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Algodão em pluma no Brasil segue batendo recordes de preços, segundo informações do Cepea


Os preços médios do algodão em pluma saltaram mais de 137% em janeiro deste ano, ante omesmo período do ano passado. Nos oito primeiros dias deste mês de fevereiro a média depreços já ultrapassava a casa dos R$ 3,66 por libra-peso, que representa um crescimento de8% ante os R$ 3,36 por libra-peso vistos no mês passado. As informações são do Cepea(Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Por conta da baixa oferta de algodãono mercado mundial, pela quebra global de safra causada por problemas climáticos e a fortedemanda pelo produto, o algodão em pluma vem quebrando recordes diários de valorizaçãonesse começo de ano.  A média em janeiro foi de R$ 3,36 por libra-peso, crescimento de 17,4% ante dezembro de2010, quando a média foi de R$ 2,86/lp. Para Lucilio Alves, pesquisador do Cepea, isso é oresultado de uma junção de fatores: o clima, que gerou quebras de safra no mundo inteiro; umademanda mais aquecida, pelo aumento de renda das classes mais baixas; e o fato dasindústrias têxteis estarem retomando as atividades após o final de ano."Em janeiro e fevereiro já existe [anualmente] uma tendência de preços mais altos para oalgodão, que é o período em que as indústrias estão retornando das férias coletivas e há ummaior número de compradores no mercado. Além disso, é um período em que a oferta tende aser um pouco mais escassa. Então é comum ver preços mais elevados nesses dois meses".Alves contou que essa marca nominal, obtida em janeiro, é o maior valor da história doalgodão, que em janeiro de 2010 esteve em média R$ 1,42 lp. "A postura firme de produtoresdiante da baixa disponibilidade da pluma para pronta entrega vem sustentando as cotações.Parte dos cotonicultores está focada no cultivo da safrinha de algodão, que está atrasadadevido ao excesso de chuva que atrapalha a colheita da soja", acrescentou ele. Para o analistada Safras & Mercado, Miguel Biegai, os preços devem continuar em alta nesse mês defevereiro, com grandes possibilidades de fechar acima dos R$ 3,5/lp em média. "O começodeste ano está um paraíso para os produtores e até o final de fevereiro teremos os preços emalta. Somente a partir de março o mercado ficará em estabilidade, para recuar no segundosemestre". Biegai afirmou que apesar de toda a euforia, os produtores estão receosos emrelação ao futuro, já que em diversos países a expectativa de aumento de área de algodãosupera os 10%."Hoje o produtor tem medo que entre muita gente nova no negócio, porque o preço chama aatenção, e está dando margem de lucro em média de R$ 3 mil por hectare e isso é muitodinheiro. Mesmo que o cara arrende a terra e pague um alto preço por isso, alugue máquinas,compre defensivos ainda vale a pena", garantiu o analista. A partir do segundo semestre ospreços devem recuar um pouco, dado a entrada da nova safra, tanto no Brasil quanto emoutros países do mundo. E em outubro e novembro a tendência é de preços em linha com omesmo período de 2010 disse Bueno. Para ele mesmo com as quedas previstas, os preçosnão devem ficar muito abaixo dos valores vistos em dezembro do ano passado (R$ 2,86libra-peso). "Em março pode ser que vejamos um mercado mais estável, pois começa a safra de São Paulo. Em abril teremos um pouquinho mais de oferta com Minas Gerais. Em maioentra a safra goiana e aposto em um recuo. É claro que tudo dependerá do mercadointernacional. Apesar disso, os valores não devem ficar abaixo de R$ 2,80 por libra-peso.

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