Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Eu tenho acompanhado muitas discussões em vários tópicos da Rede, sobre pessoas procurando emprego, mas muitas vezes eu me pergunto será que é só como empregados que podemos exercer nossa profissão???

Um ponto que muitas vezes converso com várias pessoas é os profissionais de agronomia deve buscar colocações alternativas. E um modo de fazer isso é através da iniciativa própria e de empreendedorismo. Há alguns anos atrás o SEBRAE teve um programa de capacitação on-line chamado INICIANDO UM PEQUENO GRANDE NEGÓCIO PARA ENGENHEIROS AGRÔNOMOS, em parceria com o CONFEA. O objetivo deste programa era estimular o empreendedorismo dentro da classe dos agrônomos. Eu fiz parte deste curso e achei espetacular, pois além da área gerencial o curso ensinava sobre relacionamento com clientes, pesquisas de mercado e muito mais... mas especialmente nos estimulava a buscar o negócio próprio.

Um colega que colocou um comentário há tempos atrás na Rede que dizia que por sua idade, acho que eram 54 anos, as portas de emprego nas empresas estavam fechadas. Bom eu particularmente acho, um profissional nesta faixa etária tem muito a contribuir com inúmeras empresas, mas também acho que com sua experiência profissional também já poderia há muito tempo ser empreendedor e ter seu próprio negócio.

Sei que o Brasil é um país muito grande, com diversas realidades e por isso mesmo com oportunidade para muitos. Cito somente alguns exemplos que tenho vivenciado aqui no interior de SP para ilustrar o que eu digo.

  • Na minha região de Bauru - há mais de 500 horticultores que lidam com estufas agrícolas e tirando os vendedores, há somente uns 6 agrônomos autônomos neste mercado;
  • Na região de Dois Córregos tradicional produtora de café, vários produtores que tive contato reclamam que fora os vendedores eles não conseguem pessoas para prestar assistência em suas lavouras;
  • Na região de Lins e Sabino - que possui forte produção de hortaliças em campo aberto a assistência técnica é quase que somente feita por revendas e por uns poucos empreendedores que correm atrás de oportunidades;
  • Na região de Taquarituba, apesar de conhecida como produtora de grãos, os produtores de hortaliças reclamam que não há assistência técnica.

Eu continuar a ilustrar inúmeros casos aqui, somente que ocorrem no meu dia a dia, mas limito aqui os exemplos somente para fomentar a discussão:

  • DEVEMOS BUSCAR EMPREGOS OU TRABALHO ????
  • Será que estas oportunidades estão ocorrendo somente em São Paulo ou no resto do Brasil também???
  • Será que não a hora de sair da zona de conforto da busca do emprego e ir para o campo de batalha da busca do trabalho?

Exibições: 1256

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

Comentário de Gilberto Fugimoto em 24 dezembro 2016 às 12:38

Revendo hoje.

Um debate sempre atual!

Comentário de Laerte Rocha Neves Pinto em 15 fevereiro 2016 às 21:04

Olá Boa noite é uma grande oportunidade de fazer parte deste discurso e acompanhar a agronomia que é uma arte! Gostei muito dos comentários, e quem tiver interesse em fazer parcerias estou a disposição.

https://www.linkedin.com/in/laerte-rocha-54209ba7?trk=hp-identity-name 

E-mail: laerterochanp@yahoo.com.br

Toda caminhada longa começa com um passo!

Abraços

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 1 março 2014 às 14:11

Que bom que a postagem gerou muito comentários enriquecedores. Como muitos disseram é importante a visão classista e associativa. Mas eu vejo que é necessário também ir atrás das coisas. O colega Afrânio comentou que acha difícil sair e ir de porta em porta oferecendo serviços. Bom eu não sei em que região ele atua mas eu já trabalhei assim, indo de sítio em sítio e oferecendo os meus serviços. E digo que dependendo da região é mais fácil obter respostas positivas do que negativas.

