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Agronomia e as Eleições no Sistema CONFEA CREA 2017

Eleições no Sistema Confea Crea

Um breve panorama das eleições nos estados para a presidência dos Creas, mostra a baixa participação dos profissionais registrados a despeito de sua importância na valorização profissional. 

A despeito do desinteresse dos profissionais, a importância política das eleições se revela no complexo quadro político nacional onde engenheiros agrônomos e entidades disputam a representatividade da categoria. 

Disputa Federal em SP

Talvez a disputa mais complexa venha do estado economicamente mais importante. Após a cassação de Francisco Kurimori, presidente do Crea eleito com 76% dos votos, assumiu o cargo Vinicius Marinelli, sobrinho do então presidente do CONFEA, José Tadeu. A reviravolta na disputa se deu com o racha entre tio e sobrinho com ambos disputando as eleições à presidência do CREA-SP. Também concorria ao cargo o engenheiro agrônomo José Eduardo de Paula Alonso, ex-presidente do Crea-SP, e presidente licenciado da poderosa FAEASP - Federação das Associações de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado SP. A vitória de Vinicius Marineli marca o afastamento de Tadeu do Sistema Confea Crea.

As apurações apontam para o seguinte resultado:

  1. Vinicius Marineli - 6.381
  2. José Eduardo de Paula Alonso - 3.309
  3. José Tadeu - 2.034
  4. Francisco Carvalho - 576

e outros

Tensão no PR

A Agronomia do Paraná montou um projeto de mudanças para o Sistema CONFEA / CREA / MÚTUA. Quando tudo se encaminhava para a unificação da posição das 19 entidades em torno do projeto alguns expoentes da Agronomia trabalharam contra promovendo uma cisão e apoiando o candidato que acabou eleito. O que mostra a importância e dificuldade da tarefa em se conseguir unidade de ação. Representantes da Agronomia estadual criticaram a postura divisionista de algumas lideranças: "O pior de tudo é que estes expoentes da Agronomia não querem saber de assumir as Entidades Regionais nem a Estadual pois estas entidades não tem dinheiro para nada, ao contrário do Sistema CONFEA/CREA".

No Paraná a apuração encontrou o seguinte resultado

  1. Ricardo - 3.046 votos
  2. Nelson - 1.419
  3. Benoliel - 332

Divisão em SC

Em Santa Catarina, dos quatro candidatos, três eram Engenheiros Agrônomos, mostrando uma divisão da categoria. A eleição foi vencida pelo Engenheiro Agrônomo Ari Neumann, atual chefe de gabinete do presidente do CREA-SC.

Comentários de lideranças apontam que os quatro candidatos de oposição dividiram os votos e sofreram pelo uso da máquina, que envolvia partidos políticos e até um grupo empresarial. A votação no PR ficou assim totalizada:

  1. Ari 1.886 
  2. Paiva 1275 
  3. Júlio 1260 
  4. Celso 689 
  5. Leonel 98

Apuração paralisada no ES

No Espírito Santo Sete candidatos disputaram a presidência. A campanha disputada e tensa entre a oposição e o candidato do atual presidente, Helder Carnielli, que apoia o engenheiro agrônomo Geraldo Ferregueti. No processo de apuração 3 urnas foram questionadas e a apuração foi paralisada. 

  

Novidades no MA

Novidades e promessas surgiram. É o caso da candidatura da Engenheira Agrônoma Rita de Cássia à presidência do CREA-MA. Novidade na política profissional daquele estado, disputou uma campanha com recursos mínimos lançando mão das redes sociais e articulação com outras categorias.  O resultado do esforço foi alcançar o 3º lugar entre 7 concorrentes ao cargo. 

1 Eng. Eletricista Berilo Macedo 582 votos
2 Eng.Civil Vilson 334 votos
3 Eng. Agrônoma Rita de Cássia 206 votos
4 Eng. Civil Paulo 114 votos
5 Eng. Mecanico Walter 91 votos
6 Eng. Rogerio 91votos
7 Eng. Civil Eufrazio 44

Reeleições nos Estados

Outros engenheiros agrônomos conseguiram a reeleição como Francisco Almeida em GO (com 59% em apuração não finalizada), Arício Resende em SE (65% dos votos), Carminda no AC (56%).

E você, participou? 

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Comentário de Gilberto Fugimoto em 18 dezembro 2017 às 21:07

Indignação

Em janeiro, quando chegar o boleto do Crea, vem a onda de indignação!

Meia dúzia de postagens indignadas, esse é o máximo de atitude média que vemos das categorias profissionais.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 18 dezembro 2017 às 16:39

Sem dúvida!. Boa tarde!. Mais uma vez presenciei a força de quem tem a máquina do poder nas mãos, conduzindo o eleitorado, com promessas que sabemos não conseguem cumprir!. Mas decepcionei, pelo desinteresse da classe da Engenharia Agronômica, no pleito!. O que demonstra o quanto somos aculturados!.

Enfim quem sabe na próxima tenhamos maior representatividade, pelo menos para votar!.

abraços a todos e um Natal harmonioso em suas família, e que 2.018 se consagre por mudanças para melhor!.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 18 dezembro 2017 às 0:16
Infelizmente a participação no geral não somente de engenheiros agrônomos, mas de todos os profissionais do sistema CONFEA CREA foi muito baixa. Cerca de 10% dos inscritos.

O mais impressionante é que muitas pessoas que criticam e descem a lenha no sistema CONFEA CREA, no momento de externar a possibilidade de mudanças se omitem e não vão votar... Aí ficam mais 3 anos falando e reclamando que nada muda.

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