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Riscos de Acidentes na Zona Rural

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Riscos de Acidentes na Zona Rural

Troca de idéias sobre riscos de acidentes na zona rural e estudos relacionados ao meio ambiente.

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Local: Rio de Janeiro
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Análise de Riscos e Ferramentas Utilizadas 3 respostas 

As principais ferramentas de análise de riscos utilizadas em segurança do trabalhoContinuar

Tags: trabalho, rural, segurança, risco, analise

Iniciado por Gilberto Fugimoto. Última resposta de Gilberto Fugimoto 22 Mar, 2012.

Como usar a boa comunicação persuasiva para que o próprio Agricultor > se convença a sí mesmo < de ser um bom planejador para prevenir-se de acidentes?

Alguem do grupo gostaria de dar algumas DICAS sobre como proceder na comunicação eficiente?Uma metáfora para apimentar: "Um vendedor sabe que o cliente sempre tem razão"Continuar

Iniciado por Arcélio Alberto Preissler 26 Nov, 2009.

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Comentário de Gilberto Fugimoto em 24 março 2012 às 11:07

Valeu José Luiz,

Sempre na ativa! Parabéns.

Vamos atualizando algumas questões de segurança de trabalho e gestão de SMS que é uma grande oportunidade surgida para todos os engenheiros de segurança

abração

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 março 2012 às 8:22

Olá Gilberto,

grato pela contribuição. Se a situação relatada aconteceu num dos Estados mais prósperos do Brasil, localizado na Região Sul, imagine o que não acontece no meu longínquo Pará e adjacências.

Não tenho postado, pois voltei a trabalhar fora, numa empresa consultiva de Engenharia; com irrigação, saneamento e meio ambiente.

Um abraço a todos,

José Luiz

Comentário de Gilberto Fugimoto em 23 março 2012 às 11:50

Trabalhadores são resgatados em situação precária em SC

Data: 16/03/2012 / Fonte: Rádio Rural

Lages/SC - A Equipe de Fiscalização do Trabalho Rural em Santa Catarina, em ação de rotina, encontrou 12 trabalhadores expostos a condições degradantes de trabalho e alojamento em fazenda localizada no bairro rural de Morrinhos, em Lages /SC. Os trabalhadores realizavam os serviços de corte de madeira e foram encontrados utilizando motosserras sem qualquer treinamento e sem roupas de proteção de cortes, também não havia material para primeiros socorros ou pessoa treinada para este fim.
Na frente de trabalho não havia instalação sanitária, mesmo as mais simples, de fossa seca, que são aceitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No local não havia local para que os empregados realizassem suas refeições.

Mas o pior quadro foi constatado quando a equipe encontrou o alojamento. Um galpão e um "trailler" eram usados como alojamento. No local não havia água. Os empregados tinham que descer um morro para buscar água numa sanga. A água, de cor e origem duvidosa, era usada para higiene íntima e também para fazer as refeições e era a única água disponível para o consumo. Os empregados disseram que a sanga está aberta e é comum que os cavalos bebam água no mesmo local.

O "alojamento" estava escorado por madeiras e apresentava grandes frestas e buracos no chão. No ambiente havia sacas de cereais, maquinários, fogões, botijões de gás. Os empregados dormiam em colchões ou espumas próprios, e todos estavam em péssimo estado de conservação, de forma a comprometer seriamente a coluna vertebral.
Um dos maiores absurdos que a equipe constatou foi que tábuas foram improvisadas no forro do galpão, e um colchão foi colocado, sobre a fiação elétrica, para que um dos empregados dormisse.

Mesmo no "alojamento" não havia qualquer instalação sanitária ou chuveiro. Os empregados faziam sua comida de forma improvisada e em meio a muita sujeira, e não havia mesas ou cadeiras para que o empregado pudesse realizar sua refeição com dignidade.

Fonte: Revista Proteção

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 22 março 2012 às 6:58

Bem vindo ao grupo, Juliano.

Com o Brasil concretizando aquele velho sonho de ser o CELEIRO DO MUNDO, infelizmente, o que não vai faltar é acidentes na zona rural para que outros Agrônomos se interessem pelo assunto. Como eu também sou Engenheiro de Segurança do Trabalho, faço a minha parte de divulgação através domeu site (www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/index.htm), conhece-o ? Portanto, boa sorte no seu TCC e, sempre que possível, atualize-nos, por favor. Esse é o mal de todo Profissional (= parar no tempo).

Um abraço,

José Luiz

Comentário de Juliano Aires em 21 março 2012 às 23:02

Boa noite pessoal, só para me apresentar, trabalho a mais de 7 anos como técnico em segurança do trabalho, decidi fazer agronomia, mesmo ser ter noção nenhuma do que era...rs somente com a intenção de ser eng. e poder fazer a minha especialização em eng de segurança do trabalho, que sempre foi meu objetivo. Me formo no final do ano que vem e meu tema de TCC é " Acidentes em propriedades rurais." mesmo sabendo que há uma legislação específica NR 12 que fala sobre operação de máquinas e equipamentos (inclusive agricolas) os quais não constavam antes de 12/2010 nesta norma, perecebemos que há um grande numero de produtores que não atendem a legislação, não por falta de vontade.. mais por falta de conhecimento mesmo, até porqe a fiscalização por parte do MTE é ineficiente.  Assim que concluir meu TCC posto para conhecimento de todos.. (vai demorar um pouco). Espero que minhas considerações sejam de alguma valia para o grupo e se alguem estiver com alguma duvuda referente a segurança do trabalho, sintam-se a vontade para perguntar..  abraços pessoal

Comentário de Gilberto Fugimoto em 18 março 2012 às 16:05

Monsanto é condenada por intoxicação de agricultor francês

O agricultor francês Paul François, que havia, sozinho, entrado na Justiça francesa com um processo inédito contra o grupo americano da indústria agroquímica Monsanto, saiu vitorioso nesta segunda-feira. A empresa deverá pagar uma indenização por danos causados pela inalação de um herbicida.

