Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Uma matéria compartilhada pela colega Sofia motivou esta postagem que é mais uma consulta: Transgênico afinal é uma tecnologia benéfica ou um vilão ambiental?

Na internet são fartas as referências alertando para o grande mal dos transgênicos

Eis que surge a manchete do Globo Rural que cita a conceituada Revista Science:

Pesquisadores extraem de soja transgênica composto contra a aids

A matéria mostra que a adição de uma proteína de algas na soja permite sua extração, que é capaz de impedir a multiplicação de HIV no corpo humano. O Abstract do artigo pode ser acessado no próprio site da Revista Science: http://www.nature.com/nprot/journal/v3/n3/full/nprot.2008.9.html e no Globo Rural.

Sem falar nas outras pesquisas da Embrapa aumentando teor proteico do feijão ou a resistência a pragas e doenças, já registrado aqui na Rede AgronomiaUma rápida googlada não faltam referências contra e a favor da utilização de transgênicos na agricultura.

Quem sabe aqui podemos travar um debate baseado em fatos, evidências e riscos potenciais sem a paixão política nem o "senso comum", afinal somos o grupo profissional que mais emprega e desenvolve esta tecnologia.

O que você acha?

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Respostas a este tópico

 

   São alegados prós e contras a essa tecnologia ou seja, uma polemica que deve ser analisada mas, a parte disso, acredito que quando modificamos algum ser e se alimentamos com ele ou um animal ou que ainda o colocamos isso dentro do ecossistema, no processo de obtenção de um vegetal geneticamente modificado são produzidas ainda que de forma não intencional determinadas substâncias que o nosso corpo de alguma forma identifica essa molécula como estranha, podendo ser análogo a alguma molécula de nossa bioquímica ou que ainda venha atuar nas "relações íntimas" de um ecossistema, interferindo no mesmo (isso já aconteceu no passado) e a mimetização molecular indesejável é quase sempre produzida, sem a intenção do desenvolvedor do produto, aumentando as chances dessa molécula interferir nas funções bioquímicas do corpo e pode sim promover efeitos colaterais sem que possamos prever isso. Não digo que essa tecnologia deva ser descartada mas, esse processo de desenvolvimento carece de um lento processo de análise de possíveis efeitos deletérios que moderna biotecnologia e as necessidades econômicas não querem esperar muito.         

Vejo a transgenia como um avanço científico de grande utilidade para a humanidade e para o exercício da agronomia.

Ontem mesmo, na minha característica genuinamente goiana, na companhia de familiares, comi uma deliciosa pamonha feita de milho transgênico.  

Tenho participado de vários debates de alto nível sobre OGMs - Organismos Geneticamente modificados, inclusive promovidos por entidades de Agronomia. Nesses debates, muitas vantagens agronômicas foram apresentados sobre plantas transgênicas, entre elas soja, milho, feijão, cana de açúcar, utilizadas em muitos países há mais de uma década, sem nenhum registro de qualquer contraindicação cientificamente comprovada. No Brasil, há alguns anos, o uso de transgênicos já ultrapassava 80% da produção comercial de soja e milho. Não há como negar a aceitação e o significado econômico e científico dessa técnica.       

Uma boa polêmica. Mas penso que não é esse o cerne da questão, pois, se bom o ruim vai depender dos objetivos da transgenia.
Quando se adiciona ou retira algo do DNA original para produzir benesses à alimentação ou conforto do usuário, tudo bem. Mas quando se usa dessa tecnologia para benefícios comerciais, como a Monsanto, por exemplo, não pode ser admitido. Não pode haver "interesse" comercial, lucro e benefícios financeiros nessa modificação genética.
Por isso a legislação deverá ser rígida e não abrir espaços para esse tipo de comercio.
Acredito que os pesquisadores não iriam se utilizar desse mecanismo pra aumentar a incidência de câncer ou qualquer doença que possa contaminar o usuário, seja humano ou animal. Se caso o fizesse, seria preso e perderia suas credenciais profissionais.
Esse é meu entendimento.
Mauricio Garcia/DF

Existe a polêmica questão do efeito dos transgênicos nas quedas massivas de populações de abelhas no mundo todo. Em alguns países, variedades de milho transgênico foram recentemente banidos pela suspeita de contribuírem para a redução dessas populações. Muitos estudos não comprovam tal teoria, mas paira no ar essa dúvida... 

