Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Aproveitando o ensejo da minha matrícula no Curso de Licenciamento Ambiental no Estado do Rio de Janeiro, a ser realizado aqui na Cidade Maravilhosa dia 2.6.18 (mês que vem) pela Embarque Cultural e conduzido pelo Dr. Felipe Brasil, achei oportuno compartilhar com os colegas algumas informações sobre o tema e disponíveis na Internet. Inclusive o Mapa Mundi vegetal de uma publicação do SEBRAE, que deu o fundo ao título do tópico.

Quem quiser colaborar, fique à vontade, pois é sempre bom tentarmos nos livrar dessa pecha de poluidores contumazes, por causa dos agrotóxicos.

A primeira informação é sobre a composição de uma equipe mínima para estudos dessa natureza, mostrada numa publicação da FIRJAN. Eu sempre tive curiosidade de saber 'com quantos paus se faz uma jangada'.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 23 maio 2018 às 10:12
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 23 maio 2018 às 10:05

PROCESSOS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 maio 2018 às 10:42

MATRIZ DE OBJETIVOS CONFLITANTES - MOC

Toda vez que se trabalha com assuntos de meio ambiente tem-se 2 tipos de objetivos: a) sócio-econômicos; e b) ambientais, normalmente conflitantes. Perguntas-chave sobre estes temas têm as respostas (S = sim e N = não) anotadas numa matriz, como mostrado na Figura abaixo e relativas ao Município de Parati - RJ. Os números referem-se à contagem dos S's e N's nas linhas, colunas e blocos coloridos que delimitam os setores ambiental (azul) e econômico (roxo).

Os objetivos estão listados nas linhas e repetidos nas colunas. As perguntas são feitas deste modo, p.ex., no caso do objetivo A (Manejo da floresta): "O Manejo da floresta contribui positivamente para a consecução do objetivo B (Preservação dos manguezais), C (Preservação da flora e fauna), D (Minimização do risco de incêndios florestais), E ... M (Pesca artesanal) ?". Por isso, no cruzamento de 2 objetivos iguais, a resposta é sempre positiva ou S.

Procura-se fazer uma hierarquização dos objetivos. Assim, p.ex., o objetivo A contribui mais do que o B para o meio ambiente da região, B mais do que o C, e assim por diante. Os resultados nas verticais mostram o grau de dependência entre os objetivos, ou seja, os que apresentarem menor número de S's são os mais independentes.

Conclusões:

1) Os objetivos D (Minimização do risco de enchentes) e I (Melhoria da qualidade de vida urbana) foram os que mais contribuíram para os outros objetivos, logo, merecem tratamento prioritário. Apresentaram o maior número de Sim (na coluna vertical da extrema direita da matriz) entre os objetivos do bloco de Proteção ambiental (9 no total) e de Sócio-economia (7 no total), respectivamente.

2) O objetivo M (Continuação da pesca artesanal), apresentou a menor repercussão sobre os outros (3/9, o menor número de S's). Por sua vez, foi julgada contribuinte para  o objetivo G (Preservação da beleza cênica, com um único S justamente na coluna G).

3) O objetivo E (Minimização dos riscos de epidemias) foi julgado de pequena repercussão sobre muitos outros objetivos, embora seja importante para a saúde pública. Tendo como  resultado 4/8, apresentou o menor número de S's entre os objetivos do bloco de Proteção ambiental.

4) Os objetivos D, H e J são os mais independentes dos demais para a sua concretização; ou seja, são os mais diretamente relacionados com as decisões políticas e disponibilidades de recursos para obras. Apresentaram como resultados, na coluna vertical, 3/9, 3/9 e 2/10 respectivamente.

5) O objetivo A tem relativa independência. Além de si mesmo, depende dos objetivos C, G e L, os únicos que responderam com S na primeira coluna da matriz.

6) O objetivo I (Melhoria da qualidade de vida urbana) apresenta quase total dependência em relação aos demais. O único não (N) da coluna fica na linha relativa ao objetivo L (Atividade agrícola ou extrativista).

7) A contribuição dos objetivos de Proteção ambiental para eles mesmos (índice 1,88 > 1,00) se reforçam mutuamente e, por ser o maior dos 4 quadrantes da matriz, mostra a consistência que deve existir na proteção ambiental a ser dada ao Município.

8) O índice 1,78 no terceiro quadrante da matriz, indica reforço mútuo entre os objetivos Sócio-econômicos. Deve merecer atenção, contudo, os objetivos H (Melhoria na comunicação) e J (Energia suficiente), pois foram os únicos que apresentaram o mesmo número de S's e N's (6/6) entre os objetivos Sócio-econômicos.

9) A contribuição dos objetivos de Proteção ambiental para os de Sócio-economia é baixa (índice 0,75 < 1,00 no segundo quadrante da matriz), mostrando que existe certa dissociação (e mesmo, conflito) entre ambos.

