Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Aproveitando o ensejo da minha matrícula no Curso de Licenciamento Ambiental no Estado do Rio de Janeiro, a ser realizado aqui na Cidade Maravilhosa dia 2.6.18 (mês que vem) pela Embarque Cultural e conduzido pelo Dr. Felipe Brasil, achei oportuno compartilhar com os colegas algumas informações sobre o tema e disponíveis na Internet. Inclusive o Mapa Mundi vegetal de uma publicação do SEBRAE, que deu o fundo ao título do tópico.

Quem quiser colaborar, fique à vontade, pois é sempre bom tentarmos nos livrar dessa pecha de poluidores contumazes, por causa dos agrotóxicos.

A primeira informação é sobre a composição de uma equipe mínima para estudos dessa natureza, mostrada numa publicação da FIRJAN. Eu sempre tive curiosidade de saber 'com quantos paus se faz uma jangada'.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 19 maio 2018 às 9:14

ESTRATÉGIAS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 maio 2018 às 10:23

MÉTODOS USUAIS DE AVALIAÇÃO DO RISCO

1) Brainstorming

2) Técnica Delphi

3) Lista de Verificação

4) Análise Preliminar de Perigos

5) Hazop (HAZard + OPerability)

6) Avaliação da Toxicidade

7) Técnica Swift

8) Análise de Cenário

9) Análise de Impacto nos Negócios

10) Análise da Causa Raiz

11) Modos de Falha e Análise de Efeitos

12) Análise de Árvore de Falhas

13) Análise da Árvore de Eventos

14) Análise de Causa e Consequência

15) Análise de Causa e Efeito

16) Análise das Camadas de Proteção

17) Análise da Árvore de Decisão

18) Avaliação da Confiabilidade Humana

19) Outras técnicas disponíveis:

  • Análise da gravata-de-borboleta
  • Manutenção centrada na confiabilidade
  • Análise de furto
  • Análise de Mrkov
  • Simulação de Monte Carlo
  • Estatística bayesiana ou Rede de Bayes
  • Curvas FN
  • Índices de risco
  • Matriz de consequência/probabilidade
  • Análise de custo/benefício
  • Análise de decisões multi-critério
  • Curva de aprendizado-entropia (abordagem Duffey/Saul)
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 17 maio 2018 às 18:04

O QUE É L.A. ?

 O acidente ambiental que se pretende evitar com o Licenciamento Ambiental apresenta, pelo menos, três componentes: fonte, caminho e receptor, como mostra a Figura abaixo. Qualquer semelhança com o desastre de Mariana - MG, não é mera coincidência.

Matematicamente, o risco pode ser representado pela equação: R = P*E*G onde R = risco; P = probabilidade de ocorrência; E = probabilidade de se evitar o risco; e G = categoria ou gravidade do risco.

Embora eu (ainda) seja leigo no assunto, pelo que já li na Internet, cheguei à conclusão que o Licenciamento Ambiental nada mais é do que uma ferramenta para avaliar os riscos. A Figura abaixo, que classifica o risco ambiental pela probabilidade de ocorrência e as consequências da ocorrência do dano, complementa a da Equipe Técnica Mínima mostrada anteriormente, onde o número de Profissionais envolvidos cresce com a Categoria e a Classe de impacto gerado.

Etapas de Avaliação do Risco:

1 - Identificação do(s) risco(s).

2 - Estudo das Consequências potenciais.

3 - Estimativa das Probabilidades de ocorrência.

4 - Caracterização do risco e da incerteza.

O fluxo das atividades para o estudo dos riscos ambientais encontra-se resumido na Figura abaixo.

Na prática, essas 4 etapas podem ser resumidas nos seguintes estudos, como mostra a Figura abaixo que trata dos Riscos de Enchente na Província do Curdistão, publicada no trabalho Environmental Risk Analysis of Zarivar Wetland Using Bayesian Networks.

1 - Identificação.

2 - Caracterização.

3 - Priorização.

4 - Manejo.

A Figura abaixo mostra o Fluxograma de um estudo, baixado da Internet.

Lidando com a Incerteza:

A incerteza está associada a cada componente da avaliação de risco. Raramente, nas Ciências Ambientais, as incertezas podem ser quantificadas com precisão. As técnicas usuais para se lidar com a incerteza são:

  1. a) pesquisa suplementar;
  2. b) uso de fatores de segurança;
  3. c) probabilidades;
  4. d) método linear de Bayes; e
  5. e) Análise de sensibilidade.

Os riscos podem afetar o Ambiente, a Sociedade, a Economia, ou todos os setores ao mesmo tempo.

As opções identificadas precisarão ser implementadas usando várias ferramentas, como: instrumentos de política, medidas ou regulamentações econômicas. Consideração deve ser dada à seleção das mais apropriadas, reconhecendo que elas não serão mutuamente exclusivas e uma combinação de uma ou mais pode ser apropriado para uma ou mais opções.

Complexidade:

A complexidade do estudo dos Riscos Ambientais deriva dos vários campos do conhecimento onde ocorrem, como mostra a Figura abaixo, lembrando que ERA são as iniciais de Environmental Risk Assessment ou Análise de Risco Ambiental.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 maio 2018 às 18:45

SUJEITAS AO LICENCIAMENTO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 maio 2018 às 10:13

MEDIÇÃO DO RISCO

Há vários métodos de medição do risco. Em geral, a probabilidade de um evento negativo é estimada usando a frequência de eventos semelhantes passados. Probabilidades de falhas raras podem ser difíceis de estimar. Isso dificulta a avaliação de risco em indústrias perigosas como, p.ex., a energia nuclear, onde a frequência de falhas é rara, enquanto as consequências da falha são graves.

Alguns métodos estatísticos podem exigir uma função de custo que, por sua vez, demandam o cálculo do custo da perda de uma vida humana. Isto é um problema difícil. Uma solução é perguntar o que as pessoas estão dispostas a pagar para evitar a morte ou as emissões radiológicas (como as de rádio-iodo, p.ex.) mas, como as respostas dependem muito das circunstâncias, não está claro que essa abordagem seja eficaz.

O risco é frequentemente medido como o valor esperado de um resultado indesejável. Isso combina as probabilidades de vários eventos possíveis e alguma avaliação do dano correspondente a um único valor. O caso mais simples é uma possibilidade binária de acidente ou nenhum acidente. A fórmula  do Risco (R) é a seguinte:

Um exemplo prático:

Para executar uma dada atividade X, há a probabilidade de 0,01 (ou 1%) de ocorrer o acidente A, com uma perda de $ 1.000 (mil unidades monetárias). Assim, o Risco total é R = 0,01 x 1.000 =  10. Se a unidade for R$ 1.000.000,00 a perda será de 10 milhões de reais.

Às vezes as situações são mais complexas do que a mostrada acima (possibilidade binária). Numa situação com vários acidentes possíveis, o risco total é a soma dos riscos para cada acidente diferente, desde que os resultados sejam comparáveis.

Outro exemplo:

A atividade X que gerou o acidente A (acima), também provocou o acidente B, com probabilidade de 0,000001 e custo de 2.000.000. Qual foi o Risco Total ?

R = 10 + (0,000001 x 2.000.000) = 10 + 2 = 12. Ou R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 14 maio 2018 às 19:54

AVALIAÇÃO DO RISCO

(uma das formas de)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 14 maio 2018 às 11:47

MAPA MENTAL

Toda e qualquer ação do homem sobre a paisagem pode causar um dano ambiental e uma das soluções é o Licenciamento Ambiental, que poderia estar incluído nas Normas do mapa mental da Figura abaixo. No estudo desse DANO, por sua importância estratégica, sobressai o RISCO. Risco é a chance de algo ruim acontecer. Lidar com o risco envolve duas tarefas:

  1. a) AVALIAÇÃO DO RISCO, que visa identificar o grau de risco aceitável pela sociedade; e
  2. b) MANEJO DO RISCO, que objetiva responder ao risco através de estratégias ou ferramentas jurídicas com fundamentos técnicos, e o Licenciamento Ambiental é uma delas.

Para que você tenha uma visão global do tema, clonei da minha página da Rural do Rio um Mapa Mental que fiz dez anos atrás, mas que ainda serve para o propósito didático. Lembro que RAD (uma das soluções) são as iniciais de Recuperação de Áreas Degradadas.

http://ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/mma9.htm

O Licenciamento Ambiental, como diz o nome, é uma permissão do poder público (Órgão Ambiental) para que seja implantado qualquer empreendimento que interfira de algum modo na paisagem, pondo em risco iminente a Natureza e o homem que nela habita.

Uma outra ilustração similar, anônima, sobre o mesmo assunto, também disponível na rede, enfatiza a regulamentação, sua natureza jurídica e os 3 tipos de licença.

Resumindo a novela, o licenciamento é uma ferramenta jurídica, em que se baseiam os técnicos, para prever os danos que uma atividade humana possa trazer ao meio ambiente, antes, durante e depois de operar a plena carga.

Como os danos podem ser de várias naturezas, quase sempre há a necessidade de uma equipe multidisciplinar para dar conta do recado.

Assim, o simples barramento de um córrego para a construção de uma pequena central hidrelétrica para fornecer energia a uma fazenda, p.ex., pode provocar danos que vão: da supressão da mata nativa (área do Engenheiro Agrônomo) à alteração do regime do curso d´água (Eng. Civil); da inundação de casas e cemitérios (Patrimônio) ao deslocamento de famílias (Migrações); o acúmulo de água na barragem aumenta o nível e diminui a velocidade, interferindo na qualidade da água; os peixes migratórios (de piracema) deixarão de se reproduzir; e por aí vai.

No caso específico dos Engenheiros Agrônomos, os danos ambientais causados por suas atividades profissionais são consideráveis e os mais sentidos pela Natureza são: o uso de agrotóxicos, causando intoxicações e mortes; o assoreamento de rios e represas, pelos tratos culturais inadequados; a retirada de água para irrigação dos mananciais (cerca de 70% do total); os desmatamentos para cultivos e criações; e outros. Um simples projeto de irrigação mal elaborado (com drenagem mal dimensionada) no semiárido nordestino, pode inutilizar para sempre parte da área pela salinização do solo.

Quando o estudo dos riscos é feito no ambiente de trabalho, o assunto passa para a esfera da Engenharia de Segurança do Trabalho e Higiene Industrial. Na minha página sobre Riscos de Acidentes na Zona Rural, menciono alguns deles.(*)

(*)  http://ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/acidentes.htm

Existe uma área dos acidentes que se destaca pelos grandes números, que é a dos PRODUTOS QUÍMICOS (onde estão os Agrotóxicos), que totalizam 5.000.000 produtos químicos, aos quais são acrescidos cerca de 1.500 por ano. Os grandes incêndios e derramamentos de óleo no oceano também são destaques nesses Grandes Acidentes.

E já que o assunto chegou aos agrotóxicos, vale a pena enunciar as 3 Leis da Toxicologia:

1 - A dose é que faz o veneno. (Por isso, até muita água potável de uma vez faz mal à saúde).

2 - Cada veneno tem efeitos específicos. (Vacina antiofídica não serve para escorpiões).

3 - Os seres humanos também são animais. (Sem comentários).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 maio 2018 às 16:58
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 maio 2018 às 16:50

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