Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Reunião da Agronomia Não Confaeab

Não, não foi uma reunião de Engenheiros Agrônomos contrários à Confaeab. Pelo contrário, nesta terça-feira, 30 de agosto uma reunião comandada pela direção da Confaeab e com a presença de diretores, vice-presidentes e conselheiros da entidade, além de outros E.A., totalizando 73 presentes, conseguiu não ser caracterizada como uma reunião da Confaeab.

Foi uma reunião articulada há pelo menos 3 meses, fruto dos movimentos de articulação nas redes sociais especialmente sobre a polêmica da criação de um novo Conselho da Agronomia e a saída do Sistema Confea Crea. O apoio do colega Lucchesi (PR) viabilizou o espaço. Havia então uma pauta definida e contava-se com a presença da Confaeab para abrilhantar e dar significado à reunião.

A pauta previamente acordada e defendida pelo Luiz Freire (RJ) já ao início da reunião era:

  1. Valorização das entidades da Agronomia;
  2. Discussão do novo Conselho da Agronomia

Tudo pronto para uma reunião produtiva e que, naquele momento, já se prenunciava como uma das reuniões mais significativas, em termos de representatividade da Agronomia, considerando a pluralidade de representações e militâncias estaduais presentes, importância aliás confirmada por vários depoimentos dos colegas.

Eis que, ao assumir a coordenação da reunião o presidente da Confaeab Angelo Petto declarada, de forma veemente, que não se tratava de uma reunião da Confaeab, mas uma reunião da Agronomia. Um certo mal estar na audiência, mas que até poderia ser superado. Pensando bem, na prática pouca diferença faria considerando a importância e representatividade dos presentes. 

Entretanto, a discussão polarizou-se em torno deste dilema: ser ou não ser reunião da Confaeab. A todo momento o presidente Angelo Petto interrompia falas com longas explicações sobre questiunculas regimentais e jurídicas sobre convocação de Assembléias (o que não era o caso) enquanto colegas como Freire (RJ), Helder Carnielli (ES), Cleberson (DF), Mauro Cirne (RS), Moisés (RO) e outros apresentavam questionamentos. Afinal, se não era uma reunião da Confaeab, o que fazia o presidente coordenando a reunião? Se não há recursos para uma reunião em Brasília, por que não aproveitar ocasiões como essas?

Tempo quente, ânimos exaltados com o Helder Carnielli pegando o computador para ler o regimento da Confaeb para provar que só cabia ao presidente admitir oficialmente como uma reunião da Confaeb, posição apoiada pelo Freire ao lado, na foto acima.

A reunião conseguiu, a duras penas, prosseguir para o tema de valorização das entidades. Imaginava então um debate sobre problemas e dificuldades de trazer E.A. às entidades, esvaziadas. Eis que o debate descambou para a interrupção no repasse de verbas do Sistema Confea Crea às entidades. Diante de nova legislação que impede o repasse os Creas estão impedidos desse repasse, que muitas entidades tinham como fonte importnate de renda. E embora proibido, ventilou-se que Crea-SP continuava repassando a algumas entidades, o que foi veemente negado pelo presidente Petta à AEASP. Entretanto foi confirmado pelo presidente da Associação do interior de SP, que já havia recebido 3 repasses neste ano.

O tempo foi passando e o debate sobre os dilemas da criação de um novo conselho acabou não acontecendo, frustrando vários colegas que foram na expectativa de travar um debate de ideias e propostas. 

A reunião foi útil, no entanto, para dar uma imagem viva da atual situação da Agronomia nacional: várias posições divergentes da direção da Confaeab que, a despeito de seu voluntarismo à entidade, não consegue traduzir nem vocalizar os anseios da categoria. O que não foi dito, mas é ventilado entre vários colegas é a aproximação do presidente Angelo Petto com o presidente do Confea José Tadeu da Silva e que tem prejudicado a independência da entidade, razão inclusive do atual encaminhamento da reunião como não sendo uma posição oficial da Confaeab.

Ficou claro também o quanto esse nível de desentendimento tem sido prejudicial a esse e outros tantos debates e encaminhamentos que se prejudicam nos embates das disputas políticas e nas atenções a minundências que em nada agregam aos grandes temas que precisam ser tratados pelo conjunto das lideranças e representações.

Ainda temos oportunidade de nos organizarmos em nível nacional para uma ação articulada em valorização da Agronomia. Esperamos que a direção da Confaeb seja um elemento que ajude e não dificulte essa tarefa nacional.

