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Ampliar a lavoura: Brasil terá de abrir área para atender crescente demanda mundial por soja


A crescente demanda mundial por soja vem colocando o Brasil em uma posição de destaquecomo fornecedor da oleaginosa. Para ter mais produto e atender a essa procura, o aumento daárea cultivada é considerada por analistas a melhor opção no curto prazo, já que eventuaisnovidades em biotecnologia, capazes de elevar a produtividade em áreas já ocupadas, aindadevem demorar a chegar ao mercado. De acordo com Amélio DallAgnol, pesquisador-chefe decomunicação e negócios da Embrapa Soja, dos três maiores produtores mundiais o Brasil é oque tem as melhores condições para atender à demanda impulsionada principalmente peloapetite voraz da China. Os Estados Unidos, maiores produtores, já enfrentam uma forte disputapor área principalmente entre soja e milho. No país, é grande a demanda pelo cereal,matéria-prima do etanol. Já a Argentina, segundo DallAgnol, só expandiria a área daoleaginosa se o preço se mantiver alto, porque as regiões para onde o plantio pode avançarprecisariam de maior aplicação de fertilizantes e representam maior risco. No Brasil temosmuita área disponível apta para produção, e que pode ser facilmente incorporada ao processoprodutivo.   Nos últimos 11 anos, a média anual de aumento de produção foi de mais de 8 milhões detoneladas, e nem por isso está sobrando soja, disse DallAgnol. Desde a safra 2000/01, a áreacultivada com soja cresceu 10 milhões de hectares. Para atender à demanda crescente, AndréPessôa, sócio-diretor da Agroconsult, diz que o Brasil precisa expandir a lavoura do grão emmais 8 milhões de hectares nos próximos 10 anos. Isso elevaria o total semeado de 24,1milhões de hectares na atual temporada para 32 milhões de ha. O Ministério da Agriculturaprojeta a área de soja em 2019/2020 em 26,8 milhões de hectares. É ingênuo pensar que nãoprecisamos de novas áreas. Hoje, a cultura da soja está perto do limite de produtividadepossível de se obter. Há necessidade de se produzir mais, de ampliar a área de produção, defendeu Pessôa, paraquem o país não dará conta de atender à demanda internacional sem a abertura de novaslavouras. Segundo ele, enquanto no milho a produtividade brasileira ainda está longe dasmaiores vistas no mundo, na soja, o produtor nacional está perto do estado da arte, ao tirar daslavouras o mesmo volume de soja - ou até mais - que os concorrentes norte-americanos. Deacordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aprodutividade das lavouras de soja brasileira deve chegar a 2.943 quilos por hectare. Já oDepartamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório divulgado no mesmodia, diz que o produtor do país deve retirar 2.925 quilos de grão em um hectare. No milho, porexemplo, o produtor brasileiro produz 4.158 quilos por hectare (média considerando a primeirae a segunda safra), menos da metade dos colegas americanos, que colhem 9.590 quilos porhectare

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