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Trabalhador Rural: problema ou solução?

Comemorando o dia do trabalhador rural, 25 de maio, um enquete: quais são as principais dificuldades, desafios, deficiências enfrentados na relação com trabalhadores rurais nas atividades agrícolas e pecuárias?

Há escassez de trabalhadores ou dificuldade de competir com atividades urbanas? Quais saídas para atrair o trabalhador para atividades desgastantes?

Qual sua experiência?

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Bom dia debatedores, trabalhador rural, eis um homem (mulher), que chamamos de cidadão de fibra. Poucos são os que se encorajam para enfrentar tal dinâmica de trabalho. Mas hoje pessoas que não se vincularam a uma carreira profissional de muito estudo, tem na Agricultura, a oportunidade de sobrevivência com sustentabilidade e algum conforto. Já citei vários exemplos, mas posso sempre somar mais um:- culturas de ciclo curto para pequenas propriedades, são promissoras, rendáveis, e de sucesso garantido, é só o agricultor se afinar com o lema " Quem engorda o porco, é o olho do dono". Isto quer dizer que sua participação tem que ser integral e constante, para todo o ciclo do plantio ao consumidor final. 

Prezados,

Considerando a importância do trabalhador rural na agricultura, resolvi postar esse debate.

Uma realidade que vimos enfrentando é a crescente escassez de mão de obra na agricultura.

O avanço do processo de urbanização e industrialização trarão maiores dificuldades na disponibilidade de mão de obra.

Como os profissionais encaram este fenômeno?

Olá, Caro Gilberto Fugimoto, 

Mais um tema de grande importância para a agronomia e para o País, que você traz ao debate. Sem dúvida, o trabalhador rural se constitui em um cidadão da maior importância para o Desenvolvimento do País.  Entretanto, há muitos anos, ele vem sendo, sistemática e sintomaticamente esquecido pelos programas oficiais de desenvolvimento rural, Refiro-me ao verdadeiro trabalhador rural, que inclui 100% dos empregados rurais, 100% dos pequenos e médios produtores rurais e cerca de 30 a 50% dos assentados do Programa Nacional de Reforma Agrária (percentual de trabalhadores antes sem terra e que buscaram uma parcela de terra no assentamento com o nobre objetivo de trabalhar e produzir). Sabemos que cerca de 50% ou mais dos assentados em projetos de reforma agrária não produzem nem para o seu próprio sustento e de sua família. Alguns, porque nunca tiveram a intenção de trabalhar e produzir, nunca foram trabalhadores rurais e, ainda, por absoluta ausência no País de política efetiva de reforma agrária. Não obstante, No dia do trabalhador rural, parabenizo aos legítimos trabalhadores rurais, mas não àqueles que se intitulam de "trabalhadores sem terra", que se aproveitam das oportunidades para invadirem imóveis rurais (preferentemente produtivos) e para obterem benesses do INCRA, como sextas básicas e outras, como se fossem legítimos beneficiários da reforma agrária.       

Patrão ou funcionário?

Atividade empresarial ou familiar?

Proprietário, meeiro, comissionado ou arrendatário.

Interessante que os perfis são completamente distintos. Aqui pode-se avaliar a vaidade de cada um. Parece que são feitos de materiais diferentes.

Digo que usar  termo agricultor familiar é tratado como ofensa. Ninguém gosta. Não entendo... Bom, até entendo que se trata de uma estratégia de marketing, mas, para a cultura brasileira soa como inferioridade. Coisa menor ou menos importante.

Mais do que escassez, existe uma vontade imensa de sair da roça para viver na cidade. A roça sobrevive apenas da vocação e que não tem atingido as gerações novas.

Passar necessidade é muito melhor na cidade do que no campo. Já falei inúmeras vezes que não fazemos a lição de casa, protegendo a vocação. Agora fiquei sem saber o que dizer uma vez que não possuímos sequer governo, quiçá uma quadrilha, sem lado esquerdo ou direito, mas com uma vocação para o roubo que impressionou o mundo. E pensar que não serrei fileira com o PT na sua criação afirmando que analfabeto sofre de caráter maleável, ou seja, pagou, levou. As exceções não modificam as regras em se falando de dinheiro e poder. Já sabia, mas, agora está escancarado, independe de instrução. Se sacudir os três poderes, ... "não fica um meu irmão."

Bom, mesmo na roça, saúde, segurança, dinheiro e qualidade de vida faz a cabeça da moçada, independente da origem.

"Programas oficiais de desenvolvimento rural". Bonito isso Dr Eliezer.

Não seria melhor esmola? Tudo que vejo de oficial vindo do desgoverno, não passa de esmola.

Agora, quer ver uma coisa nojenta e odiosa? É quando, um órgão federal pega um tema de importância indiscutível e chama um monte de bobo para aplaudir nada. Simplesmente porque não fazem nada. Fiz papel de otário na segunda. Mas uma, extrapolou. A gerente local do INCRA afirmando que os processos de georeferenciamento estão com trâmite normal dentro do INCRA. Só se mudou tudo. Nunca vou me esquecer quando o FHC nomeou Chico Grazziano como Ministro ou Secretário ligado ao tema terra.

O Chico, entrevistado por algum repórter de jornal, afirmou em público que o cadastro do INCRA estava errado. Foi destituído em seguida da declaração.

Será que não seria mais justo ter o dia do padeiro, do leiteiro, do farmacêutico, do açougueiro, do gari e tantos outros mais? Com direito a feriado, inclusive.

Dr. Manoel, pela primeira vez, discordarei de sua afirmação.

O porco, talvez, mas, fale para a porca para ver se ela concorda.

Mais um outro idiota e com certeza a coisa se alongaria.

E saiba que não seria com o cacetinho do carioca e do gaúcho.

Tenho dito e afirmado.

Senhores, sempre com a melhor das intenções e dentro do escopo do debate, uma vez que, hoje começou a minha safra.

Mesmo que a GM do Brasil faça de tudo para que eu seja infeliz.

Eliezer e colegas,

Vejo que além da falta de políticas públicas na área rural (que também é ausente nas grandes metrópoles) temos uma mudança na sociedade que prefere viver na cidade que na área rural; movido um tanto pela proximidade de saúde, educação e lazer.

Essa mudança social, que não é de hoje, mas se intensifica com tempo, vem tornando a mão de obra rural um insumo escasso. Ou estarei errado? Ou essa realidade é heterogênea no país?

Essa é uma questão a esclarecer, vez que não conheço a realidade de cada espaço rural no país e gostaria do ponto de vista dos colegas.

abração

Se você olhar a situação da mão de obra da pecuária, em MS, verá que existe uma desativação do sistema produtivo por dois fatores distintos e preocupantes.

Primeiro, a mão de obra especializada está sendo demitida alegando-se que não sabe produzir. Sem adoção nenhuma tecnologia, as pastagens se exauriram. Não haveria outra possibilidade. Com a integração lavoura e pecuária, poderia haver um retorno desta mão de obra.

Segundo, a mudança do sistema de pastagens para o confinamento e que requer uma especialização maior. Apesar de mestres na cria, recria e engorda, são analfabetos.

Para esta população, viver observando as diferenças entre as condições da mão de obra da agricultura (salários e consequências) é o maior inimigo da mão de obra pecuária. Os mais jovens estão tentando a migração entre as atividades.

Este é um universo perverso na medida em que ser eficiente dói. É proibido ganhar dinheiro na pecuária de MS.A diferença entre uma e outra é tecnologia. Esta foi mais uma tentativa de jogar milho aos porcos.

Quer mais, a tecnologia hoje é tão maravilhosa que nesta foto, trata-se de um solo de cerrado com textura 1 (EMBRAPA), com 6% de argila. Neste caso, fui dispensado para economizar o que se gastava comigo. Dois anos depois a situação inicial, retornou.

Mesmo que de forma totalmente atabalhoada, porque, para mim, punir produtor rural da forma como está ocorrendo, é crime de lesa pátria; a forma truculenta como o Ministério do Trabalho vem impondo as responsabilidades do proprietário com seus trabalhadores tem um lado bom. ORGANIZAÇÂO!

Bom, porquê. A liberação dos trabalhadores no sábado a tarde e domingo, levando e buscando-os na cidade, trouxe um novo alento e melhorou muito o ambiente de trabalho.

Isto está abrindo a possibilidade da obtenção de um novo perfil de mão de obra e que é a desqualificada em busca de qualificação. Explico, o pessoal do nordeste que não tinha oportunidades, está se transformando numa das melhores mão de obra do mercado. Felizes com os novos ganhos, trabalhando nas tecnologias existentes, colheitadeira, tratores e pulverizadores cabinados é o verdadeiro paraíso para eles. Responsáveis, reconhecem o esforço dos patrões para com eles, passam a ser de uma eficiência inigualável. E isto, apenas com um esforço de paciência para ensiná-los. Muito lindo.

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