Caros Colegas,

A tecnologia de MG procura sempre enfatizar os aspectos positivos, como os já citados aqui, ora é a resistência contra insetos, ora é a "resistência"contra herbicidas, ora é o maior valor protéico, ou vitamínico, ou até mesmo uma maior resistência à seca. Ela jamais irá enfatizar qualquer outro aspecto que não sejam os supostamente positivos.

Como sempre, procura-se resolver os sintomas sem se preocupar com as verdadeiras causas. Insetos e pragas não são obrigatórios. Qualquer praticante de Agricultura Biológica sabe disso. E seca seria uma consequencia da falta de agua ou da falta de Humus no solo ?

Porém, a grande verdade é que os efeitos a longo prazo nunca foram testados. Dessa forma, nós, seres humanos estamos sendo cobaias do maior experimento levado à cabo no planeta Terra. 

Na verdade, ninguém sabe o que irá acontecer, mas já se pode ter uma idéia aproximada. O livro "The World According to MONSANTO"de Marie-Monique Robin, cujo sugestivo sub-titulo é : "Pollution, Corruption, and the control of our food supply. An investigation into the world's most controversial company", explica todas as mazelas da Monsanto para conseguir o registro do primeiro produto transgênico, a Soja RR". Alí é explicado como dados foram destorcidos, como ensaios foram fraudados, como todo um esquema de poder, dinheiro, ameaças foi movimentado para se obter o registro.

Aqui no Brasil, eu ainda me lembro como isso foi feito : O Covarde do Lula, que não honra as calças que veste, junto com o pulha do José Dirceu, se mandaram para Cuba e deixaram a bomba nas mãos do finado José Alencar, que foi a pessoa que tornou o Lula e o PT palatáveis para serem eleitos pela primeira vez no Brasil, vale dizer , indiretamente o responsável pelo atual estado de coisas nesse país. Ambos Lula e Jose Alencar devem ter levado uma boa grana para aprovarem essa aberração científica. Quanto a isso não resta a menor dúvida, já que um está envolvido em escândalos e mais escândalos de corrupção e o outro era, na época, um empresário falido que tentava a todo custo se manter à tona.

O que se pode dizer de concreto sobre essa tecnologia ?

As promessas de produções sem insetos e sem ervas daninhas não foram cumpridas. O milho e a soja RR tornaram várias ervas resistentes e hoje nós temos as chamadas "super-ervas" que não são mais destruídas com o glifosato, razão pela qual já se estaria engenheirando plantas com o gen da resistência ao 2,4-D que todos nós sabemos o mal que traz as pessoas e ao meio ambiente. Não considero isso nenhum "avanço científico de grande utilidade para a humanidade". Seria até uma piada se o assunto não fosse tão sério. Trazer de volta o 2,4-D não é algo que se possa chamar nem de "avanço cientifico" e nem de bom para "o exercício da Agronomia".

O que dizer da tecnologia Bt ? Também não cumpriu a sua promessa pois hoje lavouras de milho transgênicos estão sendo virtualmente devoradas pela lagarta do cartucho e pela lagarta da espiga. Todo ano eles "penduram "uma nova proteína CRY no genoma do milho mas as lagartas insistem em continuar atacando. Não seria a hora de começarmos a nos perguntar : Será que estamos mesmo no caminho certo ? Porque as lagartas insistem em querer atacar mesmo após 5 proteínas CRY ? O que deu errado ?

Quero deixar claro que esse assunto não pode ser abordado nem com ufanismo agronômico e nem como se fosse um "avanço tecnológico". Existe muita coisa ainda para ser esclarecida e precisamos antes de mais nada de bom senso.

Existe um ditado aqui no Brasil, que não fui eu que inventei e que me perdoem os goianos, que diz que : "Errar é humano mas insistir no erro é goiano ". Não vamos insistir nesse erro só por sermos goianos.

Jose Luiz M Garcia

Transgenia não é sinônimo de zero lagartas, zero plantas daninhas, etc... A tecnologia já colocou no mercado o Golden Rice (arroz com + vitaminas), Insulina brasileira de laboratório desde 1983, produzida de forma transgênica, vem aí feijão com mais proteína, toda noz pecan no mundo é OGM, temos + celulose nos eucaliptos...

O exemplos são inúmeros. Alguns positivos, outros negativos.

