Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Há anos atrás a extensão era muito embasada nos pacotes tecnológicos importados e que trouxeram enormes prejuízos ao modelo brasileiro de produção. Imprimiram uma forma de cultivo com base nos princípios da REVOLUÇÃO VERDE.

Hoje temos uma extensão que, em muitos casos, preza por fatores ambientais e leva a produtores conceitos de agroecologia. Mas que ao mesmo tempo encontra algumas dificuldades para conduzir princípios de sustentabilidade por termos introduzido um conceito insustentável de produção e muitos ainda acreditam que não temos como obter produtividades competitivas com modelo diferente.

O Brasil sabia dos males que compunham os pacotes importados?

Já alcançamos uma extensão moderna o suficiente para revertermos este conceito?

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Saudações!

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Respostas a este tópico

Caro charles,

gostaria de saber o que vc considera "pacotes tecnológicos importados"?

Por favor me corrija!!

A maioria das tecnologias agrícolas desenvolvidas no Brasil ( novas variedades, estudos e análise de solo, mecanização, pos-colheita, manejo integrado de pragas ,etc) foram desenvolvidas a partir dos anos 60 ou por instituições estaduais de pesquisa ou pela EMBRAPA à nível nacional. Não há nada de importados. À partir do final da década de 70 essas tecnologias forma transferidas através de pacotes tecnológicos para o antigo sistema EMBRATER ( e a CATI ) para assistência técnica a produtores. Isso foi muito importante durante décadas ( anos 70, anos 80 e meados de 90). Porque vc pergunta dos males que isso ocasionou ao Brasil???

Abraços,...

Flávio

Prezado Flávio,

sabemos que após a década de 70 a criação da EMBRAPA impulsionou o desenvolvimento de tecnologias nascidas no Brasil e essas foram sim de grande valor para nós. Absolutamente...!!!

Quando eu me refiro a "pacotes tecnológicos importados" me refiro exatamente ao período anterior ao desenvolvimento de pesquisas voltadas para a nossa realidade. Estou pensando no pós guerra, no final da década de 40 até a de 60 e um bom período da década de 70 ainda, quando ainda se tinha muitas padronizações do modelo antigo.

Neste período (após o final da 2ª guerra mundial) tínha-se muitas tecnologias desenvolvidas muitas vezes para fins da própria batalha e que ficariam agora "ociosas". Assim surge então o reaproveitamento de tecnolgias na agricultura buscando-se resolver o problema da fome no mundo através da utilização intensa de máquinas, adubos minerais, defensivos (agrotóxico), etc. para se aumentar a produtividade na agricultura.

Realmente o aumento de produtividade foi inquestionável, mas o problema da fome no mundo não foi resolvido.

Claro que temos muitos outros fatores que somaram-se para isso não ser resolvido...

Mas... intrinsecamente fazia parte destes pacotes o escoamento da produção para países mais desenvolvidos da América do Norte, Europa e até mesmo o Japão. O fato é que este termo "Revolução Verde" só veio realmente aparecer na década de 60 continuando-se a apresentá-lo como a solução para os problemas relacionados à fome da humanidade.

Conhecendo alguns agrônomos que trabalharam na ATER naquela época (e bons agrônomos) eles relataram que no órgão onde trabalhavam tínha-se até um ágil na remuneração quando se ultrapassava a cota de receituários designados para aplicações de agrotóxicos nas lavouras.

Agora você imagina, aumenta-se o salário proporcionalmente ao que se recomenda de agrotóxico. "Brilhante idéia!!!"

Então não me entenda mal. Os nossos extensionistas foram as juntas que puxaram o desenvolvimento de grandes áreas agrícolas em nosso país. A eles devemos muito do que se tem hoje já estabelecido em termos de melhoria das condições de vida no campo.

Mas ainda vejo algumas tadições do passado que podem pejudicar o futuro.

Por isso levantei o ponto.

Grande abraço Flávio!

Caro Charles muito oportun0 este tema .Temos agora (12 a 14 de março de 2012)em Grussai ,Sao joao da barra RJ a primeira Conferencia Estadual de Assistencia Tecnica e Extensao Rural,coordenada pelo MDA/àvila Emater  Rio

João,

vocês estão de parabéns por este feito. Espero que seja um sucesso a conferência.

Olha João, a extensão rural é uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento deste nosso Brasil.

Como tenho discutido acima podemos perceber claramente o quanto que os extensionistas trabalharam para o melhor andamento daquilo que hoje sustenta a nossa economia de forma bem mais equilibrada (no sentido ambiental) e estável (no sentido econômico).

O Brasil deve muito do seu progresso à Extensão Rural.

Por isso me orgulho muito de ser Engenheiro Agrônomo.

Grande abraço João!

Caro Chales...

estou fazendo uma pesquisa para a conclusão do curso e o meu tema se refere a Ater, estou encontrando dificuldades para encontrar um referencial teórico, será que tem como vc me indicar alguns para tal assunto???

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