Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Trabalhador Rural: problema ou solução?

Comemorando o dia do trabalhador rural, 25 de maio, um enquete: quais são as principais dificuldades, desafios, deficiências enfrentados na relação com trabalhadores rurais nas atividades agrícolas e pecuárias?

Há escassez de trabalhadores ou dificuldade de competir com atividades urbanas? Quais saídas para atrair o trabalhador para atividades desgastantes?

Qual sua experiência?

Exibições: 852

Responder esta

Respostas a este tópico

Então, senhor Gilberto, até para isto, o Brasil tem solução. Já imaginou se tivéssemos aqui algo semelhante ao governo da Áustria, por exemplo. Ainda bem que nosso congresso não impostou nossos sonhos.

Bom dia debatedores, Sr Eliezer, a reforma agrária, a meu ver foi uma política para principalmente evitar o êxodo rural, que hoje infla e inflama os bairros pobres do Brasil, e mesmo agora sofrendo na carne todas as dificuldades da vida urbana, ainda aprenderam que seu trabalho esta no campo, desta forma voltam para este trabalho, viajando da cidade ao campo, correndo risco de perecer pelas estradas, e provocando congestionamento delas, associando-se ao caos urbano, e deixando sua família desprotegida e sujeita ao ataque dos "aproveitadores", da inocência dos puros que do campo vieram!. Mas Reforma Agrária, na verdade só serviu para massagear o ego de falso populista de alguns políticos, que ainda hoje querem usar estes pobres coitados como "bucha de canhão", como disse o Dr Francisco. 

Francisco,

Vejo que na comparação entre as condições de trabalho das atividades urbanas e rurais, explica-se a continuidade de evasão para as cidades. 

Vejo a dificuldade que agricultores e pecuaristas de alta tecnologia, ou ao menos alto investimento, têm para fixar a mão de obra após investimento em treinamento e adequação às rotinas do trabalho. No Pará vi casos de pecuaristas (que deve ser semelhante à sua realidade) perdendo funcionários por que as esposas e filhos não queriam sair da cidade, pois lá tinham acesso à educação, iam à igreja, etc.

Assim vejo que há necessidade de  investimento e atenção maiores para enfrentar esse problema.

Não entendo reforma agrária. O termo sugere renovar o rural. O que vemos nos cerrados: dar terra sem custos para pessoas que, via de regra, não se colocam nas cidades. Vocação aí existe, mas é uma minoria tão menor, que enchem o rural de cachaceiros, e toda sorte de desmando das cidades. Então, renovar o quê? Para quem não percebeu, virou moeda de troca. Ganha o lote e vende a preço de mercado. Precisa melhor. O desgoverno e o INCRA fingem que fazem, o malandro finge que produz. Isso não é reforma agrária. É sociabilização na distribuição de dinheiro.

Pode olhar que no Banco da Terra as coisas são diferentes e aí, entra produtor de vocação.

Mas, até isto tem solução. Alguém de vocês aí já ouviu falar num tal de Engenheiro Agrônomo? Um bostinha qualquer destes profissionaizinhos que anda por aí pedindo esmolas e nunca é lembrado para nada. Pois é, passa a responsabilidade para ele da seleção das pessoas aptas a receberem os lotes e verão que a recolocação de produtores em áreas rurais decola.

Nota: o Agrônomo tem que residir na região por mais de 10 anos, ser órfão de pai e mãe e trabalhar com produção. Não pode ser engravatado se não, fudeu.

Este seria um caminho Gilberto, principalmente se entendermos que no Brasil, tudo deve ser feito com a devida fiscalização, até porque, confiar em brasileiro é piada de mal gosto.

Agora, em propriedades onde o trabalhador é bem remunerado, recebe cursos de aperfeiçoamento, participa das decisões da atividade e é tratado como ser humano, as coisas mudam completamente de figura.

Na verdade, morar em fazenda é um tédio, por isso, reciclar, mesmo que por um final de semana é fundamental para sedimentar esta mão de obra na fazenda. Não podemos esquecer que uma propriedade rural é uma empresa. E deve ser tratada como tal.

Geralmente o que observo é que bom patrão tem mão de obra satisfeita.

Boa tarde debatedores, quente!...debate acirrado e importante já que nós profissionais da Engenharia Agronômica, hoje somos motivo de chacota, como diz o colega Francisco. Mas mesmo contrariado, tenho que dar razão a tais afirmações!. Mas não é uma depreciação de apenas uma classe profissional!. É uma esculhambação com toda classe produtora rural!....Ora caros colegas... acreditam que o final da "corda produtiva" dentro dos famosos agronegócios tanto propagado deixa o agricultor satisfeito??!!. Tá...estou falando dos meios de transporte sim!...Dos sistemas de armazenamento sim...!. Dos créditos sobre os produtos armazenados e sua liberação!. Que no aperto faz com que o ganho do produtor seja diluído para os estoques do governo!. ...É ele tem que pagar suas contas!. É ainda tem os pequenos e pobres produtores de horti-fruticultores, que são devorados pelos lobos atravessadores, coitados ninguém olha por eles só Deus.  