10) A contribuição dos objetivos de Sócio-economia  para os de Proteção ambiental é a mais baixa entre todos (0,46 < 1), indicando baixa repercussão positiva das iniciativas sócio-econômicas em geral, sobre os de proteção ambiental.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 20 maio 2018 às 11:21

O MÉTODO DELPHI

É uma técnica de pesquisa qualitativa que busca um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros. Isto é feito estabelecendo três condições básicas: a) O anonimato dos respondentes;

  1. b) A representação estatística da distribuição dos resultados; e
  2. c) O retorno (feedback) de respostas do grupo para reavaliação nas rodadas subsequentes.

A Figura abaixo mostra o Fluxograma do processo:

Trata‐se de um questionário interativo, que circula repetidas vezes por um grupo de peritos, preservando‐se o anonimato das respostas individuais.  Na primeira rodada os especialistas recebem questionário preparado por uma equipe de coordenação, aos quais é solicitado responder individualmente. Geralmente o questionário é bastante elaborado, apresentando para cada questão uma síntese das principais informações conhecidas sobre o assunto, e eventualmente, extrapolações para o futuro.

As respostas das questões quantitativas são tabuladas, recebendo um tratamento estatístico simples.  Os resultados são devolvidos aos participantes na rodada seguinte.  Quando há justificativas e opiniões qualitativas associadas a previsões quantitativas, a coordenação busca relacionar os argumentos às projeções quantitativas correspondentes.

A cada nova rodada as perguntas são repetidas, e os participantes devem reavaliar suas respostas à luz das respostas numéricas e das justificativas dadas pelos demais respondentes na rodada anterior.

O anonimato das respostas e o fato de não haver uma reunião física, reduzem a influência de fatores psicológicos, como por exemplo:

  1. a) Os efeitos da capacidade de persuasão;
  2. b) Da relutância em abandonar posições assumidas; e
  3. c) Dominância de grupos majoritários em relação a opiniões minoritárias.

Características do Método:

Interpretação dos Resultados:

Na Figura abaixo, A, B,C e D são os Especialistas; I, II e III são as rodadas; os números de 0 a 10 são simulações das notas dadas pelos especialistas, obtidas no Excel com o comando ALEATÓRIOENTRE(inferior;superior); MÉD é a média das notas dadas em cada rodada; DP é o desvio padrão e CV = (DP ÷ MÉD)*100 = Coeficiente de Variação. Observe que de uma rodada para a seguinte, este coeficiente vai diminuindo.

Alguns autores lançam mão de outras métricas estatísticas para avaliar os resultados como, p.ex., o Coeficiente de Correlação de Pearson, o Teste F de Fisher, simulação de Monte Carlo, rede de Bayes, histogramas e outras.

Um caso prático:

USO DO MÉTODO DELPHI PARA MENSURAR A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM BACIAS HIDROGRÁFICAS URBANAS: O CASO DO CÓRREGO CHAFARIZ, ALFENAS - MG, BRASIL,

Lopes, Gustavo e aux., 2017.

http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/30...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 19 maio 2018 às 9:14

ESTRATÉGIAS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 maio 2018 às 10:23

MÉTODOS USUAIS DE AVALIAÇÃO DO RISCO

1) Brainstorming

2) Técnica Delphi

3) Lista de Verificação

4) Análise Preliminar de Perigos

5) Hazop (HAZard + OPerability)

6) Avaliação da Toxicidade

7) Técnica Swift

8) Análise de Cenário

9) Análise de Impacto nos Negócios

10) Análise da Causa Raiz

11) Modos de Falha e Análise de Efeitos

12) Análise de Árvore de Falhas

13) Análise da Árvore de Eventos

14) Análise de Causa e Consequência

15) Análise de Causa e Efeito

16) Análise das Camadas de Proteção

17) Análise da Árvore de Decisão

18) Avaliação da Confiabilidade Humana

19) Outras técnicas disponíveis:

  • Análise da gravata-de-borboleta
  • Manutenção centrada na confiabilidade
  • Análise de furto
  • Análise de Mrkov
  • Simulação de Monte Carlo
  • Estatística bayesiana ou Rede de Bayes
  • Curvas FN
  • Índices de risco
  • Matriz de consequência/probabilidade
  • Análise de custo/benefício
  • Análise de decisões multi-critério
  • Curva de aprendizado-entropia (abordagem Duffey/Saul)
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 17 maio 2018 às 18:04

O QUE É L.A. ?

 O acidente ambiental que se pretende evitar com o Licenciamento Ambiental apresenta, pelo menos, três componentes: fonte, caminho e receptor, como mostra a Figura abaixo. Qualquer semelhança com o desastre de Mariana - MG, não é mera coincidência.

