Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Desafios para Evitar o Suicídio Profissional

A Agronomia mais parece uma baleia a quem todos querem tirar um pedaço. Silvicultura, engenharia rural, zootecnia, paisagismo e ainda sementes e mudas e os diversos cursos tecnológicos surgindo a todo momento, como aplicação de defensivos, agricultura de precisão, floricultura, café, horticultura etc, são atribuições profissionais cada vez mais diluídas em diversas novas carreiras. 

 

Além disso, um complexo quadro econômico e de reordenamento do trabalho contribuem para a desvalorização do Engenheiro Agrônomo, espremido pela competição e redução do mercado de trabalho. Como reverter esse processo de desvalorização da Agronomia?

Diante de tantos desafios absurdos bem poderíamos lançar uma lista muito mais importante e que, se cumpridos, poderão ajudar no processo de valorização e ainda ampliar o mercado de trabalho dos engenheiros agrônomos:  

1) Participe da Associação de Engenheiros Agrônomos e exija abertura da direção para ampla participação e renovação. Não há maneira de fortalecer a categoria sem uma representação sólida em nível local e nacional;

2) Registre-se no Crea e vá votar. Gostando ou não, no Crea são articuladas diversas iniciativas que podem beneficiar ou mesmo prejudicar a categoria. Precisamos de uma representatividade ativa;

3) Convide um colega a participar. Ainda no esforço de ampliação da participação;

4) Participou de alguma iniciativa? Divulgue suas ações de participação. Aqui não vale o princípio de não divulgar boas ações. Nenhuma caridade, são ações voluntárias de valorização que podem servir de modelo e estímulo;

5) Participe das Petições Virtuais. São formas indiretas de demonstrar a força da categoria em relação a temas polêmicos que nos afetam;

 

Se vc fez tudo isso, parabéns vc chegou ao básico para empreendermos uma luta de valorização profissional!

E vc, vai afundar?

Qual sua contribuição para a DESvalorização da Agronomia?

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Comentário de altair roberto de carvalho em 15 maio 2017 às 9:15

PRIMEIRO, RESPEITAR OS COLEGAS,  ainda aparecem aqueles sabe-tudo, doutor na França, etc,etc.

vamos discutir nosso quintal, no Brasil

Comentário de Paulo Roberto da Silva em 9 maio 2017 às 11:59

Prezado Manoel Sant´Anna. Tens razão...textos longos.... Mania de professor que não perde o costume de explicar bem esmiuçado. Serei mais sintético nas próximas intervenções, até por que aqui todos já temos bastante experiencia e muitas das teses já são conhecidas. Obrigado

Mas, por outro lado, você e Gilberto estão cobertos de razão: "É preciso fortalecer as associações de classe" para que elas possam ocupar lugar de destaque na sociedade, como na Medicina e no Direito. Conheci as de medicina e fiquei orgulhoso de ver quão atuantes e ciosas são de suas responsabilidades sociais. Aliás, prezados, o que diz o artigo 1º  de nossa Lei 5.194/66? .... que as nossas profissões "são de interesse social". Trabalhemos, pois, para fortalecer nossas entidades de classe.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 9 maio 2017 às 11:10

Manoel e colegas,

A participação é fundamental para a valorização profissional.

Temos aí um dilema: a participação não garante a valorização profissional mas a falta de participação garante a desvalorização profissional!

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 9 maio 2017 às 10:55

Pois é pessoal!. Associações,... defesa de um grupo de reais interessados em salvaguardar seus interesses, e ou então melhorar sua capacitação!. Aliás, com esta situação atual, se não houver interesse de classes, com força de mudanças, nada vai acontecer!. Podemos começar por ai!... Participar das Associações Regionais dos Profissionais da Engenharia Agronômica!. "Uma andorinha, sozinha, não faz verão!".

