Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

AOS ESTUDANTES E FUTUROS ESTUDANTES DE AGRONOMIA!!! .... E MESMO ALGUNS PROFISSIONAIS FORMADOS

Eu tenho visto ultimamente muitos estudantes e até mesmo vestibulando entrando na Rede. Eu vejo isso como uma coisa ótima, pois demonstra uma busca por conhecer um pouco mais sobre esta profissão fundamental, apaixonante e ampla que é a Engenharia Agronômica.

Porém uma coisa que é curiosa é a passividade de muitos.... Parece que muita gente entra na rede na esperança de ficar somente acompanhando algumas discussões, COMO SE TIVESSEM ASSISTINDO UMA AULA.

Eu digo isso, pois na grande maioria das aulas dos cursos de graduação... o estudante fica passivo perante um professor que fica "vomitando" a matéria e o estudante engolindo sem questionar. Gente! O a aprendizagem se faz com estudo e discussão. Aproveitem mais a rede... discutam. 

Eu vejo muita gente próximo de se formar que poderia estar usando a rede para perguntar.... como está o mercado, que opções podemos seguir.... ao invés de perguntar ALGUÉM SABE DE UM VAGA DE EMPREGO??? Será que nós passamos tantos anos estudando somente para sermos empregados???

Será que em um universo de 6 MILHÕES de imóvel rurais que existem no Brasil, mais uns 2 MILHÕES de lotes de assentamentos.... será que só existe trabalho para empregados???

Será que não existe trabalho fora do arroz com feijão... e cana, milho, algodão e soja????

Portanto aqui vai um recado para os estudantes que fazem parte da Rede.... Questionem! Discutam! Participem! Sejam Proativos! Saiam da passividade da sala de aula! Rede Social não é só para fazer amizades!

Levem isso, como uma opinião, pois conselho se fosse bom não era gratuito.... por sinal Conselho quando é remunerado recebe o nome de Consultoria.

Exibições: 294

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

Comentário de Rebeca Caroline Gonçalves em 4 junho 2014 às 12:17

Concordo contigo caro Eduardo, tantas redes excelentes como essa, alem da inovadefesa - RITDA, do Smea que é da própria Sociedade Mineira dos Engenheiros Agrônomos. Não ha nenhuma participação ativa, efetiva, questionadora, não entram em contato com os conselheiros que estão em prol da defesa de nossa categoria, trabalho com rede social, vejo que as das ciências agrárias especificamente dos engenheiros agrônomos os membros não são ativos nem participativos, são pacatos e nada consistentes.

Espero brevemente mudança nesse sistema tão integro e criado com tanta boa vontade para nossa classe.

Abraços

Saudações agronômicas a todos!!

Comentário de Gilberto Fugimoto em 4 junho 2014 às 0:54

Caro Eduardo,

Excelente argumentação!

Tbém acho que falta à formação acadêmica uma boa dose de iniciação a técnicas de gerenciamento e de empreendedorismo.

Acho mesmo que estamos nos devendo uma pesquisa mais profunda sobre os alcances, possibilidades e desafios de mercado de trabalho para empreendedores, autônomos e produtores rurais.

Grande abraço

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 4 junho 2014 às 0:33

Caros Francisco e Gilberto

A promoção do empreendedorismo é muito mais do que uma simples questão de incentivo, mas também de valorização da profissão. Vejamos os desejos de alguns profissionais durante sua formação universitária:

  • Médicos - sair da faculdade, fazer um boa residência e MONTAR UM CONSULTÓRIO próprio ou com colegas e se sobrar tempo pegar um emprego de meio período no serviço público, mas desde que pague no mínimo R$ 1.200,00/dia
  • Advogados - sair da faculdade prestar exame da ordem e MONTAR UM ESCRITÓRIO OU BANCA DE ADVOCACIA, eventualmente trabalhar temporariamente em grande escritório para ganhar experiência. Para ocupar o tempo no início da carreira trabalhar na justiça gratuita, com honorários pagos pelo Estado e intermediados pela OAB. Em último caso prestar um concurso público.
  • Engenheiros Civis - sair da faculdade, MONTAR UM ESCRITÓRIO OU UMA CONSTRUTORA. Para pegar experiência, aproveitam o gancho do Estatuto das Cidades que prevê o pagamento para engenheiros através de associações e sindicatos para eles atuarem na regularização de imóveis de populações de baixa renda.
  • Dentistas - após a formatura, MONTAR UM CONSULTÓRIO, nem que no início seja para atendimentos de baixo custo, conseguir um emprego de meio período no serviço público e tocar a vida.

  • ENGENHEIROS AGRÔNOMOS - APÓS A FACULDADE, CONSEGUIR UM EMPREGO NUMA MULTINACIONAL OU NUMA REVENDA PARA ASSINAR RECEITUÁRIOS, E.....

Sei que estes exemplos que eu postei são um pouco exagerados e até caricatos, mas a maioria dos demais profissionais liberais, onde inclusive nos encaixamos, são bombardeados o tempo todo com a ideia de que após a formatura o sucesso profissional deles está relacionado a eles serem "autônomos" e nós??? Vejam, muitas homenagens aos Engenheiros Agrônomos do Ano, feitas pelas associações profissionais são para aqueles que são empregados.... quantos autônomos já foram homenageados no Brasil????

Nós que temos o Cooperativismo como disciplina em nossa formação, que almejamos muitas vezes trabalhar para um cooperativa agrícola.. mas quais são as duas maiores cooperativas de trabalho do Brasil??? UNIMED e UNIODONTO, respectivamente médicos e dentistas. Será estes profissionais aprendem mais sobre cooperativismo na faculdade do que nós?

