Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Caros colegas e em específico os interessados em PAISAGISMO. Venho aqui atentar que a AEASP- Associação dos Engenheiros Agrônomos do ESP, lançou no JEA 293, uma matéria sobre paisagismo, entrevistando diversos colegas que atuam na área. A matéria mostra assim diferentes pontos de vista sobre o assunto. Pessoalmente me preocupo com a questão da ‘história do paisagismo no Brasil’ e solicitei à Diretoria da AEASP que publicasse no FACE da AEASP, minha entrevista completa, que contém observações adicionais sobre o histórico. Penso que os colegas mais jovens deveriam se interessar sobre esse aspecto, o histórico, e produzir documentos a respeito inclusive trabalhos de mestrado. Futuramente acrescentarei nesse blog, alguns itens adicionais. O LINK da revista JEA 293 é http://www.aeasp.org.br/jea/jea_293.pdf e o LINK da minha entrevista completa é: http://www.aeasp.org.br/noticias.asp?CodNoticia=MTA3Mzk=

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 março 2017 às 14:54

Rodolfo,

De todos os tópicos abordados na sua bela aula de paisagismo, o que mais me impressionou é que a escolha das plantas é um dos últimos itens a serem considerados no Projeto. É isso mesmo ?

No meu entender, para a aula ser completa, só faltava um exemplo real com figuras e desenhos. Selecionei alguns, esparsamente. Da esquerda para a direita: a) hierarquização vertical; b) largura mínima de calçadas; c) espaçamento variável com a largura da via; e d) altura da base da copa das árvores.

Se o projeto é tão caro, estranhei também não considerar a irrigação 'obrigatória'. Se considerarmos essa prática, acho que as plantas e sua localização não poderiam ser um dos últimos itens, pois existem as chamadas Hidrozonas, áreas do jardim onde devem ser agrupadas as espécies com dadas características de necessidades hídricas, para fins de zoneamento.

E parabéns pelo resumo.

Comentário de Rodolfo Geiser em 21 março 2017 às 11:56

Gilberto. Grato, Talvez devamos continuar neste BLOG o debate. Havendo algo a incluir, fazemos pequena revisão e abrimos outro BLOG ou colocamos no Grupo Paisagismo. Eu mesmo já acrescentei 4 palavras no texto inicial do meu texto em word. abraço

Comentário de Gilberto Fugimoto em 21 março 2017 às 11:17

Rodolfo e colegas,

Existe um Grupo de Paisagismo na REde Agronomia: Paisagismo

Mas acho que ainda há espaço para debate neste blog. 

Esta última postagem do Rodolfo, merecia uma blog a parte ou uma postagem no Grupo acima.

abração

Comentário de Rodolfo Geiser em 21 março 2017 às 9:12

José Luiz Viana e todos colegas interessados em Paisagismo. Diante da sua convocação venho aqui colaborar com alguma informação sobre Elaboração de Projetos de Paisagismo. Somente itemizadas com breves comentários. Eis:

UMA MANEIRA DE SE PENSAR UM PROJETO DE PAISAGISMO. Um rascunho e roteiro com notas esparsas.

Rodolfo Geiser.

Atenção para Jardins e Parques, onde a escala de se pensar é o metro quadrado. Modelo de pensar. Palavras chave. Desculpem-me, mas é um modelo de pensar e muitos podem achar tudo óbvio... Aqui se propõe uma ordenação dos trabalhos de projeto. Um rascunho itemizado. Sujeito a revisões, ordenação, acréscimos e alterações, bem como a desdobramentos.

1°.- Recomendação. CONHECIMENTO DE DESENHO EM ESCALA.  Desenhar em prancheta. O projeto de paisagismo é similar ao de arquitetura de uma residência ou qualquer edificação. Regra geral faz-se uma ‘planta baixa’ ou um desenho como se fosse em nível do terreno. Cabem cortes e fachadas elucidativos também em escala. Jardins em terrenos de 500 a 1000 m2 podem ser desenhados na escala de 1:100 à 1:200. Um parque de 20 hectares, na escala 1:1000, cabendo detalhes de esclarecimento em escalas tipo 1:500 à 1:200 e 1:100. Degraus, pérgulas, piscinas, podem ser desenhados nas escala 1:50 à 1:10. NOTA.- Existem programas ‘soft’ para computador. Entretanto, na presente metodologia recomenda-se a prancheta mesmo. Dominar o escalímetro, esquadros, compasso, régua paralela... Ter prazer em desenhar.

FASE DE ANÁLISE do terreno. Levantamento de dados.

2°.- LEVANTAMENTOS PLANI ALTIMETRICOS CADASTRAIS. Conhecer detalhadamente o terreno. Em base ao trabalho de um topógrafo. Em termos plani-altimétricos. Locação da edificação : suas portas, janelas e usos internos (sala, dormitórios, cozinhas, ...). O cadastro inclui tudo o que já existe ou será construído: postes, infraestrutura aérea e subterrânea (água, esgoto, fiação elétrica,...), equipamentos e árvores existentes a preservar. Tais dados devem ser exigidos ao cliente ou cobrados à parte.

2.1. Fundamental: direção do Norte: base para saber a insolação durante o dia, tanto em beneficio do homem que irá viver no local (VIDE item ... abaixo), quanto às exigências de espécies vegetais. Um professor de paisagismo tem o direito de dar ZERO ao aluno, diante do mais belo desenho, se não estiver inclusa a direção do Norte no desenho.

3°.- CLIENTE E ESCOPO DO TRABALHO. O cliente deve mencionar tudo aquilo que deseja ou não na obra. Desde equipamentos à espécies vegetais. Quer horta doméstica? ...

4°.- VISTORIA DO LOCAL. Com o levantamento em mãos vamos ao terreno efetuar o reconhecimento do local. Anotar particularidades do terreno, não captáveis pelo topógrafo. Anotar locais onde poderia estar uma piscina ou quadra, ou pérgula, ... Enfim, ‘captar’ o ‘espírito’ do local. Espírito como algo tangível, real. Tirar fotos do local, visuais, principais ângulos de vista.

4.1. Coletar dados obre a vizinhança. Questões de INTIMIDADE– o vizinho que pode olhas pessoas na piscina e, sobretudo, visuais. VISUAIS do terreno para fora, que interessam pela beleza ou como orientação da pessoa que circula no local, e visuais que não interessam e devem ser escondidas; ou seja, em tal direção pode ou NÃO pode ter uma árvore ou grupo de arbustos que possam impedir a visualização além ou justamente devem estar se dada visual não interessa ser vista do jardim. A beleza ou fealdade cênica.

FASE DE DIAGNOSE. Inicia-se o trabalho de prancheta. Papel vegetal.

5°.- USOS. Anotar à lápis, vem levemente os principais usos no futuro jardim. Trata-se do inicio de um croqui que recebendo acréscimos. Numa residência os básicos são: acesso, serviço, social e intimo. Já se vai pensando na melhor dimensão de cada área de uso, em função do escopo e dos dados coletados.

5.1. Num parque e jardim, parte de lazer, pensa-se em usos ativos e passivos. ATIVO onde existe ação, esportes, jogos, recepção em pátios, ... PASSIVO é o local reservado, onde se quer ficar a sós ou em caráter reservado com alguém (tomando chá, estudando,...); o local destinado à contemplação, reflexão, contato intimo com a natureza. Obviamente usos ativos devem ser separados com vegetação dos uso passivos...

6°.- VISUAIS. Sobre os usos anotamos questões de intimidade interna. Entre um uso e outro. Anotamos também (sempre com traço leve) as visuais: positivas e negativas. Desenhamos como um ângulo aberto ou fechado. Tanto internas entre os usos, quanto internas para o exterior e do exterior para o terreno a ser tratado. Sempre refletindo sobre o que interessa e o que não interessa acontecer para o usuário fruidor do jardim.

7°.- CONCEITO ‘A’. A preocupação básica de todo projeto de paisagismo é ORGANIZAR ESPAÇOS VERDES. Daí o aspecto ‘arquitetura’. Paisagismo NÃO É DECORAÇÃO (arranjo estético de plantas). É organização de espaços verdes com o uso de vegetação. Nesse sentido é arquitetura. Arquitetura externa.

