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Fertilidade de Solo e Nutrição de Plantas

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Fertilidade de Solo e Nutrição de Plantas

Grupo criado para trocar idéias, informar, fortalecer a classe e unir colegas neste tema.

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Última atividade: 28 Jul

Modos de Absorção de Enxofre nas plantas

Atualmente o ENXOFRE está se tornando um nutriente limitante na produção das culturas, muito mais que no passado, por muitos motivos, principalmente desbalanço nutricional e aumento de adubos concentrados e aumento de produtividades. 

Temos então que relembrar que embora as plantas absorvam S via foliar, a maneira ainda mais importante e onde a planta absorve em maior quantia é via radicular. Grande parte do S encontrado nas células é absorvida da SOLUÇÃO DO SOLO e transportado até o sistema radicular principalmente por fluxo de massa. 

O Elemento participa de numerosos compostos no interior da planta, com aminoácidos, proteínas, coenzimas, flavonóides, polissacarídeos, entre tantos outros compostos. JUnto com o Nitrogênio, o enxofre participa em todas as funções e processos vitais para as plantas, inclusive no controle hormonal para o crescimento e desenvolvimento das plantas o que explica a relação existente entre N/S entre 12/1 e 15/1 associada ao crescimento e produção das plantas. 

A fonte das mais baratas de repor enxofre no solo é o gesso agrícola, ficando aqui a dica de ampliarem o conhecimento e divulgação sobre o uso de gesso agrícola como fonte de enxofre, além de mais barato, ele irá contribuir para o aproveitamento de forma técnica e econômica de milhões de toneladas de gesso das sobra da fabricação do ác.fosfórico que acaba impactando o meio ambiente. 

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Iniciado por Antônio Santos. Última resposta de Jose Luiz M Garcia 12 Out, 2015.

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Iniciado por Eduardo B. Teixeira Mendes 23 Jul, 2015.

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Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 maio 2015 às 7:47

Denise, pensei muito em você quando começamos a ter contatos por estas redes. Num momento cheguei a pensar errado, mas, agora acho que evolui um pouquinho mais. Obrigado.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 maio 2015 às 7:45

Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser o normal

Se eu posso pensar que Deus sou eu

Sim, sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz

Os Mutantes

Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 maio 2015 às 7:41

"Ele se esconde atrás da capa
O frio vento queima-lhe a tez
Até quando essa amarga solidão
Ficará e não irá embora de vez?

A noite é sua companheira
Não tem ele a mais ninguém
E nem faz questão de ter
Faria diferença ter alguém?

Se ele próprio se repudia
Como há de aceitar presenças?
Sua alma é escura, fria
Congelada por indiferença

E olhando o vazio ao redor
Fecha os olhos e lamenta
Se ainda tivesse coração
Talvez a existência não lhe fosse violenta!

Não tendo mais escolhas
É dito, é sua sina
Sai a buscar por sangue
Do corpo quente que lhe fascina!

Sai a espalhar o medo
A escutar o último suspiro
Sai pela madrugada
A se valer como vampiro"

Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 maio 2015 às 7:38

Venho de um Cuiabá garimpo e de ruelas entortadas.
Meu pai teve uma venda de bananas no Beco da Marinha, onde nasci.
Me criei no Pantanal de Corumbá, entre bichos do chão, pessoas humildes, aves, árvores e rios.
Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar entre pedras e lagartos.
Fazer o desprezível ser prezado é coisa que me apraz.
Já publiquei 10 livros de poesia; ao publicá-los me sinto como que desonrado e fujo para o Pantanal onde sou abençoado a garças.
Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que fui salvo.
Descobri que todos os caminhos levam à ignorância.
Não fui para a sarjeta porque herdei uma fazenda de gado. Os bois me recriam.
Agora eu sou tão ocaso!
Estou na categoria de sofrer do moral, porque só faço coisas inúteis.
No meu morrer tem uma dor de árvore.

Manoel de Barros

Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 maio 2015 às 7:33

O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
Há que se dar um gosto incasto aos termos.
Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
Talvez corrompê-los até a quimera.
Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.
Não existir mais reis nem regências.
Uma certa liberdade com a luxúria convém.

"Manoel de Barros"

Comentário de Francisco Cezar Dias em 29 maio 2015 às 7:30

“Serão suficientes, meras palavras,

Gestos de papel e sons longínquos?

Gostava de te dizer que somos Pessoas normais, mas o que é o normal? Apenas uma palavra que aprendemos a dizer por nada;

Por sermos todos feitos a papel químico.

Mas hoje, embora embargada,

E embriagada pelos bizarros normais,

Sei que ainda posso dizer

Que as palavras que leio no dicionário,

São apenas letras que se juntaram

E que às quais aprendemos a dar um significado,

Seja lá o que isso for.”

Comentário de Jose Luiz M Garcia em 29 maio 2015 às 0:42

Denise,

Você disse :

Calcário dolomítico

CaO 29% / MgO 21%

Ca/Mg = 20.74/12.66 logo e aparentemente 1.64

mas....

