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Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

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GRAMADOS ESPORTIVOS

Grupo destinado à discussão sobre a importância dos Gramados Esportivos e do Eng Agrônomo, como profissional responsável pelos projetos, execução e manutenção dos mesmos (Campos de Golf, Campos de Futebol, Pólo, Bowls, tenis, etc)

Membros: 190
Última atividade: 29 Maio

PROFISSIONALIZAÇÃO

É impressionante como ainda vemos hábitos errados, porém arraigados, na construção dos gramados esportivos, principalmente os de futebol. Solos argilosos, terra vegetal, manilhas porosas, material orgânico de procedência duvidosa, irrigação errada, etc., são alguns exemplos destes usos tão nefastos à qualidade dos gramados nacionais.

Ainda há leigos e até profissionais que trabalham para empresas, clubes, prefeituras e governos estaduais, utilizando materiais e hábitos inteiramente defasados em construção, reforma e manutenção de gramados de futebol.

Embora haja no Brasil profissionais com expertise e know-how em gramados esportivos, o que vemos, via de regra, é a cópia de projetos e práticas inteiramente defasadas que não só contribuem para termos péssimos gramados, como prejudicam mesmo a qualidade geral dos mesmos. Tudo isto sob a desculpa do “menor custo” (licitações Municipais e estaduais).

 

Com a chegada dos grandes eventos esportivos no Brasil, empresas e profissionais estrangeiros se aproximam com projetos e soluções instantâneas. . . Muitas vezes sem visto de trabalho no País, sem reconhecimento de diploma de graduação ou registro no sistema CONFEA/CREAs... Ou seja, sem haver nenhum tipo de responsabilização se algo ocorrer de errado! Pois sem visto de trabalho, sem registro de ART, que tipo de responsabilização pode haver???


Mas, na verdade, o que falta é profissionalismo e conhecimento de causa aos gestores/administradores de Estádios e CTs na condução dos processos de construção, reforma e manutenção dos campos de futebol, para que se obtenha o melhor custo (e não necessariamente o menor). Isso se dá porque há um viés político muito explícito, na ocupação desses cargos.

Projetos bem dimensionados, com materiais e práticas modernas de construção e manutenção, contribuem para a alta qualidade final de um gramado esportivo, bem como para sua durabilidade elevada, dentro dos modernos conceitos de sustentabilidade. E é atribuição do Eng Agrônomo atuar nessa área, desde o projeto, até à manutenção do gramado.


ARTUR MELO


Fórum de discussão

VII SIGRA

O VII SIGRA (Simpósio sobre Gramados) será realizado nos dias 9 e 10 de Junho, na cidade de Botucatu-SP. Informações e inscrições abertas no site: …Continuar

Iniciado por Thomas Fiore de Andrade 24 Mar, 2015.

Atribuição de Responsabilidade Técnica 4 respostas 

 A REVISTA do CREA-MS, publica em sua última edição (52), artigo que defende a Atribuição de Responsabilidade Técnica dos Gramados Esportivos ao Eng. Agrônomo, uma vez que dos profissionais do…Continuar

Iniciado por Artur Melo. Última resposta de rondinelle oliveira 25 Jul, 2013.

FALTA DE ESTRUTURA DO FUTEBOL CARIOCA 6 respostas 

O Técnico Campeão Brasileiro, Muricy Ramalho, reclama da falta de estrutura do Futebol Carioca, que vive do talento, sem que os Clubes façam os investimentos necessários em estrutura:…Continuar

Iniciado por Artur Melo. Última resposta de Márcio Bueno Morais 10 Jul, 2013.

Sombreamento no Gramado 2 respostas 

Achei interessante essa notícia em um site de notícias português sobre o estádio de Alvalade.O Arthur tinha já comentado sobre esse problema no Alvalade do sombreamento no lado sul, no curso de…Continuar

Iniciado por Tiago Rezende. Última resposta de Tiago Rezende 8 Abr, 2013.

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Comentário de Denizart Pirotello Vidigal em 29 maio 2017 às 23:59
www.fiib.com.br
Feira Internacional da Irrigação Brasil 2017
1 a 3 de agosto - Campinas, SP
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 abril 2017 às 11:55

PROJETOS DE IRRIGAÇÃO COM BLOCOS INTELIGENTES

Apresentação do problema

Em geral, os projetos de irrigação são concebidos com o desenho, em planta, da locação dos equipamentos hidráulicos (tubulações e raio de ação dos aspersores), se o método escolhido for esse. O AutoCAD é a ferramenta de desenho preferida, tanto por sua facilidade de uso como por apresentar precisão em milímetros.

Por outro lado, os desenhos das linhas que representam os ramais e dos círculos que indicam o raio de ação dos aspersores, por serem repetitivos são, no mínimo, cansativos e demorados. Assim, p.ex., a área de apenas 1 hectare cujos aspersores tenham um raio de atuação de 12 m, contam com nada menos que: [(84m÷12)+1] x [108m÷12)+1] = 8 ramais x 10 linhas = 80 círculos ou arpersores (vide Figura).

Como surgiu a ideia

Assistindo a um vídeo da Arquiteta Roberta Vendramini, do seu Curso Básico de AutoCAD gratuito, chamou-me a atenção um trecho em que, no desenho em corte das telhas de uma mansão, ela inseria o desenho de uma única telha no madeirame do beiral do telhado (cujo desenho da telha estava armazenado em um diretório), clicava numa setinha azul da sua extremidade direita, e a arrastava até a cumeeira, completando a cobertura com telhas num décimo de segundo.

Então, por associação de ideia, eu pensei: que bom seria se, em vez da telha, fossem os ramais e os círculos dos meus aspersores. Foi o que fiz. Me interessei pelo tema, e aí aprendi que aquela não era uma simples telha, mas o chamado Bloco Inteligente ou Bloco Dinâmico.

O que são Blocos Inteligentes

No AutoCAD, blocos dinâmicos são desenhos comuns transformados em blocos (com um simples comando), programados para carregarem consigo determinados parâmetros e ações. No caso do "aspersor inteligente" que eu criei, o parâmetro que me interessava era o raio, e as ações, a sua reprodução no desenho, com a modificação prévia do valor do raio. Em termos técnicos: Parametros (Distance) e Ações (Array e Scale). Na Figura, este aspersor 'semente' é guardado numa paleta, na aba Blocos (criada por mim), e arrastada sempre que preciso para se fixar no início de um ramal formado por uma linha prévia. Como os raios variam, e a posição do ramal também, nas Propriedades do bloco, eu mudo a distância e indico, em graus, a direção do ramal. Agora, é só clicar na sua setinha (como a Arquiteta fez com a telha) e arrastá-la para baixo, até o final do ramal.

Como foi feito o bloco

A Figura ilustra as etapas do processo. Comecei com o desenho de um trecho de tubo alimentador (linha vertical), do qual saía um ramal (linha horizontal, do tamanho do raio), de cuja extremidade desenhei um círculo. Transformei-o em bloco com o comando Insert. O parâmetro Linear serviu para traçar o raio e as ações são os ícones identificados com um pequeno raio de trovão. O resultado é o desenho maior, com os 80 aspersores desenhados com apenas 8 (dos ramais) movimentos verticais do mouse.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 2 março 2017 às 15:04

SELEÇÃO DOS DIÂMETROS DOS TUBOS PARA IRRIGAÇÃO

Na irrigação de campos esportivos e jardins residenciais, é comum o uso de tubos de PVC. O critério técnico adotado para a seleção dos mesmo é a velocidade média do fluxo, que não deve ser inferior a 0,30 m/s (para evitar depósito de materiais sólidos) e nem superior a 1,50 m/s (para evitar ruídos, vibrações, desgaste e perdas de carga ou de pressão).

Alguns manuais de hidráulica referem-se ao limite máximo de velocidade nos tubos como sendo de 2,5 m/s. Acontece que nas perdas de carga lineares (aquelas que ocorrem ao longo da tubulação), a velocidade média é elevada ao expoente 1,75 como na fórmula de Flammant (indicada para tubos de PVC); já nas perdas de carga localizadas (nas juntas, conexões, mudanças de diâmetro e outros acidentes hidráulicos), a velocidade média é elevada a 2,00 (K = V²/2g). Assim, quando a velocidade média do fluxo passa de 1 m/s, já começa a fazer a diferença no cálculo da perda de carga.

No dimensionamento hidráulico da motobomba, a parcela mais pesada é a pressão de serviço do aspersor que, em campo de futebol, pode ultrapassar os 40 m. Devemos somar a esse valor as perdas de carga na válvula solenoide, no registro geral e nas tubulações. Esse resultado (da soma) é mais crítico na irrigação de jardins de residências pois, na maioria das vezes, conta-se com a pressão da rede pública que, muitas vezes, é precária.

