Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

A China com moeda desvalorizada: mais competitiva nos manufaturados ou no agronegócio?

Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rede Estadão.

A China é um show de produtividade, em tudo. Sustentabilidade ainda não, mas fazer coisas baratas em escala. Um dragão poderoso. Mas nós importamos alho da China, o alho branco, chinês. O roxo nacional, importamos feijão preto, sim, quem diria, da China. Chega aqui mais barato do que o nosso.


E importamos arroz aromático da Índia, limão, banana, maçãs, cacau, borracha. Quero externar uma grave preocupação com o nosso agronegócio. Temos, sim, uma competência no dentro da porteira, nos produtores rurais brasileiros, na pesquisa da Embrapa, do IAC, os pesquisadores e educadores do agro do país, mas, o agribusiness seria fácil se fosse só agropecuária. Infelizmente, agronegócio não é só agropecuária, é estrada, imposto, desperdício, acordos de tarifas, câmbio, planejamento de longo prazo, organização produtiva da sociedade desde a ciência até o consumidor final.


E, nesse quesito, quero acender um farol. Se vamos continuar com a nossa incompetência estrutural, com um governo que instala entre si o inimigo público número 1 e não tem na competição externa e nos competidores internacionais o seu principal alvo para sobrevivência. Temos nisso um risco.

Podemos, sim, importar cada vez mais hortaliças, frutas, especiarias, lácteos, vinhos, azeites, feijão preto, arroz, e muitos produtos alimentícios, pela simples razão de não sermos competitivos em tudo o que cerca as fazendas do Brasil.

O yuan, a moeda mais barata chinesa, pode sim não apenas resultar em produtos manufaturados mais baratos e competitivos, como também produtos agropecuários.

O sucesso no dentro da porteira do Brasil, não segura nem irá suportar uma incompetência e falta de produtividade e política do lado de fora dessas porteiras. O tempo o Deus Cronos, é inimigo.


Sobre o CCAS

O Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.

Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/.

Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel

Exibições: 92

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

© 2021   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço