Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Caros colegas e em específico os interessados em PAISAGISMO. Venho aqui atentar que a AEASP- Associação dos Engenheiros Agrônomos do ESP, lançou no JEA 293, uma matéria sobre paisagismo, entrevistando diversos colegas que atuam na área. A matéria mostra assim diferentes pontos de vista sobre o assunto. Pessoalmente me preocupo com a questão da ‘história do paisagismo no Brasil’ e solicitei à Diretoria da AEASP que publicasse no FACE da AEASP, minha entrevista completa, que contém observações adicionais sobre o histórico. Penso que os colegas mais jovens deveriam se interessar sobre esse aspecto, o histórico, e produzir documentos a respeito inclusive trabalhos de mestrado. Futuramente acrescentarei nesse blog, alguns itens adicionais. O LINK da revista JEA 293 é http://www.aeasp.org.br/jea/jea_293.pdf e o LINK da minha entrevista completa é: http://www.aeasp.org.br/noticias.asp?CodNoticia=MTA3Mzk=

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 março 2017 às 11:19

O PROJETO DE UM JARDIM

O projeto de um jardim é mais fácil do que eu imaginava. Consultando no Google, com as palavras-chave 'garden design' e a ajuda do seu irmão gêmeo Tradutor, encontrei este site, www.sucessfulgardendesign.com, que quer dizer o seguinte: projeto-bem-sucedido-do-jardim. Ele lista sete princípios (forma, proporção, movimento, pontos focais, equilíbrio, repetição e simplicidade), quase todos exemplificados por apenas 3 rascunhos ou esboços que reproduzo abaixo.

Ele começa dizendo que o projeto de um jardim é basicamente a organização do 'espaço' criado com massas e vazios. Massas são plantas e objetos e vazios são gramados e pátios, pisos, calçadas, áreas impermeáveis e com pedras britadas. A FORMA pode ser um círculo ou retângulo, mas as áreas 'livres' (gramado e calçadas) devem ser maiores (cerca de 2/3 ou 70% da área) que as de jardim (1/3 ou 30%). Esta é a PROPORÇÃO ideal. Não se refere apenas à forma, mas a todo objeto que você acrescentar. Ao inserir uma pérgola, ela deve estar em proporção com tudo que estiver ao seu redor e, também, com a altura das pessoas que vão frequentar o jardim. Sugere que se crie primeiro a forma e, depois, embeleze o desenho com plantas e objetos.

Observe como o esboço A com a forma de círculo, se fundido com a parte superior do B, formado por apenas um retângulo, atenderia ao projeto do jardim do quintal antes abandonado de que falamos.

Em seguida devemos pensar no MOVIMENTO, ou o traçado imaginário das pessoas ao visitarem o jardim, representado pelas setas em vermelho. Até num jardim longo e estreito, a colocação de plantas nas laterais em pontos estratégicos, pode proporcionar o zigue-zague que vai aumentar o interesse pela paisagem e, num jardim pequeno, o tornará maior. Interessante é que as Formas criam Movimento. Os círculos, p.ex., são excelentes para criar movimento, porque nossos olhos naturalmente seguem o formato arredondado do jardim e, também, tornam os espaços mais amplos (lembrei-me de novo do quintal ajardinado).

Os PONTOS FOCAIS são truques inteligentes que você usa para destacar o Movimento e criar uma atração extra ao jardim. No croqui abaixo, são indicados por PF e pelas setas amarelas, mas não precisam ser tão numerosos. Podem ser um banco de jardim (vide a figura C e o nosso quintal anterior), uma área de estar, um jarro, uma estátua, um pequeno lago, pérgola, etc. O caminho para os pontos focais é quase sempre uma passarela.

O EQUILÍBRIO é fundamental, desde o primeiro esboço. Veja, p.ex., como na Forma de círculos, o maior deles, localizado na base, se equilibra com os dois de cima, de tamanhos menores. O equilíbrio deve ser atendido, algumas vezes, dividindo-se a paisagem ao meio por um eixo vertical; se colocamos uma árvore adulta no lado esquerdo, no da direita, podemos imaginar umas três de tamanho menor, para manter o equilíbrio (imagine os pratos de uma balança).

