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Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

(Isabela Bastos, caderno RIO, O Globo, 19/05/11, pág. 14)

 

Engo. Agro. JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO

jviana@openlink.com.br

 

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Esta reportagem, de página inteira, ressalta a importância ambiental dos entulhos, em cidades antigas (e modernas), como o Rio de Janeiro. É bom lembrar que, a nível mundial, embora as cidades ocupem apenas cerca de 2% da superfície terrestre, concentram mais da metade da população (no Brasil são 82%) e utilizam 75% dos recursos naturais. Além disso, o concreto (sub-produto principal dos entulhos) é o 2o. material mais utilizado pela humanidade, logo depois da água!

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Mas, voltando à vaca fria. O artigo começa dizendo que “montanhas de escombros, resultado de demolições realizadas pelo poder público, viraram um transtorno urbano e caso de saúde pública. Do Fundão ao Pontal, restos de construções irregulares ou condenadas pela Defesa Civil, levam ao aparecimento de lixões e à proliferação de ratos e mosquitos. Na Ilha do Fundão, o entulho da implosão da ala sul do Hospital Clementino Fraga Filho, da UFRJ, completa hoje cinco meses.” Vide Figura abaixo.

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O prédio da foto, construído na década de 50, tem 14 andares e a ala implodida, que ocupava 120.000 m2, nunca tinha sido ocupada, por falhas na estrutura dos pilares de sustentação. Disso resultou, nada menos que 137.000 toneladas de entulho, cuja solução deverá demorar seis meses. O jornal aponta que oito demolições feitas pela Operação Choque de Ordem (que tem derrubado centenas de construções em áreas proibidas) dão ao local (bairro do Recreio dos Bandeirantes) aspecto de terra bombardeada. Outras razões para demolições aqui no Rio de Janeiro, são:

a)     construções em áreas de risco, após as chuvas de abril de 2010;

b)     prédios desativados, como o Presídio da Frei Caneca, no Centro;

c)      reformas de estádios para a Copa do Mundo (exemplo: Maracanã);

d)     abertura de avenidas (como a Transcarioca) para as Olimpíadas;

e)     revitalização do Porto do Rio, com dezenas de construções e demolições; e

f)       outras.

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Segundo o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, foram demolidas 3.259 construções irregulares em 2009 e 2010, numa demanda que superou a capacidade de resposta da secretaria. Para resolver o problema, a Prefeitura fará uma licitação, de R$ 2,9 milhões. Com prazo de um ano, o contrato prevê que uma empresa terceirizada faça a retirada de até 33.600 metros cúbicos de entulho (2.400 viagens de caminhão).

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O reaproveitamento desse entulho está sendo previsto nas reformas do Sambódromo (lá, também, foi prevista uma implosão do antigo prédio da Brahma) e do Maracanã e será empregada, também, na construção (pavimentação das vias das BRTs) da Transoeste e da Transcarioca.

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