A gente exagera, mas, olha a grande oportunidade que deveríamos estar assumindo junto a sociedade, chamando a responsabilidade. A verdade é que não existe ninguém para falar por nós, principalmente nós mesmos.

Fui num encontro promovido pelo CREA, OAB, INCRA e Governo para falar sobre o quê? Problema agrário no Piauí. O mínimo que poderia ter acontecido é terem convidado os Engenheiros Agrônomos a opinar sobre o tema. Acredito até que não chamam porque qualquer um sabe dos problemas envolvidos nestas autarquias. O CREA estava ali para dizer que está trabalhando mas tem que receber ART. A OAB para dizer que se tiver letígio, tem que chamar um ADVOGADO. O INCRA não disse nada somente que se necessitarem, estará pronto para atende-los. Piada de mau gosto.

Interessante foi somente o Governo dizer que está georeferenciando as áreas com atividade de agricultura familiar e vai abrir concorrência para as áreas de chapada com atividade agrícola. Quer apostar quanto que os Agrimensores serão escolhidos para este trabalho?

De novo no assunto caros leitores. Atestado de Responsabilidade Técnica, a famosa A.R.T., é temos que recolher ... mesmo sem saber para quê ?! Afinal salvaguardar a saúde dos envolvidos, dos consumidores?. Elaborar uma cultura com a melhor técnica ao contratante?!. (Bem estes se o fazem, nos desprezam pois sempre creem que sabem muito mais que nós)!. E afinal o que nos aguarda no fim??!!. Recompensa?!. Afagos a nossa Moral?!. Quase sempre quando estão com sua produção salvaguardada, sempre acreditam que pagou muito ao Engenheiro Agrônomo!. Mas isto é culpa nossa!. Afinal somos sempre um livro aberto!. Grátis!....Agora na comercialização o palpite do gerente do Banco, ou de um "amigo", que já entrou em gelada e não quer ficar sozinho, opina!. Já não precisa mais do profissional né!. Enfim Francisco, quando um governo promove um encontro para qualquer classe de brasileiro, e convoca tais participantes como autoridades, pode contar que a finalidade não é em benefício da sociedade.

Caros,

Aqui no Rio de Janeiro a produção de hortifruti é significativa a ponto de abastecer satisfatoriamente a metrópole. É incrível entretanto ver as deseconomias envolvidas seja pela baixa capacidade associativa dos produtores seja pela escassez de mão de obra que impede maiores investimentos no setor.

Essa é uma foto recente de Friburgo, um dos cinturões verdes da metrópole e que abastece a maior parte (> que 90%) das hortaliças consumidas, entretanto a fatia gorda é abocanhada pelos atacadistas que intermedeiam a produção. Estória antiga: pequenos produtores, sem capacidade associativa, com dificuldades de entrada no mercado atacadista. Jogo jogado: cria a dificuldade e vende a facilidade.

Com relação à mão de obra, lembro de colega de Viçosa, empreendedor de alta tecnologia que respeitava direitos trabalhistas empregando 37 trabalhadores. Certa vez, me confidenciou que os funcionários disputavam quem "morcegava" mais no trabalho. Por outras questões acabou fechando o negócio após 20 anos de empreendimento e teve que ouvir o choro dos funcionários: e agora o que será de nós?! Hoje não quer saber de horticultura pela dificuldade de mão de obra. Tem terra, crédito e mercado, mas não consegue produzir.

Boa tarde amigo Gilberto, emiti um texto, mas acredito que não enviei, dai tentarei repetir meu pensamento sobre suas consideração se me permitir; problemas como cita encontramos também em São Paulo, podes imaginar que minha região é monocultura quase exclusiva de cana, mercado de arrecadação afunilada, sobrou ainda algumas fruticultura, e alguns heróis da horticultura, mas veja que no Limão temos uma variação de até 1.000% nos preços de atacado, uma aberração que mostra o prejuízo ao produtor e ao consumidor, e veja que as despesas giram em 50% da R.B. na média de 10 anos, mas não contabiliza-se ai a mão de obra de colheita, se a R.B. média é de R$ 60,00/árvore ( a mão de obra da colheita é R$ 20,00 a 25,00 / árvore, dai qualquer outro custo trabalhista, pronto. Dai esta cultura em pequenas propriedades é familiar e tem que morar no sitio. O operário rural, deveria ser melhor orientado, pois existe gordura para melhorar sua remuneração é só conciliar maior harmonia de trabalho, sem esta de apelar para nossas "Leis Fajutas" que tiram o emprego.

Para isto necessitaria de profissionais bem remunerados. Ate porque a hortifruticultura não é fonte de renda para nós profissionais.

Doutor Manoel, aproveitando sua eterna sapiência, responda para mim:

Porque somos a única profissão que pagamos para ser contratados e fiscalizados? Isto é legal?

A Jurisprudência diz que não podemos criar provas contra nós.

Responder à discussão

RSS

© 2020   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço