Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Introdução ao Gerenciamento da Propriedade Rural

Administração Rural: Usamos essa Ferramenta?

Qual o maior problema dos agricultores, especialmente pequenos e médios, falta de assistência técnica agronômica ou dificuldades na gestão do empreendimento rural?

Agronomia e Gestão Rural

Inicialmente cabe destacar a Agronomia como a aplicação das ciências naturais, exatas, sociais e econômicas que procura ampliar o conhecimento da exploração agropecuária visando aperfeiçoar as práticas agrícolas e zootécnicas com vistas à otimização da produção sob a ótica econômica, técnica, social e ambiental minimizando gasto de energia e considerando a dinâmica ambiental em que a exploração se insere. 

Para tanto, o Engenheiro Agrônomo desempenha um importante papel como agente indutor do desenvolvimento rural apresentando ao produtor não apenas técnicas agronômicas, isto é, voltadas ao melhor aproveitamento das culturas, da criação animal, das máquinas e construções rurais mas também de administração rural

Neste sentido o exercício profissional é garantido pelo Decreto 23.196 de 12 de outubro de 1933, que, regulamentando o exercício da Agronomia, já previa em seu art. 6º , inciso j, a "administração de colônias agrícolas", assim entendida pelo governo da época. 

Administração Rural

A Administração, essa arte e ciência por vezes esquecida na formação profissional, é o processo de dirigir ações que utilizam recursos para atingir objetivos. Entretanto como arte, ultrapassa aplicação fria de conceitos técnicos e envolve administrar pessoas na busca de objetivos da organização, seja ela uma grande empresa ou a agricultura familiar.

A administração envolve portanto, um conjunto de atividades interligadas, na obtenção de resultados, mediante a utilização dos recursos humanos, físicos e materiais disponíveis, envolvendo atividades de planejamento, organização, direção e controle. 

Espero debatermos mais detalhadamente aspectos da Administração Rural, sua potencialidade e limitações ou adequações que devem sofrer à sua aplicação no meio Rural. 

Por enquanto fica a questão: Aprendemos essas técnicas aplicáveis inclusive na gestão de nossas carreiras?

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Comentário de Paulo Sérgio Freire de Carvalho em 15 maio 2018 às 14:14

Gilberto, parabéns por chamar a atenção a um dos maiores gargalos, hoje, do nosso mundo rural.

Endosso suas colocações em "gênero, número e grau".

Abraço Grande.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 12 março 2018 às 16:30

Boa tarde Robson, tens toda razão quando coloca que a gestão dos proprietários rurais não é na verdade sua produção, e sim a questões fitossanitárias, e manejo da cultura, além da fertilização do solo, de forma vaidosa.O tema agricultura, é muito mais complexo do que isto!. Uma aprendizagem se o ego da sapiência permitir, é o melhor caminho, se estes valorosos brasileiros, assimilarem a base oferecida por uma entidade sem outros interesses, que não o supérfluo da produção agrícola, veja este exemplo simples :- Sabe-se que para produzir uma árvore adulta de certo cítricos, computando tudo custa R$ 70,00/ano, mas o preço médio em 2.017 não ultrapassou R$ 14,00/ caixa de colheita, agora é só fazer as contas para ver se o faturamento pagou as despesas, e se sobrou lucro.   

Comentário de ROBSON FIGUEIREDO CUNHA em 12 março 2018 às 14:20

Boa tarde a todos.

Eu que trabalho diretamente com os pequenos produtores rurais, percebo que o foco ao gerenciamento está simplesmente jogado a segundo plano, o foco principal é o de  assistência técnica voltado para os problemas relacionados à controle de pragas e doenças, adubação, manejo - seja ele orgânico ou não etc. Contudo, há pouca preocupação por parte do produtor no que tange ao gerenciamento, e esse enfoque é o que realmente vai demonstrar o fiel da balança para uma propriedade rural atingir o fracasso ou sucesso.

O SENAR(Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) está com um programa chamado ATE-G (Assistência Técnica e Gerencial), onde profissionais da Agronomia, Zootecnia e Veterinária atuam para dar o suporte administrativo na parte gerenciamento da propriedade. 

