Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Vejo muitos debates aqui na Rede, sobre a necessidade de valorização da nossa profissão. Sabemos que um dos caminhos mais básicos em minha visão é através da fiscalização do Exercício da Profissão pelo Sistema CONFEA/CREA.

Entretanto, lendo as atas da Câmara de Agronomia do CREA/SP me deparei com um relato sobre o funcionamento do sistema de fiscalização exercido pelo CREA. Simplesmente fiquei completamente horrorizado, uma vez que os próprios conselheiros concluíram que a metodologia empregada pelo CREA/SP é simplesmente para não funcionar.

Eu tenho uma curiosidade de saber se isso ocorre nos demais estados. Pois uma coisa bastante curiosa... Eu estou cadastrado no Sistema CONFEA/CREA há 23 anos e NUNCA pelo menos aqui na região central do estado de São Paulo ouvi falar que um fiscal do CREA esteve em um imóvel rural para efetivar alguma fiscalização.

Será que isso é exclusividade de São Paulo????

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Muito Bom Rhode!

Abraços Alagoanos!!

Eduardo Henrique Rode disse:

Boa noite, gostaria de trazer uma contribuição ao debate sobre Fiscalização do Execício e Valorização Profissional transcrevendo um texto do Eng. Ênio Padilha. VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL Ênio Padilha Este artigo foi publicado, originalmente, em partes, na newsletter “Três Minutos” que é enviada semanalmente para os leitores cadastrados no site www.eniopadilha.com.br Pense bem e responda: o que é, afinal, Valorização Profissional? Quantas vezes você já participou, aí na sua entidade de classe, de alguma palestra, seminário, curso ou um outro evento qualquer em que o tema central era a Valorização Profissional? Você sabia que a Valorização Profissional é a segunda principal motivação para a criação ou revitalização de entidades de classe de Engenharia e Arquitetura no Brasil? (a primeira é, ainda, Tabela de Honorários). Não lhe parece estranho que, com tanta gente querendo, e com tantas entidades se movimentando... a tal da valorização profissional pareça estar cada vez mais distante? Inacessível? Inatingível? E sabe onde está o "X" da questão? No termo "Valor", embutido na palavra "Valorização". Infelizmente, para a maioria das pessoas, valorização significa "ganhar mais". Ter mais "valor" significa "valer mais (em dinheiro)". É o famoso "Ter" e "Parecer" sobrepujando o "Ser" e o "Saber". Isso significa transformar conseqüência em objetivo. O meio em fim. Estive envolvido em um trabalho de Consultoria muito interessante, com uma grande entidade nacional, que reúne os melhores profissionais do país em sua área de atuação. Realizamos seminários de discussão deste tema e eu (como orientador dos debates) propus uma abordagem diferente para o assunto: é preciso ver o clássico objetivo de melhorar a remuneração não mais como um objetivo e sim como uma conseqüência de um processo. Para isso é preciso revisitar o conceito de Valorização Profissional. E entender que, ganhar mais não significa, automaticamente, ser mais valorizado. No entanto, quando se é, realmente, valorizado pelo mercado, ganhar mais é uma conseqüência natural. Para isso, vamos estabelecer aqui uma simplificação: você é valorizado pelo mercado se você se sente à vontade neste mercado. Se você gosta do que você faz (do jeito que você faz) e se as coisas acontecem como você entende que as coisas devam acontecer. Em outras palavras: você está no comando (ou, pelo menos, está nos degraus superiores da cadeia de comando). Fora disso, não importa o quanto você ganha. Você e seu trabalho não são, definitivamente, valorizados. Dignidade, Realização, Reconhecimento, Segurança, Perspectivas promissoras... Essas são as cinco condições fundamentais e os principais indicadores da verdadeira valorização profissional. A Dignidade é determinada pelo respeito que a sua presença impõe. A certeza interior que você tem de que está fazendo o melhor, da melhor maneira possível e que ninguém, em momento algum poderá desestabilizar a sua atuação. A Realização Profissional se dá quando você consegue ver materializado as suas idéias sem intervenções, sem mutilações, sem comprometimentos. A sensação maravilhosa de ver que o seu trabalho teve princípio, meio e fim. Aí vem o Reconhecimento Profissional aquela impagável manifestação do mercado (não apenas do cliente) de que o seu trabalho é diferenciado e valioso. Nenhum profissional poderá se sentir valorizado se estiver se sentindo inseguro na relação com o mercado. A Segurança, portanto, é uma condição absolutamente indispensável para determinar que você tem Valorização Profissional. Se você não se sentir seguro, nunca irá fazer bons negócios. O problema com a segurança é que esse é um sentimento que você precisa conquistar. Não é dado pelos outros. A Perspectiva Promissora fecha esse nosso pequeno conjunto de indicadores de valorização Conheça o trabalho do engenheiro Ênio Padilha. Visite o site www.eniopadilha.com.br 2 profissional. Se o seu trabalho não lhe dá perspectiva, você não tem uma vida ligada a esse trabalho. Ele, definitivamente, não vale a pena. Não tenho dúvidas de que esse tema e esses indicadores precisam ser dissecados com muita atenção. É o que pretendemos fazer neste artigo. O importante é deixar claro que a conquista dessas condições fundamentais (esses indicadores) nos leva diretamente (como conseqüência) para a valorização financeira. Você pode até ganhar muito dinheiro. Porém, sem Dignidade, Realização, Reconhecimento, Segurança, Perspectivas Promissoras... você terá tudo, menos valorização profissional DIGNIDADE Poder. Se você não fizer um esforço para entender as relações de poder (e como as pessoas buscam e exercem poder) terá alguma dificuldade para entender a importância da dignidade para o sentimento de valorização que o profissional quer ter. Vamos ao dicionário: Dignidade é qualidade moral que infunde respeito; consciência do pró- prio valor; honra, autoridade, nobreza; qualidade do que é grande, nobre, elevado; modo de alguém proceder ou de se apresentar que inspira respeito; solenidade, gravidade, brio, distin- ção; respeito aos próprios sentimentos; amor-próprio... Como eu disse antes, a Dignidade é determinada pelo respeito que a sua presença impõe. A certeza interior que você tem de que está fazendo o melhor, da melhor maneira possível e que ninguém, em momento algum poderá desestabilizar a sua atuação. Muita gente tem dificuldade de entender o que é Dignidade porque não sabe se é uma coisa que a pessoa tem ou se é uma coisa concedida a essa pessoa pelas outras. Pois bem. Vou tentar ser objetivo, correndo o risco de ser simplista: Dignidade é uma coisa que sempre começa dentro de nós. Ninguém nos tira a Dignidade, a menos que permitamos isto. Dignidade é um estado de espírito. Uma "aura". Algo que ninguém consegue identificar objetivamente ou medir com algum critério ou instrumento. É um direito que o indivíduo dá a si mesmo de olhar os outros de frente, de cabeça erguida, sem medos, sem vergonhas, sem constrangimentos. Esse DIREITO a pessoa se dá, baseada em sua retidão de caráter, na sua firmeza de princí- pios, nas suas intenções honestas, na sua consciência de que representa algo útil e importante. Observe essa última frase desse último parágrafo: "sua consciência de que representa algo útil e importante". Esta é a certeza fundamental, sem a qual o processo de construção da Dignidade fica prejudicado. A certeza de que você é útil e importante. Estou sendo repetitivo? Não. Estou determinando claramente um ponto. E por que repetir três vezes a mesma coisa ? Porque é aí, neste ponto, que somos atacados. E, muitas vezes, é nesse ponto que nossa Dignidade é ferida de morte. As relações comerciais são, em certa medida, disputas por territórios emocionais. Na presta- ção de serviços essa característica fica mais evidente, pois as relações são muito mais pessoais e as fortalezas individuais são elementos decisivos no jogo dos negócios. Muitos clientes, por ignorância ou má-fé, tentam nos enfraquecer emocionalmente minando nossa auto-confiança, nossa auto-estima... nosso sentimento de utilidade e de importância. Se percebem alguma fragilidade no nosso caráter, na honestidade, na competência (leia-se qualidade do serviço) colocam isso sobre a mesa, de forma sutil ou escancarada (dependendo da conveniência). Se, porém, o produto tem a qualidade desejada, lançam mão de práticas de exercício de poder como falta de atenção, ausência de respostas, chá de espera, chá de cadeira, exigências desca- Conheça o trabalho do engenheiro Ênio Padilha. Visite o site www.eniopadilha.com.br 3 bidas, comentários depreciativos à categoria profissional... Aí é que entra em cena a necessária Fortaleza Espiritual que o profissional precisa ter para não se deixar levar por esse "jogo" e acabar acreditando que vale pouco ou nada. Não pode perder a Dignidade e se submeter à