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Comentário de Francisco Cezar Dias em 16 setembro 2016 às 18:53

Estranhei Celso que vc usou OEAB. Nós criamos este nome entre os colegas em Chapadão do Sul, MS e, com a ajuda de um Promotor e um Advogado, criamos o primeiro estatuto.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 16 setembro 2016 às 18:48

Penso assim tb e posso asseverar a vc que os colegas que estão no campo, pensam da mesma forma. O duro está em levantar dinheiro para iniciar um processo.

Coloca dinheiro na minha mão, Gilberto, que crio em 20 dias. Estava planejado que neste ano iniciaria o processo, mas, infelizmente, meu planejamento falhou. Só que não desisto e vou encerrar minha carreira com ele organizado e funcionando.

Comentário de Celso José Dall´Acqua em 16 setembro 2016 às 10:12

Oh, Francisco C. Dias, se voce já teve essa idéia, que  bom. Sou parceiro. mas ço que é preciso é mudar essa situação de desencanto e abandono dessa classe nossa. Como já disse, não abrem-se postos de saude sem médicos, mas abrem assentamentos sem agrônomos. É uma vergonha.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 12 setembro 2016 às 19:16

Uma autocrítica em outras redes propõe a reflexão: se não conseguimos sequer desenvolver uma ação articulada num Congresso em nível nacional, como queremos criar um novo Conselho? 

Estaremos entregando o galinheiro para meia dúzia de raposas?

Comentário de Francisco Cezar Dias em 8 setembro 2016 às 12:44

Celso, este texto é meu. O que vc está fazendo cara?

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 8 setembro 2016 às 10:50

Bom dia debatedores, creio ter expressado mal, na verdade não questiono se é viável ou não sair do CONFEA, e criar uma nova CONFAEB, apenas nunca presenciei qualquer ligação favorável da primeira para a classe, e participei da eleição do Abukater para o CREA, quando o José Tadeu foi apoiado para o CONFEA, e isto já tem quase 20 anos. Dai se continua, é mais do que qualquer gestão de um Monarca.

Comentário de Celso José Dall´Acqua em 8 setembro 2016 às 10:34

Tenho falado, ao longo de anos, que temos que temos o Sistema Confea -Creas como órgão puramente arrecadador e não de defesa dos agrônomos, precisamos urgentemente de uma entidade que realmente nos represente. e estou criando a OEAB Ordem dos Engenheiros Agrônomos do Brasil, que terá  representações nos estados, pois não é possivel que nos calemos diante de tantas aberrações como técnicos de nível médio assinarem receituário, só porque FHC disse dque podiam(nada contra técnicos) eles só não têm a formação adequada e suficiente para isso. E sem contar que se fazem ações na agricultura sem assitência adequada de agrônomos, enquanto na saúde não se abre um PSF sem médico; falta-nos organização, a çque ora buscamos. espero apoio dos colegas para essa empreitada. cjdalaqua@hotmail.com  é meu contato  e meu fone- 66-99967-3615

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 8 setembro 2016 às 8:02

Bom dia debatedores, colega Gilberto, a muito que nossa classe declina, tanto perante a sociedade, como em representação profissional, me espanta realmente se vejo nossos colegas dirigirem-se até Foz do Iguaçu, sem uma convicção da implantação de um novo órgão nacional, a Confaeb, provocando tal polêmica. Desta forma só entendo que muitos estavam com outras intensões, que não era o benefício da classe. 

Comentário de Gilberto Fugimoto em 7 setembro 2016 às 11:28

Esse quadro ilustra bem a situação nacional que acarretou derrotas no 9º CNP.
A desarticulação da categoria em nível nacional não se deu em razão do Sistema Confea / Crea. Nossos insucessos são fruto da nossa atuação coletiva. 

Mais útil que atribuir culpa "aos outros" ou esconder questões internas, é fazer profunda auto-crítica e agir propositivamente.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 6 setembro 2016 às 9:20

Com todo respeito, Dr. Manoel. Uma reunião desta não deveria ser colocada na mídia. Se é que entendi o texto que se apresenta junto das fotos. Mas, isto é o que encontrei quando fui buscar apoio nestes órgãos a 36 anos passados.

Temos nada para uma categoria da importância da nossa. Merecemos muito mais do que elefantes brancos.

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