Além disso, vcs sabiam que o SEBRAE nacional já teve um programa de incentivo ao empreendedorismo destinado exclusivamente para agrônomos e o que esse programa foi extinto? Ele se chamava Iniciando um Pequeno Grande Negócio para Agrônomos.

Vocês sabiam que em todo o Brasil há pouco mais de 1.300 agrônomos cadastrados para desenvolver projetos de crédito rural para a Caixa Econômica Federal? E que na maioria são os mesmo que prestam o mesmo serviço para o Banco do Brasil, Santander e Bradesco?

Vocês sabiam que muitos produtores rurais ficam sem atendimento do PROAGRO, pois faltam profissionais que não trabalham em órgão públicos para atender essa demanda?

Na minha visão o empreendedorismo se constrói com demandas... e um grande problema de nossa classe e divulgar essas demandas e levá-las também para dentro das escolas de formação.

Somente para encerrar esse comentário... vcs sabiam que o profissional que mais falta na maioria das empresas de construção civil no Brasil chama-se Topógrafo... Há inúmeras vagas com salários altíssimos (acima de R$ 10.000,00), mas os profissionais preferem trabalhar como autônomos porque ganham mais do que isso... 

Comentário de Francisco Lira em 1 junho 2014 às 13:03

Realmente o incentivo ao empreendedorismo nas faculdades tem que ser fortalecido, aqui no Piauí sempre colocamos como exemplos profissionais de outras áreas como medicina e direito que deixam suas profissões para empreender em nossa área e infelizmente nos com essa gama de conhecimento ficamos a esperar por um emprego, concurso ou pós-graduação, não que não sejam alternativas  mas esse valioso espaço fica digamos assim abandonado, é preciso mudar a mentalidade e empreender, afinal o mercado esta ai para consumir e as opções são gigantes em nossa área.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 1 junho 2014 às 12:04

Caros Eduardo, Denise e colegas,

Ótimas contribuições!

Esse é um desafio da Agronomia: como promover o empreendedorismo?

abração

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 29 maio 2014 às 3:01

Olá a todos

O último parágrafo do comentário da Denise foi perfeito. Imagino como ela que no universo de mais de 6000 cadastrados na rede deve haver inúmeros empreendedores e autônomos que vivem sem emprego ou mais.... que geram empregos para outros.

Não se acomodar no emprego é fundamental e é isso uma das coisas que eu prego.... no meu caso, se eu quisesse somente me acomodar no emprego como professor beleza...! Mas eu quero mais... por isso mantenho atividades paralelas, gero outros empregos permanente e temporários.

Agora o que sempre fico intrigado aqui na rede é o número tão pequeno de participantes ativos!

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 26 maio 2014 às 0:05

Boa noite Lademir

Fico feliz por um inícío de repercussão na discussão, mas eu entendo que a direção dela em minha opinião é um pouco equivocada.

Concordo que importante a questão de valorizar a profissão... acho isso prioridade zero. Sei que existe a legislação federal que prevê o SMP de 6 SMR, para jornada de 30 horas e 8,5 SMR para jornada de trabalho de 40 horas. Porém, recentemente estive em Petrolina dando um curso e conversei com vários agrônomos e vários falaram que ganham líquido, equivalente ao piso ou mais. Digo isso porque:

8 SMR x 721 = R$ 5.768,00

desconto de INSS 11% (limitado a R$ 330,00 para o empregado) = 5768 - 330 = 5438

desconto de IR 27,5% = 5438 - 27,5% = 3.942,55 (salário)

descontos padrões CLT 6% de transporte = 3.942,55 - 6% = 3.705,99

Veja que estou somente mostrando que ganhar o piso profissional em carteira, não significa ganhar o estabelecido em lei.

Vi que vc atua em Pernambuco, não conheço muito a realidade daí, pois estive a primeira vez o mês passado por aí, mas posso dizer, que pelo menos na região Centro-Sul é díficíl um Engenheiro Agrônomo receber líquido, menos que os R$ 3.707,99 que citei.

Além disso, pelo menos no setor sucroalcooleiro aqui em São Paulo, salários para engenheiros agrônomos junior (recém formado) acima de R$ 5.000,00 líquido é comum, já para agrônomos seniores (mais de 10 anos de experiências em cana) já tem média acima de R$ 10.000,00.

Sei que o Brasil é muito grande, mas discutir valorização somente pela questão salarial é nivelar por baixo a nossa discussão.

Comentário de José Leonel Rocha Lima em 25 maio 2014 às 23:54

Eduardo,

Muito verdadeira a sua observação e oportuno o seu comentário chamando aos colegas para uma interação mais profissional na Rede Agronomia.

A nossa Rede Agronomia é um grande instrumento para o fortalecimento da nossa profissão através da troca de experiências, um local de articulação e defesa profissional, divulgação de cursos e eventos e formação de opinião do engenheiro/a agrônomo/a e da agronomia.

Deveríamos melhor aproveitar esse espaço/ferramenta sendo mais pró ativos e comprometidos com os nossos temas.

Comentário de LADEMIR C CALADO em 25 maio 2014 às 21:15

Eduardo]

Esse seu questionamento é muito oportuno e chamo àtenção também, para a queda acentuada do salário pago ao profissional de Agronomia, ao longo dos últimos anos. Antigamente existia um patamar mínimo de 6 salários mínimos. Hoje, tem Agrônomos ganhando pouco mais de 4 salários mínimos. Entendo que está no momento de haver uma mobilização nacional para tratar essa questão que é importante, principalmente pra todo mundo que está começando no ramo.  

© 2020   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço