Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

AGRONOMIA TEM A SOLUÇÃO PARA A CRISE DE FORNECIMENTO DE ÁGUA NO RIO DE JANEIRO

 Mas afinal, o que a Agronomia tem a ver com ESGOTAMENTO SANITÁRIO, especialmente em cidades com até 50 mil habitantes e de pequenos ou médios agrupamentos urbanos (bairros e vilas rurais, condomínios, periferias de metrópoles etc.) ???    

Bacias hidrográficas, como as dos Rios Paraíba do Sul, a montante da tomada de água, e Guandu e seus afluentes, sofrem com o esgoto “in natura” que é despejado antes da tomada de água pela CEDAE.  A mídia afirma que existem recursos disponíveis e não utilizados pelas prefeituras para a instalação de ETEs.  GF garante a obra civil e o custo de manutenção (mão de obra, reagentes etc.) que são enormes para uma ETE completa, recaem sobre as prefeituras que, logicamente, não querem arcar com esse ônus. 

Ferramentas agronômicas, dominadas por Engenheiros Agrônomos, podem ser a solução para o tratamento da água que será devolvida aos rios.  Melhor ainda: a utilização de águas residuárias para depuração por irrigação promove a geração de riquezas e de empregos, viabilizando o esgotamento sanitário e a proteção de mananciais hídricos e áreas de captação de água para abastecimento humano.

Com a supervisão de uma engenheira ou engenheiro agrônomo habilitados permite o reuso de águas residuárias submetidas a tratamento primário (ou água bruta pré-tratada) na produção irrigada de culturas comprovadamente sem risco como cana, café, eucalipto, áreas verdes, gramados de laser e esportes.   Dados técnicos deixam saber que uma área irrigada de 60 a 100 ha trata o esgoto de 20 a 30 mil habitantes.

Nas discussões que acontecem atualmente sobre a necessidade (lógica) de se evitar a deposição de esgoto in natura na água que será consumida pela população do Rio de Janeiro temos de salientar que a solução passa pela agronomia com o uso de ferramentas dominadas por engenheiras e engenheiros agrônomos.  Isso inclui tecnologias disponíveis e de fácil acesso e adoção incluindo a escolha de áreas para a depuração de águas residuárias, o manejo do solo e de culturas, os equipamentos para o tratamento primário de dejetos (filtragem e aproveitamento de resíduos sólidos) e as técnicas e equipamentos para a irrigação.  Essa discussão incluí a necessidade urgente de revisão de conceitos e de legislação envolvendo o esgotamento sanitário e o uso de águas residuárias, revisitando legislação vinculada ao reuso, licenciamento, outorgas etc. 

Trata-se de uma oportunidade única de parceria público-privada envolvendo engenheiras e engenheiros agrônomos, técnicos e produtores rurais.

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