Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

A revista Bio, uma publicação da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - ABES/Rio, No. 89, Out/Dez 2018, promoveu no Rio Centro em Novembro passado um encontro inédito no Brasil para o debate da água: o Rio Water Week.

Reuniram-se ali mais de 2 mil especialistas do mundo inteiro para apresentar e discutir os problemas relacionados à água potável. Entre os temas mais importantes, a revista cita: a dessalinização da água do mar; a gestão das concessionárias que administram o abastecimento público; formas de acesso à água nas comunidades de baixa renda e rural; a falta de inovação; a política de tarifas; a modernização do sistema de indicadores; a separação das funções regulatórias de recursos hídricos; a influência do aquecimento global; a prestação dos serviços e meio ambiente e o aumento da concorrência pelo mercado. Resumo a seguir dois desses temas.

Dessalinização. Sobre o assunto, foi dito que somam 20 mil as usinas de dessalinização em operação e construção no mundo, totalizando o consumo de 1 bilhão de m³. No Brasil, o valor do metro cúbico de água produzido com este processo caiu de US$ 10 para até US$ 1 nos últimos anos, sendo a maioria formada de mini ou micro-usinas. A 1a. usina de grande porte será construída em Fortaleza - CE por R$ 600 milhões e destinada a dessalinizar 2 m³/s.

Falta de inovação. O imperativo da inovação (no setor de abastecimento d´água) foi defendido pelo cientista e ativista Dhesigen Naidoo, CEO da Comissão de Pesquisa da Água da África do Sul, que afirmou: "estamos enfrentando problemas do século XXI, com tecnologia do XX e métodos do século XIX". Em Medelin na Colômbia está em teste desde 2015 o sistema de água pré-paga como os créditos de um telefone móvel, para comunidades de baixa renda e já atende 80.000 pessoas em 22 mil domicílios.

O que eu pretendo com esse post é conclamar os colegas (interessados no assunto, é claro) a reunir aqui números e indicadores que nos permitam colaborar (com os conhecimentos de Hidráulica que aprendemos no Curso de Agronomia com a disciplina de Irrigação) com a elaboração e implantação de projetos de abastecimento público de água potável nas comunidades rurais onde atuamos.

Sejam bem vindos e mãos à obra.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 março 2019 às 16:12

FILTRO DE ÁGUA CASEIRO

Fonte: Facebook, 18/03/19

https://www.facebook.com/sucessosdopassado80/videos/231943372142331...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 6 março 2019 às 9:30

CANALIZAÇÃO FEITA COM BAMBU

Olhem o que acabei de ver no meu Facebook:

https://www.facebook.com/lanomato/videos/2032837790349660/

Vamos fazer o mesmo ?

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 27 janeiro 2019 às 18:29
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 janeiro 2019 às 16:56

REDE RAMIFICADA

Projeto hidráulico de rede ramificada de uma comunidade rural, do Manual de Hidráulica de Azevedo Netto e publicada anteriormente aqui por mim no Blog Matematicando-Tô ligado! (pág. 7 do blog) em 2015.(1)

Lá, também, o mesmo projeto foi elaborado com o auxílio do software gratuito R. Como diz a plin-plim (TV Globo), vale a pena ver de novo.

REF.

(1) http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/matematicando-t-ligado

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 janeiro 2019 às 15:24

ABASTECIMENTO D´ÁGUA NO SITE DA UFRRJ

http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/agua.htm

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 janeiro 2019 às 9:05

ELEMENTOS DO PROJETO

O livro Planejamento de Sistemas de Abastecimento de Água, de Azevedo Netto e auxs., da UFPr e OPAS, 1973, diz no capítulo em epígrafe que de posse dos dados e elementos colhidos no campo (que veremos adiante), deverá o projetista proceder ao seu estudo e análise, tendo em vista as diretrizes a seguir relacionadas, que deverão sempre ser consideradas.

1) Alcance do Projeto. Período mínimo de 20 anos, levando em conta o crescimento populacional, as etapas construtivas, aspectos econômicos e técnicos, além do cronograma físico das diversas etapas previstas para a construção do sistema.

2) Estudo Demográfico. Estudo estatístico e projeto futuro do crescimento populacional em função dos dados locais e regionais, justificando tecnicamente os critérios adotados. Levar em conta os resultados dos censos demográficos e da população flutuante, quando significativa.

3) Zonas a Servir. Deve ser estudado, de forma criteriosa, o padrão de ocupação atual e futuro para as diferentes zonas da cidade, levando em conta a sua expansão natural. Esse estudo pode ser feito através de amostragens, planos diretores e/ou urbanísticos, fotos tomadas de pontos elevados ou em observações locais.

4) Previsão de Consumo. O consumo per-capita deve ser estabelecido com a devida justificativa. O mínimo será de 150 l/hab.dia, com coeficientes de variação diária (K1 = 1,2) e horária (K2 = 1,5). A adoção de outros valores deverá ser justificada. Para usos especiais, adotar reservatórios próprios e capacidades adequadas. A população pode ser abastecida através de chafarizes ou torneiras públicas, com consumo de 30 l/hab.dia ou redes públicas de abastecimento, com ligação domiciliar.

IMAGEM DE CHAFARIZ

5) Demanda para Combate a Incêndios. Não devem ser previstas porque, em geral, torna-se desnecessário e anti-econômico dimensionar sistemas desse tipo (que consomem muita água) para as pequenas cidades brasileiras com este objetivo.

6) Mananciais. Devem ser enumerados, localizados e descritos todos os mananciais de possível utilização, levando em conta a população máxima que cada um poderá atender com a vazão de projeto (150 l/hab.dia), além da sua qualidade. Para uso dos mananciais subterrâneos, levar em conta estudos prévios obtidos dos poços ou sondagens realizadas nos mesmos.

MANANCIAL DE SUPERFÍCIE

7) Captação. Devem ser descritos o tipo e localização das obras de captação, de acordo com o respectivo manancial. O caso de barragens requer estudos especiais: hidrológicos, geológicos, geotécnicos e sócio-econômicos.

8) Adução. Pesquisar os diâmetros econômicos, bem como enumerar e descrever as características construtivas e de funcionamento das adutoras. Apresentar os seus traçados em planta e perfil. Nas adutoras por gravidade ou recalque, a velocidade máxima da água nos canos deve ser de 3 m/s e, nas últimas, considerar o cálculo do golpe de aríete (retorno da água na interrupção brusca da energia elétrica).

9) Reservação. Adotar métodos racionais para o dimensionamento hidráulico dos reservatórios, tendo em vista a regularização da descarga e a segurança no abastecimento. Em projetos que não apresentam problemas especiais de consumo extra, poderá ser prevista uma reserva de água de aproximadamente 1/3 do consumo diário.

IMAGEM DE RESERVATÓRIO ELEVADO

10) Tratamento. O tratamento (método para tornar a água bruta potável) previsto deve ser justificado. Descrever de modo geral as instalações, descrevendo cada uma das unidades com suas características de funcionamento; bem como dos equipamentos. Calcular o consumo de produtos químicos e dimensionar os locais de armazenamento, visando garantir o funcionamento normal da estação.

11) Rede de Distribuição. As redes de distribuição, sempre que possível, formarão um sistema malhado alimentado por anéis, dimensionados pelo método de Hardy-Cross. Outros traçados (como os lineares nas pequenas cidades com uma única rua central) devem ser justificados pelo projetista.

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