Inegável o fato de redução do uso de agrotóxicos quando cultivam-se OGM´s. Isso também é um efeito bom ao meio ambiente...

Precisamos estudar mais e mais, pois ainda inexistem pontos comprovantes de malefício à humanidade.

Pelo menos, eu desconheço.

Boa ideia, Gilberto.

Boa semana à todos.

Não é vilão, ou simplesmente uma tecnologia  benéfica,

É um avanço tecnológico sim, como todos outros avanços tecnológicos que tivemos na humanidade, o principio é beneficio, cabe as regulamentações e a vigilância, pois, o ser humano é predador e daninho, como em outras tecnologias a ex: Avião, dinamite, internet,etc ocorre desvio de uso para o mal. O que está inventado, está, não ha como desinventar. 

Por enquanto tudo que esta no mercado legal, é sim uma tecnologia benéfica, à produtividade, ao menor uso de pesticidas, melhoria de disponibilidade de medicamento, frutos com melhor potencial de ingredientes bons para a saúde humana. 

Entre agrônomos e outros profissionais da ciências, não deve ser causa de polemicas. Riscos so nao ocorre para quem nada faz e esta protegido por um redoma intransponível e isso não existe ( ainda)  

Caro José Luiz M. Garcia,

Respeito o seu ponto de vista, assim como a outros que têm as mesmas preocupações. Porém, como disse antes, de tudo que vi e li sobre essa questão, encontrei algumas posições de fundo científico e outras de fundo ideológico. Mas, nada que, ao meu ver esteja efetivamente comprovada, no sentido de que os OGMs tenham causado algum dano à saúde de pessoas e de animais. Do ponto de vista ambiental, todos sabemos das interferências cruzadas entre cultivares de plantas de mesma espécie e até entre espécies diferentes. Resistência de plantas daninhas ou de insetos a determinadas substâncias químicas, defensivos para uns ou agrotóxicos para outros, também são reações naturais muito estudadas e conhecidas. No meu modesto modo de ver, lidar positivamente com tudo isso e de forma consciente e responsável faz parte do processo de desenvolvimento científico e da aplicação desses recursos tecnológicos no exercício da agronomia. Aliás, quase todo o conhecimento científico e tecnológico se fez por processos semelhantes. Também não vejo motivo a desabonar o uso econômico ou comercial de conhecimentos gerados a partir de pesquisas científicas. O mundo inteiro os uso com muito proveito para a própria humanidade. Só não concordo que seja usada a corrupção para passar por cima de normas técnicas consagradas e reconhecidas, assim como você não concorda. Mas, infelizmente, a corrupção é uma doença moral endêmica, presente em quase tudo. E só reações como as de domingo passado e outras mudanças de comportamento da sociedade é que irão corrigir tais desmandos, o que sabemos, é tarefa muito difícil.        

Prezado Senhor Moutinho,

Por acaso me permitiria perguntar-lhe candidamente em que planeta o senhor habita?  Tenho certeza que não é no planeta Terra.

Aonde o senhor ouviu falar em "zero lagartas e zero plantas daninhas ". É publico e notório que as ervas não morrem mais porque desenvolveram resistência ao glifosato. A Natureza trabalha dessa maneira e não com conjecturas ou Wishfull Thinking. Não é o que o Sr deseja que aconteça que irá acontecer na vida real. Nunca ouviu falar em ervas resistentes ao Glifosato ? Caso não tenha ouvido falar sugiro procurar urgentemente um curso de reciclagem agronômica porque os conhecimentos avançam e quem não se atualiza acaba ficando para trás.

Veja por exemplo o site :

http://paraquat.com/portugues/knowledge-bank/ervas-daninhas-resiste...  , de onde retirei a tabela abaixo.

Tabela 2. Espécies de ervas daninhas resistentes ao glifosato: América Central e do Sul

Espécie de Erva Daninha Nome comum País
Amaranthus quitensis   Argentina
Bidens pilosa   México
Chloris elata   Brasil
Conyza bonariensis Pulicária-peluda Brasil, Colômbia
Conyza canadensis Buva Brasil
Conyza sumatrensis Avoadinha-marfim Brasil
Cynodon hirsutus Gramilla mansa Argentina
Digitaria insularis Capim-amargoso Brasil, Paraguai
Echinochloa colona Capim colônia Argentina
Eleusine indica  Potentilha Colômbia, Argentina
Leptochloa virgata México
Lolium multiflorum Azevém-anual italiano Argentina, Brasil, Chile
Lolium perenne Azevém-perene, gazão Argentina
Parthenium hysterophorus Coentro do mato Colômbia
Sorghum halepense Capim-massambará Argentina

Me explica aonde o senhor está vendo algum "zero "aqui ?

Com relação a ataque de pragas a lavouras transgênicas temos:

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/04/em-mato-g...

ou

http://www.noticiasagricolas.com.br/videos/entrevistas/119799-entre...

Agricultores estão entrando na justiça contra as empresas de semente para terem seus prejuízos ressarcidos e o Sr vem me falar em "zero de lagartas ". Brincadeira tem hora. Isso é coisa séria. Desafio o senhor a ir falar que transgênicos significam "zero" de lagartas para esses agricultores que tiveram as suas lavouras destruídas por essas mesmas lagartas que o Sr insistem em não enxergar.

Esses são apenas alguns exemplos estude, faça seu dever de casa, e descobrirá por sí mesmo.

Desde quando os transgênicos trouxeram menor uso de agrotóxicos ? As lavouras tansgênicas de milho na minha região estão sendo pulverizadas 4 vezes para ver se seguram as lagartas. À propósito,  lavouras de Soja RR também são atacadas por lagartas e são bastante pulverizadas chegando a receber até 9 aplicações de inseticidas.

Dai a pergunta: Em que planeta o senhor habita ? Certamente não é no nosso planeta Terra.

Sim , precisamos "estudar mais e mais", mas esse conselho serve principalmente ao Sr. que deveria se atualizar mais antes de veicular informações tão estapafúrdias como essas de "zero de mato e zero de lagartas". Espero que em um futuro muito breve esse tipo de atitude possa gerar uma advertência desse Conselho que na minha opinião serve para muito pouca coisa, que é o CREA.

Apenas para apimentar um pouco mais essa discussão eu sugiro à todos que tomem conhecimento do trabalho de um Professor Emérito da Universidade de Purdue, com o qual eu tive o prazer de me encontrar em dezembro de 2014, e que é talvez a maior autoridade sobres os efeitos deletérios do Glifosato em plantas, porque hoje sabemos ter também efeitos deletérios no ser humano. Trata-se do Prof. Don Huber.

http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2013/10/06/dr-hu...

O Glifosato está intimamente ligado a lavouras transgênicas e está causando mal as pessoas. Só por isso deveria ser banido da face da Terra. Não me digam amanhã que eu não os avisei, porque quem sabe de alguma coisa errada e não toma nenhuma atitude passa a ser cúmplice.

Eu não quero nenhuma cumplicidade com essa gente da Monsanto.

Eu hoje trabalho mais com os aspectos deletérios de agrotóxicos no ser humano e a relação que existe entre o método de cultivo e a densidade nutricional dos alimentos e por isso tenho que segurar o riso quando escuto falar em transgênicos com mais proteínas porque em todas as analises o que eu vejo é uma menor densidade nutricional principalmente de minerais já que o glifosato é um poderoso agente quelatizante. O glifosato deprime os niveis de N,P,K,S,Ca,Mg, Fe, Mn, Zn, Cu e Boro, principalmente Ferro e Manganês, mas o pior é destruição da flora intestinal (que é vegetal=bactérias) que vai gerar mais depressão, autismo e inúmeras outras doenças da atualidade.

A redução de Ferro em soja seja ser de até 53% e de manganês de 42%.

Não podemos nos esquecer que proteína não é tudo. Seria mais outra visão unilateral se dermos mais valor a proteína do que aos outros nutrientes como por exemplo os minerais. Não podemos nunca nos esquecer de "Viemos do pó e ao pó retornaremos".  Por " pó " "entenda-se "Minerais".

Como eu estou vendo diariamente na população os efeitos das milhões de toneladas de Glifosato usados anualmente eu me torno um pouco mais reativo do que o desejavel a esse tipo de assunto e por isso eu gostaria de me desculpar.

Esse assunto mexe muito comigo e é por essa razão que não mais comentarei sobre transgênicos.

Atenciosamente

Jose Luiz

Jose Luiz M Garcia


Denise, me valho da época em que usavam-se 3 a 4 aplicações de pós-emergentes...

Quanta área foi incorporada à produção, que já estava marginalizada por excesso de inços e que via OGM retornaram à produção? 

