Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Repensando a AGRONOMIA 6.- ENTIDADES DE CLASSE E AÇÃO NA MÍDIA.

Repensando a AGRONOMIA 6.- ENTIDADES DE CLASSE E AÇÃO NA MÍDIA.

Há algumas semanas o colega Francisco Lira, tratando de nossa profissão, propôs um modelo de pensar com três componentes cada um no vértice de um triângulo, a saber: Escolas, Conselhos e Entidades de Classe. Vejam em :  http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/ponto-de-vista-a-roda-agro...  .  Francisco fala na necessidade de fazer girar esse triângulo para que a roda da Agronomia funcione.

Dos três componentes venho aqui atentar para ‘Entidades de Classe’; órgão que agrega  engenheiros agrônomos tendo em vista a organização e defesa da profissão. Dentre outros assuntos, penso que devemos ter especial atenção em ATUAR NA MÍDIA, mostrando para o que viemos. Levantar e debater temas polêmicos que tem mobilizado a imprensa e dos quais temos o dever de nos manifestar: mostrar o dano ou risco e propor soluções.  Ao manifestarmo-nos estaremos mostrando para todos brasileiros nosso ponto de vista. Seria uma espécie de propaganda de nossa atividade, valendo o adágio, ‘quem não anuncia se esconde’. Por exemplo, o mais recente, tomar uma posição sobre a CARNE ADULTERADA, que tomou conta dos jornais e noticiários de TV, e que tornou nosso país suspeito de ser mau fornecedor.

Esse debate deve ser transposto para o público e nós mesmos devemos estar presentes em programas de televisão, debatendo o assunto com os demais representantes da sociedade. Temos de dar a cara para bater. Não podemos fazer ‘política de avestruz’.

Nessa atuação devemos pautar-nos pelos PRINCÍPIOS de UNIVERSALIDADE e de CONDUTA ÉTICA.

A lista de assuntos que pode e deve merecer nossa atuação é muito vasta e de são temas sempre atuais.

a.- BINÔMIO AGRONEGÓCIO x AGRICULTURA ORGÂNICA.. Mostrar as vantagens e desvantagens de uma e outra, bem como fornecer propostas de correção dentro de princípios técnicos e econômicos;

b.- Sobre PATENTE DE GENES: somos favoráveis ou contra? Para uma ou outra, em que condições? Pessoalmente penso que ‘gene é vida’ e vida não se patenteia e muito menos pode ser transformada em mercadoria com valor financeiro. O que pensam cada um de nós engenheiros agrônomos?

c.- OGMs. Clara posição em relação aos OGMs, bem como suas relações com divulgação e propaganda. Informou-me um colega do Instituto Biológico de São Paulo, que existem três situações básicas para serem analisadas. Pois bem: quais são? Para cada uma delas, suas vantagens e desvantagens. Junto nossas propostas nos três âmbitos;

d.- Sobre a QUESTÃO DA ÁGUA: A urgência de se pensar o manejo de todas bacias hidrográficas. O risco de uma cidade como São Paulo, ser abastecido por água de reuso. E que história é essa de o Governo dos Estados Unidos estar atuando junto ao governo da Argentina, para estabelecer duas bases militares nesse país, sendo uma delas junto á divisa com Paraguai e Uruguai, justamente sobre o Aquífero Guarani, importantíssimo aquífero sul americano: o que pensamos disso?

 e.- Pautarmo-nos sobre a necessidade absoluta de atuarmos a nível de PLANEJAMENTO TERRITORIAL BRASILEIRO. A nível federal, estadual e municipal. Com preocupação de organização territorial, equilíbrio ZR/ZU, a nível de toda sociedade brasileira como um todo. Medidas de conservação do solo e CF com atenção de segurar AGUA no solo;

f.- A questão dos agrotóxicos. Prós e contras. O que pensamos disso?

g.- Lutarmos pela valorização do homem do campo, comparativamente ao habitante urbano.  Tanto ética, como social, como sob o ponto de vista econômico.

A lista é longa, mas antes de encerrar, gostaria enfatizar a QUESTÃO ÉTICA. Por exemplo, muito, a nível mundial, se questiona a empresa MONSANTO. Os questionamentos serviram de base para um documentário “O mundo segundo a Monsanto”, da jornalista francesa Marie- Monique Robin , de 2008, que pode ser visto em:  https://www.youtube.com/watch?v=J22coHHotpw com cerca de 100 minutos de duração. Dezenas de argumentos minuciosamente expostos. Pois bem, o que nós engenheiros agrônomos pensamos disso tudo? O que está certo e o que está (eventualmente) errado na atuação dessa empresa? O que significa para a humanidade, à nível ‘universal’, esse tipo de problemática?

