Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Ideia: Certificação Profissional na Agronomia

Diante do rápido avanço tecnológico, a atuação profissional impõe constante capacitação e atualização em técnicas e tecnologias que se renovam a cada dia.  

Mas como demonstrar ao mercado, clientes e potenciais empregadores, de forma clara e objetiva, as nossas habilidades, competências e capacitações?

Sem desconsiderar certidões, curriculos e portóflio de trabalhos e experiências, surge na Agronomia a proposta de Certificação Profissional

Por exemplo: onde se consegue um operador de drone com brevê? Ou antes, quem pode aplicar essas tecnologias na otimização da gestão? Ou ainda onde procurar um especialista em produção integrada ou em tecnologia de aplicação de defensivos? Somos todos especialistas em solos, genética animal, silvicultura, horticultura e grande culturas ao mesmo tempo? Só para citar alguns exemplos simplórios.

Mas o que é Certificação?

Certificação é um processo no qual uma entidade independente avalia e atesta se determinado produto ou serviço atende às normas técnicas ou especificações esperadas.

Esta avaliação se baseia em auditorias no processo produtivo, na coleta e em ensaios de amostras no caso de produtos. O resultado satisfatório destas atividades leva à concessão da certificação e ao direito ao uso da Marca de Conformidade, isto é, seu CERTIFICADO.

Não há dúvida que a Certificação destaca e diferencia a empresa, seus produtos e serviços, dos demais concorrentes, além de agregar valor à Marca e facilitar a introdução de novos produtos no mercado. Tecnicamente, garante a conformidade, qualidade e segurança, elevando o nível de produtos e serviços, reduzindo perdas e melhorando a gestão do processo produtivo.

Formas de Certificação

É possível atestar a qualidade e funcionalidade de produtos, serviços, processos produtivos; bem como atestar a qualificação de um profissional em áreas, habilidades e competências específicas.

Não faltam Certificações de todos os tipos e diversas finalidades

E aí, o que você acha da proposta?

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Comentário de Gilberto Fugimoto em 14 outubro 2019 às 21:26

Valeu Arlei,

Conhecendo sua atuação e militância a frente da AEASP, sabemos como é difícil a busca de fortalecimento das entidades representativas. Ao mesmo tempo os profissionais sofrem de desvalorização profissional.

Imagino que um processo de certificação via Associação profissional teria o duplo mérito de fortalecer as entidades profissionais, tornando-as referências em certificação em determinadas habilidades, enquanto profissionais teriam maiores condições de se inserir em segmentos de mercado de forma capacitada e valorizada!

abração

Comentário de Arlei Arnaldo Madeira em 14 outubro 2019 às 21:14

A Certificação Profissional é um tema que deve ser estudado com objetivos de propiciar maior reconhecimento da atuação profissional. Creio que o assunto merece ser estudado, avaliando sua pertinência e possibilidades, com visão no futuro da Agronomia.

Recomendo conhecer o sistema FIRJAN, adotado para o SENAI e SESI, que sendo para profissionais da área industrial, assegura mercado de trabalho para os que recebem certificado profissional.

No caso da Agronomia, os estudos devem procurar estabelecer a entidade certificadora, os critérios para tanto e as áreas ou especializações que mereçam certificação.

Observando que a certificação depende de capacitação, ou seja, além da formação acadêmica, a especialização em uma determinada área.

Creio que o assunto é de amplo debate, deve tomar tempo para chegar a um consenso e conclusões, se a categoria realmente se empenhar no assunto, junto com nossas associações.

Abraços a todos.

Arlei Arnaldo Madeira   

Comentário de Gilberto Fugimoto em 1 outubro 2019 às 19:24

Mario Sérgio,

Vc tem certa razão quando reconhece que, diante do progresso tecnológico, haveria demanda para alongar o tempo de curso. 

Entretanto isso representa mais custos tanto para a instituição como para os estudantes e suas famílias. 

Vou te dar um depoimento pessoal. Há 30 anos que venho pregando (no deserto) que a formação do engenheiro agrônomo deveria ser mais voltada à questões gerenciais, gestão de pessoas e processos. Senti na pele e gostaria que mudasse.

Mesmo participando durante esse período de diversas diretorias de Associação de engenheiros agrônomos nunca consegui implementar qualquer iniciativa nesse sentido. 

Quanto tempo mais passará?

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 1 outubro 2019 às 13:41

GILBERTO, eu - acho - que temos que reverter essa ideia de sempre desmembrar a Agronomia. Hoje, com a longevidade das pessoas e a dinâmica do progresso (saber), não vejo como atraso passar mais uns anos alongando o período de formação. Poder-se-ia ajustar o "núcleo duro" para 04 anos e se fornecer Residências de 02 anos. Pelo menos uma e quantas o profissional quiser ir amealhando ao longo da carreira. E o Acervo Técnico (do JOSÉ IVO, abaixo)... deveria servir.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 1 outubro 2019 às 12:10

Também contribuindo para o debate, acrescento as seguintes reflexões.

No último CBA no Rio em AGO 2019 a Mesa Redonda sobre Ensino na Agronomia apresentou um dilema difícil de superar:

Diante do avanço tecnológico e dos requisitos de gestão e empreendedorismo na Agronomia, como incluir mais disciplinas numa grade já lotada de 3.600 a 4.000 horas, i.e., sem excluir as que já estão?

Como garantir a formação holística sem ser superficial?

À semelhança de certificações de produtos e serviços, outras categorias e experiências internacionais CERTIFICAM serviços específicos dos profissionais.

Essa iniciativa garantiria qualidade do serviço prestado ao consumidor e também promove VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL que passaria a ter um Certificado em atividades e habilidades específicas.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 1 outubro 2019 às 12:09

Prezados, Leonel, Ivo, Enio, Boaventura e Nede Lande,

Agradeço as observações pertinentes que contribuem para o debate!

Comentário de Nede Lande Vaz da Silva em 1 outubro 2019 às 11:53

 A idéia é ótima, mas acho que existem alguns problemas de natureza prática. São inúmeras as especializações na agronomia e preparar requisitos a serem atendidos em cada uma destas especialidades é um trabalho imenso. Talvez fosse interessante começar com algumas especialidades mais solicitadas e estabelecer os requisitos que deveriam ser atendidos pelo profissional para obter a certificação. Quem faria isso? 

Depois definir um esquema de certificação. Seria envolvido o Cgcre/Inmetro?

A idéia é boa e acho que vale a pena ser trabalhada.

Comentário de José Boaventura da Rosa Franco em 1 outubro 2019 às 11:12

Também estou analisando a proposta,

Achei muito pertinentes as colocações do colega José Ivo Souza Cruz Júnior.

A carteira profissional emitida pelo CREA tem "fé Pública" e como tal, no meu entender, substitui perfeitamente o Diploma. 

Comentário de Enio Sicchiero Junior em 1 outubro 2019 às 11:06

Bom dia Colegas

Muito interessante esse assunto... acredito que é uma situação certa e objetiva, sem ter como não ser discutida, pois obrigatoriamente já estamos adiantados no assunto do avanço tecnológico. Certamente teremos que criar procedimentos e metodologia para tanto, portanto concordo que o avanço tecnológico está em nosso encalço e temos que nos esmerar para melhorar nosso futuro.

Comentário de José Ivo Souza Cruz Júnior em 1 outubro 2019 às 9:43

Prezado amigo Gilberto,

Estou analisando esta proposta.

Entendo que o Profissional Eng. Agrônomo tem que se capacitar cada dia mais para atender o mercado de trabalho.E uma Marca de conformidade pode ser uma saída, porem temos que ter muito cuidado. A pouco meses atras o me credenciar para realização de uma capacitação em uma Instituição de Ensino Superior foi solicitado meu DIPLOMA. No momento da Inscrição eu não tinha o Diploma mais Acessei o CREA e Coloquei minha Documentação Profissional. Em Seguida foi  postado isso " serão aceitos apenas diploma emitidos por instituições reconhecidas e/ou validados ou ainda declaração e certificado de conclusão de curso, desde que dentro do prazo de validade. Não sendo aceitas carteiras profissionais"  No meu entendimento a IE colocou em cheque a veracidade de um Documento Profissional.

Por esta razão e outras razões temos que ser prudentes. E ai vem uma questão e o ACERVO TÉCNICO PROFISSIONAL , ele não é um historico de suas capacidades profissionais, Não serve para atestar sua competência.

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