Disseste bem: "não mais..." Mas e se não houvesse esse recurso? teríamos usado mais defensivos?

Obrigado pelas ponderações.

Atenciosamente, César.


Denise Viola Correa disse:

César, menos defensivos agrícolas num primeiro momento, o aumento de defensivos em SOJA RR e Bt é notória, apenas glifosate não controla ervas daninhas, não mais. Nessa safra 14/15, no RS a média é de 4 aplicações de inseticidas para outras lagartas, seria menor em soja convencional?


JLMGarcia, sugiro que leias e interpretes meu escrito.

Pela tua postagem, vejo que entendes de letras...

Mas por favor, não coloque palavras na minha boca, pela sua militância anti-Monsanto.

Gilberto Fugimoto, discussões assim, ao invés de construir, inibem que tenta opinar!

Respeito vale para todos...

Atenciosamente.


Jose Luiz M Garcia disse:

Prezado Senhor Moutinho,

Por acaso me permitiria perguntar-lhe candidamente em que planeta o senhor habita?  Tenho certeza que não é no planeta Terra.

Aonde o senhor ouviu falar em "zero lagartas e zero plantas daninhas ". É publico e notório que as ervas não morrem mais porque desenvolveram resistência ao glifosato. A Natureza trabalha dessa maneira e não com conjecturas ou Wishfull Thinking. Não é o que o Sr deseja que aconteça que irá acontecer na vida real. Nunca ouviu falar em ervas resistentes ao Glifosato ? Caso não tenha ouvido falar sugiro procurar urgentemente um curso de reciclagem agronômica porque os conhecimentos avançam e quem não se atualiza acaba ficando para trás.

Veja por exemplo o site :

http://paraquat.com/portugues/knowledge-bank/ervas-daninhas-resiste...  , de onde retirei a tabela abaixo.

Tabela 2. Espécies de ervas daninhas resistentes ao glifosato: América Central e do Sul

Espécie de Erva Daninha Nome comum País
Amaranthus quitensis   Argentina
Bidens pilosa   México
Chloris elata   Brasil
Conyza bonariensis Pulicária-peluda Brasil, Colômbia
Conyza canadensis Buva Brasil
Conyza sumatrensis Avoadinha-marfim Brasil
Cynodon hirsutus Gramilla mansa Argentina
Digitaria insularis Capim-amargoso Brasil, Paraguai
Echinochloa colona Capim colônia Argentina
Eleusine indica  Potentilha Colômbia, Argentina
Leptochloa virgata México
Lolium multiflorum Azevém-anual italiano Argentina, Brasil, Chile
Lolium perenne Azevém-perene, gazão Argentina
Parthenium hysterophorus Coentro do mato Colômbia
Sorghum halepense Capim-massambará Argentina

Me explica aonde o senhor está vendo algum "zero "aqui ?

Com relação a ataque de pragas a lavouras transgênicas temos:

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/04/em-mato-g...

ou

http://www.noticiasagricolas.com.br/videos/entrevistas/119799-entre...

Agricultores estão entrando na justiça contra as empresas de semente para terem seus prejuízos ressarcidos e o Sr vem me falar em "zero de lagartas ". Brincadeira tem hora. Isso é coisa séria. Desafio o senhor a ir falar que transgênicos significam "zero" de lagartas para esses agricultores que tiveram as suas lavouras destruídas por essas mesmas lagartas que o Sr insistem em não enxergar.

Esses são apenas alguns exemplos estude, faça seu dever de casa, e descobrirá por sí mesmo.

Desde quando os transgênicos trouxeram menor uso de agrotóxicos ? As lavouras tansgênicas de milho na minha região estão sendo pulverizadas 4 vezes para ver se seguram as lagartas. À propósito,  lavouras de Soja RR também são atacadas por lagartas e são bastante pulverizadas chegando a receber até 9 aplicações de inseticidas.

Dai a pergunta: Em que planeta o senhor habita ? Certamente não é no nosso planeta Terra.

Sim , precisamos "estudar mais e mais", mas esse conselho serve principalmente ao Sr. que deveria se atualizar mais antes de veicular informações tão estapafúrdias como essas de "zero de mato e zero de lagartas". Espero que em um futuro muito breve esse tipo de atitude possa gerar uma advertência desse Conselho que na minha opinião serve para muito pouca coisa, que é o CREA.

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