Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Merece nosso maior envolvimento na questão...!!!

Realidade da nossa profissão no Brasil
 
A profissão do Engenheiro Agrônomo e a Agronomia no Brasil vem sofrendo descaso perante aos nossos representantes e à sociedade. Nossa profissão está sujeita a se tornar desnecessária (se já não estiver). Perdemos a cada dia atribuições aos zootecnistas, técnicos agrícolas,
biólogos, agrimensores, arquitetos, administradores, engenheiros agrícolas, profissionais do agronegócio, etc. Além disso, surge a cada dia uma nova faculdade de Agronomia, despejando profissionais muitas vezes desqualificados no mercado de trabalho, saturando-o e fazendo com que a nossa remuneração diminua cada vez mais, além de sermos humilhados quando nos submetemos a procura de emprego ou quando
atuamos em nossa profissão, ficando vulneráveis a aceitar qualquer tipo de serviço e salário. Para piorar, recentemente ainda foi criado o curso de "Tecnólogo em Agronomia", que vem concorrer "em cheio" com nossa profissão em muitas atribuições, como já ocorre com as outras profissões citadas acima.
Diferente da classe médica, que frente aos problemas se mobiliza e se manifesta através de seus conselhos e entidades de classe (CRM's e CFM), muitas vezes mudando até leis em prol da profissão, somos desunidos e conformados com nossa situação absurda. Um exemplo clássico da mobilização da classe médica, através de seu conselho, pode ser visto neste link: http://www. jornaldaciencia.org.br/
Detalhe.jsp?id=82730
Veja como a classe médica manda até na Anvisa: 
No ano passado, a Anvisa e a mídia (leiga), nos "malhou" através das reportagens sobre resíduos de agrotóxicos nos alimentos.
Mal sabem que isso ocorre por falta da orientação e prescrição obrigatória de agroquímicos pelo profissional Engenheiro Agrônomo, culpa do sistema que está aí hoje, e que anula nossa profissão, onde o agricultor (sem assistência técnica) é obrigado escolher o que e qual dose aplicar, muitas vezes sem respeitar prazo de carência, etc. E o Receituário Agronômico? Da forma como está hoje, só serve para a revenda prestar conta das vendas de agrotóxicos para a Secretaria da Agricultura, não servindo de prescrição técnica a ser seguida pelo agricultor e tudo mais, ou seja, não tem função nenhuma. Deveria ser um dos instrumentos de embasamento técnico, servindo
também para valorizar a prescrição do Engenheiro Agrônomo.
E a questão dos fertilizantes? Da forma como está hoje, os pacotes prontos anulam a função do profissional, quando impõe formulações de fertilizantes pré-fixadas, sem se basear em laudos de análise de solo interpretado pelo profissional. Com isso, o custo com fertilizantes pode ficar até 40% maior, sem falar dos outros prejuízos (ambiental, por exemplo).
O Engenheiro Agrônomo, assim como o médico, deve ser autoridade quando o assunto estiver relacionado à sua área de atuação.
O que o nosso conselho, nossos representantes, nossas entidades de classe e nós mesmos estamos fazendo para mudar tal situação?
Para filtrar os bons profissionais e barrar a formação desenfreada de profissionais no Brasil, deveríamos cobrar a implantação da prova do conselho, assim como ocorre com a OAB. Hoje são formados no Brasil por ano, quase 10 mil Engenheiros Agrônomos.
Para mudar esses e outros pontos, deveríamos ser mais atuantes, cobrando de nossos representantes tal representatividade, defendendo os interesses de nossa profissão e participando mais desses assuntos. Vejo que nossa classe está muito desmotivada nessas questões. É OBRIGAÇÃO COMO PROFISSIONAL REPASSAR ESTE E-MAIL PARA TODOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS DA LISTA DE CONTATO.
Você pode pensar que por ser autônomo e trabalhar por conta não precisa de nada disso. Engano!
Muitos médicos também trabalham por conta, e nem por isso deixam de exigir que sua profissão seja sucateada. 
Segue abaixo o endereço e os link para quem devemos nos manifestar:

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Respostas a este tópico

Excelente texto, outro dia msm estava comentando com minha família de quanto nossa classe e desunida e por isso msm somos desvalorizados.

Este texto é a pura verdade sobre nossa profissão, e é lamentavel a profissão que dizião ser a profissão do futuro na minha época seja hoje a profissão que teve futuro a 35 anos atras acho que nos não sabiamos que já estavamos vivendo o futuro.

