Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Acabamos de perder uma copa do mundo (futebol) por desperdiçar chutes a gol; a projeção do PIB baixou agora para 1,5% porque a indústria e outros setores da economia não souberam aproveitar o seu potencial; muitas cidades no Brasil estão sem água porque mais de 40% da água potável se perde por vazamentos; muitos passam fome pelo desperdício de alimentos; quanta soja fica pelas estradas porque é transportada por caminhões em estradas esburacadas e não em trens; e por aí vai.  Aliás, este foi o motivo desse desabafo.

UM TERÇO DO PESCADO NÃO CHEGA AOS PRATOS - Segundo relatório da FAO, armazenagem é a principal razão do desperdício (O Globo, Sociedade, pág.21, 10.7.2018). Esse é um dado impressionante, seja pela extensão do nosso litoral, pela extraordinária evolução da pesca em tanques escavados e pelo que esta atividade representa para a Engenharia Agronômica, por apresentar a maior conversão alimentar (1 quilo de ração para 1 quilo de peixe) entre todos os animais que cultivamos em cativeiro e comercializamos.

E por falar em peixe, mais assustadora que esta notícia (aí em cima) é outra que pouca gente sabe. Nas costas do Amapá, na foz do Rio Amazonas, situa-se o maior banco camaroneiro do mundo (calma, eu sei que camarão não é peixe, mas um crustáceo), onde há mais de 70 anos, navios pesqueiros estrangeiros (dizem que até e principalmente dos Estados Unidos) exploram clandestinamente essa riqueza, propiciada pelos sedimentos carreados pelo rio para o oceano. Pois bem. Esse pescado é retirado do mar com rede de arrasto e, de cada 10 toneladas de carga viva, 9 são devolvidos mortos ao mar. Então compare: desperdício de 1 pra 3 de peixes e de 1 pra 10 com camarões, de valor unitário MUITO MAIOR. E não por falta de gelo, mas de vergonha na cara. Da nossa.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 agosto 2018 às 10:58

SEM PALAVRAS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 julho 2018 às 18:29

Olá Gilberto,

Interessante o vídeo. O desperdício pode ser global mas, para países subdesenvolvidos e com milhares de pessoas que passam fome diariamente (como é o nosso), ele passa a ser uma questão de caráter, de humanidade ou falta de vergonha na cara. Aliás, para quem nunca sentiu fome, deve ser mesmo difícil avaliar o sofrimento alheio. Veja o seguinte: já somos mais de 8.100 Agrônomos na Rede, mas menos de 50 leram o que escrevi e estamos discutindo. Assim fica difícil resolver o problema da fome.

Um abraço 

Comentário de Gilberto Fugimoto em 21 julho 2018 às 17:48

Ola José Luiz,

Em se tratando de desperdício vemos que é um problema global!

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 julho 2018 às 10:52

Bom dia, Gilberto.

Eu é que agradeço o seu apoio e incentivo. De fato, o desperdício parece ser a marca registrada do brasileiro, acostumado à abundância da Natureza nessa 'terra esplêndida, abençoada por Deus'. Pior é que não jogamos fora apenas alimentos; os agrotóxicos também estão no páreo. E as oportunidades de melhorar.

Um abraço.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 10 julho 2018 às 20:01

José Luiz sempre abordando temas importantes de forma interessante!

Lembro ainda que, dentre as soluções para o desperdício há os bancos de alimentos. Como trabalhei no Sesc conheço bem o programa. A ideia é recolher os alimentos - Ceasa e indústrias alimentícias - fora do padrão e redistribui-los para entidades filantrópicas / assistenciais. 

Uma iniciativa sempre importante!

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 julho 2018 às 11:41

PERDAS DE ALIMENTOS

Todos os anos, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos ou desperdiçados em todo o mundo; ou seja, cerca de um terço de tudo o que produzimos acaba na lata de lixo, razão porque cerca de 60% da composição gravimétrica dos resíduos sólidos urbanos é matéria orgânica, que vai ocupar mais da metade dos lixões e aterros sanitários brasileiros.

O Brasil é um dos 10 países que mais perdem e desperdiçam alimentos no mundo, cerca de 41.000 t/ano, causando um prejuízo de US$ 940 bi/ano (segundo a Agência Brasil).

O desperdício na colheita é de 10%, no transporte e armazenagem 30%, comércio e varejo 50% e nos domicílios são 10%. Entre os cereais, pescados, carne de gado e produtos lácteos, o desperdício é de 30%; nas frutas, hortaliças, tubérculos e raízes, o descarte é de até 45%.

Um dos maiores problemas no Brasil está na logística de armazenagem e transporte, segundo o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura - SNA, Antônio Alvarenga.

SOLUÇÕES:

1) Sem Desperdício - Portal da Embrapa com soluções tecnológicas e campanha lançada há cerca de 2 anos, para conscientizar produtores e consumidores sobre o tema.

2) Comida Invisível - Aplicativo (APP) que conecta quem tem comida sobrando com quem precisa dela.

3) Disco Xepa - Distribuição de sopas feitas com sobras de alimentos que, de outra forma, iriam para o lixo.

4) Fruta Imperfeita - Comercializa alimentos considerados imperfeitos, tais como uma batata machucada ou cenouras tortas.

5) Indústria Rural Caseira - Sem comentários.

6) Desconto de até 40% em alimentos próximos do vencimento.

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