Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agro. José Luiz Viana do couto

jviana@openlink.com.br

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A Revista Globo Rural deste mês de outubro, trás uma importante reportagem (assunto de capa) sobre Sustentabilidade, afirmando com letras garrafais que Agricultura verde é bom negócio.

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A Figura abaixo, adaptada por mim, dá uma idéia da distribuição das terras no Brasil, destacando que dos 200 milhões de hectares utilizados com pastagens (criação de gado), pelo menos a metade tem algum grau de degradação, ou seja, pode voltar a ser uma pastagem produtiva, ou serve para cultivar outras culturas (soja, cana-de-açúcar, etc.). Somente as Unidades de Conservação (APPs, Parques Nacionais e outras) ocupam 30% do território nacional. Entre 1976 e 2010, segundo Evaristo Miranda da SAAI da Presidência da República, a área plantada com grãos no Brasil cresceu 27%, enquanto a produção agrícola aumentou 273%. Em 1970, um agricultor brasileiro produzia alimentos para 73 pessoas. Em 2010, esse número saltou para 155 pessoas. Em 30 anos, graças à Embrapa, à indústria de máquinas agrícolas e ao esforço do nosso agricultor (é claro), o país passou de importador de alimentos para um dos maiores exportadores mundiais.

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AS PRÁTICAS AGRÍCOLAS SUSTENTÁVEIS

1)   Integração lavoura-pecuária-floresta;

2)   Plantio direto;

3)   Descarte de embalagens (de agrotóxicos);

4)   Recuperação de pastagens;

5)   Rastreabilidade dos bovinos;

6)   Manejo da água na fazenda;

7)   Bioenergia (aproveitamento);

8)   Manejo integrado de pragas;

9)   Fixação biológica de Nitrogênio (do ar); e

10) Tratamento de resíduos (fezes dos animais).

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USO DA ÁGUA NO BRASIL

Além do desmatamento, da queimada para o plantio e do uso inadequado de agrotóxicos, a maior crítica dos ambientalistas à nossa agricultura, é a quantidade de água que a atividade agropecuária (principalmente com a irrigação) retira dos rios. No item 6 aí em cima, a revista dá a seguinte distribuição do uso da água no Brasil:

a)    Irrigação: 69%;

b)   Dessedentação animal: 12%;

c)    Consumo urbano: 10%;

d)   Indústrias: 7%; e

e)    Rural (bebida, banho e cozinha): 2%.

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Os ruralistas se defendem (embora a própria definição de irrigação diga que é uma prática que aplica água ao solo), dizendo que a água de irrigação volta aos rios, ainda mais limpa do que a originalmente retirada dos mananciais.

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USO RACIONAL DA BIOENERGIA

Considerando que a água e a energia elétrica são os 2 maiores commodities deste século, o Brasil tem se destacado também (além das sucessivas safras recordes), no uso racional da bioenergia. Seja pela queima do bagaço de cana-de-açúcar ou pela passagem por turbinas e geradores, do biogás produzido a partir das fezes de bois e porcos. Agora, só falta os agrônomos “descobrirem” o poder das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

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É por essas e outras que eu me orgulho de ser Engenheiro Agrônomo, militante na área de Recursos Hídricos (Irrigação e Drenagem), e de ter estagiado quando aluno de agronomia, no início da década de 60, no Instituto de Pesquisas e Experimentações Agropecuárias do Centro-Sul – IPEACS (localizado no campus da UFRRJ, em Seropédica-RJ), órgão esse que viria a ser o embrião da Embrapa. 

 

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