7.1. Vamos projetar os espaços externos do parque ou jardim = área verde. Isso, da mesma maneira que se projeta, por exemplo, os espaços internos uma residência, conforme as dimensões do terreno.

7.2. Há uma correspondência entre espaço interno e espaço externo.

7.3. Pensa-se o CHÃO (circulação, pisos, gramados e demais plantios), o LADO (como se enxerga ou não além da vegetação, se livre, se arbustos, se árvores, estas isoladas ou em maciços), e o TETO da área verde (se o céu em si, a copa de uma árvore)...

7.4. Pensa-se a CIRCULAÇÃO: caminhos, passeios, pátios de estar. Acessos aos usos e atividades previstas.

8°.- CONCEITO ‘B’. Nessa linha de pensar A VEGETAÇÃO É MATERIAL DE CONSTRUÇÃO. Pensa-se o jardim da mesma maneira que se pensa uma casa onde está o quarto a sala, as portas de acesso e as janelas para se visualizar fora. É nesse sentido que a vegetação constrói espaços e não é mera decoração.

9°.- CONCEITO ‘C’. Medidas de CONTROLE DO MICROCLIMA. Na área verde devemos:

a.- liberar os raios matinais, que são saudáveis e germicidas, permitindo que cheguem à edificação e áreas gramadas de estar e se tomar sol; ou seja: árvores não devem atrapalhar essa função.

b.- proteger (com árvores ) a edificação e dados usos, dos raios do sol poente que são muito quentes.

c.- proteção da área verde dos ventos sul, regra geral, frios e fortes (para o Brasil).

d.- a disposição da vegetação, não deve, entretanto, ser muito densa de sorte à prejudicar a VENTILAÇÃO.

NOTA.- Tais conceitos, presença ou não de árvores e arbustos, vão sendo anotados levemente (com traço leve) sobre esse desenho inicial.

NOTA.- Projeta-se considerando o tamanho adulto de cada espécie vegetal. Para uma residência pode-se considerar dez anos. Para um parque público que poderá durar séculos, deve-se pensar o tamanho adulto entre 20 e 50 anos.

10°.- CONCEITO ‘D’. TIPOS DE VEGETAÇÃO atuando como material de construção. Os tipos (me desculpem sempre a obviedade do aqui escrito, mas é necessário para ordenação do pensamento e raciocínio)são:

a.- Arvores de grande, médio e pequeno tamanho adulto. Árvores isoladas, em grupos de 2 a 5 e mais próximas formando maciços.

b.- Arbustos que crescem acima de 1,80 metros, entre 1,80 e 0,50 metros e abaixo de 0,50m. Essa classificação é função da visualização: enxerga-se ou não além do arbusto ou maciço de arbustos.

b.1.- Trepadeiras, importantes pois seu crescimento pode ser conduzido ao local onde nos interessa ter vegetação, seja lateral se como pérgulas e similares (TETO). Importante para residências que ocupam quase todo o terreno e se deseja ter muito verde.

c.- Gramados e relvados. Uma ou mais espécies diferentes de revestimento vegetal. Sol, sombra, meia sombra.

d.- Canteiros de herbáceas floríferas ou de folhagem colorida.

e.- Plantas decorativas.

NOTA.- A organização da vegetação criando espaços e organizando usos,  compõe a ESTRUTURA VERDE da área verde.

11°.- CONCEITO ‘E’. Custos de execução e manutenção. Importante pensar-se nesses custos. Uma vez fiz uns cálculos e conclui que a cada seis anos pode-se gastar em manutenção o equivalente ao custo de execução. Esse assunto deve ser analisado com o proprietário. Incluindo se ele pretende ou não cuidar do jardim. Certos tratos culturais complexos, nada mais importante que feitos pelo proprietário.

PARA MANUTENÇÃO. Considere-se.

m.- Maciços de árvores custam menos que árvores isoladas.

n.-quanto maior a área gramada, maior o custo de manutenção.

o.- jardins com árvores, arbustos e gramados tem custo de manutenção menor que jardins com árvores, arbustos, gramados e canteiros.

p.- na manutenção dos canteiros, espécies semi-perenes tem menor custo que espécies anuais.

