Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil



Engo. Agro. JOSÉ LUIZ VIANA DO
COUTO



jviana@openlink.com.br



.



O Globo Cidadania /
Ecologia deste sábado, versou sobre este tema, mostrando parte do trabalho do
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA na região. Um dos destaques
(1) foi a informação de que apenas 4 notas musicais emitidas por um passarinho
(que o pesquisador entrevistado assobiou) bastam para identificar a espécie. É
bom lembrar que (a Plim-Plim esqueceu deste detalhe) o Birdwatching (Observação
de pássaros) é uma importante atividade turística nos países desenvolvidos. Outra:
conhecemos apenas cerca de 30% das espécies existentes. Eu acho que nas nossas escolas,
os professores de Ciências e Biologia, deveriam incentivar os alunos a
identificarem as espécies (2), só para despertar a curiosidade científica.
Laboratório de Informática, já está se tornando corriqueiro mas, lupas e
microscópios ainda são raridades !  



.



Uma pequena amostra do que
é a Biodiversidade, resumi na Figura abaixo, com uma das espécies mais
numerosas do planeta: os INSETOS. Afinal, para que servem os insetos ?
Selecionei apenas três: medicina (dengue), agronomia (pragas) e meio ambiente
(poluição dos rios), mas há outras:



a)   
Alimentos (a culinária da China está cheia
de “iguarias”);



b)  
Artesanato (quadros com asas de borboletas
azuis);



c)   
Biônica (mini-robôs imitando aranhas);



d)  
Etc.



.

.



O XIS DA QUESTÃO



Você já se perguntou para
que serve estudar a Biodiversidade ? As respostas são várias, mas vou
selecionar apenas algumas para você pensar.



1 – O Brasil é um dos
países do mundo campeão em Biodiversidade (aqui estão cerca de 10% das plantas
superiores do planeta, das quais apenas 1% passou por testes químicos).



2 – Cerca de 25% dos
remédios são fabricados a partir das plantas; na homeopatia são 60%. A novela “Fina
Estampa” mostra como pode ser feito, até por um leigo.



3 – Animais peçonhentos
(cobras, aranhas e escorpiões) são fontes de remédios salvadores, como os soros
anti-ofídicos, anti-aracnídeos e anti-escorpiônicos.



.



Bastam esses 3 para mostrar o estrago irremediável de uma simples queimada. Por isso, cada floresta que queima, é como se uma biblioteca inteira (das grandes) pegasse fogo.



.



(1)
 http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/10/inpa-digit...



(2)
 http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/10/saiba-o-qu...

Exibições: 282

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 outubro 2011 às 16:08

Carlos,

Grato pelo apoio. Realmente o nosso ensino, desde o primeiro ciclo, é muito precário. Pior é que depois de formados, passamos anos aplicando o que foi mal ensinado, já que a reciclagem nunca foi um programa de Governo, ou do CREA. E infelizmente não somos incentivados a inovar; lemos pouco. E pensamos (no significado filosófico do termo) menos ainda. Conversa franca, como a que temos tido, são muito raras, pois cada um quer saber apenas de si. Não estamos acostumados a trabalhar em equipe, infelizmente.

Comentário de CARLOS ALBERTO DE CONTI em 3 outubro 2011 às 13:16

Cazro José Luiz,

Absolutamente didático seu material. E fantático o seu comentário, que muitas vezes a gente até "desconfia", mas não junta as partes e sintetiza de maneira tão genial e simples, como deve ser ensinada a ciência. Espetacular sua colocação de que as escolas autais estão se preocupando mais em disponibilizar um computador a seus alunos mas deixam de adquirir uma simples lupa de aumento ... CACONTI.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 outubro 2011 às 8:44

Leandro,

talvez porque nosso ambiente de trabalho, na maioria das vezes, fique bem longe do campo das decisões (as cidades) e, ainda, porque grande parte dos nossos patrões sejam os Governos, nos achamos desprotegidos e desamparados (de fato, depois de formados, qualquer atualização profissional só depende do NOSSO esforço). Fora o fato de, como dizia Geraldo Vandré naquela sua música polêmica da revolução da década de 60, "no quartel lhes ensinam antigas lições". Mas a INTERNET está aí para nos reciclar. Por que não embarcamos, p.ex., nesse bonde da AGRICULTURA ORGÂNICA ? Por que não aproveitamos essa onda da nova Lei dos Resíduos Sólidos, para "darmos aula" de COMPOSTAGEM (já que mais da metade do nosso lixo é matéria orgânica) ? E as GEOTECNOLOGIAS ? (Quantos colegas Agrônomos sabem o que significa esse "palavrão" ?). Como o colega pode ver, temos MUITA COISA PARA DEBATER, nem que seja via e-mail.

Comentário de Leandro Jose Paetzold em 3 outubro 2011 às 0:26

Caro José Luiz,

realmente nós estamos focando todas as nossas energias em algo que já existe, produtos e serviços e que todos fazem, alguns de uma forma melhor e outros nem tanto, mas o que quero colocar é que estamos agredindo a nossa classe a fim de encontrarmos algum espaço. Porém esquecemos que nós profissionais temos habilidades para fazer algo mais, sair desta área, buscar novos caminhos, criar o nosso espaço,...

Esta questão ambiental que você aborda é relevante com certeza temos que dialogar mais para encontrarmos o ponto mais próximo do ideal. e no momento estamos acomodados deixando passar aspectos que interfirão de diversas formas nos proximos anos por pessoas que não tem o conhecimento, agindo somente pela questão de interesses, esquecendo da ciência e da pesquisa, temos que nos unir de forma organizada e ajustar, mas sozinhos nadamos e morremos na praia.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 2 outubro 2011 às 17:11

Caro colega Alcides,

eu não disse que todo Agrônomo é um poluidor ! (Eu mesmo, como sempre atuei profissionalmente na área de Recursos Hídricos, nunca "tive a honra" de assinar um Receituário Agronômico, embora tenha feito na Escola um Curso Extraordinário de Fitotecnia). Afirmei, apenas, que não gostam muito de debater. E nisso o Gilberto concordou. Mas mesmo na minha área de atuação, por pressão Governamental (e nisso eu concordo com você), na década de 70, fomos induzidos pelo Programa de Aproveitamento de Várzeas (PROVÁRZEAS) a agredir a Natureza. Hoje sabemos que os rios são INTOCÁVEIS; não apenas eles, mas também as suas margens, que o novo Código Florestal está aí para ameaçar. E nossos colegas, mais uma vez, continuam calados.

Comentário de Alcides Sandini Filho em 2 outubro 2011 às 15:15
Ilustre colega, José Luiz Viana do Couto; são duas as colocações que devo apresentar:

• Nossos colegas:
• Biodiversidade

Quanto a sua posição quanto aos nossos colegas, tenho a discordar em muito:

Durante anos fomos levados por programas governamentais, e com isto as multinacionais se beneficiaram, usando destes programas e de profissionais da nossa área. Em resumo nossos colegas foram induzidos a agir de maneira adversa ao meio ambiente sustentável e ecologicamente correto.

Portanto não é culpa destes profissionais o descaso para com a natureza, mas sim de todo um sistema e, que esta aos poucos se alterando para melhor.

Digo e afirmo nossos profissionais, são capacitados e tem conhecimento de causa sim, e sempre irão lutar por melhoras, tanto alimentação humana como na saúde ambiental.

Quanto a biodiversidade, tenho a concordar plenamente contigo:


O fator preservação está estampado nos jornais e revista, e é a onda do momento e será no futuro, portanto, muito materiais didáticos estão a disposição para todos os que querem se atualizar, e buscar mais informações a respeito deste assunto.

Nossas escolas necessitam sim; de profissionais “ da nossa área “ para incentivar os professores e demais educadores a respeito da biodiversidade, não vamos esperar ações de ONGs ou do próprio governo, vamos fazer a história, somos a bola da vez.

A escolha por educar nossos futuros nacional “ as crianças “ custa barato, e depende do esforço de cada um de nos e de toda a comunidade. Não vamos esperar os programas de Educação Ambiental bater em nossas portas para depois agis, vamos agir antes, em beneficio de toda uma sociedade.
I
Comentário de Marcos Giovane Pedroza de Abreu em 2 outubro 2011 às 13:53

Ola caros colegas, eu tambem acho que os nossos recursos naturais deviam ser mais estudados pois podem contribuir muito para todos nos. Eu sou estudante ainda do curso de agronomia e acabo de desenvolver um experimento com a utilização de óleos essenciais no controle da antracnose do mamão, a natureza tem muito a nos contribuir ainda.

Abraço

Comentário de Gilberto Fugimoto em 2 outubro 2011 às 11:20

É verdade José Luiz,

A gente nota muito pouca participação na Rede.

Alguns de nós levantamos temas para dialogar, propor, debater, mas poucos se mostram interessados em participar ativamente.

Continuamos tentando

Grande abraço

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 1 outubro 2011 às 19:04

Olá Gilberto,

Grato pelo apoio. Pena que a turma (os colegas de profissão) não esteja muito disposta a dialogar e trocar idéias, né ? Há tanto a ser feito pelo meio ambiente, e "não estamos nem aí" para o que se passa à nossa volta. Sempre achamos que "os outros" é que devem tomar a iniciativa. Na questão da aplicação de agrotóxicos, p.ex., sabemos que nossos irmãos do campo estão se envenenando a cada dia --- e continuamos impassíveis. Insensíveis como para com um mendigo na rua ou um menino dormindo coberto com jornais, numa noite fria, embaixo de um viaduto.

Um abraço.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 1 outubro 2011 às 18:36

Caro José Luiz,

Sempre nos brindando com uma reflexão com novos pontos de vista sobre temas q as vezes passamos despercebidos.

abraços

© 2019   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço