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Integração Lavoura-Pecuária

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Integração Lavoura-Pecuária

O sistema de integração lavoura-pecuária é uma alternativa viável de ser implantada em fazendas com o propósito de recuperar áreas de pastagens degradadas, com um custo relativamente baixo e com aumento da produtividade da pecuária bovina.

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Comentário de Adinilson Gushiken em 23 agosto 2011 às 1:04

Produtores de MS integram lavoura e pasto e a renda cresce

Milho safrinha por todo lado e,numa rua entre os talhões,uma máquina agrícola nova,recém-adquirida por R$ 400 mil. É um pulverizador de última geração. Há cinco anos,seria apenas sonho para um médio produtor. “Agora estou bem,com a redução contínua dos riscos da atividade”,afirma o proprietário da Fazenda São Joaquim,em Maracaju (MS),Léo Renato Miranda. Ele ainda tem plano de instalar um sistema de irrigação por pivô central na propriedade de 1.200 hectares.

A melhoria das condições econômicas veio depois que ele deixou de plantar só soja e milho. “Em 1992 e 1993,a produtividade baixou muito”,conta. “Colhia apenas 35 a 40 sacas por hectare e 50 de milho.”Hoje,colhe 70 sacas de soja e 100 sacas de milho/hectare,em 950 hectares. “E mandamos para abate mil bovinos por ano.”

Miranda faz parte de um contingente de quase 5 mil pequenos e médios agricultores de Mato Grosso do Sul que aderiram ao Programa de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Conforme o agrônomo Dirceu Luiz Bruch,um dos profissionais responsáveis pelo programa,ânimo para aderir ao sistema não falta. E cita os números da Secretaria Estadual de Produção e Turismo de MS. “A cada mês,uma média de 70 agricultores adere ao programa.”

Um dos mais recentes participantes é Alexandre Scaff Raffi,da Fazenda Boa Esperança,em Anastácio,município na borda do Pantanal. Na região predomina a pecuária de cria,recria e engorda. Em algumas fazendas,o teor de areia chega a quase 86%,fator que,com o novo sistema,não impede o desenvolvimento da agricultura,principalmente soja e milho.

Lotação. “Comecei há seis meses e já coloco três bois em 1 hectare,onde normalmente seria menos de um por hectare”,diz. “Separei 100 hectares para a integração. É um pasto verdinho,dá dó em pensar que terei que derrubar tudo para produzir massa verde e fazer o plantio direto da soja,mas vamos fazer exatamente como mandam os técnicos”,continua.

É uma das fases da integração. A primeira é a correção do solo com calcário,gesso e fósforo,após uma limpeza geral,com a retirada das raízes,por menores que sejam. Em seguida,passa-se a grade e depois semeia-se braquiária. Quando surge o pasto o gado entra,evitando,porém,o consumo das plantas até a raiz. É necessário,ainda,deixar o suficiente para a cobertura do solo,visando ao posterior plantio direto da soja. “Notei também que no pasto comum o gado engordava 300 gramas/dia. No espaço trabalhado,500 gramas/dia.”

Ciclo completo. O capim fica crescendo sob a lavoura. Após a colheita da soja ou milho,sobra o pasto para o gado. O ciclo completo da integração lavoura-pecuária é de quatro anos,desde a formação do primeiro pasto até a colheita da soja ou milho. Depois o processo retorna ao ponto inicial “É um processo onde a agricultura ampara a produção pecuária,e vice-versa,evitando prejuízos”,diz o agrônomo Roney Pedrosa.

COMO FUNCIONA

O PASSO A PASSO DA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA

1 Correção do solo

Aplica-se calcário,gesso e fósforo,após uma limpeza da área,com retirada de raízes

2 Gradeação

A área é gradeada e em seguida semeia-se o pasto,normalmente braquiária

3 Introdução do gado

Quando o pasto se forma os animais entram,mas não devem comer o capim até o talo

4 Introdução de lavoura

Soja ou milho são cultivados sob a palha do pasto,que após a colheita viceja novamente.

Do meu blog: www.agrogushi.com.br

Fonte: Estadão e www.acrissul.com.br

 

Comentário de Vania Machado Lima em 3 julho 2011 às 18:43

O solo da Amazônia é pobre em nutrientes

A Amazônia é uma enorme floresta equatorial localizada na América do Sul, ocupa uma área de 7 milhões de km2. A região que abriga a Amazônia é caracterizada pela temperatura elevada, grande umidade atmosférica e enorme quantidade de rios; fatos que garantem que essa seja a maior floresta equatorial do mundo.

Apesar da exuberância apresentada pela floresta, os solos nos quais está fixada não possuem grande riqueza em nutrientes. Porém, nas margens dos rios podemos encontrar solos mais férteis, conhecidos como várzea. Nelas são acumuladas grandes quantidades de nutrientes trazidos pelas águas em períodos de cheias, especialmente vindos de áreas próximas à Cordilheira dos Andes. Ainda são encontrados solos férteis em restritas áreas da região da Amazônia, com destaque para os Estados de Rondônia e Acre.

Os solos amazônicos possuem uma restrita camada de matéria-orgânica que se encontra na superfície, conhecida como húmus. Essa fina camada fértil é oriunda da própria floresta, nela os organismos (insetos, fungos, algas e bactérias) vivos reciclam os nutrientes dispostos no ambiente. Além disso, outros fatores contribuem para o processo, como a temperatura, que permanece alta o ano todo; a enorme umidade relativa do ar presente na região e a restrita variação do clima. Tudo isso garante a sustentação da floresta.

Podemos afirmar que a serrapilheira sustenta a exuberância da floresta Amazônica, é uma fina camada de solo superficial formada a partir da decomposição de folhas, galhos, frutos, além de animais mortos, que formam uma rica matéria-orgânica. Isso acontece em um longo e complexo processo biológico, que então explica como, apesar de possuir um solo pobre, a floresta permanece sempre verde e exuberante.

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia


 

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