A REPETIÇÃO de elementos do projeto no jardim também é importante, e colabora com a sensação de Equilíbrio e harmonia. Ela também ajuda o Movimento, quando nossos olhos vão de um lugar para o outro. Ela pode ocorrer com formas, materiais ou plantas.

Por fim a SIMPLICIDADE. Os melhores jardins são sempre simples em seu projeto. Eles podem até ficar cheios de feições (objetos) e contar com sofisticados esquemas de plantio mas, acima de tudo, o projeto em si deve ser simples.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 março 2017 às 18:09

REFORÇANDO OS PRINCÍPIOS DO PAISAGISMO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 março 2017 às 15:45

O QUE TORNA UM LUGAR AGRADÁVEL

Me parece que aqui está a essência do Paisagismo: tornar um lugar agradável. Veja as fotos do quintal abandonado que se transformou num local de lazer. A figura abaixo foi tomada de um trabalho da FAO selecionado pelo Rodolfo. Porque a abóbora se transformou em carruagem:

1 - SOCIABILIDADE. O local passou a disponibilizar um recanto para o convívio da família.

2 - USOS E ATIVIDADES. Antes abandonado, o gramado pode servir agora a um pique-nique, um lugar para uma pelada (mulher não, bola) e contem bancos para leitura e lazer.

3 - ACESSO E LIGAÇÕES. Por ser uma propriedade privada, não ficou muito visível esta função, mas agora tem-se acesso aos bancos, canteiros e gramado.

4 - CONFORTO E IMAGEM. A família tem agora 2 bancos para sentar no jardim e canteiros de arbustos e plantas para se deleitar. A imagem do quintal ficou bem mais agradável.

Comentário de Rodolfo Geiser em 23 março 2017 às 15:50

José Luiz, obrigado. Necessito um tempo. Estou encrencado aqui com diversos assuntos. Vou reler com calma e dentro de uns dias comento...Mas continue escrevendo...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 23 março 2017 às 14:44

PRIMEIRA AULA PRÁTICA

Como aconteceu na última Copa do Mundo de Futebol, aqui no Brasil, embora tetraplégico no assunto, permitam-me (com toda aquela armadura ortopédica) dar o chute inicial, não como Professor, mas como aluno interessado. Assim como o ensino da Hidráulica só é efetivo quando se mexe com a água, em Paisagismo, penso, temos de ter uma figura para exemplo. Na falta de outra, vamos usar aquela mesmo do cantinho abandonado de um quintal.

Como eu mesmo sugeri, vamos abordar alguns princípios, tais como:  unidade, cores, linha, forma, textura, escala, simetria, simplicidade e variedade. Mas, antes de começar, deixe eu dizer o que mais me chamou a atenção nessa transformação da paisagem. Foi o espírito do lugar, que passou de uma área sem atrativo, para o palco chamativo de lazer contemplativo, onde a família poderá, agora, se sentar naqueles 2 banquinhos e observar o gramado, as plantas, borboletas, libélulas e passarinhos que passarão a visitar, também, o local.

1) UNIDADE. A repetição de plantas, reunião de diferentes elementos da paisagem para criar um todo e o seu caráter (altura, tamanho, textura, cores e temas), formam a unidade. É um conceito um tanto abstrato, mas fácil de entender.

2) CORES. As vivas, como o vermelho, amarelo e laranja fazem o local parecer mais perto de você, ao contrário das frias, como o verde, azul e pasteis. Podem ser usadas também para direcionar a sua atenção para uma área específica do jardim. Na figura, prevalece o verde da grama, dos arbustos, e o marrom dos 2 arbustos, à esquerda e ao fundo. A do muro, também

3) LINHA. As 3 linhas predominantes são as dos eixos X, Y e Z formadas pelo encontro do piso com o muro e com a parede da casa. Além da linha circular, orientada pela disposição dos bancos, uma outra, só se houvesse um caminho traçado deste local para algum elemento localizado à direita.

4) FORMA. As formas predominantes são o retângulo do quintal e dos canteiros, e a do círculo contornando os dois bancos. Pode-se considerar, ainda, a forma das plantas que, na figura do 'depois' tem destaque a forma triangular do primeiro arbusto da lateral esquerda.

5) TEXTURA. Tem a ver com o tamanho e aspereza das plantas, largura das folhas, altura da grama e sombra (áreas claras e escuras). Na figura se destacam a textura da grama e a dos arbustos e plantas mais rasteiras.

6) ESCALA. Refere-se à proporção dos elementos da paisagem. Na minha opinião, o muro da esquerda, ao baixar um pouco de altura, apresentou mais harmonia (se enquadrou melhor na escala ideal) do que o painel de madeira à direita que cobriu o portão com grade, que parece ter aumentado de tamanho.

7) SIMETRIA. Também chamado de balanço, é a comparação da paisagem dividida ao meio verticalmente (no caso, pelo eixo vertical ou dos Z, no encontro do muro e parede). Ela pode ser simétrica, quando os elementos se repetem, ou assimétrica, que é o caso.

8) SIMPLICIDADE. A paisagem é simples, quando escolhemos apenas duas ou três espécies de plantas e as repetimos em todo o jardim, sem muita decoração. É o que se verifica neste caso.

9) VARIEDADE. Sem perder a simplicidade, a variedade (de espécies e elementos decorativos) torna o local menos monótono. Vemos que apenas com 3 ou 4 tipos de plantas e 2 bancos dão uma configuração variável na paisagem.

Espero não ter esgotado o assunto, Rodolfo. Dei a minha opinião de aluno. Me corrija onde for necessário, por favor.

Comentário de Rodolfo Geiser em 23 março 2017 às 14:01

Gilberto, OBRIGADO por acertar... abr

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 23 março 2017 às 13:24

Boa tarde colegas, espero que esta tremedeira do meu mouse, que provoquei mudança na formatação, não seja início de mal de parkinson!. Descupe-me!.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 23 março 2017 às 10:54

O ENCANTO DA ARQUITETURA PAISAGÍSTICA

Eu sempre ouvi dizer que só existe uma obra de engenharia mais complexa do que a de um grande projeto de irrigação, que seria a de uma grande hidrelétrica. Mas, agora que passei a me interessar pela irrigação de jardins, estou chegando à conclusão de que a Arquitetura Paisagística e o projeto de um grande jardim ou praça pública, é bem mais.

Acabei de anotar de um site estrangeiro sobre paisagismo, que as disciplinas envolvidas na empreitada são: Botânica, Horticultura, Artes plásticas, Arquitetura, Desenho industrial, Geologia, Ciências da Terra, Psicologia ambiental, Geografia e Ecologia.

Tomei como referência um simples cantinho de um velho quintal e como ele se transformou (lembrei-me até daquele conto infantil da Cinderela, quando uma abóbora puxada por ratos se transforma numa linda carruagem e belos cavalos) com alguns toques e pouco dinheiro.

Se é a nossa intenção (do Rodolfo, minha e do Manoel) conclamar os jovens colegas para essa promissora área de trabalho, sendo todos nós Engenheiros Agrônomos, nada melhor do que usar aquele tipo de isca em que o inseto é atraído pela doçura do substrato e acaba sendo preso. Este é o objetivo dessa simples imagem, do antes e depois.

Resta à você, Rodolfo, que é o Papa no assunto, destacar para nós, o que podemos observar nessas figuras, de alguns dos princípios do Paisagismo: unidade, cores, linha, forma, textura, escala, simetria, simplicidade e variedade.

P.S. Achei sim, Rodolfo, e já copiei para o Word pra não perder o seu belo texto.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 23 março 2017 às 10:51

Prezados,

Vejo que uma postagem do colega Manoel José Sant'Anna gerou um espaço em branco desproporcional que não consegui eliminar. A solução foi copiar a postagem dele e inclui-la aqui para que não se perca o registro e eliminar a original que está causando esta desconfiguração.

As demais postagens estão acessíveis ao final da página em forma de páginas seguintes.

Manoel, desde já agradeço a compreensão!

Comentário de Rodolfo Geiser em 23 março 2017 às 8:42

José Luiz, bom dia, Achou as demais 38? Como escrevi estão  na parte branca até o final que estão lá, desta MESMA PAGINA... . Mas POR FAVOR me retorne. Penso que o Gilberto deve corrigir isso... Não sei o que aconteceu...

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