Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agro. JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO

jviana@openlink.com.br

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Fato curioso que passou desapercebido de muita gente, é que na recente catástrofe dos deslizamentos e mortes na região serrana fluminense, muitas casas locadas em áreas consideradas de risco não foram atingidas; e vice-versa. Sinal de que os estudos anteriores de área de risco não foram bem feitos. Longe daqui, mas ainda este ano, um prédio inteiro em construção, em Belém, desabou feito castelo de cartas.

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Passando para outra área. Na coluna Eco Verde de O Globo (10/03/11, pág.28), o comentarista Agostinho Vieira escreveu:

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Dois estudos divulgados há 15 dias pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) dizem que o problema da agropecuária no Brasil não está no Código Florestal e, muito menos, na falta de espaço para plantar. Estaria na ausência de crédito, na precária assistência técnica e na baixa produtividade. Principalmente na pecuária, onde hoje criamos um boi por hectare. Um índice muito abaixo das três cabeças de gado que dividem um hectare nos EUA. Segundo os cientistas, se esse número subisse para um boi e meio por hectare, o país teria 50 milhões de hectares a mais para plantar, quase o dobro do que tem hoje. Ou seja, ainda há muito o que se discutir e melhorar antes de por em risco o nosso patrimônio ambiental.

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No caderno CIÊNCIA do mesmo jornal e no mesmo dia, no artigo “Poluição encurta vida de europeus”, consta que a OMS recomenda que a média anual de níveis das partículas finas dispersas no ar, as PM2,5 (produzidas em grande parte por emissões de automóveis e sistemas de aquecimento), não ultrapasse 10 microgramas por metro cúbico. Barcelona, na Espanha, a cidade que tem uma das maiores densidades de veículos por quilômetro quadrado (6.100), lança no ar 27 μg/m3. Imagine os microgramas de São Paulo.

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Os casos de erro médico, nem se fala.

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O Brasil é o único país emergente dos Brics (que inclui Rússia, Índia e China) sem uma universidade na lista das cem melhores do mundo (O Globo, 11/03/11, pág.10). Por isso, em todas as (poucas) tentativas de levarmos o Oscar da Ciência, a bola bate na trave.

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Não é difícil associar esses fracassos ao baixo nível do nosso ensino. Basta ver os resultados das avaliações internacionais do Brasil, nas olimpíadas de Português e Matemática. Uma vergonha.

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AS CAUSAS

No meu entender, pelo menos três são as causas do nosso infortúnio:

1)     baixa auto-estima;

2)     falta de ferramentas; e

3)     mal gerenciamento do tempo.

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No 1o. caso, como a maioria dos que nos cercam, em geral, têm cultura inferior, deixamo-nos contaminar pelo “complexo de vira-latas”. Quanto às ferramentas, desde o primeiro ciclo, conte quantas escolas têm microscópio, para despertar nos alunos o interesse pela Ciência. E finalmente, na questão do tempo, por acaso você já se perguntou, ao final do dia: “o que eu fiz de útil hoje ?”

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PENSE NISSO.

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