Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Vejo muitos debates aqui na Rede, sobre a necessidade de valorização da nossa profissão. Sabemos que um dos caminhos mais básicos em minha visão é através da fiscalização do Exercício da Profissão pelo Sistema CONFEA/CREA.

Entretanto, lendo as atas da Câmara de Agronomia do CREA/SP me deparei com um relato sobre o funcionamento do sistema de fiscalização exercido pelo CREA. Simplesmente fiquei completamente horrorizado, uma vez que os próprios conselheiros concluíram que a metodologia empregada pelo CREA/SP é simplesmente para não funcionar.

Eu tenho uma curiosidade de saber se isso ocorre nos demais estados. Pois uma coisa bastante curiosa... Eu estou cadastrado no Sistema CONFEA/CREA há 23 anos e NUNCA pelo menos aqui na região central do estado de São Paulo ouvi falar que um fiscal do CREA esteve em um imóvel rural para efetivar alguma fiscalização.

Será que isso é exclusividade de São Paulo????

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Respostas a este tópico

    Prezados, fantástico o dialogo que trata do exercício da nossa profissão. Um termo amplo com vários desdobramentos.

   Poderíamos dissertar quanto ao salario do profissional. Todos os órgão públicos na grande maioria são os primeiros a desrespeitar o piso salarial do profissional Eng Agrônomo, e ai e que entraria o CREA-RJ por exemplo. Sera que fiscaliza?? Sera que multa??? Conheço e vivi situações que tive que trabalhar por muito menos que o piso.

     Mas enfim, o que podemos fazer?? Umas das respostas, e esta que estamos realizando; criamos uma REDE onde nos fortalecemos a cada dia. Aprendi que a mudança se faz não fora do processo, mas estando dentro do processo. O que pretendo dizer com isso?? Devemos eleger profissionais sérios e comprometidos com a classe dos Eng Agrônomos, devemos ter um braço como temos no CREA, devemos ter um braço no CONFEA, devemos ter um braço no SENGER, no SOBES. Aprendi que devemos fazer politica, não ter vergonha ou achar que não da resultados.

     Hoje excesso uma atividade parlamentar, temos governança no que tange a legislação, podemos fortalecer o que pensamos e o que queremos.

     Não ha mudança, sem fazer politica, o exercício da nossa profissão ocorrera mudanças no momento que fizermos politica profissional, no momento que avançarmos na gerencia de pontos estratégico no legislativo e executivo, abriremos um leque para as gerações futuras, que chegam sem uma perspectiva profissional. Por exemplo, na cidade do Rj, existe um decreto que extinguiu as áreas rurais. Como pode??      

       Eng Agr Fabio G Soares (Coordenador de projetos do Vereador Zico)

        (21) 970046773 nextel/sap.

Afinal o que os colegas acham que deveria ser feito para a valorização profissional?

Vamos combinar?

Diga o que vc poderia fazer para contribuir!

Parabéns, Fábio. O caminho é este mesmo. Sem atuação politica não haverá uma classe profissional. Pensando assim, acredito que criando uma entidade exclusiva de Engenheiros Agrônomos, uniremos as boas cabeças a serviço de nossa classe. Com finalidades mais abrangentes, chegando a tudo o que diz respeito aos interesses da categoria. Inclui-se aí, também o social. Arrecadar dinheiro no agro para manter elefante branco não agrega os colegas em torno de nossos interesses. Esta realidade faz parte histórica de nossa situação atual. Com 35 anos de carreira, sofri humilhações suficientes para não ter vontade politica de lutar dentro do que aí está.

Não podemos esquecer também, que com raríssimas exceções, as universidades brasileiras não exercita politica profissional em seus bancos. O que nos torna bons profissionais, sem atuação no mercado.

Portanto, sem aquele lugar onde poderemos ir com a certeza de que seremos ouvidos e atendidos, nada vai mudar.