Enfim, encerrando, toda essa problemática deve ser motivo de nossa atenção e o que pensamos deve ser COLOCADO NA MÍDIA, juntamente com os pensamentos dos representantes das demais atividades humanas. Entre nós, não necessitamos todos pensarem a mesma coisa. O importante é sermos transparentes. O importante é estarmos sempre presentes; no cotidiano.

Vale mais um adágio? Não resisto: ‘bem ou mal, falem, mas falem da gente’.  Só assim seremos conhecidos e, sobretudo RECONHECIDOS.

A recíproca é: se furtarmo-nos desses debates, nem saberão de nossa existência...

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Comentário de Rodolfo Geiser em 18 abril 2017 às 11:55

Gilberto. Certamente você tem razão: devemos começar entre nós. Entre cada entidade de classe estadual. Entre cada associação de classe regional e municipal (aqui em Bragança tem uma associação de engenheiros, arquitetos e agrônomos)... Agora, entendo que o próximo Congresso é essencial para iniciarmos esse debate. Infelizmente, como já expus noutra mensagem, gostaria que algum colega nosso assumisse essa empreita. A de preparar o trabalho. Com essa intenção estive esses messes escrevendo 6 partes de o "Repensando a Agronomia". No momento não tenho condições de assumir essa empreita, por diversas razões. Entre elas, estou preparando um texto da maior importância para mim, para candidatar-me à sua publicação, na revista Relicário, que terá um dossier sobre "Paisagem Cultural e Patrimônio", onde pretendo defender a noção de que o termo patrimônio deve ter conotação mais ampla, abrangendo o clima, a água e toda a biosfera. ASSIM, seria bom que alguém ou 'alguens' se predispusessem a elaborar esse trabalho para o CONGRESSO DE AGRONOMIA, podendo ou não utilizar minha colaboração aqui antecipada. É isso, vamos em frente...

Comentário de Gilberto Fugimoto em 18 abril 2017 às 11:22

Caro Rodolfo,

Lembro que o próximo Congresso Brasileiro de Agronomia sera em 12 a 15 de setembro em Fortaleza. Um espaço para debatermos presencialmente esses temas.

Por outro lado destaco que antes de aparecermos na mídia para o grande público e a sociedade, devemos aparecer para um público mais difícil e arredio: os.... engenheiros agrônomos!

Afinal onde "eles" estão mesmo? Dispersos e desarticulados, é pouco provavel que qquer campanha para a sociedade tenha representatividade. 

abração

Comentário de Rodolfo Geiser em 14 abril 2017 às 11:49

Caros colegas Francisco, Eduardo, Gilberto e TODOS COLEGAS DA REDE. Bem lembrado, o pessoal da OAB dos advogados e os Arquitetos, TRABALHAM A MÍDIA, associando a atividade interna com uma espécie de "aconselhamento" de toda sociedade: agora, PENSO QUE ISSO É TEMA PARA O NOSSO PRÓXIMO CONGRESSO DE AGRONOMIA. Quem se habilita a somar tudo o que temos falado e produzir um único documento?

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 14 abril 2017 às 4:11

Olá Francisco e Rodolfo,

Eu usaria outro adágio popular que em minha opinião seria melhor:"Só é lembrado, quem é visto!"


Temos realmente que criar um marketing de nossa profissão, fora do meio rural. Até usando como extremo.... eu não me lembro de nenhum personagem de série ou de novela que tinha a profissão de agrônomo. No teatro, já existiram alguns, mas no meio televisivo nunca.

Realmente temos que buscar mais espaço na mídia não especializada, pois é esta mídia que atinge o povão.

Francisco, quanto a sua comparação com a OAB, acabo por fazer uma ressalva, eles representam uma única profissão, nosso conselho profissional representa algumas centenas.

Neste caso, que deve investir neste MARKETING profissional, devem ser as associações. Lógico que  a colocação que você faz é importante, pois muitas associações estão focadas nelas mesmas ou em ações de propaganda a um grupo específico. 

Seria fundamental as Associações de Engenheiros Agrônomos, saírem da conchinha e passarem a falar para a sociedade.

Comentário de Francisco Lira em 13 abril 2017 às 18:10

Boas colocações Rodolfo, infelizmente em um universo de tantas associações, muitas invisibilizadas por colegas em alguns estado fruto do mal desse país, vemos alguns bons exemplos afinal a valorização profissional em muito depende do reconhecimento da sociedade, o pessoal da OAB que pela sua situação mistura conselho com entidade a muito que tem trabalho essa suas sugestões.

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