A Profissão é linda e o Currículo muito abrangente mas a Agrônomia têm este gravíssimo defeito DESUNIÃO. A maioria dos membros desta classe só visam a si próprio. e não a classe.

Já temos um passo importantissimo,sabemos que a categoria  não é unida, porque então não começamos a nos unir  rapidamente e passamos a  não termos mais este problema.]

 

Participar das entidades de classe (Associações de Engenheiros Agrônomos) do Senge (Sindicato) é fundamental.

PROCUREM A ASSOCIAÇÃO DE EA DAS SUAS CIDADES E COMECEM A PARTICIPAR, MESMO SEM SER SÓCIO COTISTA DAS ASSOCIAÇÕES. LEVE AS PROPOSTAS PARA SEREM DEBATIDAS NAS REUNIÕES. CONSTRUAM REPRESENTATIVIDADE EM VOSSAS ASSOCIAÇÕES, POIS O CREA INCENTIVA TAIS INICIATIVAS E TAMBÉM FINANCIA A VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL. SAIBAM QUE ENTRE 10 E 20% DOS VALORES DAS ART SÃO REPASSADAS ÀS ENTIDADES DE CLASSE PARA TEREM REPRESENTATIVIDADE E FORÇA NA DEFESA E VALORIZAÇÃO DA CLASSE. 

AS ASSOCIAÇÕES DE EA E O SENGE PRECISAM DE NÓS ATUANTES. CONVIDEM AMIGOS PARA PARTICIPAR DESTAS ENTIDADES. COMECEI A PARTICIPAR DA ASSOCIAÇÃO DA MINHA CIDADE HÁ POUCO MAIS DE UM ANO E HOJE SEI DA FORÇA QUE TEMOS ATRAVÉS DESTAS ENTIDADES E DO CREA. O QUE FALTA É A UNIÃO E A PARTICIPAÇÃO DE TODOS NESTAS ENTIDADES DE CLASSE DE CADA CIDADE OU REGIÃO.

O desmantelamento das políticas públicas de ATER, para além das suas graves consequências sócio-econômicas, tem eliminado boa parte, senão a maior parte, dos nossos postos de trabalho.

Claro, a nossa profissão contempla um leque grande de opções de atuação, porém, a excessiva fragmentação desta amplitude em novas carreiras (Eng. Florestal, Zootecnia, etc.) e os casos de sombreamento profissional (Eng. de Agrimensura, etc.) têm nos golpeado de modo quase fatal.

Faltam empregos formais, mesmo para profissionais com pós-graduação "stricto sensu". Na verdade, há até um excesso de profissionais com este perfil, os quais, por falta de opção, acabam por buscar "renda" nos mestrados e doutorados, sob a forma de bolsas de estudo. Faltam empregos e sobra um verdadeiro contingente de profissionais que, ao se prepararem para serem professores (mais do que pesquisadores), têm retroalimentado aquele conhecido círculo vicioso: faculdade, pós, faculdade... Isto seria um sintoma de que o crescimento econômico (caso ele de fato exista) talvez esteja passando bem longe da Agronomia. Um exemplo: Tenho amigos e conhecidos que são Engenheiros de outras modalidades (Civis, Mecânicos e Químicos). Bom, entre eles, hoje em dia, praticamente não há desemprego, de forma que, no geral, a grande maioria deste pessoal sequer tem cogitado cursar um mestrado!

Outro ponto importante: Empreendedorismo sem capital ou estrutura, numa área tão complexa, pode transformar-se em "amadorismo". Portanto, para alguns, aqueles que tenham acesso aos recursos ou, principalmente, recursos próprios, esta seria uma opção interessante, mas jamais o será para todos...!

Abraços e bom final de semana a todos os colegas!

Realmente, o Engenheiro Agrônomo, precisaria repensar sua posição assim como o CFFarmacia o fez e outros.

Veja bem hoje como exemplo as farmacias precisam ter um farmaceutico, porque aqueles que produzem  a alimentação de todo o povo brasileiro não é obrigado a ter um responsavel técnico por sua produção. A geração de empregos seria muito grande e este não seria o passo mais importante e sim o controle da produção agricola isenta de agrotoxicos, micotoxinas etc....e ai sim poderiamos ter um hortifruti de qualidade portanto não sei qual a medida a ser adotada mas sou da opinião que toda propriedade produtora de alimentação para o povo brasileiro deveria ter um técnico responsavel pela produção e não um receituário agrônomico que legalmente  coloca na mão de pessoas produtos altamente cancerigenos e que via de regra são usados de maneira inadequada com o proposto passaremos a ter um responsavel técnico pela propriedade e produção e não colegas nossos que  receitam , vendem os produtos e quanto mais  vendem mais tem sua cota cumprida.

Meu caro, concordo em parte com sua colocação, nossa classe está se tornando uma caricatura de uma área de atuação que era exclusivamente nossa. Mas, em relação a pós graduação, é uma questão muito complexa, para ser feita apenas devido a uma bolsa ( que não é lá essa coisas, R$1500,00, no caso de mestrado). Pois, você atua muito mais do que 8 horas por dia, tem um desgaste psicológico muito alto (velha rotina de estudante, com matérias mais difíceis e exigências de publicações), você é 24 horas pós graduando. É um comprometimento muito grande para ser apenas por uma bolsa, é necessário uma motivação muito maior por traz (geralmente o sonho de ser um professor universitário). Pensando quanto profissionais de nível superior, dificilmente não encontraríamos um trabalho, menos desgastante com uma remuneração um pouco superior. Em relação ao empreendedorismo, isso está impregnado na nossa formação, capital para desenvolver uma ideia não falta, o que falta é coragem, atitude e principalmente ter o dom para essas coisas. As vezes o sistema em que vivemos nos faz esquecer que a sociedade viveria sem um Apple, Sony, Acer etc. Mas, em hipótese alguma viveria sem os nosso produtos, posso afirmar sem sombra de dúvidas que somos a classe com o maior potencial para empreender, o que falta? já foi dito... Abraços.




PESSOAL, RECLAMAMOS QUE SOMOS DESUNIDOS, MAS QUEM DAQUI DESTES FÓRUM, POR EXEMPLO, PARTICIPA DE SUA ENTIDADE DE CLASSE REGIONAL (ASSOCIAÇÃO DE ENGENHEIROS AGRÔNOMOS OU SINDICATO), CUJA FUNÇÃO É REPRESENTAR E DEFENDER A CLASSE ATRAVÉS DE NOSSA ATUAÇÃO...?

QUEM DAQUI PARTICIPA DO CREA COMO CONSELHEIRO OU INSPETOR, PROMOVENDO AÇÕES EM PROL DA NOSSA PROFISSÃO?

SUGIRO COMEÇAREM A PARTICIPAR. O PROCESSO É LENTO, MAS DÁ RESULTADO. DEPOIS QUE COMECEI A PARTICIPAR DE NOSSA ASSOCIAÇÃO DE EA AQUI, DEMOREI QUASE DOIS ANOS PARA PUXAR A CLASSE NA QUESTÃO DA POLÍTICA PROFISSIONAL. HOJE SOU INSPETOR DO CREA E DIRETOR DA ASSOCIAÇÃO, E FAZEMOS UM TRABALHO INTENSO EM PROL DA NOSSA VALORIZAÇÃO, COMO TABELAS DE HONORÁRIOS, PALESTRAS NAS UNIVERSIDADES E ATÉ ATUAÇÃO POLÍTICA EM NÍVEL MUNICIPAL, ESTADUAL E NACIONAL. RECENTEMENTE TEMOS A CONFAEAB SE REESTRUTURANDO, A QUAL CONGREGA TODAS ASSOCIAÇÕES DO BRASIL. PARTICIPEM E PROMOVAM A CLASSE. Visitem o site da nossa Associação e vejam como atuamos: www.amea.org.br

AQUI NO PARANÁ A CLASSE AGRONÔMICA É RECONHECIDA E VALORIZADA DE CERTA FORMA, POIS TEMOS 19 ASSOCIAÇÕES DE EA NO ESTADO VINCULADAS À FEDERAÇÃO PARANAENSE DE EA (FEAP) E TAMBÉM TEMOS O SENGE (SINDICATO). TÁ CERTO QUE 99% DOS PROFISSIONAIS NÃO SE ENVOLVEM, PORÉM SE TIVER MEIA DÚZIA QUE REPRESENTA E ATUA POLITICAMENTE, JÁ VALE MUITO. SENDO ASSIM, PARTICIPEM E CONVIDEM VOSSOS AMIGOS PARA AS ENTIDADES DE CLASSE.

DETALHE: ACREDITEM, MAS O TEXTO ACIMA FOI EU QUEM ESCREVI.