Outro colega comentou sobre a falta de cursos para a área pericial. Esta área como o colega Eliezer comentou é muito carente mesmo. Mas o profissional pode minimizar a falta de cursos com experiências. O colega Eliezer com sua experiência pode me corrigir se eu estiver errado, mas um grande número de ações judiciais que necessitam da ação pericial do engenheiro agrônomo muitas vezes não necessitam de uma formação especial. Salvo naquelas que envolvem a engenharia de avaliações, assim a nossa formação universitária já nos dá o norte para trabalhar nesta área. Além disso, eu já fiz perícia judicial e nunca tive dificuldade de obter ajuda de colegas mais experientes, pois como na época era novato fui me aconselhar com que já trabalhava na área.

Quanto a questão cooperativa de trabalho, aqui em São Paulo existe a COOTA, Cooperativa de Trabalho de Agrônomo, da qual já fiz parte, e que um dos diretores está aqui na rede -  Lauro Jachinto Paes.

Mas voltando as duas questões principais do post... Será que hoje não está muito mais fácil partir para o trabalho como autônomo, recebendo remuneração por produção do que emprego de carteira assinada?

Comentário de Gilberto Fugimoto em 28 fevereiro 2014 às 10:17

Prezados colegas,

O debate sobre alternativas e oportunidades de mercado de trabalho é sempre um tema de amplo interesse. Volto a dizer que o mercado de trabalho sempre terá limitações ao pleno emprego formal.

Por outro lado há um enorme campo pouco explorado de consultorias, assistência técnica privada. Em que pese a reorganização da ANATER como uma importante política de desenvolvimento agrícola, acredito que sempre haverá espaço para o atendimento especializado.

Entretanto, a prospecção e o desenvolvimento de produtos a esse mercado já exige um grau de profissionalismo para o qual o engenheiro agrônomo não foi capacitado. Não falo das questões técnicas da agronomia, mas falo de questões administrativas e de marketing, não no sentido de propaganda mas no desenvolvimento de produtos atendendo a demanda de mercados identificados.

Acredito que a organização de grupos locais / regionais voltados ao desenvolvimento dessas iniciativas seja uma oportunidade extremamente promissora ainda pouco explorada em nossa categoria. Dependerá da iniciativa local e da capacidade de compartilhar experiências.  

Uma dica: foi criado na Rede Agronomia o Grupo Trabalhos via Rede, que pode ser um espaço interessante de continuação e aprofundamento de debates.

Grande abraço!

Comentário de fernando natel de lima em 28 fevereiro 2014 às 9:48

Entendo e compartilho completamente com esta questão de emprego apos os (50) por isso, eu postei esta FOTO ESPERANDO O AMANHECER, já que a nossa realidade é muito complexa , pois esta área tem luque muito grande e cada um tem que se manter como pode. Abraços.E é um prazer muito enorme fazer parte desta comunidade.

Comentário de Ric. Anônimo em 27 fevereiro 2014 às 20:01

Excelentes comentário de todos. O caminho é esse mesmo: Empreendedorismo e profissionalismo liberal. Também não podemos deixar de participar das nossas entidades de classe regionais, como Associações de EA, do Senge (nosso sindicato) e do CREA.

Estas duas entidades mais ou Conselho são formadas pelos próprios profissionais. Não adianta cobrarmos elas se não participamos, pois elas são os próprios profissionais que as compõe...

Mas o caminho é esse, vamos divulgar essa idéia nas diferentes mídias.

Comentário de RAIMUNDO NONATO DA SILVA em 27 fevereiro 2014 às 17:46

Boa Tarde, Gilberto. Lí, com entusiasmo, a sua sugestão bastante apropriada para aguçar a criatividade e valorização profissional dos Engenheiros Agrônomos.Ainda atuando como Servidor Publico Federal, na Fundação Nacional do Indio-FUNAI, em Porto Velho/RO, estou na fase de transição para Aposentadoria, e prosseguir sendo util à sociedade através desta profissão que me orgulha imensamente.Neste sentido pegunto o seguinte:É possível o SEBRAE voltar o oferecer o citado Curso para Engenheiros Agrônomos interessados ?

