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A PESQUISA AGRONÔMICA SENDO DESTRUÍDA EM SÃO PAULO

Recentemente na Revista Agro DBO, número 53, de março deste ano, trouxe uma longa reportagem denunciando a penúria que a Pesquisa Agronômica está passando no Estado de São Paulo. Quem quiser ler a reportagem veja o link abaixo.

No estado de São Paulo, a pesquisa na área de Ciências Agrárias, é de alçada da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA, que congrega vários institutos como o centenário Instituto Agronômico de Campinas, fundado em 1882, e que administra cerca de 11 centro de pesquisas além de inúmeras estações experimentais, com pouco mais de 400 funcionários, incluindo pesquisadores, pessoal administrativo e de suporte. O Instituto de Zootecnia, criado em 1905, o Instituto Biológico, criado em 1927, entre outros, mas todos carente.... ou melhor sucateados.

Além destes o Departamento de Semente Mudas e Matrizes - DSMM, onde as unidades simplesmente estão parando de trabalhar por falta de investimento e pessoal. Somente na responsabilidade do DSMM existe a Fazenda Ataliba Leonel em Manduri, com seus mais de 4.000 ha, sendo cerca de 2.000 teoricamente destinados a multiplicação de sementes variedades e que nas décadas de 1940 a 1970 chegou a ter quase 700 pessoas morando e trabalhando lá, mas que hoje tem dificuldades de cumprir a sua função básica que é produzir sementes. A estão experimental de Tietê, que já teve mais de 60 funcionários e hoje sobrevive com 4 (incluindo o chefe da estação).

Pesquisas de anos, como o uso do óleo bruto de girassol no abastecimento de tratores agrícola estão sendo encerradas por falta de recursos. Mesmo o programa de pesquisa cafeeira do IAC, que existe desde a fundação do instituto no século XIX está sendo prejudicado e muito mais que está ocorrendo.

E o que faz a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo sobre isso???? Envia uma nota publicada na Edição 54 da AgroDBO, de abril de 2014, que no seu escopo busca desqualificar pesquisadores com mais de 30 anos dedicados a estes institutos. Justifica investimento dizendo que a renovou a frota de viaturas e com isso a idade média da frota caiu de 14 para 8 anos de uso. Fala que foram investidos R$ 77 milhões em pesquisa nos últimos 5 anos, o que dá uma média de R$ 15,4 milhões por ano para serem divididos entre todos os membros da APTA (Instituto Agronômico de Campinas, Instituto de Zootecnia, Instituto Biológico, Instituto de Economia Agrícola, Instituto de Pesca) e mais o DSMM....

Esta rede foi criada com o intuito de discutir uma série de assuntos pertinentes a profissão e a valorização profissional, mas no Estado de São Paulo a CIÊNCIA AGRONÔMICA ESTÁ SENDO DESTRUÍDA. Por isso, faço essa postagem para chamar a atenção dos colegas, não só de São Paulo como do Brasil. Dias atrás eu vi aqui no blog as fotos das ruínas de uma das primeiras estações experimentais da agronomia do Brasil, que existia na Bahia... Será que isso também acontecerá em SP?????

http://issuu.com/eriklm/docs/agro_ed_53/39?e=5757079/7015022

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Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 24 maio 2014 às 1:41

O que mais me chama a atenção é um assunto dessa relevância não despertar aparentemente nenhum interesse em ser discutido aqui na Rede

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