Comentário de Gilberto Fugimoto em 9 maio 2017 às 10:11

Prezados,

Concordo com a previsão de que as Associações de Engenheiros Agrônomos sejam responsáveis, através de convênios com universidades, por cursos de pós-graduação. Seria um excelente incentivo de fortalecimento da categoria e um caminho para atualização dos profissionais.

abraços

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 9 maio 2017 às 9:54

Bom dia colegas, prezado Dr Paulo, partilho plenamente destas suas ideias!. Considero suas colocações como boas instruções a classe em desenvolvimento!. Ciente da proliferação mais econômica que educativa, e de interesses obscuros do fracionamento das especialidades da formação de Engenheiros Agrônomos!. Mas por favor, diminua seus textos, ou poucos se atentarão em ler, mesmo sendo de bons préstimos!. O que precisamos é que o Ministério da Educação, Secretarias da Educação, não deixe que se criem Faculdades e Universidades, sem preservar o mínimo da base de um conteúdo necessária a competência dos nossos jóvens aprendizes!. Na ampla idoneidade!

Comentário de Paulo Roberto da Silva em 8 maio 2017 às 20:04

Prezado Fugimoto.

 Para aqueles que ainda não se formaram a situação será a mesma, ou seja, o currículo da agronomia deverá constar matérias específicas de paisagismo, o que lhe garantirá o exercício da atividade. Caso o curso de agronomia não contemple isso, sob alegação de que não é possível inserir mais matérias naquela carga de 4.000 horas, o aluno poderá inclui-las no seu rol de matérias, buscando-as dos cursos de pós-graduação. E veja que as regulamentações da Educação Superior, que inseriram o novo conceito de Formação em Ciclos, principalmente nas engenharias e agronomia, permitem que o aluno curse paralelamente aos dois últimos anos da graduação, qualquer outra disciplina da pós-graduação para fins de complementação de um campo de conhecimento.

Assim, por exemplo, se um estudante de agronomia quer ampliar seus conhecimentos na área florestal, poderá pedir um pacote de uma, duas ou mais disciplinas de Tecnologia da Madeira ou outra especialidade. Ele terá o diploma de Engenheiro Agrônomo acrescido daquelas disciplinas que o habilitarão, junto ao Crea, obter as atribuições na área de tecnologia da madeira que hoje, pela legislação antiga seria privativo apenas do engenheiro florestal.  

Este é o caminho para quem ainda é estudante pois, para os já formados, há os cursos de especialização. E nesse campo das especializações, defendi junto ao Confea que regulamentasse e apoiasse as entidades de classe a ficarem responsáveis por eles em convênios com universidades. Infelizmente, a atual gestão do Confea não deu continuidade ao Projeto de Fortalecimento das Entidades de Classe que ali coordenei até o ano de 2011 ou 12. 

Já pensou que maravilha seria se assim fosse? Imagine: Georreferenciamento, coisa bem atual. Para um profissional se habilitar ao exercício dessa atividade, teria que presentar um certificado de conclusão de especialização. E quem daria as coordenadas, o conteúdo desse curso de especialização? Seria a associação de classe que, para tanto, buscaria um convênio com qualquer faculdade. De posse do certificado, expedido pela faculdade e autenticado pela associação de classe, o Crea estenderia as atribuições do profissional para aquela nova  especialidade.

Preste atenção, Gilberto e veja: se esta metodologia fosse implantada, ACABAR-SE-IAM as proliferações de novos cursos de graduação.  É muito mais fácil você ministrar uma especialização presencial ou semi-presencial para engenheiro, que nem precisam deixar suas atividades ou emprego, e obter o certificado em seis meses do que criar um novo curso de 4 ou 5 anos de graduação.

Quer dois exemplos? Medicina e Direito. Na medicina não existe o curso de graduação de medicina cardiológica ou outra especialidade. Existe apenas o curso de graduação de Medicina e o profissional é o Médico. Quer ser cardiologista? Matricule-se na pós-graduação (ou residência médica). E seu registro profissional, depois de recebido o certificado de conclusão da especialização, será Médico- Especialista em Cardiologia e para exercê-la, tem que ser registrado na Associação Brasileira de Cardiologia, E quem controla esses cursos de pós- graduação? São o CFM, a AMB e o MEC. Os três juntos formam a chamada Comissão Interministerial. Esta é quem decide qual, quantos e onde serão ministradas as novas especializações.

 Sabe por que não existe médico com o título de especialista em cabelo/calvice? Nehum... e se algum deles se apresentar como tal, o CFM vai em cima e cassa sua licença por apresentar-se como especialista em área não aprovada pela AMB.