Quimicamente falando 

Ca/Mg 0,98

pois Ca pesa 400 Kg

Mg 240 Kg

Correto.

Então, se você quiser manter uma relação Ca/Mg de 4/1, não vai ser usando esse tipo de calcário e eu diria que com a maioria dos calcários dolomiticos.

Volto a repetir que essa é somente a metade da história porque temos o lado biológico que muita gente que se acha "normal" se recusa a ver e isso minha cara não é normal.

Quer ver uma coisa que também não é "normal". Acrescentar mais que 2 toneladas de qualquer tipo de calcário ( de qualquer tipo) por hectare por ano. É um baque violento na micro vida do solo principalmente se esse calcário vai ficar todo na superfície do solo do PD. Normal ? Duvido.

Quer ver mais uma outra coisa que não é normal. Em uma outra mensagem você mencionou que faziam correção de K com KCl. De todos os adubos químicos utilizados na agricultura esse é o que tem o maior Índice de Salinidade. Algumas adubações químicas em que o KCl é usado, adicionam uma quantidade de Cloro ao solo muito maior do que a quantidade de Cloro adicionada a uma piscina para que a água fique estéril e sem bactérias.

Por acaso podemos chamar isso de Normal ? Creio que não.

Se o normal é destruir a microbiologia do solo, então prefiro ficar o mais distante possível dessa tal normalidade.

Usar gravata é normal ?

Comentário de Francisco Cezar Dias em 28 maio 2015 às 23:58
Paulo, é muito bom saber que você é um profissional normal, coerente e disciplinado. E que você, com atitudes simples, mas não menos profissionais, consegue sucesso em suas empreitadas técnicas.
Parabéns. Não querendo abusar de sua paciência, gostaria de compartilhar com você um trabalho que faço de auditoria de solo, bastante desgastante, mas que continuo com o mesmo prazer de sempre em faze-lo porque me dá segurança e precisão em levantar o histórico da área e programar soluções futuras consistentes. Assemelha-se em parte com o que você faz em relação a PD. Só que em minha região de atuação, não temos a implantação de PD consistente e que, as pessoas convencionaram chamar de Cultivo Mínimo - CM e com o qual não concordo. Mas respeito. Gostaria muito de ouvir sua opinião a respeito. Obrigado.
Comentário de Paulo Renato Morales Vaz em 28 maio 2015 às 23:35

A amostragem padrão em lavouras de soja, milho, feijão e trigo, têm sido na profundidade de 0 a 20 cm.

Mas, áreas cultivadas com adubação química em plantio direto há vários anos e onde observo que existam indícios de desequilíbrio por saturação (manchas de fertilidade no solo) , acho interessante a amostragem na camada de 0 a 10 cm, para monitorar o acúmulo de nutrientes na superfície do solo, principalmente o fósforo. Neste caso esta informação serve para reavaliar as práticas adotadas corrigindo os “vícios” e possibilitando entender e orientar melhor as práticas de adubação a serem adotadas.

Já para calagem utilizo a coleta de amostra a 0-20cm. Esta também é a profundidade adequada para coleta em lavouras que utilizam boas práticas agrícolas e estão colhendo boas produtividades.

Nas áreas de manchas de fertilidade sobre plantio direto, além da coleta estratificada em camadas 0-10 cm e 10-20 cm, também acho fundamental o uso do penetrômetro de impacto, ferramenta que ajuda a interpretar alterações na parte física do solo. 

Agronomia não é ciência exata, temos que estar sempre atentos as inúmeras variáveis que agem sobre um mesmo sintoma visual na lavoura, acho que cada caso é um caso.... então a coleta de amostras a profundidades diferentes do padrão 0-20 cm, serve para casos pontuais e devemos saber como e quanto usar isso. Mas uso sempre que necessário e estou monitorando o P-rem dessas áreas e tem me causando um espanto no banco de dados coletado. Tenho verificado áreas com indíces de fósforo altíssimos nesta camadas e com sintomas de deficiência de micronutrientes na parte área mesmo com niveis adequados no solo. Sou favorável a coleta de amostras estratificadas (0-10 cm e 10-20 cm de profundidade) em áreas de plantio direto de vários anos com manchas de solo, como forma de monitorar o acumulo de nutrientes nestas camadas. 

Comentário de Jose Luiz M Garcia em 28 maio 2015 às 23:35

Perfeito.

Não tenho nada a acrescentar. É isso aí.

Gostei particularmente dessa afirmação : "Agronomia não é uma ciência exata".

Se estivéssemos calculando a trajetória de um foguete para que ele fosse pousar na Lua então seria uma ciência exata e alguns graus de erro já fariam uma grande diferença. Isso no solo não acontece. Em se tratando de calcários e outros macro insumos o solo admite uma boa margem de erro. O maior cuidado seria mesmo quando adicionamos alguns micro nutrientes como Boro, Molibdênio, Cobalto. 

 

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