Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Nos dias atuais, o mundo encontra-se em rápido processo de transição da sociedade industrial para a sociedade da informação, considerada por muitos como uma revolução em escala bem maior e global e de ciclo bem menor que o experimentado pela revolução industrial. Neste processo de transição, a informação tem sido apontada como a principal fonte do poder, em substituição ao capital, principal fonte de poder da sociedade industrial. Também as empresas estão passando por um processo drástico e rápido de reorientação e reestruturação, visando sempre buscar respostas para satisfazer as necessidades e expectativas dessa nova sociedade.

A principal fonte provedora desta mudança tem sido o intenso emprego do recurso informação, associado às tecnologias facilitadoras de coleta, processamento, armazenamento e disseminação, conhecidas como Tecnologias da Informação (TI). Cada vez mais, as empresas têm recorrido a esta tecnologia para a adequação de seus empreendimentos ao novo formato de operação exigida pelo mercado nacional e internacional.

Neste contexto, as atividades agrícolas deixam de ser uma mera fazenda para se tornarem uma empresa agrícola, exigindo um controle mais eficiente. Entretanto, as empresas buscam não somente um sistema de gestão informatizado, mas profissionais competentes para supervisionar ou coordenar resultados desejados.

O agrônomo do futuro surge não somente para atender essa nova demanda, mas também para quebra de alguns paradigmas. Além de deter conhecimentos em Ciências Agrárias passa a necessidade de complementar sua formação em Tecnologia da Informação.

No Brasil, as principais limitações identificadas para informatização de empresas rurais foram:

  • idade média avançada dos empresários rurais;
  • baixo nível de escolaridade (educação formal);
  • migração dos filhos para outras atividades nas cidades;
  • falta de recursos financeiros para aquisição de equipamentos, material de informática e treinamento de pessoal;
  • precariedade ou ausência dos serviços de telefonia e energia elétrica;
  • ausência de provedores de acesso à Internet.

Dentre as restrições para informatização de cooperativas agropecuárias, foram identificadas:

  • falta de visão administrativa dos dirigentes de cooperativas;
  • ausência de recursos humanos qualificados para uso da informática;
  • sucateamento dos equipamentos de informática, falta de recursos financeiros para atualização dos equipamentos e treinamento de pessoal para uso da informática;
  • precariedade dos serviços de telefonia e provedoras para uso da internet;
  • ausência de serviços para manutenção de equipamentos de informática.

Em que pese o rápido desenvolvimento da informática, com equipamentos e softwares cada vez mais eficientes e acessíveis em termos de preços, as limitações do seu emprego nas fazendas e cooperativas agropecuárias encontram-se na falta de profissionais da área de suporte, principalmente nas pequenas e médias cidades e no meio rural, em geral.

Com certeza, os empresários rurais, cooperativas agropecuárias e outros que não fizerem uso da tecnologia com implicação de sistemas de gestão de seu interesse estarão desprovidos de um recurso importante no contexto atual de mudanças, em que a falta de um controle eficiente para tomada de decisão assertiva, implicará na sua marginalização neste mercado competitivo.

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Comentário de Ingo André Haberle em 17 julho 2012 às 20:42

tENHO INTERESSE EM TER MAIS INFORMAÇÕES

tEL- (021) 2410-1221 OU 8124-5520

ANDRE.ECOLOGIA@GMAIL.COM

Comentário de Alder Minatel em 17 julho 2012 às 10:15

Amigo Francisco Cezar Dias, discordo do seu comentário em que vc relata que um Sistema de Gestão Informatizado é uma ferramenta somente para complementar a produção.

A aplicação da Tecnologia de Informação vem para unificar diversas áreas dentro de um ambiente empresarial, a sua complexidade envolve setor de RH, Financeiro, Compras, Estoque, Produção, Logística e vários outros módulos.

Com relação ao empenho desse novo engenheiro agrônomo que me refiro, é na gestão da tecnologia da informação, ou seja, planejar e implementar um sistema mais adequado, estruturar os dados necessários para os processos de decisões gerenciais, dentre outros.

Conversei com alguns profissionais da área de T.I. e ressaltam da limitação de manuseio de um sistema devido à falta de profissionais com conhecimento necessário, onerando os custos pós-implantação. O engenheiro agrônomo agredando seu conhecimento na área de Tecnologia da Informação terá uma participação fundamental na obtenção de resultados desejados, podendo seguir o velho ditado: "Gastar menos e ganhar mais" ou de uma maneira mais formal: "minimização dos gastos e maximização dos lucros".

Comentário de antonio floriano peixoto em 17 julho 2012 às 9:01

bom  artigo este companheiro, vale lembar que existe estados como Paraná e Santa Catarina em que temos vários colegas trabalhando com tecnologia de informação em cultivos em que se adota a agricultura de precisão.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 16 julho 2012 às 23:37

Alder, gestão é uma ferramenta para complementar a produção. É muito difícil (não impossível) para um Engenheiro Agrônomo desempenhar um bom papel nas duas atividades, uma vez que, ambas exigem dedicação exclusiva.

Se o Engenheiro Agrônomo conhecer e incentivar a Informatização, já será um tremendo caminho andado.

Comentário de Alder Minatel em 16 julho 2012 às 23:12

Os recursos tecnológicos como forma de atingir melhor custo/benefício e proporcionar racionalização dos recursos naturais e do uso dos produtos químicos resultam em boas práticas agrícolas que tendem para auto-sustentabilidade.

O engenheiro agrônomo voltado para área de tecnologia terá um papel fundamental para o crescimento e desenvolvimento do agronégocio e, consequentemente, maior participação do fortalecimento das atividades agropecuárias

No entanto, a participação de órgãos públicos e privados são de suma importância para formação desses novos profissionais a fim de fomentar a carência desse profissional no mercado de trabalho.

Pelas pesquisas que realizei em inúmeras fontes confiáveis, acredito muito no sucesso desse "novo engenheiro agrônomo", inclusive já estou buscando em complementar minha profissão cursando Gestão em Tecnologia da Informação.

Gostaria muito da opinião de todos integrandes desta rede para que eu possa somar ainda mais sugestões para uma melhor orientação.

Muito obrigado!

Comentário de Álvaro Arruda em 16 julho 2012 às 22:55

Muito bacana as atualizações Viva a Agronomia!

Comentário de Gilberto Fugimoto em 16 julho 2012 às 21:50

Ótima intervenção Francisco,

Como sempre o menor dos problemas é o tecnológico.

A questão reside em como mudar uma cultura empresarial que vive num ciclo vicioso que economiza onde não deve e gasta onde não pode.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 16 julho 2012 às 20:21

Não discordo de você, meu amigo.

Complemento dizendo que o Empresário já está buscando alternativas, uma vez que, não possue competência para ser eficiente na atividade. Então, delega responsabilidades e necessita de informações organizadas para comandar o negócio.

Em que pese isto, não está disposto a gastar para ter uma ferramenta de gestão (o chamado mal do empresário brasileiro) eficiente, então esmola para conseguir algo razoável, muito aquém das suas necessidades.

Existem mais motivos para explicar porque parte do agronegócio não decola em relação a softwares.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 16 julho 2012 às 18:14

Um postagem que indaga quais são os desafios e possibilidades da informatica na agricultura e como ferramenta e campo de trabalho para o engenheiro agrônomo.

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