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SUGESTÃO AOS COLEGAS DA CONCREMAT

Parece ser consenso que os pilares da passarela não foram afetados e que a plataforma só ruiu porque uma forte onda a atingiu em cheio, verticalmente e de baixo pra cima. Como Engenheiro, tenho 2 sugestões a oferecer. A primeira é que interditem a pista logo ao surgirem as primeiras grandes ondas de uma ressaca. A segunda, é que o piso da nova (apenas no trecho que desabou) reja refeito com vigotas metálicas espaçadas da sua largura ou da metade dela, e tenha o perfil triangular, permitindo esse formato dividir pela metade o volume d´água que a atingir (por baixo) e, ao mesmo tempo, forçando que a onda ultrapasse a passarela e não seja retida por ela.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 29 abril 2016 às 17:52

RECONSTRUÇÃO DO PISO

Se não quiserem considerar as vigotas metálicas (podem ser ocas) que sugeri antes, mas sim um material permeável na reconstrução do trecho da ciclovia que desabou, aqui vai uma solução. Aviso que não sou da firma e nem estou ganhando como garoto propaganda.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 abril 2016 às 10:44

A FORÇA DA ONDA

No caderno Rio, O Globo de hoje, 20.4.2016,  publica uma reportagem ("Estudo sobre ondas se refere apenas aos pilares", pág. 11), confirmando que o impacto do mar no tabuleiro da Ciclovia Tim Maia não é citado nos projetos básico e executivo. Nos pilares, foram previstas ondas de até 5 m de altura e velocidade de até 65 km/h (18 m/s), mas os vãos estavam simplesmente apoiados. Há referência à classe de "agressividade ambiental 3 - Forte", quando o máximo vai até 4. A sobrecarga que a estrutura pode suportar foi calculada em 5 kN/m².

Tenho visto muitas piadas nas redes sociais questionando que uma simples onda tenha derrubado a ciclovia. Mas é bom não duvidar dessa força da natureza. Li numa nota de jornal depois da tragédia, que o trecho que desabou tinha 20 m de extensão por 2,5 m de largura, com 22,5 t de peso. Infelizmente, na ocasião, não houve qualquer referência às características das ondas (vide croqui abaixo) da ressaca que atingiu a ciclovia.

A bibliografia oceanográfica diz que a força da onda é função da sua velocidade, do peso da água, da área atingida pela onda, e de um coeficiente de arraste Cd, tabelado para algumas estruturas. Usando esses dados na equação da Força, adotando uma onda com velocidade de 3,5 m/s, vê-se pelo resultado da equação que o impacto foi superior ao projetado e, como ela não estava ancorada, foi levantada pela onda e caiu.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 22 abril 2016 às 17:04

Aqui está um croqui com apenas duas vigotas, que imaginei para a passarela.

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