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As principais ferramentas de análise de riscos utilizadas em segurança do trabalho

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Método Bow-Tie


A aplicação do método bow-tie sobre riscos identificados deve inicialmente delimitar as fronteiras do sistema a ser analisado. O método é assim denominado como uma alusão à "gravata borboleta" (bow-tie) formato do gráfico de análise que lista os perigos de um lado, as ameaças de outro e o evento ou acidente ao meio.

As ferramentas de análise de risco também se aplicam à análise de riscos ambientais. Neste caso procede-se da mesma forma, porém extrapolando os limites físicos do empreendimento estudado com a analise sendo ampliada ao raio de influência que os efeitos da atividade em estudo exercem sobre o ambiente em suas vizinhanças, diferentemente da análise de riscos em segurança ocupacional que se restringem ao trabalhador e instalações.


O método BOW-TIE apresenta o relacionamento entre Perigos, Ameaças, Barreiras, Fatores de Escalonamento, Controles dos Fatores de Escalonamento (CFE´s), Conseqüências, Medidas Mitigadoras e Tarefas Críticas, conforme ilustrado na figura abaixo:

 

Método Bow-Tie (continuação)


Identificação de riscos

Para utilização da ferramenta procede-se inicialmente a identificação dos principais riscos de acidentes - Major Accident Hazards (MIMAH). Trata-se de identificar então os piores e mais prováveis acidentes possíveis de ocorrer na instalação estudada, supondo que não haja sistemas de segurança instalados ou que são ineficazes.

Podemos estabelecer 5 passos para identificação e construção do bow-tie:

  1. Coleta da informação necessária
  2. Identificação dos equipamentos e instalações mais perigosas na planta
  3. Seleção dos equipamentos que apresentam os maiores perigos
  4. Associação de eventos críticos para cada equipamento selecionado
  5. Para as causas de cada evento crítico construir uma árvore de falhas
  6. Para as consequências de cada evento crítico constuir uma árvore de eventos
  7. Para cada evento crítico construir um bow-tie

 

O bow-tie é portanto a principal ferramenta no processo de identificação dos principais riscos de acidentes (MIMAH). Conforme figura postda o bow-tie é analisado a partir do evento crítico que ocupa o ponto central da figura. Seu lado esquerdo procura identificar as causas do evento crítico bem como as medidas de controle previstas, sendo denominado árvore de falhas. O lado direito identifica as possíveis conseqüências do evento crítico bem como as medidas mitigadoras e tarefas críticas constituindo a árvore de eventos.

Identificando-se riscos (causas potenciais), chega-se ao perigo analisado e as conseqüências de sua ocorrência.  Como método de análise qualitativa, o bowtie procura então estabelecer medidas de controle para prevenção dos riscos  através de medidas de controle bem como prevenção das conseqüências através de medidas mitigadoras e tarefas críticas.

As árvores de falhas para cada evento crítico devem ser consideradas como um cheklist de suas possíveis causas. Há diferentes árvores de falha para cada evento crítico associado: explosão, incêndio, vazamento, ruptura, colapso.

Para cada evento crítico analisado, uma árvore de evento é construída com base em matriz de dados. Os dados necessários à elaboração são o evento crítico em análise, o estado físico e os perigos das substâncias, equipamentos ou processos analisados.

Método Bow-Tie (continuação -2)

As barreiras de segurança

Barreiras de segurança em bow-tie são as técnicas ou funções organizacionais desenvolvidas, não necessariamente barreiras físicas. São expressas em termos de ações a serem tomadas. Os principais verbos são: evitar, prevenir, controlar e limitar. Essas ações devem ser realizadas com as barreiras de segurança. Trata-se portanto em definir “como” implementar funções de segurança, enquanto estas são definidas como “o quê” é necessário a assegurar ou aumentar a segurança.


Nesse sentido há quatro principais tipos de barreiras: as passivas, ativas, ações humanas e simbólicas.


As barreiras passivas são definidas como funcionais sem a necessidade de ação humana ou fontes de energia para ativar suas funções e utilidades. Qualquer barreira de segurança passiva é atribuída uma probabilidade de falha na sua demanda, valor comparável ao nível de confiança do dispositivo, extraído de banco de dados de acidentes.


Barreiras ativas são compostas de três subsistemas concatenados: um sistema de detecção; um sistema de tratamento (uma resolução lógica, dispositivo mecânico – válvula, sensor de gás, relay de temperatura etc. – ou humano) e uma ação (mecânica, instrumentalizada, humana).


Ações humanas: a efetividade dessas barreiras são relacionadas ao conhecimento do operador a fim de alcançar um objetivo. As ações humanas entendidas como barreiras são: observações da atividade, comunicação, atividades físicas, guias, princípios de segurança.


Barreiras simbólicas necessitam de interpretação pelas pessoas. Os exemplos típicos são os avisos de advertência como não fume, mantenha distância, acesso exclusivo, etc.

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