Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

A partir das experiências de Liebig (1803-1873), que a fertilidade do solo passou a ser tratada como o estoque de nutrientes nele contida, determinando a necessidade ou não de adição de produtos químicos, incorporando-se os principais elementos necessários ao desenvolvimento das plantas cultivadas. Com isso generalizou-se o conceito de que para fazer produzir, as plantas domesticadas pelos homens necessitavam de adubos químicos, as lavouras passaram a serem vistas como um projeto agrícola, independente da relações com o ambiente nas quais elas fazem parte. Com os anos agravamos os problemas com doenças, pragas, desertificação, erosões, etc...

Mas conseguimos aumentar a produtividade em muitos locais agrícolas. Com isso os preços passaram a oscilar cada vez mais nos mercados agrícolas, surgindo a necessidade de manter alta estas produtividades para nós tornar viável economicamente. Começou uma demanda cada vez maior de adubações químicas. As reservas mundiais se esgotam dia a dia. Mas tudo se justifica, afinal a população no mundo cresce e as áreas agricultáveis não!!!......

O fato é que esta abordagem é muitas vezes  unilateral, ela as vezes é lida de forma ecológica, as vezes toma importância puramente econômica ou apenas social, enfim seja qual for a forma como iremos ler, temos que antes de tudo saber que é dos nossos conhecimentos que irão resultar as nossas  ações.

É neste cenário que nós ENGENHEIROS (AS) AGRÔNOMOS (AS) estamos inseridos e temos que ser acima de tudo profissionais.  Soluções para estes e outros problemas é o que a sociedade, as empresas e a natureza esperam de nós. Conhecer sempre mais sobre a fertilidade dos nossos solos, a fisiologia e a nutrição das plantas é o grande desafio do futuro.

O mercado de trabalho sempre estará aberto para estes grandes desafios!

Quanto tempo ainda teremos explorando as reservas mundiais de potássio e fósforo ??

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Respostas a este tópico

Paulo e colegas,

Uma questão muito pertinente: qual a estimativa de duração de reservas de potássio e fósforo?

Recentemente o Brasil noticiou a descoberta de jazidas de potássio em Sergipe e no Amazonas que podem nos tornar auto-suficientes.

Malavolta estima que as reservas de fósforo podem se esgotar em 60 ou 100 anos. Será que nesse tempo não serão encontradas novas jazidas ou a pesquisa não conseguirá encontrar alguma solução?
Caro Paulo Renato , nao vou entrar especificamente no que perguntou.Mas este tema escolhido por voce é otimo.Nos vemos que o proprio uso do serrado só foi possivel com calagem pesada.Vejo que importante é qualquer projeto desenvovido por um Agronomo deve ser Desenvovido com um solo analisado quimica e fisicamente.Saudaçoes Agronomica  Ávila /Emater RIO

O quanto é importante rever o tempo que ainda temos pela frente de reservas de fósforo e potássio ainda é muito pouco debatido, estamos usando de forma inteligente esta reserva que um dia vai esgotar?... temos como formular programas, incentivos,  pesquisas ou qualquer outra forma de amenizar este consumo acentuado de fertilizantes fosfatados e potássicos? ... enfim debates neste sentido, prêmios e incentivos para quem trouxer novas propostas práticas de como encarar este problema nos próximos anos seriam ações muito bem vindas e a natureza e a sociedade com certeza elogiariam.

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