Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agr JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO

jviana@openlink.com.br

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O Engo. Agro. e ex-secretário do Meio Ambiente, de 1990 a 92, José Lutzenberger e a também Enga. Agra. Ana Primavesi (autora do livro “Manejo Ecológico do Solo”, Ed. Nobel, 1981), parece que foram os pioneiros em transformar a imagem do Engo. Agro., de vilão (da poluição) em salvador da pátria.

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Na Figura abaixo, de minha autoria, destaco as ações preventivas de gestão ambiental (relativas ao solo, à água e às práticas agrícolas – item 6.3.1), como as mais importantes nesse sentido.

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MUDANDO O FOCO

Como o solo é o substrato (o palco e a sustentação) e a fonte principal de alimento das plantas (da água, inclusive), há uma tendência do profissional de agronomia achar que ele (o solo) é a peça mais importante da degradação ambiental na zona rural. Ele esquece, ou relega a 2o. plano, duas outras variáveis, tão ou até mais importantes que o solo: a água e o ar (efeitos danosos das queimadas).

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Além do seu uso na irrigação, ao meu ver, a água deveria ser estudada também sob os enfoques da eutrofização dos açudes (aspecto qualitativo) e do manejo de bacias hidrográficas (aspecto quantitativo e de planejamento). E mesmo na irrigação, quantos dos colegas saberiam interpretar, na Outorga, a expressão Q7,20 ? Ou orientar corretamente uma equipe de campo, a medir a vazão de um córrego usando molinetes (e interpretar, depois, os resultados) ?

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TOMAR O BONDE (DA HISTÓRIA) ANDANDO

É lastimável que tenhamos aceito, calados, que os Prefeitos e Governadores transformassem os nossos rios em cloacas ! Você pode até querer contra-argumentar: “Ah; a maior concentração de esgotos fica nas cidades, e a minha área de atuação profissional é no campo”. Aceito a desculpa, em parte. Embora, à jusante das cidades, também existam atividades produtivas, como a irrigação e a piscicultura.

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Mas, o que você Engo. Agro., me diz à respeito do desmatamento e do avanço da desertificação ? Também vai querer tirar o corpo fora ? Por que não aproveitar que 2011 foi eleito pela ONU o Ano Internacional das Florestas e a década, a dos Desertos e do Combate à Desertificação, para mexer os seus pauzinhos (não os do desmatamento) em prol do meio ambiente ?

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DIGA NÃO À ACOMODAÇÃO

De um modo geral, infelizmente, os técnicos brasileiros não gostam, ou não costumam, trabalhar em equipe. Pior ainda. Depois de formados, poucos se atualizam, tecnicamente. Esse preâmbulo é para mostrar que uma ferramenta de 1a. linha está disponível e é desprezada pelos engenheiros: as Geotecnologias. Refiro-me ao software TerraView 3.6.0, do INPE, gratuito na rede e com tutorial (também gratuito) no site de uma Professora da UFF.

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À propósito, e só para reforçar o meu raciocínio, lembro com tristeza, como ainda é tacanha a visão de alguns Engos. Agros. com relação ao meio ambiente. Eu era professor da UFRRJ quando decidi fazer o Doutorado. Meus colegas do Departamento, todos  Engos. Agros., torceram o nariz quando lhes disse ter escolhido para a tese, a Geografia. “Como ?! Um Engo. Agro. cursar Geografia ?” Na reunião de Departamento para decidir a minha liberação (mesmo que parcial), na votação, venci por apenas um voto, de um colega simpatizante. Em outras palavras: quase não fui liberado. Isso aconteceu em 1995. Hoje, a disciplina de Geoprocessamento é ensinada lá, em mais de um Curso. Evolução dos tempos.

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