"A Monsanto é responsável pelos danos causados a Paul François após a inalação do produto Lasso e deverá indenizá-lo pelo prejuízo após uma perícia médica", considerou o Tribunal Superior de Lyon.

Hoje, o agricultor tem 47 anos e é considerado inválido. O incidente aconteceu em 2004, quando ele trabalhava como produtor de cereais. Ao abrir o contêiner de um pulverizador, Paul François recebeu no rosto vapores do herbicida produzido pelo gigante da indústria agroquímica. Em seguida, ele teve náuseas e outros sintomas, como gagueira, vertigem e dores de cabeça, que o obrigaram a interromper suas atividades por quase um ano.

Em maio de 2005, um ano depois de ter inalado o herbicida, análises médicas demonstraram que estavam presentes em seu organismo traços de monoclorobenzeno, um potente solvente que faz parte da composição do Lasso junto com o produto ativo, o anacloro. Três anos mais tarde, o agricultor, que se tornou um porta-voz das vítimas de pesticidas, fez com que a Justiça reconhecesse seus transtornos como doença profissional e posteriormente abriu o processo contra a Monsanto.

Segundo o advogado do agricultor, a Monsanto faltou com sua "obrigação de informação", ao não detalhar a composição do produto na etiqueta e ao não advertir sobre os riscos de inalação, nem sobre a necessidade de utilizar uma máscara ao manipulá-lo. Na França, o produto Lasso só foi retirado do mercado em 2007, depois da proibição no Canadá, Inglaterra e Bélgica.


Fonte: RFI Portugal em 13 de Fevereiro de 2012

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 janeiro 2011 às 6:34

Carlos,

concordo que o que fazemos pela área (da segurança) é muito pouco e, também, que a disciplina deveria constar do currículo de Agronomia (e de qualquer outra profissão). Um outro aspecto é a nossa falta de auto-estima. Veja a tragédia recente da região serrana. Devido aos repetecos dos anos anteriores, ainda era pra existir tanta gente morando em encostas íngremes e às margens dos córregos ?

Comentário de Carlos Pantoja de Bustamante em 14 janeiro 2011 às 22:20

Já passamos muito sem fazer nada pela Segurança e Saúde na área rural. Já existem Normas Regulamentadoras Rurais mas a sua ajuda ainda é muito pouca. No entanto, a combinação destas com as outras já garante um caminho bastante consistente para as ações específicas na área. Atualmente, como Engenheiro de Segurança  do Trabalho atuante, posso asseverar que o estágio na Segurança e Saúde no Trabalho na indústria e comércio é proporcional a concentração da fiscalização do MTE, ou seja somente nos grandes centros. Ainda estamos com tempo para questionar a falta do cumprimento da Legislação Trabalhista nas empresas rurais particulares e pasmem.... também estatais. Mas ao contrário do que muitos colegas pensam, trabalhar neste seguimento, é igualmente difícil em área urbana. A cultura de Segurança e Saúde no Trabalho deve começar na primeira escola, mas já estaria de bom tamanho se fosse ao menos conhecido na faculdade.

Cabe pensar quais são as nossas responsabilidades como profissionais, o receituário agronômico está aí, é um início, temos que exigir mais.  As Cãmaras Estaduais de Agronômia dos CREA's são uma excelente forma para manifestarmos nossas opiniões.

Saudações agronônicas para todos.   

Comentário de Patrícia Noblat de Paula Ribeiro em 3 junho 2010 às 3:27
Olá Lucas,
Devo concordar com o José Luiz, não ha nenhum tipo de informação sobre segurança no campo. Quando muito, alguém comenta sobre a importancia do uso do EPI. Quase derrubei um poste no IT (na UfrRJ também) e quase virei com uma tobata (essa, nunca mais). O pouco que aprendi, se é que aprendi, foi assim. O pior é que sempre havia alguém perigosamente perto, além de mim é claro.
Abraço
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 7 maio 2010 às 9:12
Lucas,
a Segurança do Trabalho, infelizmente, é uma ilustre desconhecida nas Escolas de Agronomia, infelizmente. E nos idos de 60 (quando eu era aluno), era bem pior. Lembro de uma prática de máquinas, na UFRRJ, quando me deixaram treinando (era a primeira vez que eu dirigia um trator) sozinho numa área próxima dos alojamentos. Pisei na embreagem e avancei além da conta a manete do acelerador. Quando soltei o pedal, o trator empinou (como se fora um cavalo) e quase me derrubou. Que susto!
Grato por participar.
Um abraço
 

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