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Riscos de Acidentes na Zona Rural

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Riscos de Acidentes na Zona Rural

Troca de idéias sobre riscos de acidentes na zona rural e estudos relacionados ao meio ambiente.

Site: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/index.htm
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Fórum de discussão

Análise de Riscos e Ferramentas Utilizadas 3 respostas 

As principais ferramentas de análise de riscos utilizadas em segurança do trabalhoContinuar

Tags: trabalho, rural, segurança, risco, analise

Iniciado por Gilberto Fugimoto. Última resposta de Gilberto Fugimoto 22 Mar, 2012.

Como usar a boa comunicação persuasiva para que o próprio Agricultor > se convença a sí mesmo < de ser um bom planejador para prevenir-se de acidentes?

Alguem do grupo gostaria de dar algumas DICAS sobre como proceder na comunicação eficiente?Uma metáfora para apimentar: "Um vendedor sabe que o cliente sempre tem razão"Continuar

Iniciado por Arcélio Alberto Preissler 26 Nov, 2009.

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Comentário de Lucas Marinho em 6 maio 2010 às 22:37
Recentemente, morreu um aluno da UFMT, no estágio obrigatório, em Campo Verde -MT.

Eu não tive muitas informações, mas pelo que ouvi, ele caiu do trator (supostamente estava pendurado), e o pneu traseiro passou em cima dele.

É, enquadrado nas normas de segurança o rapaz não estava, muitos alegaram que a UFMT não deu devida orientação, mas uma pessoa que está se formando em agronomia, tinha que ter uma noção de segurança no campo.
Comentário de Gilberto Fugimoto em 13 abril 2010 às 17:40

Tratores agrícolas: maior parte dos acidentes ocorre por falta de atenção com o cardã

Hospital da Unesp recebeu 16 acidentados graves na região rural de Botucatu em apenas 2 anos; um deles morreu

O cardã é um sistema de transmissão de potência do motor que tem um giro muito rápido. É nele que ocorre a maior parte dos acidentes na operação de tratores agrícolas. Pela falta de atenção e de treinamento, os tratoristas acabam deixando partes da roupa enrolarem no cardã causando ferimentos graves como amputamento de membros do corpo e até a morte. O hospital da Universidade Estadual de São Paulo registrou em 2 anos, 16 acidentes graves somente na região rural de Botucatu, com registro de um óbito entre eles.

— A maior parte dos acidentes foi relacionada ao cardã do trator. Em 37,5% dos casos ou o acidentado caiu sobre o cardã ou o cardã tracionou as vestimentas do operador ocasionando lesão. A desatenção foi um fator importante. Em 50% dos casos as vítimas admitiram falta de atenção na operação dos tratores. A maioria das vítimas (56,2%) eram os ajudantes de tratoristas. As lesões mais frequentes foram nos membros inferiores, bacia e membros superiores e foram desde lesões mais leves a amputações de membros e, inclusive, um óbito — detalhou o médico Gilberto Cação, chefe do centro de ortopedia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de São Paulo, ele também é um dos palestrantes do evento Prevenção de Acidentes com Máquinas na Área Agrícola e Florestal.

Além da desatenção, a falta de treinamento e de proteção dos tratores agrícolas foram apontadas pelos próprios acidentados como as maiores causas de acidentes com as máquinas. No formulário que preencheram no hospital, 87% das vítimas disse nunca ter feito algum tipo de curso ou treinamento para operar as máquinas e 75% disse que os tratores não ofereciam proteção. O tombamento do trator, na região rural de Botucatu, foi a segunda maior causa dos acidentes, que poderiam ser evitados com maior tecnologia das máquinas (leia entrevista do professor de engenharia mecânica João Guarneti).

Veja a tabela de acidentes agrícolas na Zona Rural de Botucatu *:
65% dos acidentes com máquinas agrícolas foram com o trator
37,5% dos acidentes foram relacionados ao cardã do trator
87% acidentados não fez curso nem recebeu orientação sobre a atividade
75% das vítimas disse não haver proteção no trator ou no local de trabalho
50% dos acidentados classificou a falta de atenção como uma das causas
80% das vítimas apresentou alguma sequela
1 pessoa morreu

*Dados do médico Gilberto Cação, cehfe do centro de ortopedia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de São Paulo

Fonte: Portal Dia de Campo
Juliana Royo 12/04/2010
Comentário de Gilberto Fugimoto em 12 abril 2010 às 15:35

Falta de treinamento é a principal causa de acidentes com tratores agrícolas

Desconhecimento dos operadores, falta de curso e máquinas antigas geram ferimentos graves no campo

Infelizmente, graves acidentes ainda ocorrem na operação de tratores agrícolas, mas a maioria deles poderia ser evitado com o simples conhecimento do operador da máquina. Faltam cursos, informação, preparação e cuidado por parte de todos, tanto do operador que está comandando a máquina quanto do proprietário que não forneceu treinamento ou segurança. Começa hoje o I Workshop Prevenção de Acidentes com Máquinas na Área Agrícola e Florestal, no campus da Universidade Estadual de São Paulo, em Botucatu, que vai discutir estes assuntos.

— A conscientização dos riscos envolve o sistema mecânico do trator e é preciso conhecimento para isto. Falta profundidade na área. Seria importante que fossem divulgados cursos de treinamento básicos operacionais, porque enquanto não houver treinamento, conscientização e conhecimento da máquina nós vamos ter ainda estatísticas marcantes com relação a acidentes — alerta João Guarneti, professor de engenharia mecânica da Universidade Estadual de São Paulo.

O maior desconhecimento dos tratoristas é quanto à operação da máquina, principalmente das mais modernas, que funcionam a base de controles eletrônicos. Segundo o professor, nenhum cuidado pode ser deixado de lado, desde os básicos. É importante saber a marcha adequada, verificar a velocidade operacional ideal, os acessos aos sistemas de controle da máquina e entender o painel e o que significam os controles eletrônicos.

— Um das principais causas ainda são os tombamentos de tratores, o tombamento lateral e o capotamento. Já existem alguns trabalhos científicos que se preocupam em desenvolver um sistema eletrônico que avise o operador quando ele estiver na eminência de um tombamento lateral, que será uma grande ajuda operacional — explica.

Fonte: Portal Dia de Campo
Juliana Royo 12/04/2010
Comentário de José Leonel C D Rocha Lima em 26 novembro 2009 às 16:38
Tudo certo colega era só curiosidade.Valeu.
Hoje estava mostrando a nossa Rede para o Vicente da Dores aquele colega nosso de Angola, lembra? Ainda não o convenci de entrar na Rede. Vamos ver ele é duro na queda.
Abraço
Leonel
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 novembro 2009 às 16:28
Leonel,
o artigo da revista dedica-se a uma pesquisa em três empresas agroflorestais, mas não se refere a salário, pois o objetivo principal eram os acidentes com (ou provocados pela) motosserra.
Um abraço
Comentário de José Leonel C D Rocha Lima em 26 novembro 2009 às 9:23
Colega, dados impressionantes. Por curiosidade qual é a remuneração média desses 400 mil brasileiros que se arriscam todos os dias?
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 novembro 2009 às 7:45
RISCOS NO USO DE MOTOSSERRAS
O colega Engenheiro Agrônomo (e de Segurança) Wagner Tavares dos Santos, de Uberlândia-MG) publicou na Revista Proteção (No.215, Novembro2009, pág.54) o artigo "Prática adequada", mostrando como os operadores de motosserra devem exercer atividade com segurança para evitar acidentes. Alguns dados:
a) a maior frequência de acidentes (64%) é nos membros inferiores;
b) a maior causa dos acidentes (50%) é a falta de atenção;
c) a idade média dos operadores (pela exigência de força física) é de 35 anos;
d) os riscos aumentam em áreas com cipós e sub-bosque;
e) cerca de 56% dos operadores (da pesquisa) sofriam de lombalgias;
f) dos entrevistados, 50% já sofreram algum tipo de acidente com a motosserra;
g) todos os operadores já haviam sido atacados por abelhas e/ou marimbondos; e
h) cerca de 12% das motosserras utilizadas não dispunham dos dispositivos de segurança obrigatórios.
Segundo o doutor em Ciência Florestal Luciano Minette, existiam cerca de 400 mil operadores de motosserra em atividade no Brasil em 1996.
A difusão dessas "máquinas assassinas" (do meio ambiente) começo na década de 70, com a abertura da rodovia Transamazônica e, infelizmente, eu estava lá.
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 novembro 2009 às 8:01
Caro José Leonel,
mantenho um site sobre Riscos de Acidentes na Zona Rural há muitos anos, hospedado na página da Rural (UFRRJ), onde pude dar vazão ao que aprendi no meu Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho e Higiene Industrial, feito na UFRJ em 1974. Informação, portanto, não falta. Precisamos agora é por em prática as técnicas disponíveis e passar a discutir, sem medo, o que ainda falta para melhorar a situação dos agricultores como, p.ex., a sua proteção efetiva à radiação solar e incentivá-los à pratica da Agricultura Orgânica.
Continúe participando. Seja bem vindo.
Um abraço fraterno do amigo,
José Luiz
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 novembro 2009 às 7:50
Olá Amaury.
Grato por se juntar ao grupo e participar do fórum, com observações do cotidiano empresarial rural. Realmente, a mão-de-obra de SST na zona rural ainda deixa a desejar. Felizmente, agora, dispomos de Normas específicas. Antes, era uma "escuridão" total. Continue denunciando as irregularidades. Com certeza, um dia, teremos atividades seguras no campo.
Um abraço,
José Luiz
Comentário de Amaury Ribeiro Costa em 24 novembro 2009 às 7:19
Oi colegas, para nossa empresa rural, temos tido muitos problemas com relação a segurança do trabalho: 1º) A qualidade do Técnico de Segurança do Trabalho (formação técnica e pedagógica) está mais voltada para industria; 2º) Caracterização de riscos para culturas pouco conhecidas como o Coco-da-baia. Obrigado pelo espaço.
 

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