Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

(Globo Rural, Outubro de 2014, pág. 54)

Conheça a profissão que completa 81 anos em 2014 como grande responsável pela revolução do agronegócio brasileiro.

Principais áreas de atuação do Engenheiro Agrônomo

1 – Recursos naturais e manejo ambiental (cuidados com solo, água, ar, biodiversidade)

2 – Produção vegetal (de grãos, frutas, hortaliças, biomassa)

3 – Produção animal (de bovinos, suínos, frango, peixe, etc.)

4 – Biotecnologia (manipulação de genes para melhoramento animal e vegetal)

5 – Processamento de produtos agropecuários (embutidos, farinhas, etanol, etc.)

6 – Engenharia de biossistemas (topografia, georreferenciamento, construções rurais, irrigação, drenagem, máquinas e equipamentos, climatologia, armazenamento de grãos, etc.)

7 – Administração, economia e sociologia rural(gestão do agronegócio, políticas agrícolas, direito agrário, etc.)

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Comentário de Eliezer Furtado de Carvalho em 4 outubro 2014 às 12:04

Olá, José Luiz,

Parabéns, pela brilhante ideia de abrir a discussão sobre o amplo campo de atuação da agronomia e pela clareza da sua exposição.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 4 outubro 2014 às 11:32

A AGRONOMIA NOS ANOS 60

A agronomia costuma ser definida como um campo de estudo multidisciplinar que reúne princípios aplicados de diversas ciências das áreas exatas, naturais, econômicas e sociais para atender a variados objetivos de melhorias da agricultura como o aumento de produtividade e, mais recentemente, o manejo sustentado, além de outros objetivos. Devido a essa variedade de aplicações (ou objetivos) a agronomia costuma ser dividida em ramos como a agricultura, pecuária, silvicultura, e etc. (*)

Para onde quer que voltemos nossos olhos - grãos, raízes, fibras, frutas, legumes, pastagens, florestas - encontramos o testemunho formidável do trabalho dos engenheiros agrônomos, estes heróis que, somando sua luta à dos agricultores brasileiros, construíram o Brasil, hectare por hectare, semente por semente, décadas e décadas de anônima dedicação. (**)

Se não fosse a tecnologia agronômica, nossa poderosa indústria citrícola não existiria: os pomares teriam desaparecidos nos anos 40, destruídos pela "tristeza". Os canaviais teriam sido eliminados pelo carvão e pelo mosaico nos anos 50. Os cafezais, nos anos 60, pela ferrugem. Não teríamos o milho híbrido nem o melhoramento do algodão. A soja não progrediria tanto com as novas variedades. Frutas, verduras e flores não teriam se desenvolvido da mesma forma.

Afinal, os agronegócios representam 21% do PIB nacional, ou 25% do total de produção do país. Empregam 37% dos trabalhadores brasileiros e correspondem a 40% das nossas exportações, sendo o único grande setor superavitário da balança comercial. São, portanto, o maior negócio do país. E têm a maior importância social, pela geração de empregos.

 

(*) www.infoescola.com/ciencias/agronomia/

(**) www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142001000300022&script=sci_arttext

Comentário de Eliezer Furtado de Carvalho em 3 outubro 2014 às 21:06

Tratando-se de atribuições profissionais do engenheiro agrônomo, alegro-me ao ver reproduzido, pelo colega Celso Cordeiro Silva, texto extraído de um dos livros de minha autoria: "Perícia agronômica: elementos básicos", página 61, cuja primeira edição foi publicada em 2001. Hoje, apraz-me informar aos colegas que este livro encontra-se na sua 2ª edição, revisado, atualizado e ampliado, publicado em 2012, com 550 páginas e continua sendo muito utilizado em todo o país, tanto pelos peritos, quanto pelos professores da disciplina "Perícias e avaliações rurais".    

Comentário de joão carlos flôres em 3 outubro 2014 às 20:25

A MINHA VIVENCIA COMO PROFISSIONAL

Há 44 anos sai da Escola de Agronomia de Curitiba e orgulho-me de continuar atuando como AGRÔNOMO.

Orgulho-me mais ainda de ter contribuido durante anos como um Agrônomo em plena atividade  na área de ATER-Assistencia técnica e Extensão Rural. Área em que continuo atuando.

Durante estes anos todos, assisti muitos importantes e significativos avanços na agricultura brasileira . Assisti tbém muitas  " tecnologias "  inadequadas, enganosas e altamente prejudiciais ao solo, aos animais, aos homens e ao meio ambiente. INFELIZMENTE ainda persistimos no erro de orientações tecnicistas INSUSTENTÁVEIS, .justo numa época em que muito se fala em SUSTENTABILIDADE. Muito se discursa.... mas pouco se  pratica.

FELIZMENTE já temos muitos AGRÕNOMOS que estão incentivando práticas agrícolas em total harmonia com o AMBIENTE, tais como Agricultura Orgânica, AGROECOLOGIA , SISTEMAS AGROFLORESTAIS , PLANTIO DIRETO entre outras. Estas sim, tecnologias adequadas e de convivência harmonica com o AMBIENTE.

Minha grande preocupação nesta idade e com tudo que já presenciei e vivenciei : QUE PLANETA HERDARÃO NOSSOS DESCENDENTES ???? Que herança estamos deixando para as futuras  gerações ???

Ainda há tempo de revertermos estes processos destrutivos que nós mesmos incentivamos ???

SOU OTIMISTA !!!  Mas é preciso que todos nós Agrônomos, repensemos nossas intervenções, reavaliemos as nossas orientações. Somos SIM os principais agentes desta transformação tão importante. E ao mesmo tempo tão U R G E N T E S !

Sonho também colega José Luiz Viana em ver tornar-se realidade a antiga frase " Brasil , celeiro do Mundo ".

Mas sonho em ver esta mesma frase um pouco mais.... atualizada :  "  Brasil,  celeiro agroecológico do MUNDO !

Toda grande caminhada......  começa sempre  com  o  primeiro passo !

Saudações agronômicas.

Comentário de Francisco Lira em 3 outubro 2014 às 19:56

Excelente ''resumo' se é que se pode dizer isso de uma grandiosa experiencia profissional 50  anos  de agronomia, parabéns ao ilustre colega.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 outubro 2014 às 18:42

A MINHA VIVÊNCIA COMO PROFISSIONAL

Obrigado pelos elogios, colegas. Na verdade, eu apenas transcrevi um trechinho da reportagem da revista Globo Rural, que está nas bancas. Meu único ‘toque’ se resumiu ao mapa do Brasil com o número de escolas de agronomia, já que ele não estava disponível em meio digital.

Como eu me formei em Engenheiro Agrônomo, pela UFRRJ, em 1966, daqui a dois anos minha turma completará 50 anos.

Vivi, portanto, uma época em que a régua de cálculo de bambu substituía a calculadora eletrônica que ainda não existia. Quando arávamos a terra deixávamos o solo exposto à chuva, porque era assim que os europeus e americanos faziam (sem saber que o clima, lá, era bem diferente). Em que se media a espessura de gordura do suíno introduzindo uma lâmina metálica no seu lombo até encontrar resistência. E quando o desejo de integrar a Amazônia por terra, não via problemas no seu desmatamento acintoso (feito pelo Governo Militar da Revolução de 64) e executado por nós, Engenheiros Agrônomos do INCRA, como a coisa mais natural do mundo.

Por outro lado, a vida longa nos propicia ‘ver o tempo passar’ e, com ele, o progresso chegar. Como foi o nascimento da Embrapa no campus da minha Universidade (Seropédica – RJ, década de 60). O surgimento da calculadora programável (HP-25, na década de 70), o microcomputador (década de 80). O georreferenciamento, a agricultura de precisão e os drones, à serviço da fazenda, nos dias de hoje.

Se me pedissem para relacionar nessa meia década, quais foram os maiores progressos que presenciei na agricultura brasileira, eu citaria: o plantio direto, a genética bovina, a fixação biológica de Nitrogênio do ar, o domínio do cerrado, as telecomunicações e a democratização do conhecimento, através do Google.

Prova que (ainda) estou vivo é que (apesar de já estar aposentado do MEC) fui selecionado para a maratona (de capacitação) do CAR; piloto bem o ArcGIS 10.2.2 e sonho em ver realizada uma frase que ouço desde criança: “Brasil, celeiro do mundo”. Vamos à luta !

Comentário de CELSO CORDEIRO SILVA em 3 outubro 2014 às 15:18

Engenheiro Agrônomo é um profissional com formação de ensino superior. Seu campo de atuação é vasto, abrangendo áreas como: fitotecnia, fitossanidade, zootecnia, solos, engenharia rural, meio ambiente, mecanização, economia, agroindústria, entre outras. Para atuar no Brasil, o profissional deve ser registrado no CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA - CREA. O dia do Engenheiro Agrônomo é comemorado no dia 12 de outubro devido à primeira regulamentação da profissão, que aconteceu em 12 de outubro de 1933, através do sancionamento do Decreto-Lei n.º 23.196 de 12/10/1933, pelo então presidente Getúlio Vargas.

(…) Ressalta-se que a agronomia tem ampla diversidade de atribuições, respeitados os limites do artigo 5º da Resolução 218. Além dos trabalhos mais óbvios da profissão, como os ligados à agricultura geral, zootecnia, engenharia rural, horticultura, fruticultura, grandes culturas, solos, mecanização e construções rurais, são também atribuições do Engenheiro Agrônomo os trabalhos profissionais de planejamento, assistência técnica, consultoria, análise de viabilidade técnica e econômica, perícia, ensino, pesquisa e extensão relacionados às atividades acima citadas, assim como a armazéns e armazenagem, tecnologia de alimentos, irrigação e drenagem, ecologia, dendrometria, inventário florestal, estudos e avaliação de espécies animais e vegetais, formação, recuperação, e manejo de pastagens e alimentação e reprodução de animais, melhoramento genético de plantas e animais.

Entretanto, é preciso reconhecer que outras profissões têm atribuições em áreas de sombreamento com a Agronomia, quais sejam: engenharia agrícola, civil, florestal, de alimentos, zootecnia, veterinária, agrimensura, economia, administração, biologia, geografia, meteorologia, etc…

Comentário de Gilberto Fugimoto em 3 outubro 2014 às 12:33

José Luiz,

Excelente síntese!

Parabéns pelo trabalho.

abração

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