Matematicamente, o risco pode ser representado pela equação: R = P*E*G onde R = risco; P = probabilidade de ocorrência; E = probabilidade de se evitar o risco; e G = categoria ou gravidade do risco.

Embora eu (ainda) seja leigo no assunto, pelo que já li na Internet, cheguei à conclusão que o Licenciamento Ambiental nada mais é do que uma ferramenta para avaliar os riscos. A Figura abaixo, que classifica o risco ambiental pela probabilidade de ocorrência e as consequências da ocorrência do dano, complementa a da Equipe Técnica Mínima mostrada anteriormente, onde o número de Profissionais envolvidos cresce com a Categoria e a Classe de impacto gerado.

Etapas de Avaliação do Risco:

1 - Identificação do(s) risco(s).

2 - Estudo das Consequências potenciais.

3 - Estimativa das Probabilidades de ocorrência.

4 - Caracterização do risco e da incerteza.

O fluxo das atividades para o estudo dos riscos ambientais encontra-se resumido na Figura abaixo.

Na prática, essas 4 etapas podem ser resumidas nos seguintes estudos, como mostra a Figura abaixo que trata dos Riscos de Enchente na Província do Curdistão, publicada no trabalho Environmental Risk Analysis of Zarivar Wetland Using Bayesian Networks.

1 - Identificação.

2 - Caracterização.

3 - Priorização.

4 - Manejo.

A Figura abaixo mostra o Fluxograma de um estudo, baixado da Internet.

Lidando com a Incerteza:

A incerteza está associada a cada componente da avaliação de risco. Raramente, nas Ciências Ambientais, as incertezas podem ser quantificadas com precisão. As técnicas usuais para se lidar com a incerteza são:

  1. a) pesquisa suplementar;
  2. b) uso de fatores de segurança;
  3. c) probabilidades;
  4. d) método linear de Bayes; e
  5. e) Análise de sensibilidade.

Os riscos podem afetar o Ambiente, a Sociedade, a Economia, ou todos os setores ao mesmo tempo.

As opções identificadas precisarão ser implementadas usando várias ferramentas, como: instrumentos de política, medidas ou regulamentações econômicas. Consideração deve ser dada à seleção das mais apropriadas, reconhecendo que elas não serão mutuamente exclusivas e uma combinação de uma ou mais pode ser apropriado para uma ou mais opções.

Complexidade:

A complexidade do estudo dos Riscos Ambientais deriva dos vários campos do conhecimento onde ocorrem, como mostra a Figura abaixo, lembrando que ERA são as iniciais de Environmental Risk Assessment ou Análise de Risco Ambiental.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 maio 2018 às 18:45

SUJEITAS AO LICENCIAMENTO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 maio 2018 às 10:13

MEDIÇÃO DO RISCO

Há vários métodos de medição do risco. Em geral, a probabilidade de um evento negativo é estimada usando a frequência de eventos semelhantes passados. Probabilidades de falhas raras podem ser difíceis de estimar. Isso dificulta a avaliação de risco em indústrias perigosas como, p.ex., a energia nuclear, onde a frequência de falhas é rara, enquanto as consequências da falha são graves.

Alguns métodos estatísticos podem exigir uma função de custo que, por sua vez, demandam o cálculo do custo da perda de uma vida humana. Isto é um problema difícil. Uma solução é perguntar o que as pessoas estão dispostas a pagar para evitar a morte ou as emissões radiológicas (como as de rádio-iodo, p.ex.) mas, como as respostas dependem muito das circunstâncias, não está claro que essa abordagem seja eficaz.

O risco é frequentemente medido como o valor esperado de um resultado indesejável. Isso combina as probabilidades de vários eventos possíveis e alguma avaliação do dano correspondente a um único valor. O caso mais simples é uma possibilidade binária de acidente ou nenhum acidente. A fórmula  do Risco (R) é a seguinte:

Um exemplo prático:

Para executar uma dada atividade X, há a probabilidade de 0,01 (ou 1%) de ocorrer o acidente A, com uma perda de $ 1.000 (mil unidades monetárias). Assim, o Risco total é R = 0,01 x 1.000 =  10. Se a unidade for R$ 1.000.000,00 a perda será de 10 milhões de reais.

Às vezes as situações são mais complexas do que a mostrada acima (possibilidade binária). Numa situação com vários acidentes possíveis, o risco total é a soma dos riscos para cada acidente diferente, desde que os resultados sejam comparáveis.

Outro exemplo:

A atividade X que gerou o acidente A (acima), também provocou o acidente B, com probabilidade de 0,000001 e custo de 2.000.000. Qual foi o Risco Total ?

R = 10 + (0,000001 x 2.000.000) = 10 + 2 = 12. Ou R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 14 maio 2018 às 19:54

AVALIAÇÃO DO RISCO

(uma das formas de)

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