Veja que nesse caso da medicina, o Conselho Federal de Medicina e o MEC são parceiros e esses dois não podem iniciar  ou autorizar nenhuma nova especialidade sem que a demanda tenha sido indiada e aprovada pela Associação Médica Brasileira- AMB

Transponha isso para as engenharias, Gilberto, e veja que passo gigantesco daríamos para cercear a criação de novos cursos que subdividem, injustificadamente, as engenharias e a agronomia. Trabalhei três anos no MEC na Coordenação de Residência Medica e também nessa Comissão tripartite- CFM/AMB/MEC. Funciona maravilhosamente e as associações de classe da área médica coordenam, em parceria com universidades a oferta dos cursos de especialização. Por isso são altamente fortalecidas, financeira e politicamente. Era o que eu desejava e defendia para nós do sistema Confea/Crea. Cheguei a sensibilizar os dirigentes do MEC, de onde saí e fui assessorar o Confea. Mas, como lhe disse faltou apoio após encerramento do mandato do então presidente Marco Túlio, que era um dos entusiastas do projeto que apresentei.  

Sim, Gilberto, sempre lutei e tenho lutado em favor de nossa classe, mas infelizmente, ainda não encontramos uma união como as das associações médicas , tanto a nacional com as de especialidades, que se uniram peitaram o MEC e definiram:  “Nós os médicos, somos quem dvemos dizer ao MEC e ao CFM quais são as novas especialidades que o país precisa e não as faculdades que tem interesse apenas didático”.  Por que nossas associações de classe não lutam pela mesma coisa que els da medicina conseguiram: ... O controle sobre a oferta de cursos de especialidades, quais, quantas e onde.... É uma forma de regular a oferta de profissionais no mercado de trabalho E mais...,  talvez o mais importante... Fiscalizar a qualidade dos formandos (exame de ordem), já que a Constituição Federal não nos permite fiscalizar escolas, fiscalizemos a qualidade dos formandos como o fazem a OAB, com seu Exame de Ordem e o a Medicina com seu Exame de Proficiência....

Se desejar mais informações  podemos falar via e-mail, WhatsApp ou outro meio, de modo a não perturbarmos esta lista.

Um abraço

Comentário de Paulo Roberto da Silva em 8 maio 2017 às 14:15

O colega Manoel Sant´Anna está mais que certo. Direito adquirido é inviolável. E mais certo ainda quando diz: 

" Se não apliquei toda matéria desta competência, talvez ainda a exerça em uma oportunidade!. Para isto é só reciclar, ampliar, exercitar e estudar, então se for habilidoso, exercer!."

O que se faz agora nada mais é do que criar cursos complementares, de especialização, abertos a quem já tem atribuições, mas não tem conhecimento suficiente e deseja se reciclar como dito pelo Manoel. Portanto, não prejudica a ninguém, apenas se deseja uma maior especialização, ampliando os conhecimentos. É o nosso caso, Manoel, seu, de 1975 e meu de 1967, anos em que nos formamos. Não, nem haverá lei que impeça os direitos adquiridos. Tem se a atribuição? Ponto final... exercite-a. Isto é o que nos garante

Agora, por outro lado, os avanços da ciência e da tecnologia seguem velozmente e é evidente que precisaremos, cada um de nós, formados há mais tempo, nos reciclar como bem disse o colega.  Um abraço

Comentário de Gilberto Fugimoto em 8 maio 2017 às 13:35

Muito bem Manoel,

No caso a defesa da Agronomia se propõe a alcançar mesmo aqueles que ainda não se formaram.

Daí o debate em torno do direito futuro ao exercício do paisagismo!

abraços

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 8 maio 2017 às 11:11

Bom dia Colegas, um debate ( ou duelo), normalmente entre nobres de mesma casta, se reconhece os valores e o respeito pela ordem do debate, existindo honra tanto ao vencedor, como dignidade ao perdedor!. Quanto a questão do exercício da nossa profissão, quando me formei em 1.975, as atribuições a mim concebida, são direitos adquiridos, dos quais não abro mão!. Se não apliquei toda matéria desta competência, talvez ainda a exerça em uma oportunidade!. Para isto é só reciclar, ampliar, exercitar e estudar, então se for habilidoso, exercer!.

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