Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

O Globo de hoje, 30.1.2018, no caderno Sociedade/Saúde, trás uma página inteira dedicada ao perigo dos agrotóxicos. Os jornalistas Patrik C. e André S. preencheram o espaço para falar do Perigo no campo.

Os pontos da reportagem que merecem destaque são os seguintes:

> O Brasil já é o maior consumidor mundial de agrotóxicos.

> Em 2017 foram registrados 4.003 casos de intoxicação no país (quase 11 por dia), com 164 mortes, 157 incapacitações para o trabalho e 1.449 tentativas de suicídio com a ingestão de agrotóxicos.

> Boa parte dos agrotóxicos usados no Brasil é contrabandeada.

> No campo, são poucos os trabalhadores que utilizam equipamentos de proteção individual - EPIs, que são caros e incômodos.

> Perfil das vítimas: 71% brancos; idade entre 15 e 39 anos (54%); 86% não concluíram o ensino médio; e 60% dos casos se concentram nos Estados de SP, MG, RS, PR e ES.

Algumas reflexões. Os Engenheiros Agrônomos frequentemente são responsabilizados pelas mortes com agrotóxicos embora, profissionalmente, relativamente poucos de nós já tenhamos assinado na vida um Receituário Agronômico (eu sou um deles).

Considerando que quase 90% das vítimas tem pouco estudo, sobressai a importância da Educação e/ou, pelo menos, da informação técnica e da Extensão Rural.

Como o pessoal do agronegócio é mais capitalizado e pode pagar um trator com cabine fechada e com ar condicionado para pulverizar as lavouras, sobra para a Agricultura Familiar, que via de regra fica jogada às moscas, literalmente.

Para tentar reverter esse quadro, eu confio na divulgação. Por isso, volto a indicar aos colegas a minha página sobre Riscos de Acidentes na Zona Rural, no endereço abaixo:

http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/

Os envenenamentos por agrotóxicos, eu abordo na seção seguinte:

http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/vene.htm

Boa leitura e bom proveito.

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Comentário de altair roberto de carvalho em 5 fevereiro 2018 às 12:37

OFEREÇO, PALESTRA MOTIVADORA PARA SENSIBILIZAR PRODUTORES RURAIS A ADOTAR OS PRINCIPIOS DE AGROECOLOGIA E SISTEMAS AGROFLORESTAIS, E INTEGRAÇAO FLORESTA CULTURAS

Comentário de altair roberto de carvalho em 5 fevereiro 2018 às 12:33

EM ALGUNS ESTADOS OS ENGENHEIROS SAO TRATADOS COMO"ANALISTAS"

Precisamos lutar para recompor o nome dos profissionais, afinal pagamos crea, temos de emitir ART, e nao temos o titulo original de formatura e registro.

Espero que os proximos diretores e presidentes dos CREA s lutem por este direito de origem,

abraços

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 fevereiro 2018 às 9:49

Ramon,

Obrigado pelo elogio aos meus materiais postados aqui. Os dados da minha página (anexada à da UFRRJ), também, são muito visitados, no exterior inclusive. Não faço mais (divulgação) não por estar aposentado (ao contrário, agora tenho mais tempo para isso), mas pelos ruídos nos canais de comunicação. Dou um exemplo. Poucos meses atrás fiz um curso do MMA pela internet para o preenchimento do CAR, e ficou por isso mesmo; não o coloquei em prática, pois o Ministério se esqueceu de avisar aos agricultores dos alunos habilitados. E o fato de eu morar numa cidade grande (Rio de Janeiro) em um Estado onde a Agricultura não é lá essas coisas, deve ter a sua parte de culpa.

Um abraço.

Comentário de Paulo Ramon em 5 fevereiro 2018 às 8:36

Creio que agora como aposentado, o senhor possa, se assim desejar, ser um disseminador do modo correto de ler e entender as bulas como também ensinar os produtores a usar corretamente os agrotóxicos na sua região onde vive.

O CREA deveria fiscalizar mais as nossas atividades no campo. Eu pago anuidade cara todos os anos e não vejo o CREA fiscalizando o comércio ilegal aliás essa atividade deveria ocorrer em conjunto com as secretarias estaduais de agricultura.

Seus materiais postados neste espaço são excelentes. Parabéns!

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 fevereiro 2018 às 8:26

Caro colega Paulo Ramon, bom dia.

Também creio que a informação é o melhor remédio (literalmente), daí ter publicado uma série de dados e informações no meu site sobre Riscos de Acidentes na Zona Rural (endereço abaixo), vez que já estou aposentado e nunca pratiquei (por falta de oportunidade) a Extensão Rural.

Além do contrabando, algo que deve ser combatido é o comércio ilegal e disseminado (de agrotóxicos) na zona rural, devido à ausência de revendas autorizadas. Mas a (falta de) EDUCAÇÃO é sempre foi o maior problema, seja pela incapacidade do usuário de ler as bulas e formulações, como pela desculpa do agricultor que o pai e o avô faziam desse modo (ERRADO) e, assim, ele não tem porque mudar.

Grato pelo depoimento.

Comentário de Paulo Ramon em 5 fevereiro 2018 às 7:27

Mata sim, mas podemos começar a ensinar a usar corretamente daí teremos menos resíduos nos alimentos que consumimos. Contrabando? Chame a PF, denuncie nos órgãos estaduais, no MAPA, IBAMA etc.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 janeiro 2018 às 9:27

ESCULPEM, esqueci de mostrar o link citado no final do primeiro parágrafo (abaixo):

http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/mma1.htm

Tenham um ótimo dia.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 janeiro 2018 às 9:25

PRIMEIROS SOCORROS

E já que estamos falando de acidentes (com agrotóxicos) não custa nada relembrar as atitudes que devemos tomar quando acometidos de uma fatalidade na zona rural. Para isso, eu elaborei este Mapa Mental dos Primeiros Socorros, para outros tipos de acidentes encontrados na zona rural. Vide endereço abaixo.

As recomendações para os casos de envenenamento por agrotóxicos são listadas neste site:

http://agronomiacomgismonti.blogspot.com.br/2009/07/agrotoxicos-pri...

E neste outro (entre muitos):

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/108agrotox.html

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 janeiro 2018 às 9:24

EDUARDO, bom dia.

Ao lado da falta de informações (citada por você), eu destacaria o analfabetismo pois, na maioria das vezes, o agricultor não tem como ler a bula (pior quando não era ainda obrigado a conter no rótulo o ícone da caveirinha).

De fato, pelo tanto que se produz e se usa no campo, o número de mortes é até pequeno. Acredito que mate menos que o trânsito e o fumo. Um amigo meu do Face (que leu meu texto) lembrou do banho de agrotóxicos que os bandeirinhas tomavam nas aplicações aéreas. Disse-lhe que isso acontecia antigamente, quando os aviões e pilotos não contavam com o GPS. Informei também que, entre os vários tipos de aplicações de agrotóxicos, este é um dos mais seguros e que menos afetam o meio ambiente, por se utilizar do produto em ultra baixo volume - UBV.

Um abraço. 

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 31 janeiro 2018 às 8:21

Infelizmente Jose Luiz, a falta de informações e o maior problema tanto nas intoxicação, quanto no uso errado.

Mas se escolheu essa bandeira contra os defensivos, apesar de eles matarem menos dos que o trânsito brasileiro

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