de títulos e publicações mas zero de experiência profissional e esse amadorismo que tem sido levado as faculdades de agronomia e feito um estrago enorme na formação dos novos engenheiros agrônomos. Desconhecem o sistema. Não sabem e não ligam para emissão de ART, não possuem registro no CREA..."

Acredito que este é o âmago da discussão: falta de profissionalismo e representatividade!

Perdemos oportunidades de atuação devido nossa ignorância quanto união de classe e participação.

Dessa forma a sociedade, cada vez mais urbana, não nos enxerga como profissional e desconhece a importância tecnológica da nossa atividade.

Grande parte das vezes o profissional procura ascender profissionalmente por meio apenas de títulos de pós-graduação, porém sem alguma experiência. De que vale um doutor assim? 

E quando tem algum experiência não tem como comprová-la pois não exigiu recolhimento de uma CAT.

Precisamos corrigir esta tendência e baixa representatividade.

Precisamos cuidar dos novos profissionais para atuarem com responsabilidade, aderirem ao conselho e exigirem que sejam representados.

Para início de conversa as ART que tem maior número de emissão por parte do Eng. Agrônomos certamente é o receituário agronômico, que até hoje não tem se quer uma coordenada geográfica do local de aplicação, logo a fiscalização não tem nem noção do local da aplicação, outro ponto importante, o CREA de uma maneira geral só serve para fazer politica, o famoso salário mínimo profissional, que só obrigatório para os profissional regidos pela CLT, isso que é um absurdo, antes de fiscalizar a atuação dos nossos colegas temos que resolver muito problemas na base, na raiz do problema.

É ilusório achar que só na agronomia acontece desinteresse pelos conselhos profissionais. Estatisticamente deveremos estar entre as categorias que mais participação tem no sistema. Médicos, farmacêuticos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, em fim,  a maioria não participa e nem sabe pra que serve.

Mas não é pelas comparações que mudaremos esse perfil. Penso que, além das fiscalizações dos CREA's, é preciso informar a população em que o engenheiro agrônomo atua? Qual sua função na sociedade? Isso poderá ajudar na VALORIZAÇÃO  profissional.

Desculpem senhores, entrei no lugar errado. Desconsiderem meu comentário.

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