certas humilhações. Não pode aceitar um trabalho do qual não possa vir a se orgulhar. Não pode aceitar que o cliente o trate como um mal necessário - ou desnecessário. Não pode viver com medo! Acredite. Na maioria das vezes, basta um olhar para colocar as coisas no devido lugar. Um olhar que diga "Eu sei o que eu sou. E sei quanto eu valho. Se você não tem a capacidade de perceber isso, talvez você não tenha nenhuma utilidade para mim..." Mas, atenção: não adianta treinar esse discurso. Se utilizar apenas palavras, não vai surtir o mesmo efeito! Tem de vir da alma. A Dignidade está no olhar. REALIZAÇÃO A REALIZAÇÃO é parte fundamental do caminho que leva à Valorização Profissional pois quem não realiza não se realiza. Do que estamos falando ? De quem estamos falando ? Dos caneteiros. Dos acobertadores. Assinadores de planta, capachos de desenhistas... Estamos falando dessa raça nefasta de levianos irresponsáveis que desgraça a profissão, jogando lama sobre tantos anos de dedicação e sacrifícios deles próprios e também dos seus colegas. Esse bando que não realiza nada, nunca. E que, por isso, nunca se realiza profissionalmente. Que não sente orgulho do que faz. Que não tem dignidade profissional. Me desculpem pelo destempero, mas esse é um tema que me ferve o sangue. Os acobertadores constituem um pequeno grupo (e têm seus similares em qualquer outra profissão, não há dúvida). Nunca representam mais do que oito ou dez por cento de uma determinada comunidade profissional. Mas o estrago que conseguem fazer é uma coisa descomunal. São uma praga. Um câncer. Uma desgraça ! É um problema que precisa ser enfrentado com coragem e determinação. Acredito que o sistema profissional (Confea/Crea /Entidades de Classe/Sindicatos...) precisa declarar uma luta sem tréguas a essa causa. A prática do acobertamento precisa ser considerada falta gravíssima e o castigo precisa ser extremamente severo, pois trata-se de um desvio que leva às mais nocivas conseqüências para a profissão. Nenhum estudante de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia "sonha" em ser um caneteiro. Nenhum profissional recém-formado quer ser um acobertador... A escolha desse caminho se dá por: 1) Fraqueza de Princípios; 2) Dificuldades Naturais do Mercado; 3) Impunidade Legal; 4) Impunidade Moral. A Fraqueza de Princípios pode e deve ser combatida durante o processo de formação, com a Inclusão Profissional. A Inclusão Profissional deve ser promovida pelo sistema (Confea/Crea/Entidades de Classe, Sindicatos...) através de palestras, cursos, seminários, eventos sociais e esportivos cujo objetivo é a transmissão dos preceitos éticos e morais do exercício da profissão. O Código de Ética profissional precisa ser introduzido nas universidades e sua discussão e prática deve ser permanente. Da festa do calouro ao dia da formatura. Conheça o trabalho do engenheiro Ênio Padilha. Visite o site www.eniopadilha.com.br 4 O estudante de Agronomia, de Engenharia, de Arquitetura e das demais profissões do sistema precisa se sentir DENTRO. Precisa sentir-se Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo, desde o primeiro dia de aula. Só assim irá desenvolver o necessário sentimento de respeito e ética para com os colegas. Alguém aí tem coragem de dizer que isso não reduziria consideravelmente o número de caneteiros no mercado ? As Dificuldades Naturais do Mercado são outra explicação (não justificativa) para o desvio que alguns colegas tomam em direção à prática do acobertamento. Pode ser combatida com informação, treinamento e preparo empresarial. Se o profissional não sabe como enfrentar as dificuldades naturais do mercado... dá-lhe cursos de gestão empresarial, marketing, administração de custos, relacionamentos interpessoais... essas coisas que, infelizmente, ainda não temos nas escolas de engenharia, de arquitetura e de agronomia. É preciso aprender uma coisa simples: ganha-se mais trabalhando direito. E ainda tem a vantagem de que isto nos dá realização profissional e dignidade (leia-se "valorização profissional") A Impunidade Legal, bem como a Impunidade Moral são responsabilidades do sistema e também nossa. De cada profissional individualmente. O sistema precisa criar mecanismos para punir com maior RAPIDEZ e RIGOR os casos de acobertamento. Nós, profissionais, precisamos ser menos tolerantes com esse desvio moral. Não podemos mais fechar os olhos e fazer de conta que não é conosco. As entidades de classe precisam ter uma comissão permanente de "patrulha" e esclarecimento (o primeiro estágio) para fazer um "policiamento ostensivo" e impedir que um desvio eventual se torne uma prática profissional permanente. É preciso eliminar a possibilidade de um profissional acobertador sentir-se confortável ou seguro. É preciso dar a ele apenas uma saída. Apenas um caminho. O retorno à prática profissional digna e correta. Essa luta é de todos. De toda a classe. Não é uma coisa pontual. Se eu, um engenheiro eletricista, estiver cometendo acobertamento, o meu colega agrônomo, que pensa que não tem nada a ver com isso, estará, também, pagando uma parte da conta. Valorização profissional é um conceito muito complexo. Difícil de ser obtido. A maior dificuldade está justamente no fato de que é uma conquista coletiva. Depende de todos e de cada um. RECONHECIMENTO O Reconhecimento é talvez o único dos fundamentos da Valorização Profissional que depende muito menos de nós e muito mais dos outros. É, com certeza, uma das coisas mais difíceis de ser obtida. O Reconhecimento Profissional é aquela impagável manifestação do mercado (não apenas do cliente) de que o seu trabalho é diferenciado e valioso. Uma das chaves para o reconhecimento profissional é a paciência. Sim, paciência, pois, como já me disse certa vez o colega engenheiro Petrolinces, em Itumbiara, Goiás, "o sucesso é uma coisa que uma pessoa leva uma vida inteira para conseguir de um dia para outro". O reconhecimento profissional geralmente aparece muitos anos depois que você mesmo já se deu conta de que o seu trabalho tem muito valor. Daí a importância da paciência. Você precisa entender que as pessoas levam muito tempo para perceber aquilo que, para você, parece óbvio: a excelente qualidade do seu produto. Conheça o trabalho do engenheiro Ênio Padilha. Visite o site www.eniopadilha.com.br 5 Outra coisa importante: o reconhecimento profissional começa pelo reconhecimento dos seus colegas de profissão. Isto é, realmente, muito importante. Um profissional que quer ser valorizado pelo mercado precisa ser valorizado pelos seus colegas. Eu não conheço nenhum caso de um grande profissional reconhecido pelo mercado que não seja reverenciado pelos seus colegas. Portanto, não esqueça: as estratégias de marketing profissional que você vai por em prática tem de incluir os seus colegas como público alvo. Pois sem o conhecimento e o reconhecimento deles você nunca obterá o conhecimento e o reconhecimento do mercado (o que inclui os seus potenciais clientes) SEGURANÇA A tão sonhada Valorização Profissional nunca chegará para um profissional que não seja absolutamente seguro quanto ao seu trabalho. Que não tenha certezas profissionais. Que não transpire a convicção da competência. Um profissional seguro é muito mais respeitado. E um profissional respeitado está a mais de meio-caminho da Valorização Plena. O problema é que Segurança não cai do céu. Segurança é privilégio dos competentes. E competência tem um custo direto muito alto. Nem todos os que gritam por Valorização Profissional estão dispostos a pagar esse preço. A engenheira e professora universitária em Lisboa, Portugal, Maria Teresa de Barros tem uma frase que é muito apropriada, quando o assunto é ética profissional: “A primeira e principal regra de ética profissional para um engenheiro é ser competente.” Podemos, sem susto algum, estender esta afirmação também à segurança. E, por decorrência natural, à Valorização Profissional. Todo profissional precisa, todos os dias, perguntar a si próprio: “Em que medida eu estou desenvolvendo as minhas competências profissionais?” “Estou suficientemente atualizado quanto aos conhecimentos da minha profissão?” FUTURO Uma profissão só pode ser considerada “Valorizada” se os seus praticantes têm futuro. Se as perspectivas são promissoras. Como eu já disse na introdução deste ensaio, se o seu trabalho não lhe dá perspectiva, você não tem uma vida ligada a esse trabalho. E, definitivamente, não vale a pena. Mais uma vez preciso chamar a atenção para o ponto de vista que serve de base para este texto: a Valorização Profissional não pode ser expressa em renda financeira. Se for assim, teremos que admitir que os estelionatários, aliciadores de prostitutas, os assaltantes e os traficantes de drogas têm profissões muito valorizadas. Afinal, todas essas atividades rendem um bom dinheiro. Mas veja, leitor, quanta coisa falta a essa gente para que sejam (e se sintam) realmente valorizados.

Vejo que esta discussão começa a render idéias, como a que o Gilberto colocou no final da página anterior. Esta postagem tem a finalidade de subsidiar mais esta discussão. Em anexo está a súmula da reunião do CREA/SP que discutiu tanto a fiscalização de propriedades rurais, quanto prefeituras. 

Em minha leitura, não sei dizer qual das duas situações os profissionais de agronomia estão em pior situação!

Olha Rode, nunca vi um tratado de conduta humana tão lindo quanto este que você colocou ai. Sinto que, apesar de inoportuno por estar diante de pessoas despreparadas, poucos concluirão sua leitura. Sei que você, com inteligência superior e poder de síntese impressionante, conseguiria reduzí-lo a 10 ou 12 palavras, não o fazendo talvez por grandeza de sentimentos exacerbantes. Paciência, não caminhamos como classe profissional, não só por ignorância de nossos pares, mas por ego excessivo também. Vamos em frente.

Agora, canalhice diante de um público tão específico, poderia ser evitado por esta pérola lindinha que repete este texto ridículo, pobre e de profundo mal gosto, dizendo que os médicos são infelizes, os advogados, depressivos e os arquitetos, coitadinhos, maníacos depressivos. Não é tentando plantar mentiras deste nível que o senhor contribuirá para o desenrolar deste debate enfadonho e sem criatividade por parte de alguns dos senhores.

Acreditar que órgãos fiscalizadores tenham obrigação de fazer política profissional e quaisquer besteiras mais, é irritante.

Precisamos de Engenheiros Agrônomos cuidando de Engenheiros Agrônomos. Acordem, a vida passa muito rápido e quando vocês acordarem, se algum dia acordarão, já podemos ter perdido mais e mais espaços profissionais por parte dos que já estão se organizando. Ver uma bióloga assinando assuntos de nossa responsabilidade no MAPA, em Universidades federais nos laboratórios de sementes é para acabar.

Eduardo,

Nâo consegui ver o arquivo.

abraços

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Eduardo,

Espero detalhar esse plano para a Rede.

abraços


Vou tentar colocar de novo!


Gilberto Fugimoto disse:

Eduardo,

Nâo consegui ver o arquivo.

abraços

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Anexos

Poderíamos muito bem generalizar a questão tomando como exemplo a empresa de petróleo "orgulho nacional" a qual nos vende os derivados de petróleo mais caros do mundo.

Cada contrato onde houve desvio escancarado de recursos, seja para quem for; partidos, políticos, funicionários, ladrões mesmo, teria que ter no mínimo a fiscalização dos seguintes conselhos ou ordens (sem falar nos aditivos aos contratos, onde foi que a turma "lavou a égua": Advogados, Engenheiros, Economistas, Administradores de empresas e Contadores. Não se viu nem se verá a ação desses conselhos ou ordens. Aproveitando o ensejo: Sabiam que quem está renovando contrato com a empresa orgulho nacional, são tão somente aquelas envolvidas e denunciadas nas operações da Polícia Federal em Curitiba? Todas as demais empresas que atuaram com lisura, sem fraude, sem desvios, etc; estão sendo dispensadas. Não renovam o contrato e etc. Tem mais: Os projetos constantes dos contratos não contemplavam o projeto executivo (portanto, sem memorial descritivo, orçamento físico - financeiro, etc, etc, etc.

Pois é, Luiz de Morais. "Orgulho nacional", "O Cara", "brasileiros bonzinhos". Isso é o que somos aqui e lá fora, mas, tem colegas nossos que esperam pelo apoio do crea. E ainda dizem que o mal do Brasil é o PT, lula e dilma. Esperar o que de quem sentou num banco universitário e tem esta idéia sobre a nossa realidade profissional.

Não vai mudar mesmo.

Colegas:

Creio ser possível publicar as atas das Câmaras com algum cuidado. Por exemplo, se na ata constar o julgamento de um processo ético, onde foi aplicada a advertência reservada e constar o nome do profissional por extenso, essa ata não pode ser publicada pois daria publicidade a uma advertência reservada e motivaria o cancelamento do processo e da penalidade.

Eduardo Rode

Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Vou separar o Material e em seguida eu adiciono. E queria aproveitar para perguntar, quantas câmaras de Agronomia tem publicado a suas atas?



Gilberto Fugimoto disse:

Caro Eduardo,

É possível transcrever a ata da Câmara de Agronomia?
Seria didático à categoria entender como se dá a fiscalização na Regional mais rica do Confea.

abraços

Um abraço Andre.


Prezado Eduardo:

Sou analista técnico do Conselho há 30 anos e atualmente coordeno a assessoria técnica do CREA/BA.

Eduardo Rode
Eduardo B. Teixeira Mendes disse:

Boa noite a Todos

Eu iniciei essa discussão, quase como um desabafo, pois há muito tempo faço questionamentos aos meus colegas do CREA sobre a fiscalização do exercício da profissão. E eles somente me dão respostas evasivas.

Em primeiro lugar eu acredito que nós temos que enfrentar é um paternalismo, tanto dos órgãos públicos da área rural quanto de nós mesmo em relação ao produtor. Sempre com aquela visão que o produtor coitado não pode ser mais onerado, e outras coisas do gênero. 

Entre as minhas atividades, eu tenho um escritório de planejamento e assistência técnica e como o colega Eliezer falou, são muitos os escritórios de fachada, que fazem projetos e assistência DDD (isto por telefone sem saber onde fica o imóvel), além de outros casos. Eu conheço colegas agrônomos que recomendam aplicação de desinfetante industrial a base de Cloro via fertirrigação como nematicida. Ou ainda recomendam a produtores fazerem aplicações misturando no tanque até 7 princípios ativos diferentes e com uma frequência altíssima. Vejo colegas recomendando fazerem aplicações de inseticidas de contato como preventivos e sistêmicos de ação prolongada em colheita de hortaliças.

Em resumo, muitos de nós cometem barbaridades.

Eu muitas vezes relato isso para o chefe dos fiscais do CREA aqui de minha região.... e a única resposta é faça a denúncia que a gente vê o que faz. Um detalhe o Chefe dos Fiscais é Engenheiro Agrônomo.

Quando eu comecei a fazer projetos de financiamento bancários, seguindo as instruções do CREA emitia uma ART por projeto, até que os gerentes de Banco pediram para não fazer, pois essa despesa não podia ser paga pelo projeto e que os clientes reclamavam de pagar isso a parte. Eu relatei que isso era uma exigência do CREA, e me respondiam que se lixavam para o CREA.

Reclamei no CREA, de modo informal, e a fiscalização me disse que eles não tem prerrogativa e nem meios de fiscalizar operações de crédito rural feitas por bancos. Depois disso, deixei de recolher as ART sobre projetos. E digo, nos últimos 4 anos devo ter deixado de recolher mais de 500 ARTs. E porque? Por que o CREA disse que não tinha como fiscalizar. E como os demais escritórios não recolhiam eu tinha que sobreviver a competição.

Atualmente aqui em SP acredito que só emitem ARTs com frequencia os agronomos que trabalham na área ambiental, pois é exigência dos órgãos ambientais a ART.

Mas e na produção???? No setor agroindustrial tanto as industrias caseiras, como as de grande porte são obrigadas a manter responsáveis técnicos. Lojas, dedetizadoras, laboratórios e outros estabelecimentos. Mas existe uma resolução do CONFEA que diz que toda atividade agrícola deve ter um responsável técnico.... e cade a fiscalização disso.

Recordo-me do meu irmão, que também é engenheiro agrônomo, contando que quando ele fez estágio na COOPAVEL (91-92) o CREA/PR tinha um trabalho sistemático na área rural. Ele dizia que a fiscalização chegava ao imóvel e solicitava: Planta e ART das construções, Projeto e ART da Produção, Receituários, e demais documentos onde o engenheiro agrônomo atuava. Se o produtor não tivesse ele era notificado a apresentar tudo dentro de um prazo, caso contrário ocorreria a imposição de multa.

Não sei se esse trabalho continua no PR, mas lá é um dos estados em que nós profissionais somos mais valorizados. 

Além disso, recordo-me de um ex-presidente da CONFAEAB, que dizia, que no início da década de 2000, os agrônomos haviam ultrapassado a emissão de ARTs, em comparação a todas as demais modalidades de engenharia, no estado de Goiás. Não sei se essa situação continua... mas já ocorreu num passado não muito distante.

O que eu aqui proponho é a luta pelos direitos da nossa profissão e exigir esses direitos junto ao CREA! Não vejo como solução a criação de uma nova entidade.... pois além de tudo somos também engenheiros.

Eu gostaria que os colegas aqui compartilhassem casos concretos onde já observaram a falha do CREA na Fiscalização da Agronomia. E queria aproveitar para saber.... quantos colegas daqui atuam dentro dos CREAS e das Associações.

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