Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Apesar da nossa grande população e do elevado grau de urbanização (> 85%), relativamente poucas residências no Brasil podem se dar ao luxo de ter uma calçada que considere sua. Nós sabemos que a calçada é um bem público, da Prefeitura, e que se destina prioritariamente aos pedestres, postes da rede elétrica e à arborização das ruas. Por outro lado, as calçadas quase sempre são abandonadas, desniveladas, estreitas (as de Imperatriz - MA, p.ex.), sem árvores, mal tratadas e algumas vezes praticamente intransitáveis.

Li ontem no meu Facebook que em Curitiba - PR, essa realidade está mudando, e a Prefeitura tem autorizado o seu uso pelos moradores, com pequenas hortas. Trocando ideias com a autora da postagem pelo chat do site sobre as desvantagens da iniciativa, resolvi divagar, aqui, sobre algumas vantagens e limitações dessa (nova) prática.

Vantagens:

1) Incentivo à captação de água da chuva dos telhados para irrigar os canteiros.

2) Incentivo à compostagem doméstica (redução do lixo) para a adubação do solo.

3) Aumento da renda familiar com a venda de produtos e serviços.

4) Melhoria do microclima e do bem estar pelo lazer contemplativo.

5) Interesse da população urbana pelos trabalhos agrícolas, valorizando-os.

6) Aumento do comércio local de sementes, adubos e ferramentas agrícolas.

Desvantagens:

1) Atração de vários tipos de insetos, abelhas (que podem causar incidentes) inclusive.

2) Aumento do consumo de água potável (para irrigação) pela família.

3) Poluição das hortaliças e frutas com o escapamento dos veículos.

4) Dificuldade de arborização (pela Prefeitura) da rua.

5) Redução da área de trânsito de pedestres e cadeirantes.

6) Aumento do número de acidentes com ferramentas manuais do cultivo.

7) Aumento da poluição do ar com pólen, poeira, cantos de grilos, pererecas e outros.

8) Danos das redes de água e esgotos com o uso indevido da enxada no cultivo.

9) Possíveis atritos com vizinhos e pedestres com o zelo pela integridade dos canteiros.

10) Aumento do lixo com material de poda e restos de cultura, se não forem reutilizados.

11) Maior exposição ao sol, ventos e veículos (acidentes) dos praticantes.

12) Demanda por terra (para o substrato) pode afetar áreas de empréstimo (ruas próximas).

Como se vê, há duas vezes mais limitações do que vantagens na iniciativa, se bem que essa mesma atividade é recomendada, coletivamente, nos terrenos baldios, áreas sob as linhas de transmissão de energia elétrica e, até mesmo, no terraço de casas de comunidades de baixa renda em locais de muito calor como a Baixada Fluminense.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 16 abril 2019 às 16:14

PLANTAS PARA O TELHADO VERDE

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 abril 2019 às 18:55

PLANTAS COMPANHEIRAS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 abril 2019 às 10:28

LAJES VERDES

O telhado verde, também chamado de cobertura vegetal ou jardim suspenso, é um sistema construtivo caracterizado por uma cobertura vegetal feita com grama ou plantas. É instalado em lajes ou até mesmo sobre telhados convencionais e consiste em camadas de impermeabilização e de drenagem, as quais recebem o solo e a vegetação indicada para o projeto. Além do benefício estético, os telhados verdes funcionam como isolantes térmicos nas coberturas das edificações. Para as cidades, são uma forma de área vegetada que, em larga escala, contribui para melhorar a qualidade do ar e minimizar o efeito das ilhas de calor. No Brasil, o sistema ainda é pouco utilizado e não tem normatização. Algumas cidades e Estados, como Porto Alegre, Santa Catarina e Guarulhos (SP), têm leis e/ou instruções que incentivam a implementação das coberturas verdes em edificações públicas e privadas. (1)

Tipos

Segundo a International Green Roof Association (Igra), os telhados verdes podem ser de três tipos:

extensivo: tem configuração de um jardim, com plantas rasteiras de pequeno porte. A altura da estrutura, descontada a vegetação, vai de 6 cm a 20 cm. O peso do conjunto fica entre 60 kg/m² e 150 kg/m²;

intensivo: comporta plantas de nível médio a grande em uma estrutura de 15 cm a 40 cm. A carga prevista varia entre 180 kg/m² e 500 kg/m²;

semi-intensivo: Esse tipo intermediário tem vegetação de porte médio plantadas num sistema de 12 cm a 25 cm. Pode exercer uma carga de 120 kg/m² a 200 kg/m².

Montagem

Uma alternativa à ocupação total da laje com plantio, que exige muito custo e cuidados com a impermeabilização, é espalhar canteiros improvisados com latas e garrafas PET vazias (foto à esquerda), ou tambores de plástico cortados ao meio (foto à direita), na Figura abaixo.

Opções de plantas

REF.:

(1) http://infraestruturaurbana17.pini.com.br/solucoes-tecnicas/16/1-te...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 13 abril 2019 às 15:12

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