Obrigado.

Raimundo Nonato da Silva

Engenheiro Agrônomo.

Comentário de Afranio M. de Melo Franco em 27 fevereiro 2014 às 17:23

Olá Eliezer, a área de perícias de agronomia é muito interessante mas é muito difícil surgir cursos a respeito e quando surgem são em estados distantes o que torna difícil o acesso para muitos profissionais. Se você conseguir este programa nacional para preparação de agrônomos para execução de perícias, estará dando uma grande contribuição para a classe. Parabéns pela excelente iniciativa e tomara que se torne realidade.Boa Sorte.

Comentário de Eliezer Furtado de Carvalho em 27 fevereiro 2014 às 16:47

Olá, Eduardo e demais colegas,

Vejo muito oportuna a ideia que você lançou.

Nesse sentido, vejo que além de ser notória na formação dos engenheiros agrônomos em todas as universidades brasileiras, a falta de discussão sobre questões de natureza empresarial relacionadas ao campo da agronomia, também, e consequentemente fora das universidades a profissão recente da falta de consciência de classe e de espírito classista. Por isso, as nossas associações, por mais que tentem, não conseguem reunir e congregar os engenheiros agrônomos das suas respectivas regiões. Ficam vazias e sem debates das questões importantes para implementação de políticas voltadas para a preparação, divulgação e valorização da profissão e dos profissionais. A própria CONFAEAB, que deveria propor e coordenar ações de âmbito nacional, se mostra sem iniciativas, sem projeto e sem objetividade nas suas poucas ações que visem a valorização da agronomia. É fato que muitos engenheiros agrônomos estão à procura de oportunidade de trabalho, seja por meio da iniciativa privada, seja por meio de algum emprego. Mas, por mais paradoxal que pareça, no campo de perícias de agronomia, existe um vasto mercado de trabalho que nos é assegurado por lei e que infelizmente vem sendo ocupado por leigos, entre eles agrimensores, corretores de imóveis, contadores, engenheiros civis, economistas e muitos outros. Na maioria das vezes por falta de engenheiros agrônomos devidamente preparados para o mister pericial, como eles próprios alegam para os juízes e para outros que demandam tais serviços.  No que me cabe colaborar, pela minha longa experiência na área de perícias de agronomia, estou buscando junto juntamente com a CONFAEAB o apoio financeiro por parte do CONFEA, para dar suporte a um programa nacional de preparação dos engenheiros agrônomos que se interessarem pela especialidade de perícia, com a coordenação nacional pela CONFAEAB, coordenação local das associações estaduais de engenheiros agrônomos e com o apoio logístico dos CREAs regionais. Este programa deve ter início nos próximos meses, com importante empenho do nosso colega Emílio Mouchrek, Presidente da SMEA e Vice-Presidente da CONFAEAB.

Aí está um importante mercado de trabalho dos engenheiros agrônomos empreendedores.         

Comentário de Jonas Melquíades Bezerra em 27 fevereiro 2014 às 11:52

Prezad@s,

Acho que um dos caminhos a serem seguidos é o fortalecimento das Associações de Engenheiros Agrônomos. A partir das Associações poderia ser ofertados e ou formadas equipes para executar as atividades demandadas pelos agropecuaristas patronais e familiares, em cada região, estados.

Obviamente que as Associações precisam se estruturar para organizar as demandas e uma carteira de curriculuns.

Aqui no RN, a ANEA - Associação Norte-Rio- Grandense de Engenheiros Agrônomos tem no seu Plano de Trabalho essa meta, no entanto, o que se observa é o individualismo dos colegas e o interesse maior é um ter "emprego", mesmo de preferência público.

© 2017   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

Offline

Vídeo ao vivo