Deixo aqui os parabéns ao SENAR.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 12 março 2018 às 8:26

Bom dia colegas, alguns fatores sobrepõe a um modelo simples de gestão!. Falo principalmente de SP!. Onde as maiores áreas são para agricultura de matéria prima industrial não excencial!. Ex: Cana de açúcar ( Álcool combustível, Açúcar , Borracha, Citros, etc...). Dai áreas de pequenos e médios produtores, são arrendamentos, ou Parceiros de extração da produção. Então, a gestão que envolve administração, organização, direção e controle, também esta " terceirizada ". Exigir do proprietário destas propriedades de porte médio e pequeno atuações no aspecto de administração rural, é impossível, pois isto foi repassado a terceiros!. Vender a propriedade, é o que mais acontece!. Pois manter uma imobilização tão alta de capital ( R$ 100.000,00/ Alqueire), para uma renda de 45 a 50 toneladas de cana ou proporcional em outras culturas, o seu lucro fica apenas na valorização e segurança do capital imobilizado. 

Comentário de Francisco Cezar Dias em 11 março 2018 às 12:00

Em relação ao campo, os colegas estão no Cadastro do BBSA (antigo Projeto Técnico) e meia dúzia de gatos pingados tentando se estabelecer na produção (raras exceções).

Sem representatividade nacional, fica difícil.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 11 março 2018 às 11:55

Muita prosódia e pouca objetividade. Para quem está no campo, trabalhando com Assessoria e ou Consultoria, sabemos que não funciona como quer propor mais esta proposta de "discussão".

Nossa classe produtora não prima exatamente pela inteligência, mas pelo como fazer; campo este em que dão aulas de eficiência ao mundo. Isto afeta diretamente a gestão do negócio rural. Menos na agricultura, mais na pecuária. Já escrevi sobre isto, mas estes testins mal colocados e recorrentes, veem e vão ao sabor da falta de opção. As maiores fontes da produção no Cerrado e em ordem decrescente de gravidade são: solo, gestão e tecnologia de aplicação. Sempre foi assim e, por causa disto, tive que sair da Assessoria e fiquei na Consultoria focado em Solo porque fica mais fácil tentar ajudar o resto. Prá quem não é do ramo, solo equilibrado reduz pragas e doenças. E mais tantos outros benefícios. E por aí vai.

Em relação ao tema proposto pelo Colega, abandonamos o campo e que está sendo ocupado por um monte de despreparados de todos os matizes. Até contador dá pitaco em adubação. Precisa dizer mais!

Comentário de LUIZ DE MORAIS RÊGO FILHO em 11 março 2018 às 11:15

Será? Para uma classe rural que não internaliza tecnologia (temos três unidades da embrapa, uma unidade de pesquisa estadual, duas universidades com cursos dedicados à área agrária, mais a extensão em absolutamente todos os municípios) gerenciar é o de menos. Elas bancam e tiram pose de fazendeiros. Por qual razão ao atravesarmos as fronteiras do estado do Rio, percebemos diferenças?

LUIZ REGO

Comentário de Gilberto Fugimoto em 11 março 2018 às 10:26

Caro Luiz Henrique,

Percorrendo as áreas rurais tbém vejo o enorme potencial de terras e produtores desperdiçado por falta de capacidade administrativa de planejamento e gestão!

Comentário de Luiz Henrique Silva de Morais em 10 março 2018 às 23:01

Trabalho há alguns anos como corretor de imóveis com venda de fazendas. Sinto que há um grande mercado de gestão de imóveis rurais, porque a geração ultima de proprietários rurais formou seus filhos para atividades urbanas e as propriedades rurais estão sem sucessores. Muitos proprietários rurais, atualmente, com atividades urbanas gostariam de não vendê-las mas não tem alternativa de gerí-las. E as colocam para venda. Os compradores, geralmente empresários, tem carência de capacidade gerencial para a atividade. O mais comum é sub utilizar as propriedades, ou destiná-las a arrendamento. Quem aluga imóveis nem sempre está preocupado com a sustentabilidade. E então se assiste a um crescente mau uso do imóvel rural. Há sim um mercado florescente para Engenheiros agrônomos gestores rurais. Mais precisamente, empresas dedicadas ao assunto.

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