É fato,consumado,reconhecido e por fim um desastre total.Durante os últimos anos a Engenharia Agrônomica está a mercê de inúmeros fatores que a vem depreciando, em primeiro está a o grande número de cursos aberto,em  faculdades que mal tem estrutura para ter este curso e são aprovadas,em segundo não temos representatividade a nível nacional, pode ser que em alguns estados isto ocorra mas em geral no Brasil isto não é comum, em terceiro tem muita gente no funcionalismo público e privado ocupando o lugar do agrônomo,e por ultimo o conselho que deveria proteger a profissão nem mesmo a ele consegue proteger ai vem aquele velho ditado que .......... Entretanto ainda há tempo de recuperar, o Brasil é um pais agrícola com um PIB agrícola expressivo, que precisa da categoria para  crescer ,com sustentabilidade e é ai que eu tenho insistido o responsável técnico para a produção agrícola,como  o CRF conseguiu para as farmácias e isto é o básico pois o crescimento sustentável da agropecuária exige que isto ocorra, pois a maioria de nós sabemos que vários fatores levam a mesa do consumidor brasileiro produtos de baixa qualidade , com microrganismos tóxicos cumulativos e cancêrigenos, com  moléculas de principio ativos de defensivos agrícolas,também cancêrigenos e que o estado por isto gasta um mundo de dinheiro em tratamento destas doenças. O que é precisa então: para mim a união da categoria, para o consumidor brasileiro um atestado de que aquele produto está isento de contaminações e olha não vai ser o orgânico que vai conseguir fazer isto mas sim um Engenheiro Agrônomo em cada propriedade ou limitado a hectares para acompanhar a condução das lavouras e atestar o correto uso das praticas culturais realizadas naquela propriedade, Se hoje isto fosse feito acho que poucos produtos passariam pelas portões do CEASA, poucas fabricas de ração teriam matéria prima para produzi-la e poucos enlatados chegariam ao mercado e é isto que a população tem que exigir o selo de qualidade para o produto que estão adquirindo e os americanos já estão fazendo isto vão futuramente aos países exportadores para ver e atestar a produção para que possam importar, como já  temos algo assim na pecuária.

Acho que alguns vão se sentir mal humorados com o que eu disse mas é a pura verdade. E o Brasileiro no final é quem paga esta conta também , pois o termo sustentabilidade tão usado hoje como plano de palestra é muito mais e abrangente do que vem sendo dito por ai.       

Olá a todos!

Faz um tempo que não participo de discussões por aqui, mas este tema não posso deixar de opinar. Muitos aqui estão discutindo coisas que inclusive já existem previsões legais, tais como responsável técnico para produção agrícola diretamente nas fazendas. A comparação com a presença do farmacêutico na farmácia eu não acho cabível, pois na verdade é teoricamente o agrônomo que está presente nas revendas.

Em um outro tópico eu li um comentário do Ric Braido que concordo com ele em gênero número e grau... Nós profissionais temos que ser mais empreendedores, conquistar o nosso espaço e não ficar lamentado.

Hoje eu estive eu uma faculdade de agronomia para contratar um estagiário para o meu escritório e tomei um susto com a briga de foice que está para conseguir estagiários pois ao contrário do que muita gente tem falado está com muita falta de bons agrônomos no mercado. 

Durante o mês de outro fiz um tour de serviços pelo estado de São Paulo e em quase todas as fazenda que eu estive os produtores reclamaram que não conseguem contratar assistência técnica por falta de disponibilidade de profissionais ou porque aparece muito picareta.

Eu semanalmente tenho recusado pedidos de produtores para atuar como assistente técnico, pois atualmente não é mais meu foco de trabalho, por falta de tempo. Assim, eu afirmo dentro da minha experiência que hoje se colocar no mercado de trabalho é só termos uma atitude empreendedora que ninguém fica parado.

Que bom que a coisa está boa assim Eduardo B. Teixeira Mendes. Não sei de que cidade você é, mas não acredito que a coisa esteja assim no Brasil todo, pois há muitos lugares que está saturado de profissionais Engenheiros Agrônomos, concorrendo inclusive com técnicos agrícolas. Mas, se a coisa está boa, é hora de aproveitarmos para fazermos ser valorizados, principalmente quanto ao salário e autonomia no exercício profissional.

Uma outra coisa que também bato muito na tecla, além da questão do empreendedorismo, é a questão da diversificação da atuação profissional: Hoje uns 90% dos Engenheiros Agrônomos, desde quando entram na universidade, só pensam em atuar na fitotecnia, mais especificamente com soja e milho, deixando de lado as áreas de engenharia, zootecnia, ambiental, etc., às quais temos atribuições. Temos que preencher essas atribuições também, senão vêm outros profissionais tomar nosso lugar nessas áreas.

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