A Figura abaixo mostra uma Tabela que eu fiz para a faixa de vazão de 0,1 l/s a 204,8 l/s, indicando os limites mínimos recomendados em azul, e os limites máximos em vermelho. Na da direita, a vazão máxima (agora em litros por segundo) para a velocidade (também máxima) de 1,5 m/s. Sua finalidade é servir de um guia rápido para a escolha do diâmetro. É claro que no seu projeto, os números serão outros, normalmente indicados nas tabelas dos fabricantes.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 fevereiro 2017 às 16:41

UMA CORREÇÃO

Uma semana atrás publiquei este texto comparando a irrigação por aspersão convencional (AC) e a de um gramado esportivo (GE). Aguardei a opinião do colega que é papa no assunto (Artur Melo, o responsável por este Grupo) e, como ele não se manifestou, resolvi provocá-lo fazendo a pergunta diretamente no seu endereço eletrônico. Ele me respondeu que assinaria embaixo, se eu substituísse o termo gramado esportivo por campo de futebol (soccer, em inglês). Concordo em gênero, número e grau. Desculpem a falha. 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 7 fevereiro 2017 às 7:59

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE A IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO CONVENCIONAL (AC) E A DE UM GRAMADO ESPORTIVO (GE)

1 - ÁREA:

Localização: GE = cidade; AC = campo.

Tamanho: GE < 1 ha; AC > 1 ha.

Forma: GE = retangular; AC = irregular.

Superfície: GE = plana; AC = inclinada.

Cobertura: GE = grama; AC = culturas.

Manancial: GE = rede pública; AC = rio, canal, lago ou poço.

Pisoteio: GE = comum; AC = evitado.

Sombra: GE = considerar (reduz 30% água); AC = não considerada.

 

2 - ASPERSORES:

Posição: GE = escamoteáveis; AC = acima do solo.

Giro: GE = regulável (90o, 180o e 360o); AC = 360o (giro completo).

Comando: GE = válvula solenóide; AC = registro de gaveta (manual).

Bocais variados: GE = necessário para uniformizar precipitação; AC = dispensáveis.

 

3 - TUBULAÇÕES:

Diâmetros: GE = variam no mesmo ramal; AC = mesmo diâmetro.

Localização: GE = enterrados (sempre); AC = podem ficar na superfície.

Tipo: GE = roscáveis/soldáveis; AC = engate rápido.

 

4 - MANEJO:

Automação: GE = necessária; AC = supérflua/desnecessária.

Turno de rega: GE = variável (minutos); AC = fixo (horas).

Interferência da chuva: GE = sim (pára a irrigação); AC = não interfere.

Operação dos aspersores: GE = controle remoto; AC = manual (registro de gaveta).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 janeiro 2017 às 15:30

Este é um dos projetos gratuitos disponibilizados pela Rain Bird no site da Irricom Rio:

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 janeiro 2017 às 15:18

IRRIGAÇÃO URBANA

Esse termo é incomum, pois a irrigação é uma só, seja no campo ou na cidade. O diferencial é que, enquanto no campo se irrigam culturas comerciais (arroz, milho, soja, etc.) na cidade, são irrigados parques públicos, jardins residenciais e gramados. De campo de futebol, inclusive.

Outras diferenças são o clima (na cidade existem as chamadas "ilhas de calor"); as áreas sombreadas (que reduzem a necessidade de água em até 30%); e a precariedade de mão de obra especializada (em irrigação, logicamente), que induz à necessidade da automação.

As empresas especializadas na irrigação urbana (existem várias) se dedicam basicamente a duas áreas distintas: irrigação de gramados (de campos de futebol e golfe, principalmente) e jardins de residências. Irrigação de jardins públicos, eu só vi em Abu Dhabi (nos Emirados).

Para irrigar um campo de futebol (105 m x 68 m no padrão FIFA), são necessários, pelo menos 24 aspersores fixos, escamoteáveis, com raio de alcance de cerca de 20 m e pressão de serviço de 40 m. A menos que se apele para o improviso, usando um tubo de polietileno de duas polegadas de diâmetro e 86 m de comprimento, quando uma bombinha (conjunto motobomba é o termo correto) de um e meio CV resolve o problema. Assim, esse único aspersor, depois de funcionar alguns minutos num local, precisaria ser deslocado para as outras 23 posições para cobrir toda a área do gramado. Eu mostro como se calcula no roteiro em Excel anexo.

A empresa IRRICOM (http://www.irricomrio.com.br/), sediada no Rio de Janeiro, representa um dos maiores fabricantes mundiais de produtos utilizados na irrigação: a Rain Bird. Neste site, encontramos projetos gratuitos de campos de irrigação e até um passo a passo, onde se chega ao orçamento preliminar do projeto, podendo solicitar a compra dos equipamentos ali mesmo, on line. Vale a pena conferir.

Comentário de Artur Melo em 12 maio 2016 às 18:10
Comentário de Artur Melo em 12 maio 2016 às 18:09
Comentário de Tiago Rezende em 24 novembro 2015 às 13:46
 

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