Parabéns ao colega Fabio pelo seu lúcido ponto de vista. É preciso mais atuação política de nossos profissionais. Quando a pergunta do Gilberto a primeira coisa a se fazer é exigir maior fiscalização dos CREAs. Vale destacar também  a importante participação das agencias de defesa agropecuária, nesse sentido.

Prezados,

Em relação à fiscalização lembro que esta é uma atividade que não precisa ser exercida plenamente para ser obedecida.

Veja o cinto de segurança no trânsito. No Rio de Janeiro foi instituída multa para quem joga lixo no chão.

Existe um fiscal em cada esquina? NÃO!

Bastou uma fiscalização continuada para trazer o público ao novo comportamento.

No nosso caso, falta sequer uma fiscalização que se faça visível às forças produtivas!

É pedir muito?!!

Pois é!! É trágico passar 5 ou 6 anos em uma faculdade para obter um suado e caro diploma e ver qualquer dando uma de engenheiro agrônomo. Será se isso ocorre no direito, medicina ou eng. civil com tanto desleixo quanto em nossa área??

Xará, não somos vitimas. Nós criamos o ambiente em que desejamos atuar. Todos têm problemas em suas profissões, assim como, todos os bons profissionais são movidos a tesão e prazer realizador.

Escolha seu caminho, até porquê, esperar demais de um pais que não amadureceu o suficiente para ter um governo descente, é esperar por milagres.

Reforço o que eu já disse outras vezes.... Não concordo com a necessidade de criação de outro conselho. O que eu vejo é realmente uma desunião muito grande dos profissionais.

Outro questionamento que eu elenco aqui! Algum colega que participa deste debate o que já fez para contribuir com a fiscalização? Já denunciou algum mal profissional? Já denunciou alguém por exercício ilegal? Já exigiu o cumprimento da resolução sobre as exigência de RT na produção agropecuária? Se sim, seria didático para nós saber como foi quais foram as conseqüências? Se houve até mesmo alguma retaliação.

Outro ponto retomando uma discussão antiga aqui sobre receituário e que tem haver com valorização profissional - Todos os colegas que aqui presentes na discussão e que por acaso assinam o receituário visitam as lavouras... ou somente fazem recomendação de balcão? Ora se muitos de nós agrônomos se sujeitam a serem agrônomos de balcão, sem sujarem o pé de barro, mas engordando as suas comissões no fim do mês como trabalhar a valorização?

Será que não está na hora também de fazermos uma auto-análise???? Recordo-me de um CBA que participei que propunha uma limitação do número mensal de receitas por profissional. Isso foi extremamente combatido por muitas entidades... pois de acordo com eles limitaria as vendas. Isso era fortemente defendido pela AEARJ nos anos 90. Vamos analisar.... se há uma limitação de receitas por mês há uma necessidade maior de profissionais, não? Isto que estou levantando não é uma proposta mas somente um ponto para discussão.

Outro ponto fundamental - Estamos em uma discussão sobre valorização profissional, portanto não acredito que seja espaços para manifestações político partidárias.... Até mesmo porque um dos maiores empresários que o Brasil já teve na área de construção civil, o falecido Sebastião Camargo (criador da Camargo Corrêa) estudou somente até o quarto ano primário e não completou os estudos. E vamos nos lembrar que o tão criticado Decreto dos Técnicos de 2002, teve a concordância de um engenheiro agrônomo... que por acaso na época era tão somente o SECRETÁRIO PESSOAL do então presidente da república.

Depois tangenciar no parágrafo anterior - Aproveito para engrossar o questionamento do Gilberto: COMO VAMOS CONCRETAMENTE VALORIZAR A PROFISSÃO?

Olá Eduardo,

A Ata por definição jurídica é um documento público. Lembrando que o CREA é uma Autarquia de Direito Privado, mas com delegações de funções públicas ele deve seguir a legislação referente a administração pública. Tanto que os CREAs devem inclusive prestar contas aos Tribunais de Contas.

Sendo assim, toda a reunião deve ter uma ata produzida e após aprovada ela deve ser tornada pública. Vc sucitou que isso poderia causar constrangimento a algum profissional que recebeu como punição uma advertência reservada. Bom, isso é relativamente fácil de ser resolvido, é somente a ata referir-se aos autos do processo, sem citar os interessados. 

Porém, com o advento do HABEAS DATA pela Constituição de 1988 e reforçado pela Lei de Acesso a Informação, os CREAs não podem ser furtar de fornecer as informações quando solicitados.

Assim.... os CREAs que nãos disponibilizam as atas de suas câmaras acabam por fazer um desserviço... pois ao invés de democratizarem a informação criam uma censura o que simplesmente afasta ainda mais os profissionais.

E por último.... se não fosse a Ata Pública da Câmara de Agronomia do CREA/SP... eu não teria iniciado essa discussão.. pois continuaria na ignorância sobre como funciona a fiscalização.


Eduardo Henrique Rode disse:

Colegas:

Creio ser possível publicar as atas das Câmaras com algum cuidado. Por exemplo, se na ata constar o julgamento de um processo ético, onde foi aplicada a advertência reservada e constar o nome do profissional por extenso, essa ata não pode ser publicada pois daria publicidade a uma advertência reservada e motivaria o cancelamento do processo e da penalidade.

Eduardo Rode

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Vou separar o Material e em seguida eu adiciono. E queria aproveitar para perguntar, quantas câmaras de Agronomia tem publicado a suas atas?



Gilberto Fugimoto disse:

Caro Eduardo,

É possível transcrever a ata da Câmara de Agronomia?
Seria didático à categoria entender como se dá a fiscalização na Regional mais rica do Confea.

abraços

Eduardo e colegas,

Perfeito! Vc chegou no ponto que é uma bandeira inovadora e, de quebra, coloca o sistema Confea / Crea na parede: transparência nos seus atos e decisões!

Pra quem não sabe a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11) obriga que os órgãos públicos (vale para autarquias como o Crea) a prestar informações e dar acesso a documentos públicos. Vale tanto para execução orçamentária até relatórios de fiscalização porventura existentes.

Já pensou um movimento nacional exigindo relatórios de fiscalização dos CREAs?

Pra quê?

Parafraseando um Comandante do 2º/6º Grupo de Aviação da Força Aérea Brasileira - Esquadrão Guardião, responsável pela operação de Aeronave de Monitoramento de Espaço Aéreo (vulgo aviões radares), Inteligência Eletrônica e de Sinais e de Sensoriamento Remoto, sediado em Anápolis/GO.

"O céu e a solo da região amazônica era como um quarto escuro cheio de obstáculos e baratas, a partir do momento que a aviação de reconhecimento da FAB passou a contar com as aeronaves radares e outros, foi como alguém acendesse a luz. A partir desse momento tomamos posse de fato e passamos a saber o que realmente acontecia." Parte de uma entrevista publicada na Revista Força Aérea,meados do ano 2000.

E o que isto tem haver.... tudo. A partir do momento que vc permite que a informação flua... vc tiram milhares da ignorância. Na verdade, o grande problema é se todos os profissionais sabem o que é o CREA, como ele funciona e como afeta nossa vida profissional.

Antes de vociferarmos contra o Sistema porque não buscar melhorá-lo? Não sei nos demais estados, mas a modalidade Agronomia é a única do CREA/SP que exige um curso de 8 hs de legislação profissional para inscrição no Sistema. Este curso é feito nas universidades ou na sede, localizada na Capital paulista.

Agora.... se os profissionais de agronomia não se sentem representados, passem a lutar pela representatividade.... ou ao invés de fortalecer haverá é o enfraquecimento da profissão. 

Francisco Cezar Dias disse:

Pra quê?

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