NOTA GERAL.- Nessa fase de DIAGNOSE, traça-se com lápis em traço leve para ir sobrepondo as anotações, de maneira cada vez mais integrada.

12.° FASE DE SÍNTESE. Pensa-se o jardim cada vez mais completo até o desenho final. É a composição final. Pensa-se na construção do espaço verde em nível executivo. Rapidez de crescimento. Forma, cor e textura. E somente nesta fase pensa-se em SELEÇÃO DAS ESPÉCIES VEGETAIS. O desenho final pode ter duas a três fases: Anteprojeto, Projeto Básico, Projeto executivo. Pode-se incluir irrigação e iluminação.

12.1. Nessa fase toma-se as DECISÕES FINAIS de projeto, de criação (artística) a saber: usos, circulação, espaços, intimidade, visuais, ....

12.2. IMPORTANTE.- Penso que é somente nesta fase que se COMEÇA A SELECIONAR AS ESPÉCIES VEGETAIS, considerando-se suas características de tamanho, dimensões, características de forma, cor e textura. O quanto de largura crescem.

12.3. Inversamente, nas fases de análise e diagnose não se pensa em espécies vegetal, pensa-se a vegetação considerada como TIPO DE VEGETAÇÃO.

13°.- BIBLIOGRAFIA.

Um interessante livro, para nível universitário é: “Landscape Architecture- the shaping of man’s natural environment” de John Ormsbee Simonds , F.W.Dodge Co. NY. É o livro mais completo que conheço na linha de pensamento acima exposta. O exemplar que possuo é de 1961. Comprei em 1961 ainda como estudante de Agronomia: ajudou-me muito.  Eu tinha um outro muito simples do Eckbo, mas me foi sequestrado e nunca me pediram resgate...

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 20 março 2017 às 17:54

Caracas, vejam só como enriquece-se um simples bate papo virtual!. Não vou resistir e enviar meu pitaco sobre o assunto, bem mais singelo, mas creio que dá o recado!.
A BELEZA EXTERNA DO NOSSO LAR
Sabemos que nosso Lar é o nosso “ ninho” , e nele produzimos e criamos o que mais amamos nesta Terra , pois neste local tão significativo para nós , é onde sempre queremos embelezar e deixarmos mais confortável e atrativo , e é o motivo da nossa saudável vaidade e nosso pequeno orgulho.Sua beleza não deve ser somente de um interior bem transado , nem de uma fachada ousada e criativa , mas também o exterior da residência deve ser bem planejado , pois é neste arranjo o primeiro impacto da admiração e avaliação dos nossos visitantes , portanto esta primeira impressão é fundamental na conclusão de todo conceito que queremos mostrar, e que chamamos agora de ARQUITETURA DE EXTERIORES .
A chegada em nossa casa, seja ela individual ou coletiva, já é medida pela sua calçada, devendo estar em harmonia com o estilo da construção, e faz parte desta calçada, a paisagem de circulação publica que além de obedecer às leis e normas municipais, devem ter beleza e objetivo social e paisagístico.
Como por exemplo, o porte e a configuração das árvores para sombreamento, não devem comprometer a fiação publica, sua copa deve aceitar serem modeladas ( podadas), suas folhas devem ser o mais permanentes possíveis e sua queda não trazer aborrecimentos sobre donos dos veículos, que sobre elas estacionem , nem transtornos aos transeuntes , suas raízes devem serem profundas ( pivotantes) , para não danificarem o piso da calçada ou os alicerces de muro ou mesmo residências , nem seus galhos serem muito frágeis . O piso tanto em concreto como em cobertura natural devem ser montados com estrutura de base, (correção físico-quimico do solo) na implantação e no desenvolvimento, para se conseguir a continuidade e permanência do resultado, tudo isto é competência do Engenheiro Agrônomo, principalmente quando alia-se ao talento e bom gosto de um Paisagista.

MANOEL JOSÉ SANT´ANNA - Eng. Agrônomo
Rua São Paulo, 802 – Vila Mota – Catanduva/SP – CEP 15804-000
Fone/ fax: 17 3524-1174 – Cel.: 17 9714-8066

P.S.- Acredito que exista ainda muito dizer sobre a matéria , não somente Na parte de ornamentação como na convivência urbana atual (Ex. o Convívio com aves, antes rurais e agora devido a mono cultura transformaram-se em problemas sociais, assim como o uso de árvores (Exóticas e a falta das nativas- Ex Espatódia, Leucena, Jambolão, etc ).

Comentário de Rodolfo Geiser em 20 março 2017 às 17:47

José Luiz e Gilberto: Vamos continuar essas conversas sobre projeto de paisagismo aqui no BLOG ou abrimos um Grupo? Ou nos baseamos em algum grupo de paisagismo já existente. O que acham?:

Comentário de Rodolfo Geiser em 20 março 2017 às 17:42

José Luiz, valeu suas indagações. Aguarde por favor... E OBRIGADO. abr

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 20 março 2017 às 17:39

PRINCÍPIOS DE ARQUITETURA PAISAGÍSTICA

Rodolfo,

Você me pediu que adiantasse algumas perguntas minhas. Como não tenho noção do assunto, fui direto ao pai-dos-burros (nosso velho amigo Google, na primeira página que apareceu: jardineiro.net) e anotei alguns itens que achei importantes. Assim, prefiro que nos diga que abrangência percentual do tema, em conjunto, eles comportam. Aqui vão.

1 - Paisagismo é a ciência e a arte que estuda a organização do espaço exterior (Studart, 1983). Por sua vez, o espaço é ditado pela organização dos corpos sólidos e as áreas livres ou vazios.

2 - Deve-se projetar sempre em harmonia com o ambiente, equilibrando a forma e a cor de acordo com a paisagem local. As formas irregulares e as composições de grandes volumes salientes, como morros, têm maior relevância visual e se acentuam com o relevo.

3 - A combinação de cores é muito importante na construção da paisagem, pois determina a qualidade estética da mesma. Já a textura é a combinação de formas e cores, e se caracteriza por grão (tamanho relativo das irregularidades da superfície, grosso, fino), densidades (espaço), regularidade (grau de ordenamento do espaço) e contraste (diversidade de cores e luminosidade).

4 - Variantes agronômicas e ambientais: a) a topografia natural dos terrenos deve ser respeitada; b) na seleção das plantas, atentar para o tipo de clima, inclusive as sombras e os ventos predominantes; c) o conhecimento do solo é importante para se prever as técnicas e insumos e, também, para a seleção das plantas a serem utilizadas; e d) o relevo do terreno, os espelhos d´água e a vegetação são características que interferem na forma.

5 - Na composição do jardim, é importante e necessário que os seus elementos (linhas, formas, cores, texturas, sons e aromas) proporcionem reações emocionais. Para um prazer visual, é necessário que os objetos guardem entre si uma proporção harmônica. Escala é a relação existente entre o tamanho do objeto e o entorno onde está situado.

6 - Ritmo é a disposição inteligente dos elementos. Ele pode ser obtido através da repetição de formas, pela proporção de tamanhos e por movimento de linha contínuo. Equilíbrio é a estabilidade que se determina quando forças opostas se encontram, sendo responsável pela sensação de estabilidade oferecida por uma composição presente no campo visual.

7 - O contraste se obtém quando se colocam juntos objetos com características opostas em linha, tonalidade, textura, forma e cor. No jardim, deve haver sempre um elemento principal que superará os outros elementos presentes, podendo ser aplicado a todos os três atributos ou dimensões da cor, tonalidade, valor e intensidade.

Um abraço,

José Luiz

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 20 março 2017 às 11:20

Sr Rodolfo Geiser, e Sr José Luiz Couto, acho que teriam muito a contribuir, além dos demais da REDE AGRONOMIA,  e acenderiam a chama deste importante mercado, mostrando esta competência para toda classe e sociedade, além de estimular sua maior importância dentro das Universidades.

Comentário de Rodolfo Geiser em 20 março 2017 às 11:19

Pô, Manoel, Imagine velho aos 66 anos. Deixa disso. Quando muito somos MENOS JOVENS. Em maio completo 77 anos e tenho muitas idéias pela frente. Para mim, você é um 'rapaz', na medida em que me considero também um rapaz. Somos todos rapazes...E somos nós, os menos jovens, que temos muito dar aos nenês...ainda iniciantes... Toca em frente..

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